Recordar é viver: “A evolução dos esquemas táticos, ou A nomenclatura do futebol”

E já que estamos com mais uma Copa do Mundo, vamos recordar um antigo post da seção de Esportes, para que os 150 leitores deste espaço possam compreender melhor o vocabulário e a nomenclatura dos esquemas táticos do esporte bretão.

É o que você vai entender, lendo.

A evolução dos esquemas táticos, ou A nomenclatura do futebol

Publicado originalmente em 2.12.14

Certas coisas estão tão assimiladas no nosso cotidiano que a gente nem pára pra pensar a respeito. Uma delas são os sistemas táticos no futebol. Antes de uma partida decisiva, os mais iniciados se perguntam: “Será que o técnico vai colocar o time no 4-4-2? Ou será que vai improvisar um terceiro zagueiro para jogar no 3-5-2?” Assim como a Teoria da Relatividade, todo mundo acha que um dia vai ter tempo para entender porque o zagueiro que joga à esquerda é chamado de “quarto-zagueiro”.

Para ajudar os 43 leitores deste espaço a entender melhor, hoje vamos explicar a evolução dos esquemas táticos, para tentar entender como se chegou ao sistema de jogo atual.

Pode-se intuir – e aqui opera-se no campo da mais pura especulação – que os primeiros jogos de futebol em meados do século XIX obedeciam à famosa “tática do padeiro”: ataque em bolo e defesa em massa. Natural, pois, em um jogo que acabara de ser inventado, tomaria certo até tempo até que alguém se propusesse a organizar a disposição dos jogadores em campo de modo a maximizar suas chances de vitória. Daí porque sistemas primitivos como o 1-1-8 (um zagueiro, um meio de campo e oito atacantes) eram tão comuns como os igualmente esdrúxulos 1-2-7 e 2-2-6. Se o objetivo do jogo era fazer mais gols do que o adversário, a idéia era colocar a maior quantidade possível de jogadores no ataque, para meter a bola na rede.

O primeiro esquema verdadeiramente digno foi o 2-3-5. O sistema era formado por 2 zagueiros, três meias ofensivos e cinco atacantes (dois pontas, um centroavante e dois atacantes internos entre o central e os ponteiros). Pela disposição dos jogadores em campo, o sistema acabou ganhando o apelido da forma geométrica que mais se assemelhava a ele: “Pirâmide”. Foi o esquema predominante até aproximadamente a Copa de 1938.

Posteriormente, já nos anos 20, a regra do impedimento foi alterada. Agora, para um atacante ficar em impedimento, ao invés de 3, seriam necessários apenas 2 defensores entre ele e a linha de fundo. Isso, em tese, favoreceria que se colocasse mais gente no ataque. Só que um professor de geometria chamado Albert Chapman, que tirava uma de técnico de futebol, fez justamente o contrário. Recuou um dos halfbacks para o meio da zaga. Por conta disso, ele perdeu o prefixo half  e ficou conhecido somente por back. Daí a razão de o zagueiro central ser chamado de back – ou beque, em português.

Além desse mudança na zaga, Chapman criou uma nova linha de meio-de-campo, a partir do recuo dos dois atacantes internos. Formava-se, assim, um 3-2-2-3. A leitura do diagrama na pranchete assemelhava-se demais a duas letras do alfabeto. Nascia, então, o famoso WM. Ele foi o principal esquema tático da Copa de 1950, por exemplo.

Do WM para o 3-4-3, foi só um pulo. Juntaram-se os dois meias à nova linha de meio-de-campo formada pelos atacantes internos numa única linha de quatro, com dois pelo meio e dois pelas laterais. Na frente, apenas o centroavante e os dois pontas, um pela direita e outro pela esquerda. Foi o esquema favorito na Copa de 62.

3-4-3

Com a evolução tática e a predominância do WM e do 3-4-3 do futebol mundial, alguns treinadores brasileiros começaram a pensar em alternativas para sair da camisa-de-força que, segundo eles, tinha levado o Brasil à derrota em 1950. A solução encontrada por Martim Francisco, treinador do América-MG, foi recuar um dos meio-campistas para a zaga e avançar outro para o ataque. Pela contagem numérica, o primeiro ganhou o nome de “quarto-zagueiro” (por se somar aos três que já compunham a zaga). Foi usando esse sistema que o Brasil levantou o caneco em 1970, por exemplo.

4-2-4

0 4-2-4, no entanto, teve vida curta. A razão para isso era evidente: havia gente de menos no meio-de-campo. Invariavelmente, o time adversário acabava dominando numericamente o meio e passava a comandar as ações em campo. Não é por outra razão que mesmo o Brasil de 70 recuava Rivellino da ponta-esquerda para compor o meio com Gérson e Clodoaldo, quando o time estava sem a bola. Na Copa de 74, a Holanda embasbacou o mundo jogando nesse sistema.

4-1-4-1 VARIANDO PARA O 4-3-3. Fonte: os autores via Football Board... |  Download Scientific Diagram

Para concorrer com os times que jogavam no 4-3-3, foi desenvolvido, então, um sistema com quatro jogadores no meio de campo, formados a partir do recuo de um dos pontas do ataque. A idéia era, como sempre, povoar o meio e dominar as ações na partida. O problema era que, com isso, ficavam-se apenas com dois atacantes pelo centro, ou um centroavante e um segundo atacante. Com o propósito de contrabalançar a perda de força pelos lados no ataque, os laterais da zaga passaram a subir com maior constância à frente. Assim, quando o time defendia, havia quatro defensores na zaga. Quando atacava, ia pra uma espécie de 4-2-4, com os laterais fazendo o papel dos antigos pontas. Assim, o time ganhava maleabilidade para se adaptar às diversas situações da partida. Foi com esse sistema que o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 1994.

4-4-2

Em resposta ao sucesso do 4-4-2, alguns técnicos europeus resolveram ressuscitar uma antiga formação experimentada nos tempos de WM. Para ganhar o meio de campo, avançaram os dois laterais, que agora passariam a jogar como “alas”, sem tantas ocupações defensivas. No entanto, para não desguarnecer a defesa, colocaram mais um defensor entre os zagueiros. Este jogaria na sobra e, quando possível, avançaria ao ataque. Nascia, então, o famoso líbero, do qual o exemplo mais famoso é o alemão Franz Beckenbauer. Com essa formação, o Brasil foi pentacampeão em 2002.

3-5-2

Hoje, o 4-4-2 e o 3-5-2 disputam a preferência mundo afora. No entanto, o sistema tático, por si só, já não faz tanta diferença atualmente. Graças ao desenvolvimento científico e à absurda ascensão física dos jogadores profissionais, o mais comum é que tenhamos cada vez mais jogadores sem funções fixas: todos atacarão quando o time estiver com a bola; e todos defenderão quando o time estiver sem ela.

Isso quer dizer que, em 100 anos de história, rodamos vários sistemas táticos para chegar à conclusão de que, no fundo, quem tinha razão era o padeiro: a melhor tática, de fato, é atacar em bolo e defender em massa.

Case closed.

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Trilha sonora do momento

Mantendo a tradição.

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Pensamento do dia

Tudo é mental. Coração só bombeia sangue.

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O IPO da SpaceX, ou O mercado mais manipulado da história

Enquanto os olhos do mundo estão voltados para a Copa do Mundo, outro evento de impacto muito maior e mais profundo vai acontecer nos Estados Unidos. Amanhã, estreará na Nasdaq – a bolsa de tecnologia norte-americana – a SpaceX, a empresa interplanetária do multibilionário Elon Musk. Com o IPO da empresa que lança foguetes e pretende colonizar Marte, Musk deve se tornar oficialmente o primeiro trilionário (com T) da história da humanidade.

Não é pra menos. Precificada a US$ 135,00 por ação, a SpaceX chegará ao mercado valendo nada mais, nada menos do que US$ 1,75 trilhão (com T também). Para se ter uma idéia da dimensão disso, basta pensar que empresas já estabelecidas há muito tempo, como a Coca-Cola (US$ 360 bi) e a General Eletric (US$ 350 bi) não chegam nem perto disso. Mesmo no setor de tecnologia, no qual valuations acima de 1 trilhão de dólares são arroz de festa, o patamar do IPO da SpaceX impressiona. Trata-se de quase 60% do valor da Microsoft (US$ 3 tri) e 40% da Apple (US$ 4,3 tri).

Tendo superado logo de cara todas essas grandes empresas, a precificação da SpaceX parece ter superando também o bom senso. No ano passado, a empresa faturou US$ 18 bi, tendo um prejuízo – sim, PREJUÍZO – de US$ 5 bi. Trata-se possivelmente do maior caso de cash burn da história. Em que pesem os números desfavoráveis, a empresa pede ao mercado um valuation equivalente a 87 vezes a sua receita projetada. Isso é o dobro do múltiplo que a Nvidia atingiu no auge da histeria com IA em 2023. Quem compra uma empresa por esse preço, com essas condições, não está fazendo investimento. Está simplesmente apostando.

Para entender por que o mercado está disposto a engolir essa boçalidade de mais de um trilhão, é preciso olhar para o circo armado ao redor.

Parte do delírio vem de Washington. Desde fevereiro, o S&P 500 virou refém do roteiro geopolítico envolvendo o Irã. O padrão é previsível a ponto de ser patético: Trump ameaça atacar, o mercado cai; Trump dispara um tweet recuando da ameaça, o mercado sobe. Pelo levantamento da CNN americana, o Laranjão fez isso nada menos do que 37 vezes desde o começo do conflito. Quem sabe antecipadamente dessa informação faz fortuna em poucos minutos. Isso não é livre mercado. É um cassino com cartas marcadas, no qual a house – aliás, a White Housealways wins.

Nem tudo, entretanto, é só manipulação. Ou, pelo menos, não é manipulação grosseira fundada em insider trading. Há a mecânica intrínseca do mercado de opções. Quando um investidor compra uma call (que é uma opção de compra de um papel), o market maker (ou seja, os grandes bancos que vendem essas opções) compram essas ações justamente para se protegerem caso a ação venha de fato a subir.

Esse movimento de hegde é chamado tecnicamente de gamma squeeze. Trata-se de um fenômeno curiosíssimo. Como os “sardinhas” – ou seja, os pequenos investidores – gastam centavos por cada call adquirida, o mercado acaba subindo numa espécie de retroalimentação: mais opções = mais compra do próprio papel para hegde. O S&P sobe puxado pela própria inércia de proteção, como uma roda financeira gigante girando no vácuo.

Mas, enquanto as ações festejam no melhor estilo oba-oba, na renda fixa já soou o alarme de incêndio.

Os juros das treasuries americanas estão nas máximas dos últimos anos: o título de 10 anos bateu 4,6%, e o de 30 anos ultrapassou 5,1%. A inflação ao consumidor está em 4,2% ao ano, o dobro da meta do FED (2%). Com o petróleo beirando os US$ 95 graças à guerra no Irã, o Fed não tem margem para cortar juros. Pelo contrário. A hipótese mais provável agora é de que o BC norte-americano suba os juros ainda este ano.

Sites especializados já mapeiam as rachaduras no casco. Jamie Dimon (JPMorgan) já disse que o risco de correção é muito superior àquela que o mercado precifica. Michael Burry, o lendário investidor que shorteou o mercado imobiliário em 2008, acumula posições vendidas gigantescas contra as empresas de tecnologia. Mais importante: estrategistas do Deutsche Bank já tratam essa enxurrada de mega-IPOs (SpaceX, OpenAI, Anthropic) como o último suspiro da euforia, espelhando o topo da bolha das pontocom nos anos 2000.

Historicamente, essas avaliações fazem todo o sentido. Afinal, tradicionalmente grandes IPOs marcam o ápice da festa antes de a luz apagar de uma vez. Foi assim com a compra da Time Warner pela AOL (2000). Foi assim com os IPOs das empresas de Eike Batista no Brasil em 2008. E foi assim com a abertura de capital do Facebook em 2012.

Elon Musk aproveita a euforia ensandecida do mercado financeiro para pedir que lhe paguem por ação de sua empresa (que dá prejuízo) o equivalente a 87 vezes da sua receita. Isso no meio de uma tempestade inflacionária, juros nas máximas e manipulação de mercado descarada. Se a história nos ensina algo, o IPO da SpaceX deve marcar oficialmente do topo deste ciclo de mercado por um bom tempo.

Quem diria? A SpaceX, a empresa que promete mandar o homem para o espaço, pode acabar fazendo a mesma coisa com o mercado de ações. Como diria Morpheus, fate, it seems, is not without a sense of irony.

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Trilha sonora do momento

A única música verdadeiramente decente já feita para uma Copa do Mundo.

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Pensamento do dia

Talvez tudo aquilo que você pensou que estava te afogando na verdade estava te ensinando a nadar.

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Trilha sonora do momento

E como hoje é Dia de Portugal, vamos com esse clássico do Chico Buarque.

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Pensamento do dia

Quando um jumento começa a ganhar muita atenção, ele começa a achar que é um leão.

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“A Copa vai flopar”?

A menos de 48h do início do maior evento esportivo do planeta, a pergunta é incontornável:

“A Copa vai flopar”?

Conforme já explicado aqui certa feita, o neologismo anglicista é um pretendente a verbo intransitivo, guardando com seu congênere inspirador o mesmo sentido: “fracassar”. O novo verbo tem sido largamente empregado para designar situações em que, ao contrário do que normalmente se esperaria, o evento ansiado acaba resultando em frustração. Nesse sentido, a Copa do Mundo deste ano talvez revele o exemplo mais bem acabado para utilização dessa nova forma de linguagem.

Não que não haja razões para a má vontade. Pelo contrário. Há eventos que funcionam como espelhos impiedosos. No caso da Copa do Mundo deste ano, existe a impressão de que tudo,tudo o que precisava ser dito já o foi muito antes do primeiro apito. O que era pra ser uma festa do futebol transformou-se numa extensão da política externa ensandecida do Nero dos nossos tempos. Enquanto os jogos deveriam ser uma celebração da paz, aqui a personagem nem um pouco oculta em cada um dos palcos é a guerra.

Comecemos pelo óbvio. Esta será a primeira Copa do Mundo, desde sua criação há quase 100 anos, na qual a nação anfitriã receberá uma seleção de um país com o qual está em guerra. Meses depois, lá estão os jogadores iranianos para bater uma bola na terra do Tio Sam. Receber os atletas já pareceu “ousadia” demais, razão pela qual os norte-americanos permitiram o ingresso dos persas somente no dia das partidas. Com isso, construiu-se a bizarra situação na qual os atletas de uma seleção que compete na Copa vão entrar no país para jogar uma partida e, finda a disputa, terão de pegar o avião de volta para o México. E com essa falta de noção morre também a idéia de paridade de armas numa disputa tão parelha.

Não bastasse o constrangimento logístico de ter a concentração em Tijuana, do outro lado de uma fronteira vigiada, a Federação Iraniana de Futebol anunciou que sua cota de ingressos para torcedores foi barrada pelos Estados Unidos às vésperas do início do Mundial. Ingressos regulamentares, cotas garantidas pela FIFA a todas as federações participantes, todos foram simplesmente revogados. A Federação Iraniana classificou a medida como “contrária ao espírito das competições internacionais”. Não se sabe o que o Nero Laranja achou da medida, mas é provável que a tenha aprovado.

Os torcedores de outros países não ficaram muito melhor. De 42 integrantes de uma associação oficial de torcedores de Marrocos que solicitaram visto, apenas dois obtiveram autorização para viajar. Torcedores do Haiti, do Senegal e da Costa do Marfim relataram obstáculos análogos. Enquanto isso, mais de 120 grupos da sociedade civil emitiram um alerta de viagem advertindo visitantes estrangeiros sobre riscos de prisão, deportação, monitoramento invasivo de dispositivos eletrônicos e tratamento degradante do ICE a imigrantes. Em Dallas, distribuíam-se apitos para que moradores sinalizassem a presença de agentes migratórios. Torce-se, apenas, para que eles não soem durante os jogos, para não confundirem com o apito do juiz.

E por falar em juiz, nenhum caso relata melhor o surrealismo da Copa nos Estados Unidos do que O o de Omar Artan. Árbitro da Somália, eleito o melhor da África em 2025, Ortan fora convocado formalmente pela FIFA para apitar o Mundial. Desembarcado em Miami, o somali foi levado imediatamente a uma sala de inspeção, onde passou cerca de 11 horas sendo interrogado por agentes de imigração. Pouco importava o visto e a documentação válida. O árbitro africano foi deportado de volta à Somália.

Convocada a se manifestar, a Fifa – como de hábito – preferiu sair pela tangente: “A FIFA não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos”. Trata-se da mesma FIFA que, na Copa do Brasil de 2014, exigiu legislação trabalhista específica, isenções fiscais e proteções contratuais extraordinárias do país-sede para “aceitar” fazer a Copa aqui. Gianni Infantino, o ridículo presidente da Fifa que já presenteou o Laranjão com um infame “Prêmio da Paz”, achou melhor tirar o time de campo. Entre manter o espírito da competição ou desagradar o bufão anfitrião, dane-se o árbitro somali.

Como se tudo isso não bastasse, o escrete canarinho chega a mais uma Copa carregando possivelmente o maior descrédito de sua história. Classificada na bacia das almas (quinto lugar das eliminatórias), com um suposto craque que nem sequer consegue entrar em campo (Neymar) e tendo de recorrer a um técnico estrangeiro para juntar os frangalhos (Carlo Ancelotti), poucas vezes se viu uma seleção tão sem alternativas e carente de talento para tentar levantar o caneco.

Ficamos, assim, condenados à esquizofrenia. Uma Copa organizada por um país em guerra ativa contra um dos participantes, administrada por uma entidade que finge não ter nada a ver com isso, disputada sob a ameaça de uma polícia migratória que pode aparecer nos estádios antes dos próprios torcedores, e com a Seleção Brasileira dependendo de um italiano para lembrar ao mundo que ainda sabe jogar futebol.

“A Copa vai flopar?”

A proposição, contudo, está formulada de maneira equivocada. A pergunta não é se a Copa “vai flopar”. A pergunta é se ela já não flopou…

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Trilha sonora do momento

Aparentemente o Daniel Vorcaro tá precisando ouvir mais Black Eyed Peas para ter sua delação premiada aceita.

Fazer o quê?

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