Aviso aos navegantes

Por motivos de força maior, o Blog entrará em um pequeno recesso de duas semanas.

Com a graça do bom Deus, voltaremos às nossas atividades normais daqui a quinze dias.

Até lá, conto com a compreensão e paciência dos meus poucos, mas queridos, leitores.

Com um cordial abraço do

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Trilha sonora do momento

Uma trilha sonora clássica dos anos 80, para ajudar a desopilar este momento que seria cômico, se não fosse trágico…

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Pensamento do dia

Não deixe de ser uma pessoa boa por causa da existência de pessoas más.

#FicaaDica

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Trilha sonora do momento

Autoexplicativo.

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Pensamento do dia

Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder.

By Millôr Fernandes

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A PEC do Supremo, ou Muito barulho por nada

Era só o que me faltava.

Morte no Amazonas, combustíveis nas alturas, o Brasil de novo no mapa da fome, e o mais recente “grito da moda” no Planalto Central é uma Proposta de Emenda à Constituição para ceifar os poderes do Supremo Tribunal Federal. De autoria do deputado federal Domingos Sávio, a PEC até agora reuniu pouco mais de cinquenta assinaturas entre seus pares. Mas, para encurtar a história a quem não tem muita paciência para conversa fiada, adianto-lhes desde logo a conclusão: tudo não passa da espuma.

De acordo com a proposta apresentada por Domingos Sávio, o Congresso Nacional deteria o poder de anular decisões não unânimes do STF. Mediante aprovação de 3/5 de ambas as casas legislativas (mesmo quórum para aprovação de emendas à Constituição), a decisão do Supremo sofreria uma espécie de overruling pelo Congresso, que passaria a deter a palavra final sobre qualquer disputa levada a cabo no Supremo.

Não é preciso ser nenhum doutor em Direito para concluir que a PEC em questão padece de incontornável inconstitucionalidade. Ora, o que faz do Supremo “o Supremo” é justamente sua capacidade de – como certa vez advertiu ironicamente Ruy Barbosa – “errar por último”. A função básica de qualquer sistema judiciário é dizer o direito no caso concreto, isto é, determinar por meio de um processo qual das partes tem razão. Quando se traslada essa competência de um Poder (Judiciário) para outro (Legislativo), chega-se à inequívoca conclusão de que um deles foi inteiramente esvaziado. Afinal, se é o Congresso que vai dizer quem é que tem razão numa determinada contenda constitucional, para que Supremo?

De fato, quando o Barão de Montesquieu estabeleceu as premissas teóricas básicas para a criação do que hoje se convencionou chamar de “teoria da tripartição dos poderes”, seu intuito básico era de evitar o surgimento de um “poder superpesado”, isto é, que houvesse um poder “superpoderoso” que sobrepujasse os demais. Estabelecida como contraponto ao Ancien Régime, a teoria da tripartição logo se tornou o principal baluarte para impedir um eventual retorno ao absolutismo.

É justamente em razão disso que uma tal “PEC do equilíbrio dos poderes” não pode prosperar. Agravada pelo fato de que ela submete praticamente todas as decisões do Supremo a eventual revisão congressual – a PEC fala em decisões “não unânimes”, o que representa mais de 99% do universo das decisões do STF -, a emenda transformaria o Congresso praticamente na única instância decisória do país, podendo, no limite, rejeitar até mesmo as decisões do Supremo que julgassem como inconstitucionais as leis aprovadas pelo Parlamento. Absurdo maior não poderia ser imaginado.

Haverá, claro, quem contraponha a isso o fato de o Congresso deter a prerrogativa de sustar decretos presidenciais que exorbitem o poder de regulamentar. A comparação, contudo, é falha e rasa. Em primeiro lugar, porque o Congresso não susta um decreto para colocar outro em seu lugar, como ocorreria com a PEC que se pretende sobre o Supremo. E, em segundo lugar, o poder de cassação se dá, nesse caso, para defesa das prerrogativas do próprio Congresso, uma vez que os decretos presidenciais que recaiam nessa hipótese estão a usurpar a componente legislativa que é a própria razão de ser do Parlamento. Bem oposto, ao revés, é o caso de se trasladar o poder de dizer o direito em última instância no caso concreto do Supremo para o Congresso, no que resultaria sem dúvida no desapossamento do núcleo essencial do poder jurisdicional.

O que a PEC apresentada pelo deputado Domingos Sálvio propõe, em resumo, é o mesmo chopp ruim que os garçons das bodegas mais derrubadas trazem na madrugada para os pinguços de fim de festa: muita espuma e pouca cerveja. O que o Brasil precisa é de solução para seus problemas concretos, aqueles que afligem a toda a gente e que tanto político procura esconder em época de eleição com cortinas de fumaça dessa natureza.

Quanto ao Supremo, vai bem, obrigado.

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Trilha sonora do momento

Infelizmente, a trilha sonora de hoje não poderia ser outra, senão esta…

#Luto

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Pensamento do dia

Você sempre pode saber o que disse, mas nunca vai saber o que o outro escutou.

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Bolinho de cenoura

E já faz mais de um ano desde que a seção mais inopinadamente visitada deste espaço foi agraciada com um post para chamar de seu. Sim, porque a maioria das pessoas que inadvertidamente vem parar neste recanto esquecido da world wide web em regra estão em busca de alguma boa receita para adoçar o seu dia. Sendo assim, vamos apresentar uma receita simples e rápida, destinada principalmente aos miúdos em fase de introdução alimentar e – por que não? – também para a galera fit, que gosta de receitas “nutricionalmente corretas” e saudáveis. Eis que vos apresento, portanto, o bolinho de cenoura:

Bolinho de cenoura

Para preparar um bolinho de cenoura, mais do que os próprios ingredientes, você vai precisar basicamente das forminhas de empadas e de um mixer de comida. Se não tiver o mixer, vale usar o velho e bom liquidificador, embora o trabalho para limpá-lo depois seja muito maior. Com os apetrechos em mãos, você precisa reunir em sua bancada da cozinha:

1 – Uma cenoura média;

2 – Um ovo;

3 – Uma xícara de leite;

4 – Uma xícara de farinha (pode ser a integral, para quem é mais fitness);

5 – Uma colher de chá de fermento;

6 – Salsa ou coentro;

7 – Sal e pimenta do reino a gosto;

8 – Manteiga e farinha para untar as forminhas.

A preparação é absurdamente fácil. Basta descascar a cenoura e depois colocar tudo no mixer. Bata bem, até que a cenoura esteja triturada e todos os ingredientes incorporados numa massa uniforme. Despede depois nas forminhas uma porção de cada. Geralmente a “dose” da forminha é o equivalente a uma colher de sopa bem cheia, mas isso pode variar um pouco. Só não enche até a borda, porque, obviamente, o bolinho vai “inchar”. Normalmente, essa receita rende o equivalente a doze unidades.

Uma vez colocada a mistura nas forminhas, basta levar ao forno pré-aquecido por volta de 20 a 25 minutos. Na dúvida, aqui vale a mesma regra dos bolos comuns: espete a massa com um garfo; se ele sair limpo, o bolinho está cozinhado; se sair ainda melado, é sinal de que precisa de mais algum tempo assando.

O melhor dessa receita é que ela aceita praticamente tudo. Melhor explicando, você pode substituir a cenoura por beterraba ou por abobrinha, por exemplo. E, para crianças que estão em introdução alimentar, elas vêm bem a calhar não somente porque são uma refeição completa, mas também porque podem ser manuseadas com a mão, o que facilita a aderência dos pequenos ao novo “prato” que lhes está sendo servido.

Para os adultos, claro, fica a dica para usar os bolinhos nos lanches da manhã ou da tarde, porque é entre as refeições principais que eles provavelmente serão mais úteis, ajudando a disfarçar a fome sem implicar grandes ganhos calóricos. Para quem estiver afim de “baixar um pouco o nível” da receita e adicionar algum ingrediente mais dirty, eu recomendo vivamente acrescentar um pouco de queijo parmesão ralado. O gostinho do queijo adicionará um agradável sabor salgado à mistura, fazendo com que até os paladares mais avessos pensem que estão a provar alguma junk food.

Voilà. Uma receita simples, fácil, saudável e que certamente agradará aos paladares de todas as idades.

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Trilha sonora do momento

Uma coisa que estamos todos precisando ultimamente…

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