Trilha sonora do momento

Maria da Graça Penna Burgos Costa.

Mas o nome dela era Gal, todo mundo sabe.

A singela homenagem do Blog à favorita do Autor no restrito panteão das grandes cantoras nacionais.

Que, embora nunca tenha lhe dedicado um post específico, provavelmente foi a cantora mais presente nesta seção do Dando a cara a tapa.

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Pensamento do dia

Respeito muito minhas lágrimas, mas mais ainda minhas risadas.

By Gal Costa

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Dando a cara a tapa – Série especial das eleições: “O segundo turno”

Satanismo. Maçonaria. Pílula para aborto.

Se alguém esperava que no segundo turno finalmente os principais candidatos nos brindassem com propostas para os próximos quatro anos, enganou-se redondamente. O nível da campanha, que já roçava o rés-do-chão no primeiro turno, desceu literalmente ao esgoto depois de 2 de outubro.

Não que isso fosse absolutamente inesperado, que fique claro. Quando há de um lado Carluxo e seu “Gabinete do Ódio”, coisa boa é que não deve vir. O que houve de surpresa, por assim dizer, foi a aparição de um “Carluxo da esquerda”. André Janones e seu “janonismo cultural” provaram que, assim como na física, a Terceira Lei de Newton também se aplica às campanhas eleitorais, com uma reação de mesma intensidade da ação promovida, mas em sentido contrário. Pela primeira vez desde 2018, o bolsonarismo encontrou um rival à altura nas redes sociais.

Mas é claro que o segundo turno não se resumiu a isso. A porteira dos limites eleitorais, já devidamente arrombada pela “PEC Kamikaze”, terminou de ser derrubada com a proximidade da rodada final do pleito presidencial. Além dos mais de R$ 100 bilhões despejados sobre os eleitores mais pobres desde julho, o Governo ainda antecipou o que podia e o que não podia de verbas autorizadas nessa burla orçamentária, numa derrama de aproximadamente R$ 16 bilhões só entre as quatro semanas que separavam o primeiro do segundo turno.

Isso, porém, não foi o pior. Pior mesmo foi a infame autorização para liberar-se crédito consignado aos beneficiários do auxílio-brasil. Pagando juros de quase 80% ao ano, essa modalidade de crédito representou a mais vil baixeza de todo rol de “bondades” que o Governo patrocinou nestas eleições (e olha que a disputa é grande). A idéia, por obvio, era aumentar o chamado feel good factor – a nossa velha e boa sensação de bem estar – entre a camada mais necessitada da população.

Com aproximadamente R$ 2.100,00 por beneficiário, o mimo oferecia risco zero para quem emprestava, pois o dinheiro seria descontado diretamente do ervanário pago pelo Governo, ao mesmo tempo em que podava 1/3 do benefício futuro dos miseráveis que o recebiam por quase dois anos. Ora, se o sujeito mal consegue sobreviver com R$ 600,00, como imaginar que sua situação possa melhorar recebendo apenas R$ 400,00 por mês?

Além do ataque no front econômico, Bolsonaro tratou logo de fidelizar a base antipetista que resistia ao seu nome no primeiro turno. E foi assim que Romeu Zema (Minas Gerais), Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Rodrigo Garcia (São Paulo) aderiram de corpo e alma à campanha do presidente. Não bastasse o poderoso instrumento da máquina federal, Bolsonaro contaria agora com as máquinas dos três estados mais populosos do país, onde provavelmente a eleição seria decidida.

Nesse cenário, a Lula restou reorganizar sua base e fazer o que, por conveniência ou por soberba, não quis fazer no primeiro turno: correr ao centro. Simone Tebet, uma das poucas pessoas das quais se pode dizer que saiu da eleição de outubro muito maior do que entrou, não hesitou em mergulhar de cabeça na campanha petista. Ciro Gomes, que fez o caminho contrário ao de Tebet (saiu muito menor do que entrou), preferiu trancar-se em seus rancores e gravar um vídeo chocho, no qual “declara apoio” a Lula sem citar em nenhuma vez o nome do babalorixá petista ou de seu partido. Se Bolsonaro tinha a força da máquina, Lula teria a força da opinião pública, quase toda ela horrorizada com a perspectiva de continuidade do governo atual.

Foi de posse dessas armas que Bolsonaro e Lula travaram a disputa pelo posto de mais alto magistrado da Nação.

Como se definiu o resultado?

É o que saberemos no post de amanhã.

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Trilha sonora do momento

Está passando…

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Pensamento do dia

Errar é humano. Culpar outra pessoa é política.

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Dando a cara a tapa – Série especial das eleições: “O primeiro turno”

Voltando às atividades regulares aqui no Blog, vamos – como prometido – iniciar esta semana especial com a retrospectiva desta que foi, provavelmente, a eleição mais importante dos nossos tempos.

É bem verdade que a tal da “polarização” atiçou os ânimos e turvou a compreensão da maioria da população. Mas a nossa tarefa aqui é tentar colocar a bola no chão com o máximo de isenção possível, para que você, leitor amigo, possa tirar as próprias conclusões sobre esse período conturbado da nossa nação. Com alguma sorte, será possível também imaginar algumas hipóteses sobre o que o futuro nos reserva.

Sem nos adiantarmos, contudo, vamos ver como foi o primeiro turno das eleições gerais de 2022.

Eleições gerais de 2022: O primeiro turno

Eu sei, eu sei.

Aqueles que possuem boa memória deverão se lembrar de que o Blog previu aqui a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições deste ano. Embora a profecia tenha sido oficialmente enunciada em janeiro deste ano (aqui), a primeira vez em que se aventou a possibilidade de algo do gênero data de novembro de ano passado (aqui). Como todo mundo sabe, a previsão deu com os burros n’água, pois Lula teve de ir ao segundo turno contra Bolsonaro para poder ter o direito de subir a rampa do Planalto pela terceira vez em sua vida.

Mas o que deu errado com essa previsão?

Antes de mais nada, deve-se destacar que Lula esteve a meros 1,5% de levar a contenda no primeiro round. Isso, contudo, não exime o erro da previsão, pois, neste caso, o que vale é o resultado final (que esteve errado).

Não se tratava, na verdade, de uma aposta despropositada. Vindo do recall de dois mandatos e do epíteto de “político mais popular da Terra”, Lula carregava consigo o carisma natural daquele que é reconhecido por todos como o político mais talentoso de sua geração. Evidentemente, isso não seria suficiente para alcançar uma vitória tão consagradora em primeiro turno, coisa que ele não conseguiu fazer mesmo cavalgando a máquina federal em seus tempos de governo. Afinal, em um sistema presidencialista hipertrofiado como brasileiro, estar sentado na cadeira de presidente faz toda a diferença. E foi justamente isso que Bolsonaro mui espertamente concluiu.

Dono de algo como 20% do eleitorado brasileiro, que se situa à extrema direita do espectro político, Bolsonaro também sabia que Lula seria uma parada encarniçada de se enfrentar numa disputa presidencial. Com seus sócios do Centrão – em especial, Arthur Lira e Ciro Nogueira -, resolveu explodir todos os limites que, mal e porcamente, garantiam um mínimo de paridade de armas entre os opositores e o candidato à reeleição. Foi assim que nasceu a “Pec Kamikaze”.

Numa só tacada, foram mandados à lata do lixo a regra de ouro (que impede endividamento para pagar gastos correntes), a Lei de Responsabilidade Fiscal (que exige contrapartidas fiscais para novas despesas do governo) e a Lei Eleitoral (que impede a concessão de benefícios em período eleitoral). Dessa forma, injetaram-se mais de R$ 100 bilhões na economia, na forma de aumento do auxílio-brasil, concessão de auxílio a taxistas e a caminhoneiros, e até mesmo na permissão de cessão de bens públicos a prefeituras durante as eleições. Tudo isso e mais uma intervenção draconiana no ICMS dos Estados, fazendo com que estes perdessem outros R$ 100 bilhões em receitas para operar a mágica de reduzir o preço dos combustíveis e as contas de energia.

Mesmo essa quantidade de medidas, todavia, não era suficiente para tornar Bolsonaro favorito na contenda. Salvo nos grupos de zap profundo bolsonaristas, ninguém levava a sério a hipótese de Bolsonaro vencer no primeiro turno. Sabia-se que ele chegaria atrás de Lula. As únicas dúvidas eram a distância entre os dois e se Lula seria capaz de impedir que a disputa fosse ao segundo turno.

Mas por que Lula não ganhou no primeiro turno?

Não há ainda uma resposta segura para explicar o que se passou, mas há duas hipóteses a serem seriamente consideradas.

A primeira delas, por óbvio, passa pelas candidaturas de Ciro Gomes e Simone Tebet. Nenhuma delas pôde fazer frente aos dois gigantes em combate, mas, dentro das suas limitações, ambas conseguiram arregimentar boa parte dos votos “nem-nem” (nem Lula, nem Bolsonaro). Se qualquer um dos dois tivesse desistido da disputa, é bem provável que não tivesse havido segundo turno.

A segunda hipótese deve-se não a qualquer mérito da campanha de Bolsonaro, mas a algumas questões intrínsecas a Lula e, mais propriamente, ao seu partido: o PT. Lula e os petistas sempre enxergaram em Bolsonaro o candidato perfeito para fazer com que o torneiro bissílabo pudesse retornar triunfalmente à Presidência da República. O PT sempre teve pretensões hegemônicas e nunca gostou de dividir poder com ninguém. Talvez por isso mesmo, imaginavam que não fosse necessário ceder tanto ou negociar tanto para garantir uma vitória no primeiro turno.

É bem possível, portanto, que Lula e o PT imaginassem que o cesto de votos “democratas” cairia por gravidade em seu cesto ainda no primeiro turno, só pelo risco que essas pessoas imaginavam de um segundo turno contra Bolsonaro. Só isso explica o fato de que Lula não tenha sequer formulado um plano de governo para apresentar à população, fiando sua candidatura praticamente na base do la garantía soy yo. Como se viu depois, isso não foi o bastante para assegurar ao ex-presidente a vitória no pleito de 2 de outubro, adiando-se a comemoração para o dia 30 do mesmo mês.

Como isso se deu?

É o que será analisa no post de amanhã.

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Trilha sonora do momento

Para marcar o retorno às atividades normais no Blog, assim como o do Vasco ao lugar de onde ele nunca deveria ter saído.

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Pensamento do dia

Tudo pode dar errado se você tentar. Mas se você não fizer nada, tudo ficará igual.

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Aviso aos navegantes

Pois é, meus amigos.

Quem acompanha o Blog com alguma frequência deve ter reparado na ausência de posts dignos do nome desde o primeiro turno das eleições deste ano. De fato, este auto-exílio voluntário do Autor teve diversas concausas, algumas das quais eu me reservo o direito de guardar para minha intimidade.

Mas, como o compromisso do Dando a cara a tapa com seus 123 seguidores encontra-se escrito na pedra, não na areia, prometo-vos que essa falta será devidamente recompensada nos próximos dias.

Como a próxima quarta-feira é Dia de Finados, peço a cortesia da vossa paciência para que aguardem a semana que vem, quando voltaremos temporariamente aos áureos tempos do Blog, com posts diários resumindo tudo que aconteceu neste último mês, provavelmente o mais decisivo dos últimos quarenta anos na história do Brasil.

Agradeço antecipadamente pela compreensão.

Cordialmente,

O Autor

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Trilha sonora do momento

Eu vejo a vida melhor no futuro

Eu vejo isso por cima do muro

De hipocrisia que insiste em nos rodear

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