Trilha sonora do momento

Em resumo, é isso.

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Pensamento do dia

Às vezes, você não consegue resolver um problema porque aquele problema não era seu.

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14 anos Dando a cara a tapa – Semana especial de aniversário: As previsões econômicas de 2025

Pois é, meus amigos.

Dando início aos festejos do décimo quarto aniversário do Dando a cara a tapa, vamos começar pelo tradicional embate entre a chutometria avançada do pessoal de “O Mercado” e os palpites descarados deste que vos escreve.

Para quem é novo aqui no Blog, a cada ano o Autor contrapõe suas previsões mercadológicas às dos supostamente entendidos “analistas de finanças” dos bancos e das casas de research. Condensados naquilo que o Banco Central convencionou chamar de “Boletim Focus”, os chutes dos çábios do mercado são reverenciados como uma espécie de oráculo, mesmo por quem não integra o mercado financeiro.

Todavia, contadas até o momento 10 “partidas”, o placar marca um vexaminoso 8×2 em favor do Blog. Isso, ressalte-se, com a benevolência do “regulamento”, que concede ao pessoal de “O Mercado” o benefício de “jogar em casa”. Isto é: em caso de empate, a vitória vai para os çábios.

Sem mais delongas, vamos ao apanhado dos números do ano passado, para saber quem levará a taça neste ano (para conferir, clique aqui):

“1 – Inflação:

– Focus: 3,90%.

– Blog: 4,3%.

2 – Dólar:

– Focus: R$ 5,00.

– Blog: R$ 4,65.

3 – PIB:

– Focus: 1,59%.

– Blog: 2%.

4 – Saldo da balança comercial:

– Focus: US$ 70,50 bilhões.

– Blog: US$ 80 bilhões.

5 – Taxa de juros ao final do ano:

– Focus: 9%.

– Blog: 8,5%”.

No primeiro quesito, o Blog já abre o placar. Embora o Focus tenha sido mais otimista do que o Autor nesse quesito, o que não é costume nesses embates, o fato é que a inflação fechou 2024 em 4,83%. Mais próximo, portanto, do chute do Dando a cara a tapa. 1×0 no marcador.

No segundo quesito, o pessoal de “O Mercado” desconta. Tendo fechado o último pregão do ano a inacreditáveis R$ 6,18, não resta dúvida de que o chute do Blog passou muito mais longe do que o do adversário. Embora a diferença tenha sido tão absurda que o mais correto fosse não dar o ponto pra ninguém – afinal, de R$ 5 para R$ 6,18 são mais de 20% de diferença -, para não acusarem o Blog de parcialidade na contagem, mas dar essa colher de chá pra eles. 1×1 no placar geral.

No terceiro quesito, o Dando a cara a tapa novamente passa à frente do marcador. Porque mais uma vez os “especialistas” (risos) pagos regiamente para fazer essas contas foram mais pessimistas que o Blog, tendo chutado um crescimento da economia de 1,59%, enquanto o Autor chutara 2% redondos. A despeito de o número oficial não ter saído, é certo que o PIB do ano passado ficou ao redor de 3%. Logo, mais próximo do percentual estimado pelo Blog. O placar agora marca 2×1.

No quarto quesito, novamente os çábios voltam a empatar. Embora a diferença entre o chute do Blog (US$ 80 bi), o chute deles (US$ 70,5 bi) e o resultado real (US$ 74,5 bi) tenha ficado quase na média entre os dois primeiros números, o fato é que o Focus chegou mais perto de acertar. 2×2 e tudo empatado.

No quesito final, novamente o mais correto seria não dar a pontuação pra ninguém. Enquanto o Blog previu 8,5% e o Mercado 9%, a Selic encerrou 2024 em verdadeiramente boçais 12,25%, fora de qualquer margem de erro. Seja como for, estando o placar em 2×2, caso a pontuação não fosse atribuída a ninguém ainda assim os çábios ganhariam, contando com o critério do empate em casa. Sendo esse caso, vamos deixar que eles vençam com um gol de diferença, para ver se eles se animam deixar o viés ideológico de lado e a fazer previsões mais certeiras dessa vez. 3×2 marca o score no final, com o pessoal de “O Mercado” reduzindo o vexame para ainda ridículos 8×3.

E o que isso prova?

Como todo fiel leitor deste espaço já sabe, absolutamente nada. A única certeza nisso tudo é que, se você resolver se aventurar no mercado financeiro, utilize seus próprios conhecimentos ou intuições. Não terceirize suas decisões de investimento a ninguém, muito menos a çábios que não conseguem enxergar um palmo na frente do nariz.

Encerrada a disputa do ano passado, vamos às previsões das respectivas Bolas de Cristal para este ano que se inicia:

1 – Inflação:

– Focus: 4,99%.

– Blog: 4,42%.

2 – Dólar:

– Focus: R$ 6,00.

– Blog: R$ 5,40.

3 – PIB:

– Focus: 2,02%.

– Blog: 2,5%.

4 – Saldo da balança comercial:

– Focus: US$ 74,20 bilhões.

– Blog: US$ 80 bilhões.

5 – Taxa de juros ao final do ano:

– Focus: 15%.

– Blog: 11%.

Alea jacta est. Daqui a um veremos quem esteve com o chute mais calibrado.

Quem viver, verá.

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Trilha sonora do momento

Era pra ter sido ontem, mas, de qualquer forma, vai hoje…

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Pensamento do dia

If people don’t match your vibe, change the people, not the vibe.

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14 anos Dando a cara a tapa

Pois é, meus amigos. Quem diria?

Quatorze anos depois daquele 18 de janeiro de 2011, ainda seguimos por aqui, firmes e fortes.

Sempre que o Blog assopra velinhas, fico na tentação de repetir minha confissão eterna: nunca, nunca mesmo, imaginei que o espaço fosse sobreviver por tanto tempo. Se por um lado a paciência nunca foi o forte deste que vos escreve, por outro a maturidade trouxe alguma dose de perseverança. O que para muitos pode parecer teimosia, no fundo reflete uma vontade incessante de contribuir, ainda que minimamente, para tornar o mundo um lugar só um pouquinho melhor do que ele é.

Parece pretensão demais? Talvez. Se a modéstia tampouco foi o forte deste que vos escreve, a vaidade também já abandonou essas paragens há bastante tempo. O que me leva a crer, pesando uma coisa contra a outra, que a motivação para manter vivo o Dando a cara a tapa tem menos a ver com o ego e mais com uma alguma vocação natural para escrever e tentar passar o conhecimento adquirido adiante. Não, não sou (ainda) professor, mas o que são os posts deste espaço senão uma tentativa de transformar a tela do computador numa grande sala de aula, aberta a quem dela quiser tirar bom proveito?

O fato é que, passados quatorze anos, o Blog já conta com quase 7.500 posts, que lograram atrair a atenção de pouco mais de 853.000 pessoas. Nada mau para quem não faz campanha de si mesmo e nem sequer usa as redes sociais para divulgar o que aqui vai publicado. Concorrendo numa era em que o mais comum é tornar-se famoso através de vídeos (YouTube e TikTok estão aí para confirmar o que digo), a insistência na divulgação da palavra escrita é um dos pilares que este espaço orgulhosamente ainda exibe.

Já entrando no auge da adolescência pré-debutante, o Blog reafirma sua verve provocativa e sua busca contínua pela clareza na passagem do conteúdo. Mais do que passar uma visão adiante, o que se pretende aqui é incensar a reflexão do leitor, de modo a que ele possa estabelecer uma opinião própria sobre assuntos que, na maioria dos casos, nem a imprensa nem o governo de turno têm interesse em ver esclarecidos.

Como de hábito, teremos nossa tradicional semana especial de aniversário do Dando a cara a tapa. A partir de amanhã, veremos o que o Blog espera para a Economia, o Mundo e o Brasil neste 2025 que se inicia.

Até lá, fica mais uma vez o meu muito obrigado a todos que, de quando em vez, vêm por aqui desperdiçar o seu precioso tempo para ler as mal alinhavadas linhas deste que vos escreve. Foi para vocês que esse espaço foi criado.

Cordialmente,

O Autor

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Trilha sonora do momento

Hoje deveríamos ter outra trilha sonora, por conta do aniversário do Blog.

Mas, considerando a posse do Laranjão e o “SIEG HEIL!” de Elon Musk, vamos deixá-la pra amanhã.

Porque, hoje, a trilha sonora não pode ser outra senão esta.

And no, I don’t feel fine

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Pensamento do dia

É melhor cometer um erro que te deixa mais humilde do que alcançar um sucesso que te deixa mais arrogante.

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Recordar é viver: “No end in sight, ou Mais do mesmo no conflito entre Israel e Palestina?”

Mais de um ano depois, enfim temos um cessar-fogo no conflito entre Israel e Hamas.

Mudou alguma coisa?

Sim. Para pior.

É o que você vai entender, lendo.

No end in sight, ou Mais do mesmo no conflito entre Israel e Palestina

Publicado originalmente em 11.10.23

Na comunidade diplomática, costuma-se brincar dizendo que apenas três coisas são certas na vida: a morte, os impostos e o conflito entre judeus e palestinos. Há um quê de humor negro nessa troça, mas a verdade é que sua triste inexorabilidade justifica-se ano após ano, com o prosseguir indefinido do conflito entre Israel e o Hamas.

Não que haja alguma novidade nisso, muito pelo contrário. O que há de mais deprimente nessa história é enxergar um cenário de tragédia sendo repetido à exaustão, sem que se consiga enxergar saída para o imbróglio. É como se você ficasse preso para sempre dentro do cinema, sendo obrigado a assistir a um filme daqueles de fazer chorar a alma em looping infinito. Não existe nada que se possa fazer numa situação assim.

Mas o que faz esta crise diferente das demais?

Do ponto de vista “causal”, há algumas particularidades, como de hábito. Israel encontrava-se em um processo de “normalização de relações” com a Arábia Saudita. Aos árabes – provavelmente a maior potência econômica da região, certamente a maior potência petrolífera do mundo -, interessa deixar de ser encarado como numa nação exótica, cujo líder manda esquartejar adversários dentro de embaixadas. Aos israelenses, interessa diminuir a hostilidade entre os vizinhos, de maneira a isolar o país que mais verdadeiramente apresenta ameaça à sua existência: o Irã. O fato de a Arábia Saudita e o Irã (que não faz parte do tal “mundo árabe”) serem adversários históricos ajudou bastante nesse processo de distensionamento.

Faltou, claro, combinar com os russos. Ou, no caso, com os aliados dos russos, os próprios iranianos. Eles, que financiam desde sempre o Hamas, não iriam ficar de braços cruzados assistindo a dois de seus maiores inimigos se unirem – não a ponto de se tornarem “amigos”, mas pelo menos para alcançar uma neutralidade recíproca -, fato que isolaria a nação persa ainda mais perante o restante do mundo. Daí para concluir que o Irã teve não um dedo, mas a mão inteira nos ataques da semana passada, é apenas um pulo.

Com os atos manifestamente terroristas praticados pelo Hamas contra a população civil israelense, o frágil esboço de normalização de relações entre Arábia Saudita e Israel foi pro espaço. Pior. Reagindo a seu modo (com evidente desproporção de forças), os israelenses se arriscam a repetir o roteiro já encenado no palco da diplomacia mundial uma centena de vezes: os palestinos atacam, os israelenses contra-atacam numa escala infinitamente maior, e aí o apoio recebido pelo Israel no começo do conflito começa a se esvair frente à crise humanitária que se segue à crise.

Assim como já foi explicado aqui numa série de cinco posts há mais de dez anos (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), não se trata de um filme no qual se possa distinguir entre mocinhos e bandidos. Olhando-se em retrospectiva, ninguém é santo nessa história. E por mais que sejam absolutamente injustificáveis os atos terroristas praticados pelo Hamas, tampouco dá pra aceitar calado a transformação da Faixa de Gaza numa variante de gueto, na qual a população encontra-se confinada, sem acesso ao que há de mais básico para a sobrevivência humana.

A única coisa certa é que a “política “de Benjamin Netanyahu para “lidar” com a causa palestina fracassou, e fracassou miseravelmente. Se ele algum dia pensou que poderia confinar para sempre 2,2 milhões de palestinos numa faixa de terra menor do que a cidade de Salvador, os atos da semana passada mostraram que isso é simplesmente impossível. Só existe uma saída definitiva para essa crise: a criação de um estado palestino, soberano e autossustentável, que possa ser responsabilizado e cujo governo possa responsabilizar os seus próprios governados. Agora, no entanto, esse sonho está ainda mais distante.

E não há nenhuma perspectiva de que ele possa se tornar real um dia….

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Trilha sonora do momento

Sempre.

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