Trilha sonora do momento

E como hoje é dia do pedagogo, uma homenagem a todos os nossos queridos professores que nos fizeram chegar até aqui.

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Pensamento do dia

A vida não é breve. A gente é que perde tempo com coisas que não importam.

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A convocação de Neymar, ou O que esperar da seleção na Copa de 2026?

Surpresa, mesmo, ninguém pode dizer que foi. Mas, como diz a piada, ainda assim a notícia abala. Ao contrário do que se poderia esperar após a contratação de um técnico de ponta, estrangeiro ainda por cima, Neymar foi convocado para mais uma Copa do Mundo.

Depois de fracassar em 2014 (lesionou-se nas quartas-de-final e, assim, escapou do vexame histórico dos 7×1), em 2018 (na qual virou meme por conta das seguidas simulações de falta) e na de 2022 (marcou somente dois gols, um de pênalti e o das quartas contra a Croácia), o outrora “menino Neymar” – agora um marmanjo de 34 anos – vai para sua quarta edição do torneio esportivo mais popular do planeta em franca decadência física e técnica.

Não que isso seja necessariamente novidade. A rigor, a “promessa de Neymar” não existe de verdade desde quando o atacante saiu do Barcelona e foi para o Paris Saint-Germain. Aquele garoto que explodiu no lendário Santos de Pelé parecia predestinado a se tornar o melhor do mundo. O menino da vila formou um trio infernal ao lado de Messi e Suárez na capital da Catalunha. Entretanto, ele parece ter se incomodado com a condição de coadjuvante dos outros dois sul-americanos. Pode ter sido ciúmes ou simplesmente busca pelo protagonismo, não importa. O fato é que, depois de Paris, Neymar nunca mais alcançou o brilho de outrora.

Após o fracasso parisiense e a débâcle da Copa de 2022, Neymar tornou-se oficialmente um ex-jogador em atividade ao se transferir para o Al-Hilal, o todo-poderoso esquadrão do “Sauditão” (ou campeonato da Arábia Saudita, como queiram”. Em um campeonato de quinta categoria, Neymar conseguiu a façanha de jogar apenas sete vezes e marcar um único mísero gol.

À beira da aposentadoria oficial, Neymar decidiu regressar ao seu time de origem. Talvez tenha pensado que um retorno como “ídolo”, ainda que prestes a pendurar as chuteiras, seria o suficiente para permitir um fim de carreira em paz. Ou talvez ele tenha pensado que o nível do Campeonato Brasileiro estaria tão ruim quanto há quinze anos, quando ele partiu para a Europa.

Enganou-se redondamente nos dois casos. Não só a condição de “ídolo em regresso” foi o bastante para impedir as cobranças da torcida, como também a qualidade técnica do Brasileirão melhorou horrores na última década e meia. Neymar, quando muito, era apenas mais um campo. Na maior parte das vezes, nem isso.

É esse jogador que o jornalista Paulo Vinícius Coelho apontou mui apropriadamente que fez somente 15 jogos neste ano foi convocado para a seleção. Enquanto isso, João Pedro, centroavante do Chelsea, marcou 15 gols na Premier League, um dos campeonatos mais disputados do mundo. Não foi por acaso que Carlo Ancelotti gaguejou ao tentar responder à pergunta irrespondível do PVC: “Por que levar o primeiro e deixar o segundo de fora?”

A resposta é uma só: por medo. Por mais vitoriosa que tenha sido sua carreira, Ancelotti sabe que a cobrança sobre um técnico da seleção brasileira é infinitamente maior do que a de qualquer time que já tenha treinado na vida. Como a safra da seleção não é das melhores, a hipótese mais provável é de que, mais uma vez, fiquemos a ver navios. Se Ancelotti perde com uma seleção sem Neymar, a acusação óbvia seria a de que a seleção perdeu por que o santista não tinha sido convocado.

A convocação de Neymar, portanto, mata dois coelhos com uma cajadada só. Tira de Ancelotti a pressão por não ter convocado o que, na opinião de parte enviesada da mídia e dos bolsonaristas, é a “maior estrela da seleção” (risos). E, com a aguardada derrota na Copa do Mundo, permite ao italiano repartir culpas, dividindo a responsabilidade pelo fracasso com o 10 do Santos.

“Ah, mas quem garante que o Brasil vai perder?”

Jogo é jogado e o lambari é pescado, diz o ditado. Mas, mantidas as condições normais de temperatura e pressão, é difícil imaginar o Brasil indo muito longe na Copa do Mundo. A primeira fase é uma barbada, um mamão-com-açúcar em que o time vai enfrentar as poderosas esquadras do Haiti, da Escócia e do Marrocos. Ficando em primeiro (o que é provável), deve enfrentar o 2º do grupo F (se der a lógica, Suécia ou Tunísia). Daí pra frente, contudo, é pau puro.

Nas quartas de final, o Brasil pegaria possivelmente a Inglaterra nas quartas. Foi nessa fase que a seleção rodou em quatro das últimas cinco Copas (2006 para a França, 2010 para a Holanda, 2018 para a Bélgica e 2022 para a Croácia). Se por acaso o Brasil vai passar, a semi pode trazer de presente uma das duas últimas finalistas (França ou Argentina). Na improvável hipótese de chegarmos à final, fase que a seleção canarinho não alcança desde o penta em 2022, enfrentaríamos Alemanha, Espanha ou Holanda.

É possível pensar em ganharmos? Possível até é. Mas é muito, muito difícil que aconteça. Com ou sem Neymar, o Brasil parece destinado a repetir mais um fiasco futebolístico. E não vai ser (só) por culpa do técnico. Vai ser por conta de uma geração que prometia muito, mas entregou nada.

Ou quase nada…

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Trilha sonora do momento

Como é que é aquela música, mesmo?

#Piadapronta

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Pensamento do dia

Quando um porco toma um castelo, o porco não vira rei; é o castelo que vira chiqueiro.

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Trilha sonora do momento

Com Neymar no time, vai ser difícil escapar da sina…

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Pensamento do dia

Doeu? Sim. Perdoei? Sim. Esqueci? Jamais.

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Recordar é viver: “Bolsonaro preso, ou A batalha pela sucessão na direita”

Seis meses depois, a batalha continua.

É o que você vai entender, lendo.

Bolsonaro preso, ou A batalha pela sucessão na direita

Publicado originalmente em 27.11.25

Bolsonaro está preso. Sem choro nem vela, Jair enfrenta agora a dura realidade da qual sempre se esquivou a vida toda: está sendo responsabilizado pelos seus atos. Tudo bem que boa parte dos crimes que ele cometeu, dos quais a trágica “gestão” da pandemia é talvez o exemplo mais infamante, ainda não foram punidos. Mas não há como negar o avanço histórico e civilizacional de prender-se um ex-presidente que tentou dar um golpe de Estado.

Desviando da óbvia casca de banana do local da prisão, Xandão fez o certo: mandou Bolsonaro curtir a cana dura nas dependências da Polícia Federal em Brasília. Embora não exista em parte alguma do Código de Processo Penal uma disposição que garanta a ex-mandatários o privilégio de não serem enviados a um presídio comum, o fato é que a “jurisprudência Lula” tornou essa resolução quase incontornável. Caso Alexandre de Moraes o tivesse enviado para a Papuda, no dia seguinte os chiliquentos integrantes da extrema-direira bolsonarista estariam vociferando contra a “perseguição” a Bolsonaro, sustentando o argumento na diferença de tratamento entre as duas figuras.

Com Jair fora de circulação, começa agora a batalha pelo espólio do defunto. Apesar de seu líder máximo estar preso e ter feito o favor de humilhar-se publicamente ao tentar romper a tornozeleira eletrônica amarrada à sua perna com um ferro de solda, o fato é que o bolsonarismo ainda permanece vivo na sociedade. Minoritário, como sempre foi, mas ainda com votos suficiente para fazer-se cortejado por quem milita no espectro oposto ao PT no panorama político.

De um lado, tem-se a família Bolsonaro. Descartando-se o “menudo” Jair Renan, que ainda não tem idade para concorrer, restam como opções a substituto do patriarca da família como candidato a presidente: a esposa, Michelle; e os filhos 01 (Flávio), 02 (Carluxo) e 03 (Bananinha).

Descarte-se, por óbvio, a esposa. Não é que Bolsonaro confie apenas na sua família. Ele confia apenas na sua família de sangue. Para além da sua histórica misoginia (alguém imagina por aí Bolsonaro “batendo continência” para uma mulher?), o ex-presidente traz consigo uma paranóia atávica em relação a ser traído. Por isso mesmo, só quem compartilha dos seus genes pode, ao menos em tese, gozar da sua plena confiança.

Descarte-se, também, Carluxo e Bananinha. O filho 02, famoso nas redes pelos tweets escritos em português randômico, dos quais ninguém consegue entender coisa nenhuma, nunca foi conhecido pela capacidade de articulação. É reconhecidamente misantropo e já brigou com meio mundo de aliados quando o pai era presidente. Imagina agora, com Bolsonaro na cadeia.

Já Dudu Bananinha, coitado, cuidou de cavar a própria cova ao trabalhar pelas sanções de Donald Trump contra o Brasil em busca de uma “anistia” para os golpistas. Acabou conseguindo o que queria, mas – surpresa! – o resultado foi o exato oposto do que ele esperava. Não só o processo contra os golpistas não parou, como ele mesmo agora é réu por tentar coagir os ministros do Supremo no curso do processo. Salvo uma daquelas reviravoltas que só acontecem aqui no Brasil, é difícil imaginar que o filho 03 volte a pisar em solo brasileiro tão cedo.

Sobraria, em tese, Flávio Bolsonaro. O mais velho e mais articulado da prole do ex-presidente, Flávio tem contra si o longo histórico de rachadinhas comandadas pelo faz-tudo da família Bolsonaro: Fabrício Queiroz. É difícil imaginar que Flávio consiga sobreviver à artilharia pesada que o PT costuma empregar em campanhas presidenciais. Se até Marina Silva, que nunca roubou sequer uma pétala de uma rosa caída, foi destroçada pela máquina de moer petista em 2014, imaginem só o que aconteceria com o filho 01 de Bolsonaro em semelhante situação.

Restaria, então, olhar para fora da família Bolsonaro. E é aí que entram os “governadores de direita”. Empilhados juntos como se fizessem parte do mesmo pacote, Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Jr (PR). Desses, Tarcísio é tido como o mais promissor. Do ponto de vista lógico, portanto, a solução estaria dada: Bolsonaro aponta Tarcísio como sucessor, Tarcísio promete indultá-lo caso eleito e todo mundo embarca junto nessa.

O problema é que, se Bolsonaro não confia sequer na sua mulher para dar seguimento ao seu “legado”, que dirá em gente que não é sequer membro da família. O velho medo da traição fala ainda mais alto quando o assunto é transferir o seu espólio eleitoral a legatários que não compartilham os mesmos laços de sangue.

Se isso não fosse o bastante, ninguém sabe ao certo como funciona, na intimidade, a dinâmica da família Bolsonaro. Não se sabe, por exemplo, se o pai manda nos filhos ou se são os filhos que mandam no pai. E, nesta última hipótese, qual filho manda mais ou decide especificamente sobre o quê. Em qualquer dos cenários, a única certeza é de que qualquer acordo dessa natureza terá de, necessariamente, passar por uma “garantia de proteção” – inclusive a nível eleitoral – do ungido pela extrema-direita aos filhos. Se houver a mínima dúvida de que Tarcísio ou outro que o valha deixará qualquer dos filhos ao relento caso seja eleito, isso seria suficiente para barrar qualquer acordo de transferência de “patrimônio eleitoral”.

Como se vê, apesar de boa parte de “o mercado” e da grande imprensa estar tentando por osmose fazer de Tarcísio de Freitas o adversário de Lula nas eleições de 2026, o cenário é bem mais complexo do que parece. Muitas questões de bastidores ainda teriam de ser resolvidas, inclusive e especialmente o fato de que, se sair candidato, Tarcísio de Freitas estará dando all in em sua carreira política. Se perder, ele não só perderá a eleição presidencial, mas, também, deixará de ser governador de São Paulo.

Terá ele disposição e coragem para fazer isso?

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Trilha sonora do momento

Só não vale pedir dinheiro por Vorcaro, blz?

#piadapronta

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Pensamento do dia

Corrupção existe no mundo inteiro, mas fã de clube de corrupto é só no Brasil.

#ProntoFalei

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