Recordar é viver: “O “Admirável” Novo Mundo de Donald Trump, ou O fim de uma era geopolítica”

Há exatamente um ano, a análise era essa.

Passados doze meses, a conclusão continua a mesma. Só está mais reforçada.

É o que você vai entender, lendo.

O “Admirável” Novo Mundo de Donald Trump, ou O fim de uma era geopolítica”

Publicado originalmente em 6.3.25

Da onde menos se espera, daí é que não vem mesmo. Tal é o sentimento de quem assiste aos movimentos erráticos de Donald Trump nos últimos dias. À semelhança de um elefante numa loja de porcelanas, o Nero Laranja parece firme no propósito de desestruturar todo o sistema geopolítico estabelecido após o final da II Guerra Mundial. Para explicar melhor o tamanho da confusão em que o Laranjão está nos metendo, vamos voltar um pouquinho no tempo.

Desde antes da descoberta das Américas, as grandes potências do mundo – todas européias – digladiavam-se pelo domínio dos mares, dos continentes e, portanto, da riqueza produzida no globo. Nessa época, o mundo assistiu, sucessivamente, países como Portugal, Espanha ou Holanda brigando pelo monopólio do comércio de especiarias ou simplesmente pela produção do açúcar derivado da cana.

Com o tempo e o desenvolvimento de novas tecnologias, essa briga passou para outras coisas, como ouro e pedras preciosas. O pano de fundo, porém, continuava o mesmo: às potências coloniais importava dominar mais e mais territórios para, com isso, ganhar mais e mais dinheiro, que, por sua vez, financiaria o domínio de mais territórios. Foi com essa “metodologia”, por exemplo, que o Reino Unido tornou-se o “Império onde o sol não se põe”.

Obviamente, tudo isso não veio de graça. Uma vez que a “repartição” do mundo não se dava à margem de disputa entre as próprias potências, era essencial que elas se armassem até os dentes para enfrentar a oposição externa. Foi essa corrida armamentista que deu origem à I Guerra Mundial e, apenas vinte anos depois, à II Guerra Mundial.

O desmantelo causado pela segunda grande guerra foi tão gigantesco que as grandes potências vencedoras daquele conflito – Estados Unidos, de um lado, e União Soviética, do outro – resolveram que era preciso dar um basta nisso. Nas duas principais conferências realizadas após o fim da guerra – Yalta e Potsdam – definiu-se que o mundo seria basicamente dividido em duas zonas de influência: uma, comandada pelos americanos; outra, comandada pelos soviéticos.

Mas como essa ordem seria estruturada?

Simples: os países mais “problemáticos” – Alemanha e Japão – seriam literalmente ocupados, para que não se rearmassem e trouxessem caos de novo ao mundo. A Alemanha foi retalhada em quatro pedaços (EUA, França, Inglaterra e URSS). Já o Japão ficou sob domínio norte-americano até 1952, quando o chefe da ocupação, General Douglas MacArthur, outorgou a constituição pacifista que vigora até hoje em solo nipônico. O resto do planeta ficaria sob a proteção do bedel do seu lado (EUA ou URSS)

Obviamente, houve custos nesse rearranjo mundial. Para que nenhum desses estados se sentisse tentado a se rearmar com base na ameaça de uma invasão soviética, os americanos resolveram assumir o papel de “polícia do mundo”. Em caso de necessidade (uma invasão soviética, por exemplo), os americanos se comprometiam a entrar na parada para defendê-los. Daí as dezenas de bases americanas espalhadas pelo continente europeu e pela Ásia, inclusive com a instalação de mísseis nucleares, para fazer frente ao colosso soviético. Fora isso, criou-se um fórum mundial para discutir as coisas a nível diplomático – a famosa Organização das Nações Unidas –, de modo a pelo menos tentar evitar que o mundo se precipitasse novamente no abismo de um conflito mundial.

Pode-se reclamar da preponderância de apenas dois países e de muitas outras coisas nessa ordenação geopolítica. Um fato, porém, é incontestável: oitenta anos depois da rendição do Japão, nunca mais o mundo presenciou uma guerra a nível mundial. O que Trump está fazendo nos últimos dias, em resumo, é jogar tudo isso fora.

“Para colocar o que no lugar?”

Ninguém sabe. Não se sabe sequer se o Laranjão possui alguma estratégia de fundo, para além da destruição pura e simples do atual sistema de governança global. Para quem olha de fora, parece simplesmente que o Nero dos nossos tempos quer simplesmente botar fogo no circo, tacar um VSF pro mundo e liberar o “cada um por si” geopolítico.

Os riscos dessa nova “era” parecem evidentes, mesmo para quem não entende bulhufas de geopolítica. Se a Rússia pode invadir um país menor em busca de expansão territorial e da posse de suas riquezas – e, ainda assim, sair impune e vitoriosa dessa empreitada -, o que impedirá, por exemplo, a China de tentar o mesmo com Taiwan? Até o último presidente norte-americano, havia a certeza de que os Estados Unidos viriam em socorro da “província rebelde” chinesa. Agora, quem pode dar essa garantia?

Sempre é bom lembrar que a metáfora da geopolítica como um “jogo de xadrez” global é bastante imprecisa. O mundo não é um tabuleiro dividido entre peças pretas e brancas. Cada “movimento” possui impactos diretos na vida do cidadão comum. As decisões que são tomadas nesse contexto vão muito além de um xeque para induzir o adversário em erro. Elas são capazes de alterar profundamente o modo como o futuro à nossa frente se constrói.

A idéia vendida por Trump de que os Estados Unidos vêm sempre em primeiro lugar e agora é cada um por si pode até render um bom slogan de campanha, mas pode muito bem voltar-se como um bumerangue contra os próprios interesses norte-americanos. Se ninguém pode mais confiar nos Estados Unidos como aliados, quem vai voltar a fazer negócio com eles? O tratamento ora dispensado a México e Canadá desaconselha qualquer país com o mínimo de senso a se aproximar dos americanos.

No fim das contas, as mudanças que Donald Trump está trazendo para a geopolítica não são só uma questão de política interna norte-americana. Assim como previsto aqui, elas são um sinal de que estamos entrando em uma nova era, de caos e desordem. E a pergunta que fica é: estamos preparados para essa nova ordem global?

Publicado em Recordar é viver | Com a tag , , , , , , | Deixe um comentário

Trilha sonora do momento

É isso.

Publicado em Trilha sonora do momento | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Pensamento do dia

O Mounjaro veio para provar que a galera do “aceite seu corpo” nunca aceitou coisa nenhuma. Era só preguiça de fazer dieta e de treinar.

Publicado em Pensamentos do dia | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Claim victory and depart the field, ou O caos de Trump na guerra contra o Irã

A entrada dos Estados Unidos na guerra do Vietnã foi um desastre em slow motion. Começou com o envio de “observadores” para a antiga Indochina sob domínio francês, após as tropas gaulesas se retirarem do país. Com receio de que a região inteira caísse sob o jugo comunista – afinal, a China maoísta estava ali ao lado -, os americanos pouco a pouco foram expandindo suas operações em terras vietnamitas, até que o famoso incidente no Golfo de Tonkin, quando um contratorpedeiro norte-americano foi supostamente afundado por barcos vietcongues, fez o caldo entornar de vez.

Dali em diante, todos os presidentes americanos só tinham uma resposta para problemas no Vietnã: mandar mais tropas. Quanto mais gente morria, mais soldados eram enviados. Quanto mais soldados morriam, mais os ianques bombardeavam a população civil vietnamita. Quando a situação já alcançara patamares horrorosos, mas ainda não desesperadores como seriam no final, um senador republicano do estado de Vermont veio com uma “solução” genial: os americanos deveriam simplesmente declarar vitória e tirar o time de campo.

Obviamente, a declaração foi ridicularizada à época. Ninguém acreditava que seria possível dizer que havia ganhado uma batalha que os americanos estavam claramente perdendo e dar o caso por encerrado. Olhando em retrospecto, contudo, é impossível negar que teria sido melhor adotar essa saída fajuta do que permanecer numa guerra perdida, sabendo que milhares de pessoas iriam morrer. Esse, talvez, é o pensamento que esteja perpassando pela mente do staff de Donald Trump.

Tendo começado uma guerra sem base concreta que amparasse os ataques, nem muito menos objetivos predefinidos, o Laranjão agora vê-se na delicada situação de estar metido numa enrascada sem saber como sair dela. A idéia inicial era óbvia: matar toda a liderança iraniana pensando que, assim, os persas se dobrariam à vontade da Roma dos tempos modernos. Deu certo na Venezuela, com o sequestro de Maduro, por que não daria certo no Irã, com o assassinato de Khamenei? Quase um mês depois de iniciado o conflito, o Nero Laranja está descobrindo da pior forma possível que, nas areias quentes do Oriente Médio, o buraco é mais embaixo.

Sem ter como retaliar diretamente os Estados Unidos do ponto de vista militar, os iranianos resolveram atacar na parte mais sensível do corpo humano: o bolso. Fechando o estreito de Hormuz, o Irã fez disparar o preço do petróleo. Pode parecer pouca coisa para quem não é versado em economia mundial, mas sendo o mundo basicamente movido a ouro negro, o aumento do preço dessa commodity impacta diretamente quase todos os outros preços da economia. Subindo o preço, sobe a inflação. Subindo a inflação, sobem os juros. Logo, as dívidas – inclusive as dos governos – ficam mais caras e a população tende a gastar menos. A persistência desse cenário conduz inevitavelmente a uma recessão econômica, o pior dos cenários para qualquer político, como é o caso de Donald Trump.

Sabendo disso, o Laranjão trabalhava com o cenário de uma guerra curta, duas a três semanas no máximo. Mataria todo mundo, tocaria o terror geral e, depois, mudaria o regime dos aiatolás. Se isso não acontecesse, no “pior” cenário os persas colocariam no governo alguém disposto a dobrar os joelhos aos norte-americanos, como aconteceu com a vice de Nicolas Maduro, Delcy Rodrigues.

Não aconteceu nem uma coisa nem outra. Nem houve mudança de regime (nem há qualquer sinal de que isso venha a acontecer no futuro próximo), nem a liderança que emergiu após o assassinato de Khamenei se mostrou disposta a negociar com os agressores ianques. Pelo contrário. Os ataques não só recrudesceram o regime dos aiatolás, como, ainda, deram-lhe de presente uma posição de imensa vantagem. Ao fechar o estreito de Hormuz e interromper o fluxo de 1/5 das exportações mundiais de petróleo, os iranianos agora encontram-se numa situação em que, se a guerra se prolongar, a situação piora não para eles, mas para os Estados Unidos.

Exatamente por conta disso, temos assistido a movimentos completamente erráticos do Laranjão nos últimos dias. Primeiro, ele deu um “ultimato” de que, caso os iranianos não liberassem o estreito de Hormuz em 48h, ele iria bombardear toda a infraestrutura de energia do país (o que é crime de guerra, de acordo com a Convenção de Genebra). Com os mercados financeiros em pânico, ele “adiou” o ultimato perto do fim do prazo, estendendo o prazo até esta sexta-feira. Agora, às vésperas de vencer novamente o prazo, agora adiou o “ultimato” para o dia 6 de abril.

Curiosamente, nos dois casos a justificativa para o recuo do ultimato foi o fato de que estaria havendo negociações entre os Estados Unidos e uma suposta “cúpula” do Irã. Entretanto, o Irã não confirmou que estivesse disposto a fazer um acordo. Pior. Negou até que conversas entre os dois países estivessem ocorrendo. Desmontando a farsa armada, os iranianos apontaram a alegação de supostas conversas de paz como uma estratégia do Laranjão para ganhar tempo e evitar uma subida do preço do petróleo.

A preços de hoje, a verdade é que o Irã não tem qualquer razão para fazer um acordo. O país foi atacado, sim, e grande parte de sua infraestrutura militar está devastada. Contudo, o regime não caiu (longe disso) e os contra-ataques com mísseis e drones fizeram estrago suficiente na vizinhança. Fora isso, o maior instrumento de pressão que ele tem é justamente manter o preço do petróleo elevado. Se eles assinam um cessar-fogo agora, o preço desaba no minuto seguinte. Para “vencerem” a guerra, eles precisam manter a pressão elevada na economia mundial.

Rodopiando no palco como barata tonta e com falas cada vez mais desconexas, Trump insiste que os iranianos estariam “desesperados” para fazer um acordo. Com um ego que só não é maior do que o seu topete, Trump jamais admitiria publicamente que “recuou” ou que foi batido. Talvez em algum momento, entretanto, algum assessor tenha que lhe soprar no ouvido:

“Presidente, por que o senhor não declara simplesmente vitória e dá o fora dali?”

Vai ser igualmente patético, mas pelo menos o estrago econômico e a quantidade de vidas perdidas seria menor.

Publicado em Política internacional | Com a tag , , , , , | Deixe um comentário

Trilha sonora do momento

A gente joga bola e não consegue ganhar!

Publicado em Trilha sonora do momento | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Pensamento do dia

Se o sistema é desumano, mantenha-se humano. Isso é resistência.

Publicado em Pensamentos do dia | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Trilha sonora do momento

E já que hoje é Data Magna do meu querido Ceará, vamos a esse clássico da terra do Ednardo.

Publicado em Trilha sonora do momento | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Pensamento do dia

Não adianta nada meditar uma hora por dia e ser babaca nas outras vinte e três.

#FicaaDica

Publicado em Pensamentos do dia | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

A segunda morte de Sérgio Moro, ou Triste fim de um pretendente a herói da Nação

Da onde menos se espera, daí é que não vem mesmo. Tal é a sensação de quem acompanhou o desenrolar das tramas eleitorais da política paranaense nos últimos dias.

Suposto pré-candidato ao Planalto, o atual governador do Paraná, Ratinho Jr., abriu mão de uma candidatura que nunca chegou efetivamente a decolar para dizer que continua no cargo até o fim de seu mandato. Embora pudesse renunciar ao cargo para se candidatar a senador, por exemplo, Ratinho Jr. preferiu manter sob suas mãos o controle da poderosa máquina estatal.

Dentre tantos fatores que levaram o filho do apresentador Carlos Massa a desistir da corrida presidencial, um certamente foi decisivo: o apoio do PL a Sérgio Moro para concorrer ao Palácio Iguaçu, sede do executivo estadual. Com esse movimento, o ex-juiz da Operação Lava Jato morre para o distinto público pela segunda vez.

A primeira morte – metafórica, apenas para deixar claro – de Sérgio Moro deu-se quando ele renunciou ao cargo de juiz federal para aceitar ser Ministro da Justiça de Jair Bolsonaro. Tendo conduzido com mão de ferro a Lava Jato, prendido o então líder das pesquisas (Lula) e soltado até o vídeo de uma delação fajuta de Antônio Palocci às vésperas da eleição para influenciar o pleito de 2018, já naquela ocasião Moro dera indícios de que sua atuação como magistrado não respeitara princípios básicos do processo judicial, especialmente e sobretudo a imparcialidade que se cobra de um julgador.

No governo, deu-se o desastre que qualquer beócio em política nacional poderia esperar. Com a extrema-direita no poder, Moro viu com quantos golpes se constrói um mito de araque. Na fatídica reunião do dia 22 de abril de 2020, Jair Bolsonaro falou abertamente que não deixaria ninguém f…. a sua família porque não podia trocar o chefe da PF no Rio de Janeiro (que investigava as rachadinhas de Queiroz e Flávio Bolsonaro). “Vai trocar sim! Se não puder trocar, troca o chefe de dele (o diretor-geral da PF)! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro (Moro)!” Para que não houvesse dúvidas sobre o que o então presidente queria dizer, ele mesmo completou: “Não estamos aqui pra brincadeira!”

No dia seguinte, Moro renunciou ao cargo denunciando que a tentativa de mudar o comando da PF no Rio de Janeiro seria uma “interferência política”. Em resposta, de acordo com o próprio Moro, Bolsonaro teria dito “que seria mesmo”. Para denunciar essa interferência e tentar, com isso, impedi-la, o ex-juiz largou o cargo de ministro para, em suas palavras, “preservar a minha biografia”. Em diversas entrevistas posteriores, Moro reiterou as acusações e rejeitou a interferência na PF para que Bolsonaro protegesse o filho das investigações da rachadinha.

Sem emprego na política e tendo abandonado a carreira de juiz, restou a Moro tentar a sorte na política. Como lhe parecesse difícil conseguir os votos de que precisava para se eleger senador pelo Paraná, Moro dobrou a espinha e foi beijar a mão de seu algoz, Bolsonaro. Numa dobradinha trágica, se não fosse infame, Moro aceitou até pagar de coach de Bolsonaro em debates presidenciais. A falta de rigidez na coluna vertebral acabou se pagando, e Moro acabou eleito.

Já tendo morrido uma vez e se humilhado publicamente depois disso, Moro resolveu se matar pela segunda vez. Sem que seu partido (União Brasil) lhe garantisse legenda para concorrer ao governo do estado do Paraná, Moro resolveu correr para os braços de quem? Justamente o estopim da sua ruidosa saída do cargo de ministro da Justiça: Flávio Bolsonaro. Como humilhação pouca é bobagem, Moro aceitou até mesmo mudar-se para o partido do 01, o PL, presidido pelo notório Valdemar da Costa Neto, condenado por corrupção no processo do Mensalão.

Agora, o ex-magistrado – que fez fama e carreira como combatente da corrupção – é integrante de um partido presidido por um ex-mensaleiro e vai apoiar alguém envolvido em rachadinhas, cujo pai – segundo ele mesmo – tentou interferir na Polícia Federal para impedir que os delitos fossem investigados. Não se pode dizer sequer que essa seja uma morte horrível, porque morto Sérgio Moro já estava. Não era necessário, porém, cuspir na lápide, matando-se uma segunda vez.

Para quem um dia pretendeu ser o “herói nacional” que “passaria o Brasil a limpo”, Sérgio Moro caminha a passos largos para se tornar o caso mais emblemático de como desconstruir uma imagem de sucesso. O rebranding de Moro, contudo, não deve durar muito. Hoje, ele não engana mais ninguém. Talvez, quem sabe, só o próprio espelho. Ao que tudo indica, ele ainda insiste em refletir a imagem de quem acredita na própria fantasia.

Publicado em Política nacional | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Trilha sonora do momento

Há 42 anos, John Huges reuniu cinco adolescentes em um sábado, numa pacata cidade do estado de Illinois. Desde aquele detention day, o mundo – pelo menos o do cinema – nunca mais foi o mesmo.

Para homenagear o Breakfast Club Day, aquela que é provavelmente a melhor música-tema dos filmes dos anos 80.

Publicado em Trilha sonora do momento | Com a tag , , , | Deixe um comentário