Larry Bird, o maior jogador branco da história do basquete

Certa vez, numa entrevista, perguntaram ao Oscar qual era, na sua opinião, o maior jogador de basquete de todos os tempos. Sem pestanejar, ele decretou:

“Larry Bird”.

Aturdido, o repórter – certamente um fã de qualquer outro esporte que não o basquete – indagou:

“Larry quem? Por que não Michael Jordan? Por que não Magic Johnson?”

O Mão Santa respondeu:

“Não dá pra avaliar um negro com mais de 2m de altura, que pula como um saltador olímpico e coloca a bola dentro do cesto. A questão é o sujeito ser branco, não ter um biotipo de um atleta de ponta, correr como um pato, e ainda assim jogar entre os melhores”.

O diagnóstico não poderia ser mais preciso. Larry Joe Bird, um sujeito desengonçado, aparentava que poderia ser tudo na vida, menos um jogador de basquete. Branco, num esporte dominado pelos negros; alto, mas demasiadamente largo para ter agilidade suficiente; lento, parecia que passeava numa quadra em que correr desesperadamente parece ser a regra.

Mas Bird queria jogar basquete. Compensou a falta de agilidade com rapidez no raciocínio; antecipava-se às jogadas, o que compensava sua defiência física em relação aos negros do esporte. Logo de destacou nos campeonatos universitários. Dali para a NBA, era apenas uma questão de tempo.

Escolhido pelo time de Boston no draft de 1978, Bird assumiu aquela que se tornaria a lendária camisa 33 do Celtics. Versátil, Bird jogava tanto como small forward (ala-armador) como power forward (ala pivô). Completo, Bird era igualmente eficiente no ataque e na defesa. Adorava interceptar passes e ligar contra-ataques fulminantes. No ataque, seus tiros de 3 pontos tornaram-se lendários. E, se necessário, infiltrava-se na defesa como um tanque, passando por quem viesse pela frente. Os adversários, coitados, ficavam tontos: se marcassem o tiro de três pontos, deixavam espaço para a infiltração; se fechassem o garrafão, deixavam-no livre para arremessar da linha de três pontos.

Larry Bird foi protagonista de uma década mágica para o basquete americano. Em toda parte proliferavam craques: Kareem Abdul Jabbar, Isaiah Thomas, Clyde Drexler, Charles Barkley e, claro, um novato de futuro: Michael Jordan.

Mas foi jogando contra Magic Johnson que Larry Bird transformou as partidas entre Loas Angeles e Boston no clássico Lakers x Celtics (quem teve Mega Drive deve saber do que falo). Ao todo, Lakers (5) e Celtics (3) ganharam 8 dos 10 títulos da década. Três dessas decisões foram diretas. Vantagem para o Lakers, que ganhou duas (85 e 87), contra uma vitória dos Celtics (84). De todo modo, com outros 2 títulos na década (81 e 86), Larry Bird já havia inscrito seu nome no rol de grandes jogadores da história.

Já no final da carreira, sofrendo com dores crônicas nas costas, Larry Bird foi chamado para integrar o primeiro – na verdade, o único – Dream Team. Ao lado de Magic Johnson, Michael Jordan, Patrick Ewing e John Stockton, Bird ganharia, com as duas mãos e os dois pés amarrados nas costas, a medalha de ouro olímpica dos Jogos de Barcelona, em 1992.

Logo depois, aposentou-se. Sua camisa – como é tradição nos EUA – foi “aposentada” junto com ele. Ninguém mais voltaria a vestir a camisa 33 do Boston Celtics.

Depois disso, Bird ainda aventurou-se como técnico. Assumiu o time do Indiana Pacers, conseguindo fazer com que seu limitado elenco alcançasse, por duas vezes, a final da NBA. Depois disso, saiu para atuar nos bastidores, como diretor técnico do time.

Para a posteridade, ficam as jogadas daquele que, na minha opinião, foi o maior jogador branco da história do basquete. Abaixo, um pequeno apanhado de alguns melhores momentos dele:

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