O maior gênio da música clássica

Escrevo este post sabendo que, se algum adepto da música clássica baixar por aqui, vou apanhar à beça. De todo modo, já que a ordem deste espaço é dar a cara a tapa, vou atravessar a linha do desconhecido. Dentre todos os grandes compositores da música clássica, nenhum foi mais genial do que Ludwig van Beethoven.

“Ah, mas e Mozart?”

Bem, discutir Mozart e Beethoven é quase como discutir Beatles e Rolling Stones. Quem gosta de um não aceita (ou não gosta de admitir) a genialidade do outro.

Contra Beethoven, pesa o fato de ter produzido uma quantidade de músicas bem menor do que Mozart. Mas onde os outros vêem vantagem do austríaco, eu vejo superioridade do alemão.

Mozart compunha sinfonias em questão de minutos, é fato. Aliás, grande parte de sua genialidade é atribuída a isso: à capacidade de escrever música em profusão quase infinita, com uma assombrosa rapidez. E – também não há como negar – suas composições eram de excelente qualidade.

Beethoven não. Demorava-se sobre suas partituras. Escrevia vagarosamente suas sinfonias, de tal modo que, mesmo vivendo 20 anos a mais do que Mozart (morreu com 56, enquanto Mozart morreu com 35), escreveu apenas 9 sinfonias, enquanto Mozart compôs mais de 40. Isso para não falar das sonatas e das suítes musicais.

Mesmo assim, é justamente nesse vagar que talvez residisse a superioridade de Beethoven sobre Mozart. Enquanto Mozart compunha freneticamente, como se quisesse sempre ter algo novo a apresentar, independentemente de ser a melhor coisa que poderia fazer, Beethoven ia e vinha nas suas partituras, analisava minuciosamente cada nota, e só lançava ao público quando estava certo de que aquela era a melhor versão possível da composição. Seu raciocínio era o seguinte: a menos que a partitura trouxesse algo surpreendente e genuinamente revolucionário, não valeria a pena tocá-la em público. Em termos atuais, Mozart era meio “Robert”; Beethoven, “para cada mergulho, um flash”.

Na verdade, a despeito da produção em massa, a música de Mozart torna-se um tanto comum após se ouvirem diversas obras. Isso, aliás, é confirmado à boca pequena por especialistas. É como um segredo de polichinelo da música clássica: Mozart é um gênio, mas sua música é aborrecida.

Em que pese a genialidade, Beethoven eram meio recalcado. Melhor explicando: Beethoven era muito traumatizado pelo fato de ter nascido pobre. Por muito tempo valeu-se de seu “va” para atribuir a si mesmo fumos de fidalgo. Caiu em desgraça quando se revelou que não passava de um sujeito da malta, sem qualquer origem aristocrática. Talvez por isso, tenha se dedicado cada vez mais a alcançar o estrelato por meio de sua música.

Quanto ao público em geral, Beethoven  sofre do mesmo mal do Pink Floyd. Para boa parte da população mundial, o grupo inglês é limitado a Another Brick in the Wall – part II. Já Beethoven não passa do primeiro movimento de sua 5a. sinfonia (o famoso tan-tan-tan-taaaaannn). É uma pena. Pois há muito mais para se conhecer do gênio alemão.

Pra começar, mesmo da 5a. sinfonia o primeiro movimento não é o melhor. O segundo também é excelente, e o quarto, a despeito de ser o menos entusiástico, ainda assim é superior à média. Mas nenhum deles alcança a grandiosidade do terceiro movimento. Abaixo, uma palhinha na magistral interpretação de Arturo Toscanini:

Já com alguma fama nas costas, Beethoven resolveu dedicar uma de suas composições a outro gênio (político) da época: Napoleão Bonaparte. Sua terceira sinfonia, que ganhou o epíteto de Eroica, é também uma de suas mais conhecidas. Ao saber que Napoleão se auto-proclamara imperador na França, Beethoven riscou toda a partitura. Imagine você o desgosto dele ao saber que a composição feita para quem representava o triunfo da democracia sobre o absolutismo tinha virado a casaca. Abaixo, um trechinho da Filarmônica de Berlim sob a regência de Claudio Abbado:

Fora das sinfonias, uma de suas composições mais conhecidas é Fur Elise, canção preferida de 11 em cada 10 serviços de atendimento que mandam você aguardar enquanto a atendente “verifica o sistema”:

Já no final da vida, Beethoven passou a sofrer cada vez mais com a surdez, algo que já o acompanhava desde os 30 e poucos anos. Ao contrário do que muita gente diz, ele não ficou completamente surdo. Apenas seu espectro de audição ficou imensamente reduzido. Ele só conseguia ouvir notas muito altas ou muito graves. Talvez por isso mesmo, sua 9a. sinfonia é tão, digamos, “extremosa”.

Aliás, foi na 9a. sinfonia que Beethoven deu sua última contribuição à revolução musical. Pela primeira vez, um movimento sinfônico seria acompanhado por um coral. Baseando-se num poema de Friedrich Schiller, “Ode à Alegria” seria o final glorioso de sua última sinfonia. Abaixo, vai o quarto movimento, na magistral interpetação de von Karajan, como convite a conhecer um pouco mais esse gênio da música clássica:

Anúncios
Esse post foi publicado em Música. Bookmark o link permanente.

95 respostas para O maior gênio da música clássica

  1. Victor disse:

    Argumentos precisos e não apanhou à beça kkk. Tenho a mesma opinião, ou melhor, mesma preferência, embora Mozart tenha sido de fato um grande gênio musical.

  2. Ricardo Nuno disse:

    São os dois, grandes compositores, embora eu prefira a musica de Mozart. Dizer qual foi o melhor , é uma questão de gosto pessoal.

    • arthurmaximus disse:

      De fato, é uma questão de gosto pessoal, Morfeu. Mas, pessoalmente, não vejo como a musicalidade “quase compulsiva” de Mozart não acabe redundando em uma certa forma de banalização do próprio talento. Enfim, é uma discussão daquelas “Beatles x Rolling Stones”, e dificilmente chegaremos a um consenso em qualquer tempo. Um abraço.

      • Eduardo disse:

        Vamos resolver essa questão O MAIOR DE TODOS FOI JSB. Isso sim nao se discute, pois ele começou tudo e o que existe de harmonia hj temos que agradecer esse genio alemão.
        Abds

      • arthurmaximus disse:

        Isso é muito discutível, Eduardo. “Só” porque Bach inventou o sistema temperado não o torna o maior compositor de todos os tempos. Se levarmos isso ao extremo, poderíamos dizer que o maior compositor de todos os tempos seria quem inventou o piano ou o violino. De fato, a divisão do intervalo de uma oitava em doze semi-tons iguais foi uma grande revolução – senão a maior – na história da música clássica. Mesmo assim, acredito que Beethoven – utilizando-se da base desenvolvida por Bach – conseguiu produzir peças de ainda maior qualidade. Mas, como tinha dito antes, discutir quem é o melhor nesse campo é sempre uma questão de idiossincrasia. Cada um vai ter o seu compositor preferido. Eu, modestamente, continuo com Beethoven. Um abraço.

  3. Tiago disse:

    “Algumas obras de Beethoven tocam o céu,mais Mozart veio de lá”

  4. Omar King disse:

    Um homem que compõe o primeiro concerto aos 4 anos, uma sinfonia aos 7 e uma ópera completa aos 12; filho, você tem que parar pra ouvir! Isso não é normal! Este é Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart! Depois de ter lidos diversos livros e conhecer as obras de ambos, sem dúvidas Mozart é o maior. Beethoven interpretou na orquestra da corte de Bonn as óperas de Mozart e viajou para Viena em 1787 para estudar com ele, fora tantos outros detalhes que nem caberiam aqui. (P.S: Não concordo que as músicas de Mozart sejam “aborrecidas”. E falando em Beatles e Rolling Stones, apesar de gostar de ambas tbm, não vejo genialidade nenhuma nos Stones, já nos Beatles…)

    • arthurmaximus disse:

      Que Mozart é um gênio, ninguém duvida, Omar. O que está em jogo não é a genialidade dos dois, mas a qualidade da música que ambos produziram. De fato, não ignoro que esta seja uma questão polêmica, justamente por ser uma questão de idiossincrasia. O fato de você não enxergar genialidade nenhuma nos Stones é prova disso, quando quase todo mundo. Continuo acreditando, modestamente, que a música de Beethoven é superior à de Mozart. Um abraço.

      • Omar King disse:

        Obrigado pela resposta, agradeço pela atenção. Bom, respeitando a opinião de todos, no fundo, o que vale é que a boa música toca a todos. Gostei do blog. Ótima semana!

    • armando disse:

      Omar King, verdade seja dita, Mozart foi um virtuose na execução de instrumentos musicais, mormente o piano, nessa idade a que vc se refere. As primeira composições dele foi bem depois dessas idades, e nem fez tanto sucesso assim. Suas primeiras peças de sucesso foi depois dos 17, 18 anos, Há muita mistificação nessa história. A propósito, a verdadeira história, hoje, mostra que o filme AMADEUS – que mostra o Mozart criança, como virtuose, TOCANDO PIANO E NÃO COMPONDO – cometeu uma série de inverdades, como, por exemplo, o menosprezo pelo italiano Salieri. Ora, Salieri foi um grande e talentoso compositor, que, inclusive, na época, fez mais sucesso do que Mozart, em Paris, os os dois se apresentaram. Portanto, há um certo exagero sopbre essa infância de Mozart.

      • Caro Armando, citar a produção cinematográfica Amadeus é fora de propósito, pois a finalidade do mesmo teria sido criar um espetáculo, sensacionalizar,…. e não, como se sabe, trazer a história para a tela. Abs!

    • josbach disse:

      Amigo, Omar, menos, menos! Na verdade, Mozart compôs bem mair tarde, por volta dos 12, 13 anos, e não obteve tanto sucesso assim. Essa idade a que você se refere (4 anos) diz respeito a seu virtuosismo na arte de tocar piano, de fato um talento muito precoce. Mas, tem termos de compor, foi bem mais tarde. A propósito, o filme AMADEUS – que é eivado de uma série de inverdades~ mostra o Mozart virtuose TOCANDO PIANO E NÃO COMPONDO. É só uma observação..

  5. Bruno disse:

    Bom, acredito que seja delicado e talvez até perigoso comparar os dois estilos. Cada compositor possui a sua genialidade própria, fruto de um repertório cultural particular e outros diversos fatores. Tecnicamente a música de Beethoven pode estar a frente da de Mozart, decorrência da evolução trazida por seu senso visionário, porém isso não tira os méritos da genialidade de Mozart. São genialidades diferentes, únicas e inquestionáveis. Mozart foi gênio na sua espontaneidade e prodigiosidade, Beethoven foi gênio nas inovações e na tradução de todo seu sentimento. É óbvio que a música produzida por ambos é de extrema qualidade e refinamento, assim como a de Bach fora e a de Brahms e Debussy se revelariam. Optar por gostar mais de um ou outro vai de cada ouvinte. Seja qual for a escolha, terá sido de ótimo gosto.

    Grande abraço!

  6. Davi Armas disse:

    Os dois pra mim são igualmente gênios,cada um com sua particularidade,porém o que mais me agrada são as obras de Beethoven.

  7. Benedito Coelho Siebra disse:

    BEETHOVEN não tem igual é exemplo puro de superação, enfrentou o destino como ninguém vendo a morte bater à sua porta desde muito pequeno. Pobreza, solidão, rejeições amorosas, mortes, orfandade, surdez e outras doenças, tudo isso jamais inutilizaram a inspiração do arrojado Mestre de Bonn. Se por na balança as adversidade de Beethoven inversamente proporcional as proteções imperiais, as benesses saudáveis de Mozart o mestre LUDWIG VAN BEETHOVEN se destacava em muito, Mozart era gênio do improviso, do entretenimento momentâneo, Ludwig era gênio no ineditismo, da obra eterna, enquanto Mozart compunha 10 sinfonias, Beethoven preferia compor uma só com o zelo e tamanha qualidade que superaria as 10 do mestre Austríaco. A título de exemplo quando se fala em Nona Sinfonia e Quinta Sinfonia que quase todos os grandes compositores criaram, pergunto: a quem é associado?

  8. josbach disse:

    Sou leigo em música, comecei a aprender teclado, estudei por 2 anos, depois parei. E sabe por que esse pobre mortal, acostumado a ouvir MPB, Saint-Preux e samba de raiz, comecou a aprender música? Graças a ele ……, JOHANN SEBASTIAN BACH, depois de comprar, como curiosidade, e ouvir a singela coletânea “Best Bach 100”. Eu, que, até então, só ouvira, de vez em quanto, músicas de Beethoven, Mozart e outros, fiquei tão maravilhado.com as músicas daquela coletânea que resolvi estudar música, prá tentar tocá-las. Bach tocou fundo minha sensibilidade musical de leigo. Por isso, me desculpem, mas “O Pai da Harmonia” é, sem dúvida alguma, o maior gênio da música ocidental. Dia desses, estava analisando, é incrível como as mais de mil peças musicais de Bach são todas diferentes umas das outras. Não se percebe uma única música igual à outra. É como os genes das pessoas: cada uma tem o seu gene próprio. Isso mostra toda a grandiosa genialidade de Johann Sebastian Bach. Sem falar nas tecituras das notas musicais, dos tons, a enorme criatividade que há em suas músicas, os floreios perfeitamente harmônicos. Isso qualquer leigo que tenha sensibilidade musical percebe ….. e sente profundamente.

    • arthurmaximus disse:

      Bach é, sem dúvida, o precursor de toda a grande música clássica que chegou aos nossos tempos, Josbach. No entanto, continuo acreditado que Beethoven foi quem pegou, digamos, a “arquitetura” idealizada por ele e elevou-a à categoria de obra de arte inigualável. Mas isso vai muito da opinião de cada um. Um abraço.

      • patricia disse:

        Todos são maravilhosos, mas JOHANN SEBASTIAN BACH é inigualável, na minha opinião. AMO!!!!

  9. Gabriel disse:

    mozart foi o primeiro que queria aparecer tanto quanto ou mais do que a sua propria musica, algo relacionado com a sua grande imagem de “star” mas claro, utilizando-a como instrumento para ascenção social, já beethoven dedicou-se inteiramente á música, dá para ver que estava mais preocupado em fazer música para a posteridade e quem sabe melhorar de vida, pois nós que nascemos pobres sabemos que o que importa é fazer, o reconhecimento muitas vezes não o vemos nem mesmo nesta vida, talvez por isso entre os dois diriamos que Beethoven teve uma vida um pouco mais honrosa e digna que a vida caprichosa de Mozart, mas são os dois maiores músicos da história da humanidade, imagine o que fariam nos dias de hoje com toda a tecnologia que foi empregada no mundo da música.

    • arthurmaximus disse:

      Pois é, Gabriel, que bom seria se ambos estivessem vivos e ainda produzindo. Pelo menos não estaríamos condenados a ficar ouvindo “lepo-lepo” e outras tosqueiras do gênero. Um abraço.

    • josbach disse:

      Gabriel, desculpe,mas podem ser os dois mais famosos e divulgados. Todavia, NA MINHA OPINIÃO, não superaram Bach, em genialidade, apesar de serem, também, gênios, em muitas de suas composições, não em todas. Bach foi gênio em quase todas as suas 1096 peças, que correspondem, acredite, a 70% do que ele compôs. Um monstro! .

  10. Edson Barreto disse:

    Não resta a menor dúvida que foi Beethoven foi o maior revolucionário da música, colocando-a num pedestal jamais alcançado antes ou depois. Apesar de todo o sofrimento que viveu e as decepções que enfrentou, soube transformar tudo em obra prima de grande inspiração. Indiscutivelmente, a maior glória do talento, da força criadora e do mais profundo sentimentalismo. Beethoven, escreveu sua obra com as tintas da alma. Ele foi simplesmente EXTRAORDINÁRIO !!!

  11. armando disse:

    Ouço uma, duas, três músicas de Mozart, e, tudo bem, bem bonitas. Mas na quarta música estou bocejando de tédio. Ouço a quinta sinfonia de Beethoven, depois a “Postorale”, depois a Nona, …. e, aí, não aguento mais: tal qual Mozart, o restante de sua obra é quase toda igual, com os mesmos ritmos, os mesmos tons, as mesmas pausas, as mesmas variações musicais. Depois, me aventuro na música de Chopin. Ouço uma, duas, três, sempre ao piano, e já me acho enfarado daquela monotonia melódica que é a música de Chopin. Aí, já de saco cheio de tanta monotonia, me ponha a ouvir JOAHNN SEBASTIAN BACH. Meu Deus! Que mudança! Que riqueza, criatividade e variação melódica. Aí, não quero mais parar de ouvir aquele que, a meu sentir melódico, é o DEUS MAIOR DA MÚSICA: JOHANN SEBASTIAN BACH. Sou capaz de ficar 3 horas, direto, à frente do computador, ouvindo o PAI DA HARMONIA. Tenho uma teoria sobre a música erudita, que é a seguinte: DEUS ESTAVA CANSADO DE TANTA MONOTONIA NA MÚSICA ERUDITA, NO PLANETA TERRA. O que ELE fez? Resolveu mudar coisa prá melhor, prá muito melhor: veio à terra, se fez homem, encarnando em alguém, e permitiu lhe fosse dado o nome de JOHANN SEBASTIAN BACH. E COMEÇOU A FAZER MÚSICA ERUDITA, SEJA ELA SACRA OU PROFANA. E nunca mais a música foi a mesma coisa. De lá prá cá, todos vieram bebendo em sua fonte, inclusive outros gênios posteriores. Portanto, esse é JOHANN SEBASTIAN BACH, sinônimo de DEUS! Gènios da musica, há varios; mas somente um é DEUS DA MÚSICA: JOHANN SEBASTIAN BACH!

    • Edson Barreto disse:

      Caro Armando

      Com todo respeito pelo seu louvável e refinado gosto como apreciador de Bach, permita-me discordar de sua opinião. Ainda há muita coisa que talvez você não conheça em música erudita.
      Só para ilustrar um pouco, convém citar nomes de outros gênios como Dvorak, Saint-Saens, Tchaikovsky, Mendelssohn, …, além do já citado Beethoven e muitos outros de grande valor, que criaram obras magníficas e da mais profunda inspiração e beleza (quase divinas).
      Há variados estilos dentro da música e dentro de cada um encontram-se mais destaques. É o caso de Johan S. Bach, indiscutível gênio, autor da “Paixão Segundo São Mateus”, “Introdução e Fuga em Ré Menor”, etc, etc. Contudo, considerá-lo deus da música, além de soar como exagero, pode significar uma injustiça discriminatória com relação aos demais compositores. Até os geniais mestres da ópera, entre os quais, Donizetti, Puccini, Verdi e outros mais, nos deixaram árias belíssimas e de grande popularidade. Portanto, vale a pena rever seu ponto de vista, mesmo que não venha a mudar de opinião, pelo menos poderá refletir melhor sobre endeusar um artista, por mais elevada que seja sua obra. O status de deus da música, só foi alcançado dentro do conceito mitológico da Grécia, que elegeu a musa Euterpe como tal. Na verdade, podemos considerar a música como a mais sublime forma de expressão do homem ao buscar aproximar-se de Deus.
      Nisso, acredito que Bach foi realmente o que tentou chegar mais perto.

      Abraços,
      Edson Barreto

      • armando disse:

        Ok, Edson Barreto, concordo com você, quando diz que outros grandes gênios da música fizeram magníficas peças musicais. De fato, isso é verdade, pois as tenho aos montes em minha modesta, mas bem sortida, digamos assim, “discoteca”. Indubitavelmente, há peças magníficas, divinamente lindas. Mas, amigão, o que tento escrever é que nenhum outro, a meu ver, fez tantas peças magníficas, às centenas, com tamanha beleza e perfeição como Johann Sebastian Bach. Por isso é que chego a pensar que ele tem algo de divino. Como é, por exemplo, que um compositor consegue criar uma peça musical em que se ouve, ao mesmo tempo, 2, 3, 4 melodias – o chamado CONTRAPONTO – com tamanha perfeição?! Contraponto, muitos fizeram. Mas nenhum o fez com a perfeição e harmonia de Bach. Vejo nisso uma genialidade próxima do divino, pois o contraponto é dificílimo de se fazer com absoluta perfeição. E Bach assim o fez … sempre! Outro aspecto? Ouço o genial Antonio Vivaldi – que é, de fato, genial em peças prá violino – e, depois, ouço as peças de Bach. Bach, a meu ver, consegue ser ainda mais genial que Vivaldi, pois sua música consegue se encaixa ainda mais com mais suavidade que Vivaldi. O violino de Bach é tocado com tal harmonia, perfeição e suavidade que não há como colocá-lo no pedestal maior, também nas músicas destinadas a esse instrumento. E digo mais: se em sua época houvesse o piano – pois esse instrumento ainda não havia sido criado – Bach teria feito as mais geniais peças musicais prá piano, não duvide disso! Ok, amigão, Deus, não; mas coloquemo-lo, pelo menos, no rol dos semi-deuses, ok?

      • Edson Barreto disse:

        Ok, Armando
        Também concordo com você quando tenta dizer que Bach atingiu as raias do divino, não só pela sua obra sublime e de grande inspiração, mas por todo o conjunto de contribuição artística criadora, inovando e elevando a expressão musical ao mais alto nível da época. No entanto não podemos esquecer outro grande mestre que viveu mais tarde, em plena era do romantismo, que teve a honra de descobrir e divulgar a obra de Bach: Mendelssohn. Sem dúvida outro gênio, igualmente inspirado não somente nas suas obras, mas pelo fato achar parte da obra de Bach, que hoje poderia ser desconhecida. Foi uma grande contribuição a de Mendelssohn para a humanidade.
        Mas, se quisermos continuar falando de obras divinas, aí vamos bem mais longe. Não podemos deixar de lado páginas imorredouras que mexem com nossas emoções e nos arrancam lágrimas. Muitos conseguiram isso, mas desconheço quem tentou mais agarrar nossa alma que Beethoven. E continua conseguindo, mesmo que o ouçamos repetidamente. Profundamente romântico, temperamental, explosivo, humano e dono de um domínio criativo quase divino, inspirado, apaixonado, sonhador… Um verdadeiro gênio. Mesmo infeliz, soube produzir o que há de mais sublime em música. Sabia como ninguém transformar emoções em notas musicais de grande beleza e imensa força expressiva. Viva Bach e Viva Beethoven ! … e os demais.

        Abr.
        Edson Barreto

      • arthurmaximus disse:

        Gente, passo aqui rapidamente apenas para parabenizar o Edson e o Armando pelo nível dos comentários que têm deixado aqui. Espero que mais gente esteja vendo e lendo o que vocês estão postando. Um abraço aos dois.

      • Edson Barreto disse:

        Olá Arthur
        Obrigado pelas palavras (mais merecidas ao Armando). Sou apenas um apreciador fiel de música erudita, sem muito conhecimento técnico, há mais de 60 anos. Não consigo gostar de outro gênero, embora nada tenha contra outras preferências.
        Congratulo-me com os demais participantes desse papo agradável e aproveito o momento para desejar a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de alegrias e realizações (e muita música erudita).

        Araços,
        Edson Barreto

    • Benedito Coelho Siebra disse:

      DEUS resolveu criar sua orquestra, chamou um grupo de anjos habilidosos na arte musical e recomendou ao regente e aos músicos que não queria nunca ouvir músicas feitas pelas mãos humanas, pois, para Ele seria uma abominação vinda de pecador. O regente e os músicos eram muito rebeldes e teimosos e adoravam a trindade da música clássica humana. Desafiando a vontade de DEUS resolveram tocar um fragmento do concerto de Brandeburgo e DEUS reprendeu de imediato: parem! de quem é essa composição? respondeu o regente: de Bach, pra quem ele compôs: para o príncipe de Brandeburgo. DEUS se irritou profundamente e puniu desativando a orquestra por 80 anos. Passado os 80 anos volta a orquestra meia cabisbaixa mas sem perder a rebeldia e após algumas apresentações intercala no meio a 40 sinfonia de Mozart. DEUS esbraveja, Vocês não tomam jeito! de quem é essa? de, de,de Mozart meu Senhor. Para quem toca esse tal Mozart? to, to, toca no palácio para o Príncipe da Áustria. DEUS puniu novamente e desativou a orquestra por 20 anos. Passado os 20 anos voltam mais ainda continua rebeldes como sempre. DEUS mais uma vez lhes repreendeu e disse: chega de teimosia, se vocês mais uma vez Me desobedecer tocando música humana agora extinguirei em definitivo essa orquestra e no momento estou cansado fiquem aí quietos que Eu vou dormir um pouco.
      Ficaram quietos por meia hora más não resistiram, começaram a executar bem baixinho a Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven e de tão envolvidos com a melodia sequer perceberam DEUS acordar e se aproximar. DEUS indagou: quem compôs? foi Beethoven. Pra quem ele toca? ele toca pra ele mesmo. DEUS ordenou: toquem mais alto e continue a execução até o final.
      Conclusão: Beethoven é incomparável e imbatível no antes, durante ou depois, até mesmo com a trindade da música erudita denominada clássica: (Bach, Mozart, Beethoven) ou a trindade de Viena (Mozart, Beethoven, Haiden).

      • armando disse:

        Gostei da anedota (ou da história), Benedito Coelho, e respeito sua predileção por Ludwig Van Beethoven, o qual aprecio, também …., mas não tanto quanto “O Pai da Harmonia”. Mas não vamos brigar, né. São todos gènios! .

      • Edson Barreto disse:

        Edson Barreto
        Niterói – RJ

        Até o momento os comentários refletem mais a preferência musical de cada um. Não há o que discutir, pois ”gosto não se discute”. Valores artísticos submetidos à crítica resultam em opiniões técnicas. Se falamos que tal ou qual compositor foi mais ou menos feliz, que sua obra traduz seus sentimentos, isso nada acrescenta na preferência musical.
        O que não se pode negar em qualquer parte do mundo é que Beethoven soube mais do que ninguém traduzir para a linguagem musical toda a força de expressão da alma humana, expondo seus sentimentos, suas mágoas, suas frustrações e também seus momentos felizes. Neste caso, a 7ª Sinfonia pode atestar isso.
        Seu estilo eletrizante, espontâneo, audacioso…, o faz exclusivo, inédito, inigualável !
        Sem jamais querer desmerecer qualquer outro gênio musical, na curva da evolução musical Beethoven, sem dúvida ocuparia o ponto máximo.

      • Benedito Coelho Siebra disse:

        Obrigado Armando por sua magnânima reverencia aos Grandes Mestres da música erudita. DEUS ensurdeceu BEETHOVEN porque se Ele tivesse audição perfeita sua obra iria além da criação humana. Segundo disse Herbert Von Carajan, regente e um dos mais renomados interpretes da obra repertório do Mestre LUDWIG: JOHANN SEBASTIAN BACH, WOLGANG AMADEUS MOZART E LUDWIG VAN BEETHOVEN não devem ser comparados, pois, estão bem acima, o que podem ser comparados são outros compositores. Acho bem interessante as pessoas de bom senso reverenciares esses três grandes Mestres pelo nome completo como Você fez.

  12. Andre Santos disse:

    Mozart – Requiem, já diz quem é o melhor

    • armando disse:

      Amigo, André, se você se impressiona com a, de fato, excelente peça “Requiem”, de Mozart, ouça – com espírito receptivo e sensível aos sons de instrumentos e vozes – a “MISSA EM SI MENOR”, de Johann Sebastian Bach. Aí, sim, você terá a máxima dimensão da harmonia e da criatividade. Trata-se, a meu ver (de leigo) e de muita gente especialista em música erudita , da mais perfeita obra musical já feita na música ocidental ……, e, quiçá, do planeta – visto que os orientais (Ásia e Oriente) tem executado peças ocidentais, às centenas. Considero-a até superior à excepcional “Paixão Segundo São Mateus”, também de J S Bach.

  13. mario neri disse:

    O que o Armando postou aí aconteceu comigo também. Comecei a estudar música depois de ouvir uns cds de Bach que me impressionou pacas. Comecei a aprender violino. Estudo a 4 anos. O cara mexeu comigo!

  14. Não gosto de música clássica. Eu gosto é de JOHANN SEBASTIAN BACH!

  15. armando disse:

    UMA COISA QUE QUERIA DISCUTIR AQUI, no meu novo “pitaco”, é a característica musical de cada grande mestre, diretamente relacionada à sua vida emocional, afetiva. Deixa de lado o aspecto de maior ou menor genialidade, prá abordar apenas a influência que as emoções de gênios como BACH, MOZART E BEETHOVEN exerceram em sua obra musical. BEETHOVEN, por exemplo, não teve uma vida amorosa bem sucedida, tendo vivido uma longa solidão amorosa, quase sempre pouco correspondido. E nota-se essa desilusão, visivelmente, em suas sinfonias, por exemplo: todas perfeitas, na harmonia, no ritmo, no compasso e na sonoridade, mas quase sempre “carregadas”, “pesadas”, fortes, exigindo-se de todos os instrumentos e eventuais corais (de vozes) um severo ribombar, uma força de resposta que, por vezes, chega a “agredir” os ouvidos mais sensíveis, a exemplo da Nona Sinfonia. MOZART, irrequieto, teve, formalmente, um único amor, uma única mulher, em sua curta vida, além de uma amante eventual. Ou seja, afetivamente, se não foi feliz, teve momentos felizes, que, também, transferiu prá sua música. Mas era um músico mais que irrequieto; era tenso. E fez peças musicais “tensas”, movimentadas, grande parte delas de movimento “rápido”. Alguns critícos as acham tão rápidas que lhe deram a alcunha de “rapidinho”, o que é um desrespeito para com um grande mestre que tem seus momentos de gênio. Parece até que ele antevia a brevidade de sua vida (faleceu com míseros 34 anos, o que é uma pena) e resolveu se “apressar” nos movimentos de suas peças musicais. Escreveu cerca de 498 peças musicais catalogadas, muitas delas, óperas. Acho que perdeu muito tempo fazendo ÓPERAS, que muitos, como eu, não apreciam. Mas era moda, naquela época, e ele precisava satisfazer o público, prá sobreviver da música. O engraçado e que. fora da ÓPERA, as peças que MOZART mais mostra seu enorme talento são aquelas de Movimento “andante”, digamos assim, de movimento lento, a exemplo do espetacular Concerto prá Clarinete. Se ele se dedicasse menos à ópera e mais às sonatas e concertos, por exemplo, acho que, depois de Bach, seria o maior gênio da música, na minha modesta opinião, visto que ele tinha um talento imenso. Quanto a BACH, foi o bem amado, e, visivelmente, mostrava isso em suas peças musicais. J S BACH teve 7 filhos com a primeira esposa, a Bárbara, e 13 com a segunda, Ana Magdalena. Teve 20 filhos, no total, tendo alguns falecido ainda bebês. E dá prá ver, pelas biografias editadas sobre ele, que foi muito feliz com as duas esposas, foi feliz durante seus 65 anos, apesar da vida difícil de músico daquela época. Essa felicidade ele transportou prá suas músicas, que são de uma leveza, harmonia, criatividade e sonoridade melódica inigualáveis na música ocidental. Portanto, BACH tinha de estar feliz, prá poder fazer a obra musical monumental que ele fez, com a qualidade que tem. São 1045 peças musicais catalogadas – que se conseguiu salvar de seu imenso acervo criativo – com uma qualidade difícil de ser igualada. Outras tantas peças foram perdidas, cerca de 40%. Portanto, o que está aí, é apenas cerca de 60% do que ele compôs. Um monstro, um semi-deus, atrevo-me a dizer! . ,

  16. Ana O. disse:

    Comentários de alto nível. Lendo e aprendendo.

  17. josbach disse:

    Ontem acordei ouvindo JOHANNES BRAHMS, que seria melhor classificado como músico barroco, apesar de ter feito música na época Romântica, quase contemporâneo de Ludwig Van Beethoven. A música de Brahms é de um modo geral bem suave. É o seu estilo apesar de ter convivido com Grandes Mestres, numa época em que além das sonatas as sinfonias ditavam moda e eram “retumbantes”, fortes, pesadas, solenes. Gosto de BRAHMS que tem músicas surpreendestes. Amanhã ouvirei a NONA em homenagem ao “BETÃO”, como dizem osinstrumentistas que gostam do Ludwig. Será em comemoração ao sábado de páscoa. Nesse momento, Sexta-feira da Paixão, ouço a “PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS”, dele Johann Sebastian Bach ….. enquanto faço meu leite de coco, pois tb sou filho de Deus tanpouco esse viúvo sozinho, ………… até momento.

  18. Leonardo T. Schettini disse:

    Excelente texto. Confesso não ter o conhecimento técnico e tampouco a sensibilidade para identificar e pormenorizar as idiossincrasias de cada artista. Parabéns ao autor. A música, em que pesem os detalhes técnicos que permitem abrir essas questões, atinge cada um de forma distinta. No meu caso, quando escuto Vivaldi, em especial “Le quattro stagioni”, me toca profundamente. Desperta-me os mais sublimes sentimentos.

    E parabéns aos defensores que promovem um debate sadio e engrandecedor. É realmente edificante acompanhar os argumentos, contra argumentos, réplicas, tréplicas… me sinto desafiado a aprender mais sobre a música erudita. Aproveito para congratular meu conterrâneo Edson, da belíssima e rica culturalmente falando Niterói.

    Por sinal, gostaria de recomendar a leitura do Livro “Maestro”, bibliográfico de Antonio Carlos Martins. Uma das maiores autoridades em Bach no MUNDO atualmente. Ele que é muito mais festejado por suas habilidades lá fora do que aqui, infelizmente.

    Abraço a todos

    • arthurmaximus disse:

      Obrigado, Leonardo. Este espaço existe justamente para isso: suscitar o debate saudável sobre assuntos que normalmente não ocupam a grande mídia. E obrigado pela dica do livro. Antônio Carlos Martins é um gênio muito pouco reconhecido em seu próprio país. Às vezes me pergunto se nossos “heróis” todos estão condenados a ser somente jogadores de futebol… Um abraço.

      • Leonardo T. Schettini disse:

        Verdade Arthur. Precisamos cada vez mais de espaços públicos de discussão onde a tônica não seja maniqueísta encharcada de ódio como temos presenciado na nossa frágil democracia. Já ganhou um leitor assiduo! Já até coloquei no meu “favoritos”.

        Sobre os heróis, concordo plenamente. Há pouco tempo perdemos um dos mais consagrados percussionistas do mundo: Naná Vasconcelos. Pena que sua consagração tenha se dado mais lá fora do que aqui…

        O maestro Antônio Carlos é alguém que merece, enquanto está vivo principalmente, nossos maiores apupos (já que o assunto aqui é a música erudita), principalmente pela superação em decorrência da deficiência física que dificulta muito fazer aquilo que ele mais gosta: tocar piano.

        Parabéns pelo espaço. Forte abraço

      • arthurmaximus disse:

        Com certeza, Leonardo. O espaço aqui é dedicado a isso. Na verdade, ao contrário do ódio que permeia a nossa sociedade de hoje, o Blog valoriza muito o contraditório, desde que observadas regras mínimas de civilidade. Obrigado pelos elogios e seja bem-vindo. Um abraço.

    • Edson Barreto disse:

      Bom dia, Leonardo

      Agradeço pela indicação do livro “Maestro”, de Antonio Carlos Martins. Vou procurar nas livrarias. Também o congratulo e concordo com o que diz sobre Niterói, cidade realmente belíssima e cheia de história. Aproveito para parabenizá-lo pelo seu refinado gosto por Vivaldi, um dos expoentes da música barroca. As Quatro Estações, ou “Le quattro stagioni”, como disse em italiano, além de muito bonita, é uma das obras eruditas mais tocadas no mundo. E…, não poderia deixar de lembrar, com todo respeito pelos demais gênios que também aprecio, Beethoven continuará sendo o máximo !

      Um abraço
      Edson Barreto
      Niterói – RJ

  19. Allan disse:

    Bach é o maior, embora Beethoven o tenha superado em algumas obras. Mas algumas obras de Bach são insuperáveis em técnica e harmonia. Exemplo? A Grande Missa e a Arte da Fuga. Beethoven estudou-as para compor suas últimas obras, mas não conseguiu superá-las. Pode ter igualado, mas não superado.

  20. Leonardo T. Schettini disse:

    Em tempo e corrigindo o que escrevi: maestro João Carlos Martins. Não “Antônio Carlos”, como dito. Ato falho!!

  21. armando disse:

    Bem lembrado, por Leonardo Schettini, o maestro João Carlos Martins e sua obra “Maestro”. João Carlos Martins, talentosíssimo e super premiado aqui e no exterior, foi um bachiano de mão cheia. Vou anotar aqui em meus “alfarrábios” e comprar essa obra literária! Hoje, acordei às 3 da madrugada e enquanto não voltava a dormir, resolvi escutar, na internet, os NOTURNOS (obra completa), de Fréderic Chopin. e me deliciei. Mas não conseguí dormir. De fato, só consegui retomar meu sono, quando “acessei” os CONCERTOS PRÁ VIOLINO, de J S Bach, mais de 2 horas de orgasmo musical. Aí, dormí até o sol raiar! O que posso fazer, amigo! BACH me faz isso, me faz dormir, me faz sonhar!

  22. armando disse:

    Acordei ouvindo “Silêncio”, de LUDWIG VAN BEETHOVEN. Viajei durante 10 minutos! … , e tive vontade de continuar de olhos fechados, prá dormir, novamente. . ! Muito Linda!

  23. Miguel disse:

    O FUTEBOL FOI ANTES E DEPOIS DE PELÉ
    A MÚSICA FOI ANTES E DEPOIS DE BEETHOVEN

  24. armando disse:

    Hoje de manhã, como de costume, minha “pineal” me acordou,lembrando-me do meu “mister”: ouvir música. E, obediente, “acessei” “O CRAVO BEM TEMPERADO”, de Johann Sebastian Bach, executado pelo pianista italiano Maurizio Pollini. Detalhe: essa peça de Bach foi feita prá cravo, como indica o título. Todavia, ao piano, fica ainda mais sonora. Poderia ser executada no violão, na guitarra, na sanfano/acordeon, na harpa, na flauta, etc. Na verdade, não faz diferença, devido à multiinstrumental música desse Grande Génio. É 1 hora e 52 minutos de música revolucionária. O Cravo Bem Temperado marcou o início de uma nova fase na música, em termos de tons e semitons. Criou uma nova dimensão na Música Ocidental.. Os Anais da História da Música registram que Ludwig Van Beethoven, aos 17, 18 anos, sabia, de cor e salteado, toda a peça de O Cravo Bem Temperado. Ouso afirmar que o grande instrumentista Saint Preux, na sua peça musical “No More Nadine”, do Volume 9 (To Be Or Not), literal e despudoradamente copiou-a de “O Cravo …..”, tamanha é a semelhança dos acordes. E, até hoje, seguem bebendo na fonte do Grande Gênio.

  25. josbach disse:

    A MEU VER, é impressionante a diferença de BACH pros outros Grandes Mestres em termos de criatividade, sonoridade musical e expressão suave e cristalina dos instrumentos em suas musicas. Cada vez mais não tenho duvida em dizer que existe BACH E EXISTEM OS OUTROS. Na minha opinião, ouvindo todos eles a distância que os separa é bem grande, mesmo comparando ele a Mozart e Beethoven!

  26. Edson Barreto disse:

    Edson Barreto

    Alto lá, amigo ! Não se empolgue muito, pois a genialidade de cada mestre em discussão não deve ser tratada com tanto rigor. Cada um tem suas peculiaridades e seu lugar garantido no altar
    da música. Cada um deles foi realmente extraordinário como gênio, legando ao mundo sua obra de inestimável valor. Mas, o diferencial é que, cada estilo musical se desenvolveu em sua época, produzindo seus valores em momentos diversos. Eis aí por que existem tantos nomes de destaque no mundo musical em tantos estilos diferentes. Com o maior respeito pela sua opinião, reproduzo o pensamento de autoridades e críticos de todos os continentes e partes do mundo, ao me colocar do lado deles que afirmam categoricamente que Beethoven foi e será o maior nome da música erudita de todos os tempos. Isso não desmerece nenhum outro mestre, pelo contrário, até realça o valor e a grandeza deles, pois se os mesmos pudessem se reunir, certamente Bach diria a respeito de Beethoven: Magnífico !!! Este aprendeu tudo que ensinei e acrescentou muito mais com a sua genialidade !

    • josbach disse:

      Amigo, EDSON BARRETO, sempre que exprimo meu “pitaco” aqui neste espaço faço questão de pinçar o termo “na minha opinião”, “a meu sentir”, “a meu juízo”, etc, etc, mostrando que não sou o dono da verdade e apenas expresso meu gosto particular, como faz você, né.. Assim digo que Johann Sebastian Bach é, NA MINHA PERCEPÇÃO E PRO MEU GOSTO MUSICAL, o maior compositor da música erudita ocidental, porque: 1) compos 1096 peças musicais catalogadas, todas perfeitas, harmônicas e extremamente melodicas (224 cantatas, 24 grandes obras para corais e orquestras, 274 cantos corais e cantos sagrados,, 223 musicas para orgãos, 222 obras prá teclados, 5 peças para alaude, 40 obras prá prquestra de camara, 30 musicas orquetrais e 54 canones e fugas); 2) grande parte dos músicos e crtíticos de musica mundiais – que vão de Vila Lobos e João Carlos Martins ao renomado maestro Sir John Eliot Gardiner, dentre muitos outros o colocam no pedestal maior da musica ociental, por sua extensa e estupenda obra; 3) parte da obra de Bach foi, tambem, revolucionária para a musica, a exemplo de “O Cravo Bem Temperado”, “A Arte da Fuga”, as “Variações Goldberg”, apenas prá citar algumas: 4) ninguém fez musica coral com a perfeição de J S Bach, a não ser Giovanni Perluigi da Palestrina, que só fez canto coral; 4) as músicas de J S Bach podem ser tocadas em qualquer ritmo, com qualquer instrumento e em qualquer época, bastando pesquisar, na internet, os milhares de musicos instrumentistas que executam suas musicas; 5) suas 1096 peças musicais são absolutamente diferenciadas umas das outras, não quardando similaridade entre elas, mostrando a extraordinária capacidade criativa desse grande gênio; 6) suas músicas são tocadas no mundo todo, nos mais diversos ritmos e instrumentos, por milhares de musicos instrumentistas e orquestras, sendo atenporal e multiinstrumental; 7) a NASA, quando mandou ao espaço espaçonave com o que de melhor o ser humano tinha criado e construido na terra, em cada área do conhecimento, prá que os possiveis alienigenas tivessem conhecimento da grande capacidade humana, escolheu a obra de JOHANN SEBASTIAN BACH, prá representar nossa capacidade, na area musical; 8) e o principal é que foi o Grande Mestre que me “tocou fundo”, me fazendo gostar de ouvir musica erudita, inclusive de outros Grandes Mestres, o que não ocorria antes. Esse ultimo item é, sem dúvida, o principal, prá mim. A propósito, é bem simplista considerar a obra de J S Bach como BARROCA. Ela é ATEMPORAL isso sim, pois foi feita muito a frente de seu tempo; tanto é que no Século XVIII – quando a ópera já “bombava” – praticamente a ignoraram, pois eram incapazes de a entenderem. Tenho profundo respeito pelos outros Grande Mestres, mas a MONUMENTAL OBRA MUSICAL de JOHANN SEBASTIAN BACH, QUE MEXEU E MEXE COMIGO, o coloca, forçosamente, como o MAIOR GÊNIO DA MÚSICA OCIDENTAL, com todo o respeito pelos outros!

      • arthurmaximus disse:

        Gente, só passando para renovar meus sinceros elogios aos níveis dos comentários aqui postados. Saibam que quem visita o Blog vai se enriquecer muito com as observações que vocês têm colocado aqui. Um grande abraço a todos.

      • beco disse:

        A Nona de Ludwig Van Beethoven é a obra de arte mais perfeita pela mão humana e foi o manuscrito mais de maior preço arrematado em leilão A Quinta é ouvida de pé pelos Poloneses. A Sonata “Quasi Una Fantasia” ou “Ao Luar” é considerada por muitos “raio da cura”. A bagatela “Por Elise” é unânime nos telemarketing da vida. Gênio algum conseguiu reunir 10.000 pessoas de todas as faixas etárias na execução de uma sinfonia, no caso, o povo Japonês para executar a Nona de BEETHOVEN. Ludwig Van Beethoven foi também o mais venerado pelos compositores famosos contemporâneos e posteriores (Schubert, Gregg, Dbussy) que chegaram a afirmar após ouvir a Nona Sinfonia: “é uma meta a ser perseguida e um grande pesadelo porque ninguém consegui atingir”. BEETHOVEN é insuperável.

  27. Armando disse:

    Procuro ser um cara justo, e , por isso, ouço inúmeros Grandes Mestres, sempre que possível, até mesmo prá apurar meu senso crítico, por meio da diferenciação e comparação, essa uma importante – mas não a única ferramenta para isso. E hoje, tive o prazer de ouvir a versão completa de “Sonata ao Luar”, de Ludwig Von Beethoven. Belíssima peça musical! Mas o que me agrada mais nela é a Segunda Parte, em que se rtealça o grande talento de Beethoven, e em que a peça proporciona ao pianista virtuose toda sua intimidade com o piano. Alí, sim, na Segunda Parte está a genialidade de Beethoven! Saint E, também alí, na Segunda Parte, o talentoso músico francês Saint Preux, mais uma vez, PLAGIOU despudoradamente:sua música “Amour Meteor”, do álbum “To Be Or Not”, é uma cópia fidedigna de “Sonata ao Luar”, Segunda Parte. E eu pensando que Saint Preux era um gênio da música instrumental do Século XX e XXI! Será que ele plagiou tudo, desde Concerto Pour Une Voix” até “The Last Opera”?!! Eu que tenho toda a sua discografia, prefiro não acreditar nisso, pois seria uma baita decepção!

    • beco disse:

      Prezado Armando, na minha singela opinião acho o Adagio do primeiro movimento uma coisa que transcende a criação humana e acho que é o fragmento “raio de cura” que comentam. Na sua opinião como um músico de elevado quilate demonstrado nos seus comentários, opine sobre o adagio.

      • beco disse:

        Na versão do próprio Mestre “Quasi Una Fantasia” na opinião de Franz Liszt “uma flor entre dois abismos”. Merece também sua valorosa opinião.

      • armando bogus disse:

        Caro Beco, boa tarde. Andei perambulando por ai, e, enfim, estou de volta. Agradeco sua deferência aos meus conhecimentos musicais, mas me considero apenas um curioso amante da música erudita, com bastante sensibilidade musical, é bem verdade. Sobre o Primeiro Movimento de “Serenata ao Luar”, já comentei aqui nesse espaço democrático. Considero-o belíssimo, tanto quanto outras milhares de melodias já feitas nesse ramo de música. Todavia, o Terceiro Movimento é que, a meu sentir, mostra a marca de gênio de L. V, Beethoven, no nível de um J. S. Bach. Como diz o vulgo, “cada um é cada um”. Eu, de minha parte, não me contento com aquela música reta, certinha, melodiosa, perfeita no ritmo, nos acordes, nos tempos, no diapasão. Demando criatividade, esse aspecto mexe comigo, atiça minha exigência. O floreio melódico e o contraponto são alguns desses recursos criativos que ornamentam a música, de forma magistral. Johann Sebastian Bach usa esses recursos, genialmente. Por isso, ele é meu preferido. E L.V. Beethoven cria muito no Terceiro Movimento de “Moonlight Sonata”. Assim como cria muito em “Pastorale”, Sexta Sinfonia. E na Quinta, na Nona. E nos 10 minutos de “Silêncio”, só prá citar algumas passagens da música desse genial compositor. Mas não é só “criar”. É criar, com qualidade bastante prá nos sensibilizar, até mesmo nos emocionar.

  28. Armando disse:

    Uma correção de meu “pitaco” anterior: “Sonata ao Luar”, pelo que percebo, é dividida em 3 partes (ou movimentos). Apesar da belíssima melodia do Primeiro Movimento (Primeira Parte), igual a tantas outras milhares de belíssimas melodias do mundo da música, o Terceiro Movimento (Terceira Parte) é que mais me encanta e me faz pensar que Beethoven foi um gênio.
    Por falar em gênio, hoje, domingo, como aprecio muito música coral, acordei ouvindo o belíssimo “GLORIA”, de Antonio Vivaldi, com desempenho da Orquestra de Câmara da Armênia, regida por R. Mikeyan. Desempenho satisfatório, mas triste. Ora, o GLORIA é um canto de júbilo, de regozijo, de exaltação de Deus. E a performance das duas sopranos e da mezzo-soprano parecia mais com a execução de peça da paixão de Cristo, tamanha era a tristeza de seus semblantes e a cara “amarrada”, não sei se uma característica do povo armênio. Convenhamos, porém, o Gloria, de Vivaldi, apesar de belíssimo, não proporciona, me parece, aquele ar de júbilo ideal, que pede essa peça litúrgica. Parece-me um pouquinho “carregado”. E, inevitavelmente, vem a comparação com o Gloria, de Bach.
    Resolvo, pois, par e passo, ouvir os 7 minutos e 20 segundos, do GLORIA, da MISSA EM SI MENOR, de J S Bach, com desempenho da Orquestra Bach de Munich, regida por Carl Richter, Amigo vivaldiano, me desculpe, mas é outra coisa! O júbilo, o regozijo, dos cantores, entoando a peça é ajudada muito pela alegria da música, litúrgicamente uma glória a Deus, como deve ser. São apenas 7 minutos e 20 segundos de uma melodia belíssima, alegre, ágil, leve, adequadamente jubilosa, absolutamente perfeita prá glorificar Deus! A meu sentir, também da música coral, Johann Sebastian Bach é gênio só comparável a Giovanni Pierluigi da Palestrina, gênio do período pré-Barroco / Barroco, que, pelo que se sabe, dedicou sua genialidade quase que somente ao canto coral.

    • armando disse:

      Uma correção: PALESTRINA é gênio incomparável da RENASCENÇA, período imediatamente anterior ao Barroco. A MEU VER, somente ele fez Música Coral no nível de perfeição de Johann Sebastian Bach, considerando-se o conjunto total de suas peças.

  29. josbach disse:

    Vou “botar fogo na fogueira” e dar a cara a tapa, reforçando os argumentos do Josbach – já que, aqui na Grande Vitória, o sol não aparece e o tempo está, mais que nunca, cinzento, convidando-me a “jogar conversa fora”, aqui neste espaço democrático. A BBC apresentou, tempos atrás, uma série de 5 documentários sobre os 5 EVENTOS MAIS MARCANTES DA HISTÓRIA DA MÚSICA. Um dos episódios foi sobre o TEMERAMENTO IGUAL, inventado e melhor deselvolvido por J S Bach. Os 5 eventos são: 1) a invenção da nota musical; 2) a invenção da ópera; 3) a invenção do temperamento igual; 4) a invenção do piano; 5) a invenção do som gravado. Howard Goodall, que produziu a série, chega a afirmar que a invenção do temperamento igual é, provavelmente, “o mais importante dos 5 eventos”, todos qualificados como “BIG BANGS”.
    Já o maestro João Carlos Martins faz referências reverenciais a J S Bach, dentre tantas outras, com os seguintes dezeres: ” Bach é o pai da obra clássica. romântica, impressionista, moderna, do jazz, de tudo. Tudo na música veio por causa de Bach. Ele é a catedral e os outros são as grandes igrejas”.
    A propósito, há um excelente texto, na internet, intitulado “Porque eu gosto da música de Johann Sebastian Bach”, subscrito pelo Professor da UFPE, Francisco Crivari Neto, ateu, de carteirinha, mas fervoroso apreciador da música desse Grande Mestre. A meu ver, vale a pena lê-lo. Como eu, ele é profundo apreciador de J S Bach, tendo L V Beethoven como uma segunda opção.

  30. Rafaela disse:

    Beethoven realmente foi um gênio, sua obra retrata esse cara fechado, mas cheio de sentimentos contados em sua
    música

  31. Armando disse:

    HOJE, ACORDEI OUVINDO “TOCATA E FUGA EM RÉ MENOR”, dele, Johann Sebastian Bach. Música perfeita, forte, melodiosa, matematicamente construída. Rio, às escâncaras, quando tentam insinuar (apenas tentam) que há dúvida se a composição original dessa melodia é de Bach, vez que, “comenta-se” que “fora feita, de início, prá violino”, blá, blá, blá. Ora bolas, se há uma música organística que é a cara de Johann Sebastian Bach é a Tocata …. . Bach, além de poliglota e professor de latim, era exímio matemático. E essa melodia foi feita com dimensões melódicas matemáticas, área que o “Pai da Harmonia” dominava magistralmente. Ademais, Bach era um virtuose em cravo, violino e, principalmente, órgão. Assim, afirmo, com absoluta convicção: SIM, A PEÇA TOCATA E FUGA EM RÉ MENOR É, SEM DÚVIDA ALGUMA, DE AUTORIA DE JOHANN SEBASTIAN BACH. Penso – e, insisto, essa é apenas uma percepção pessoal – a relativa má vontade que ainda há, em certos setores musicais, relativamente a Johann Sebastian Bach, pode ser devido os fatos: 1) de a “Missa em Si Menor” ter sido a peça musical escolhida por Adolf Hitler, prá ser recitada na “Catédral Notre Dame”, em Paris, prá comemorar a vitória sobre a França, e a entrada triunfal na Capital Francesa; 2) de o Grande Mestre jamais haver saído dos limites da Alemanha, ao contrário de L V Beethoven e Georg Friedrich Haendel, por exemplo, que viveram grande parte de suas vidas em Viena e na Inglaterra, respectivamente, tendo Haendel, inclusive, adotado a cidadania britânica, em 1727. Há, portanto, uma maior glamourização de Mozart e Beethoven, provavelmente por esses motivos e mais alguns que desconheço. O certo é que muitos anglo-saxões ainda resistem a reconhecer a real genialidade de Bach, dentre estes um tal crítico John Burrows, que escreveu o livro “Música Clássica” – obra essa presente em meu acervo – e que se refere a Bach com alguma reticência, apesar do reconhecimento obrigatório, tecendo loas a Haendel. Ora bolas! Querer comparar Haendel a Bach é quase um sacrilégio. Ouço o Grande Mestre germano/britânico Georg Friedrich Haendel e vejo, no geral, uma música “reta”, simples, sem maiores floreios, sem maiores complexidades, inúmeras delas muito belas. Mas, só. Gosto bastante de Haendel, pois gosto do período Barroco. Mas, desculpe, não se pode compará-lo a Johann Sebastian Bach, amigo. Há, aí, uma distância considerável, em termos de talento, de genialidade.

  32. Saturnino Franco Jr disse:

    Apesar de apreciador da musica erudita e sentir me maravilhado com as obras dos diferentes Compositores, sou um principiante na materia,.A titulo de curiosidade , como Tenho contacto dia rio com muitas pessoas, venho perguntando ha alguns anos ,a musicos profissionais e a maestros , qual compositor eles consideram mais genial, indepentendemente do seu gosto pessoal.Ate o momento a maioria citou J.S.Bach.

    • Armando disse:

      Pois é, amigo Saturnino. Acho que só alguns críticos anglo-saxões ainda não se convenceram da grandiosidade da obra musical de J. S. Bach. Mas isso já foi pior, né

  33. Armando disse:

    Dia desses acordei ouvindo a Eroica, de Ludwig Van Beethoven. Confesso que prefiro a “Pastorale” e a “Quinta”, além da “Nona”, que é bem forte e solene. Já ouvi a “Pastorale” (Sexta Sinfonia) várias vezes, nesses últimos anos. Agrada-me muito. Nela, “Betão” (para os músicos que se julgam íntimos) mostra o quanto da sua verve genial.

  34. Armando disse:

    Hoje, resolví revisitar algumas das várias SUITES ORQUESTRAIS, de Johann Sebastian Bach. De uma só “talagada”, ouví as SUITES 1, 2, 3 e 4, executadas pela Amsterdan Barroque Orchestra, regida pelo ótimo maestro Tom Koopman. Todas belíssimas, especialmente a 2 e 3! Amigo, o último Movimento, de encerramento, da Suíte Orquestral número 1 é divino, é primoroso! De uma sonoridade, harmonia e beleza melódica ímpar! E o que não dizer do “Bourée”, da “Sarabande”, da “Polonaise”, do “Menuet” e da “Badinerie”, da Suíte Orquestral número 2?! Divinos! Música absolutamente atemporal! Mal comparando, e guardadas as devidas proporções, é como se se ouvisse um Hermeto Pascoal ou Toninho Horta tocando, nos nossos dias! Inacreditável que essas Suítes Orquestrais tenham sido compostas na Primeira Metade do Século XVIII! Isso mostra toda a genialidade de JOHANN SEBASTIAN BACH. A Suíte número 2, por exemplo, proporciona ao flautista mostrar toda a sua virtuose, pois há trechos de grande complexidade, que exige, também, grande agilidade nos dedos. Não é peça prá iniciante. Tem de treinar muito. Mas, como dizem os músicos, maestros e professores de música, “quem toca Bach, toca qualquer outro Grande Mestre”. Acredito nessa afirmação.

  35. Armando disse:

    Hoje, de uma só “talagada”, ouví as Suítes Orquestrais 1, 2, 3 e 4, de Johann Sebastian Bach, executadas pela Amsterdan Baroque Orchestra, regida pelo ótimo maestro Tom Koopman. Todas belíssimas, especialmente a 2 e 3! O último Movimento da Suíte número 1 é divino, com uma harmonia e sonoridade melódica ímpares! É um fechamento com chave de ouro! E o que não dizer do “Bourée”, da “Sarabande”, da “Polonaise”, do “Menuet” e da “Badinerie”, da Suíte número 2! Música absolutamente ATEMPORAL! Parece feita ontem! Guardadas as devidas proporções, é como se se ouvisse Hermeto Pascoal ou Toninho Horta nos deliciando com suas peças musicais! Mas, acredite, amigo, foi feita na Primeira metade do Século XVIII! Isso mostra toda a genialidade de Johann Sebastian Bach. Na citada Peça, o flautista é muito exigido. E não é trabalho prá iniciante, não. Exige-se, certamente, muito treino e, também, virtuosismo, nesse instrumento de sopro. Mas, como dizem os professores de música e maestros, “quem toca Bach, toca qualquer outro Grande Mestre. Quem sou eu prá contestar!

  36. Marcelo Cabizuca disse:

    Prezados, impressionante o elevadíssimo nível das discussões. Não sou conhecedor dos meandros musicais, apenas aprecio ouvir os sons originários dos grandes compositores, quizá gênios.
    Gostaria de agradecê-los pela oportunidade a mim conferida em aprender a cada comentário.
    Particularmente, aprecio mais as composições de Beethoven, embora, partilho do posicionamento de que Bach é o mais “completo”.
    Mozart é um gênio por si só, contudo, aos meus ouvidos, as composições Beethovianas soam mais suaves.

  37. Armando disse:

    Tenho ouvido, ultimamente, seja no “pen-drive” do meu carro, quando vou visitar minha irmã em Aracruz, seja no cd que tenho em casa, as VARIAÇÕES GOLDBERG, dele, JOAHNN SEBASTIAN BACH. Bach fez essa belíssima peça prá seu aluno Johann Goldberb, prá que ele tocasse no palácio do Conde Hermann Keyserling. E caprichou nas tecituras, na complexidade, pois queria exigir de seu aluno o máximo de virtuosismo. E são inúmeros os belos trechos de uma música complexa, ágil, melodiosa, criativa. Ignorada, a princípio, como toda a obra desse extraordinário gênio, hoje é peça fundamental na arte de tocar piano. Muitos alunos incluem dentre as peças do seu repertório de treinamento, as Variações Goldberg. Composta de uma Ária inicial, essa Ária vai sofrendo variações por cerca de 1 hora e meia, numa simbiose de tons e semitons, de alternância de ritmos melódicosw muito interessantes. Foi feito prá cravo – vez que ainda não havia piano, na época – mas pode ser tocado tranquilamente no piano, com uma belíssima sonoridade. Depois das Variações Goldberg, inúmeros outros Grandes Mestrres se aventuraram nesse estilo musical, como Ludwig Van Beethoven, que compôs as belas VARIAÇÕES (de) DIABELLI, mais forte, mais “pesada”, mais veemente, mas, convenhamos, não tão lindas quanto as pioneiras Variações Goldberg, de Bach, a meu sentir, mais suave, mais melodiosa, com belíssima sonoridade e criatividade. Ouço as duas, com prazer. …., mas as “Goldberg” entra no meu ouvido e invade minha alma irrequieta, acalmando-a, apaziguando-a. É isso: a música de Johann Sebastian Bach acalma meu espírito, inquiridor, eivado de indignação cidadã! Não sei o que seria de minha vida, se não existisse Bach. Às vezes, nem a companheira que acompanha minha viuvez, nos fins de semana, me faz tão bem.

  38. Ola amigos realmente essa é uma escolha de caráter subjetivo,mas eu quero desviar um pouco o foco e acrescentar que a frequência 432 Hz que é a frequência da musica clássica além de elevar o espírito de quem a escuta também tem poder curativo e eu gostaria de deixar aqui uma palestra onde é analisada o papel de cada integrante da TRINCA DE OURO da MUSICA CLÁSSICA:

    E um VIVA a todos os compositores que de uma forma ou de outra nos ajudam a chegar mais perto de DEUS,independente do estilo de cada um deles.
    Forte Abraço Amigos !!

    • josbach disse:

      Assisti ao video acima e respeito o teor de sua mensagem. A propósito, quem sou eu prá bater de frente com “as forças ocultas”, sejam elas do bem ou do mal. Só acho que, relativamente à “Santíssima Trindade” da música erudita, que, na verdade, se transformou em “Santíssimo Quarteto”, no mister / missão ocultista, a meu ver e preferência, escolheria, por exemplo, Johannes Brahms, em vez do comprovada e odiosamente racista Richard Wagner, que não deixa de ter, sem dúvida, seus méritos como Grande Mestre. É que o RACISMO É ODIOSO, sabe! Como é sabido, Hitler e sua gangue é que gostava dele. Mas achei interessante o tema da Palestra…., que, como o Espiritismo, tem uma explicação prá tudo ……, se bem que nem sempre concorde.

      • beco disse:

        Fato bem interessante é que os Grandes Mestres sabem reconhecer o valor musical dos antecessores. Wolgang Amadeus Mozart exaltou às alturas Joahnn Sebastian Bach, Ludwig Van Beethoven elevou Joahnn Sebastian Bach e Wolgang Amadeus Mozart e Richard Wagner assumiu a idolatria ao afirmar que acreditava em DEUS, MOZART e BEETHOVEN. Merece profunda reflexão a musicalidade desses três mestre gênios .incontestáveis da arte sonora todos de origem Germânica e pertencentes a um ciclo temporal muito curto. Ludwig Van Beethoven cheio de adversidades com a morte prematura de MOZART teve de suportar sobre seus ombros o peso do bastão dos dois Grandes Gênios e com muita luta e perseverança conseguiu triunfar com a sua Nona Sinfonia, Uma pena a Humanidade não saber o que diria BACH e MOZART após ouvirem o maior triunfo do Mestre LUDWIG.

  39. armando disse:

    Acordei ouvindo MÚSICA CORAL, que muito aprecio. E ninguém melhor do que ele, Johann Sebatian Bach, prá abrilantar minha manhã, com seu estupendo MOTETO “Jesu, Meine Freud” (BWV 227), cantada, de maneira afinadíssima pelo Vocalconsort Berlin, regido pelo excelente Maestro holandês Daniel Reuss, especialista em Canto Coral. Música de Deus! Entusiasmado, resolví ouvir os outros 5 Motetos feitos pelo Grande Mestre, todos estupendos! O MOTETO é um gênero musical criado, na França, pela Escola Notre Dame, por volta do Século XI, inicialmente, prá 3 vozes (soprano, contralto e tenor), tendo sido, anos depois, acrescentado mais um naipe de voz, o Baixo. O CONTRAPONTO é a regra, nesse gênero de música. J S Bach foi o introdutor e grande nome do Moteto prá Coral, basicamente com 5 sopranos, 5 contraltos, 4 tenores e 4 baixos. Se ao amigo leitor aprouver ouvir esses Motetos de Bach, terá uma pequena amostra da perfeição técnica e criativa do Pai da Harmonia,, que “brinca alegremente”, por entre as peças, de fazer arranjos contrapontísticos, de maneira genial, mais parecendo obras musicais de cunho celestial. Uma perfeição só! Uma beleza incomparável, em termos de Música Coral!.

  40. Aquilo que mais estudamos mais nos envolveremos, então ficamos tão inebriados que esquecemos os outros não menos geniais, por isso, estudo de tudo um pouco e o que mais me impressiona mesmo é Chopin, pela leveza, inspiração e independência da criatividade nas duas mãos, mas, de um modo geral, todos tem muitas coisas bastante inspiradoras…não fosse assim, não seriam gênios.

    • josbach disse:

      Concordo com você, há muitos gênios, na música erudita ocidental. Tenho na minha cabeceira uma coletânea (com 6 cds) de Frédéric Chopin, que tenho ouvido, com frequência, principalmente os “Noturnos” – confesso que não tenho vergonha de comprar coletâneas, sempre na esperança de que sejam, de fato, “as melhores peças”. No meu modesto “acervo”, tenho mais alguns cds desse Grande Mestre, INCOMPARÁVEL AO PIANO. Costumo dizer prá alguns amigos apreciadores de música erudita que “Frédéric Chopin é o Bach do piano”, devido sua imensa criatividade naquele instrumento. E não fez somente música prá piano, né. Mas no piano é gênio, é revolucionário. E sei que, por isso, tem um enorme público admirador, merecidamente.

  41. Mateus Nunes disse:

    Olá..

    Que interessante ler estes comentários. Acho que sou o mais leigo de todos aqui no que diz respeito à história e à musica em si. Nessa minha vida de “ouvinte” de música clássica aprendi a apreciar a cada um destes grandes.. Mozart, Beethoven, Bach o violino de Vivaldi.. (a ordem aqui mencionada é meramente aleatória rsrs). Dois instrumentos que me tocam profundamente são o piano e o violino.

    Tenho uma esposa que amavelmente toca o piano toda vez que peço e sempre me emociono ao ouvir o “Moonlight” de Beethoven. Só gostaria de colaborar com o humilde comentário de que Beethoven toca profundamente na alma e não me canso de ouvir, como alguns aqui já mencionaram.

    Parabéns pela discussão (acalorada às vezes) mas sempre respeitando as opiniões dos demais. Estes são os tipos de grupos dos quais gostaria de participar e aprender mais. Estou neste momento “seguindo” o blog e espero ler sempre comentários produtivos aqui.

    Um grupo do whatsapp seria válido também😀
    Abraço a todos!

    Mateus Nunes
    mateus.bnunes@hotmail.com
    +5567991308878

    • arthurmaximus disse:

      Seja bem-vindo, Mateus. Que privilégio esse seu, ter uma esposa que toca piano. As discussões aqui são sempre bem-vindas e o propósito é fazer um debate saudável e respeitoso sobre temas controvertidos. Um abraço.

    • josbach disse:

      Olá, Mateus Nunes, como vai?! Amigo, também sou leigo … e curioso. E como curioso a gente vai tentando pegar o traquejo, né. Mas confesso que os cerca de 3 anos que estudei teclado com teoria musical não me deu conhecimento técnico aprofundado, não. Isso é fruto de anos e anos de estudo da música. Mas com esse conhecimento técnico bem superficial e muita sensibilidade musical tento expressar minha opinião nesse espaço democrático. E posso, sim, cometer equívocos. Mas dou a cara a tapa. .

  42. josbach disse:

    No dia de Finados, me deliciei, na internet, com o REQUIEM, de Wolfgand Amadeus Mozart! É a quarta vez que ouço essa peça. Belíssima! Dessa vez, sob a batuta do competentíssimo Maestro Sir John Elliot Gardiner, regendo o Monteverdi Choir & Orchester e o English Baroque Soloists. O engraçado é que, quando se referem ao Requiem, somente se lembram do LACRIMOSA. Na verdade,é bem mais do que essa bela passagem. No KYRIE, DOMINE JESU, HOSTIAS, SANCTUS, BENEDICTUS E AGNUS DEI trava-se um belo “diálogo” dos naipes de vozes, uniforme e harmônico, muito bem sedimentado pelo conjunto de cordas e metais. E no encerramento, o COMMUNIO, o contraponto fala alto, floreando e dando um tom diferenciado a essa magnífica peça. Se não atinge a perfeição de uma MISSA EM SI MENOR, de J S Bach, o REQUIEM, a meu sentir, deve ser, obrigatoriamente, incluída entre as maiores peças sacras da música ocidental, revelando as digitais do genial Wolfgang Amadeus Mozart. Amém! .

  43. Dário disse:

    Sinceramente acho toda essa conversa de ficar comparando compositores ou qualquer manifestação artística uma completa estupidez, música é arte e não um campeonato de pontos corridos de futebol.

  44. Respeito muito, mas sou mais Mozart e Beatles. hahahaha. Abraço.

  45. ozias disse:

    fico com bach por enquanto

  46. ozias disse:

    “Se eu decidir ser um idiota, serei um idiota com acorde próprio.”
    JOHANN SEBASTIAN BACH

  47. Foi uma ótima fonte, valeu moral.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s