Pensamento do dia

Uma pessoa que nunca cometeu erros nunca tentou nada de novo.

By Albert Einstein

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Trilha sonora do momento

Tão difícil, né?

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Pensamento do dia

Você não esquece. Você se acostuma.

#FicaaDica

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Recordar é viver: “O conflito na Faixa de Gaza, ou Há futuro para Israel?”

Quase dez anos depois, a triste constatação de que a análise acerca do conflito entre israelenses e palestinos continua o mesmo.

Nada, infelizmente, mudou.

É o que você vai entender, lendo.

O conflito na Faixa de Gaza, ou Há futuro para Israel?

Publicado originalmente em 24.7.14

Todo mundo sabe da mais nova guerra entre palestinos e israelenses no Oriente Médio. Quem não sabia, ficou sabendo hoje, depois que a diplomacia brasileira entrou em um rififi verbal com sua congênere israelense acerca da “proporcionalidade” da retaliação judaica aos foguetes lançados desde a Faixa de Gaza. Bate-bocas à parte, interessa saber o seguinte: o que esse novo conflito prenuncia para o futuro da Palestina e do Estado Judeu?

Do ponto de vista estritamente pragmático, a atual batalha entre palestinos e hebreus não difere muito das outras dezenas já travadas pelo menos no último quartel de século. Pelo menos desde quando Yasser Arafat convocou a primeira grande Intifada em 1987, o estado de beligerância entre os dois pretendentes à Terra Sagrada é uma constante. Até aí, nada de mais, pois a paz sempre foi uma mercadoria escassa na região.

Do ponto de vista geopolítico, no entanto, a questão fica mais complicada. Israel nunca foi visto com bons olhos por seus vizinhos árabes. Independentemente do mérito ou não do movimento sionista, o fato é que os países da região nunca engoliram a história de “indenizar” os judeus massacrados pelo holocausto nazista com a entrega forçada do território que lhe fora prometido por Javé.

Para os judeus, a posição de “estranho no ninho” nunca fez lá muita diferença. Como o Brasil bem viu agora, Israel está se lixando para o que resto do mundo acha de suas ações de “autodefesa”. Para eles, tudo é uma questão de sobrevivência, ainda que ela tenha de vir a custo de manifestações de repúdio generalizado mundo afora.

Entretanto, essa posição de “dane-se o mundo” só se sustenta porque encontra respaldo incondicional na única e verdadeira superpotência do planeta: os Estados Unidos. Com seu imenso poderio econômico e militar, somado ao seu mui conveniente poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, os americanos deixam Israel muito à vontade para fazer o que bem entenderem.

O problema é que mesmo a política de “costas quentes” pode não durar para sempre. Por muito tempo, os americanos não estiveram sozinhos no apoio a Israel. O drama do pós-Guerra, associado às atrocidades cometidas pelos alemães, tornavam quase automática a simpatia de qualquer um pelo Estado Judeu. Hoje, a coisa é bem diferente.

Desde que se tornou potência militar hegemônica na região, Israel trocou as guerras com os seus vizinhos por um confronto intestino e sem fronteiras contra os rebeldes palestinos. Uma coisa é defender os hebreus quando se vêem invadidos pela conjunção das forças da Síria, da Jordânia e do Egito, como aconteceu na Guerra dos Seis Dias. Outra, bem diferente, é ver todo o seu poderio bélico exercido contra um impotente povo sem fronteiras, que não tem qualquer capacidade de oferecer resistência à máquina de guerra adversária.

Com a reprodução inversa do embate entre Davi e Golias, Israel arrastou a si mesmo para um espaço de isolamento que hoje só encontra paralelo na Coréia do Norte. Praticamente não há aliados na região. E, mesmo aqueles que hoje apóiam os judeus, fazem-no por pre$$ão dos Estados Unidos.

Pior do que isso é saber que mesmo seus parceiros norte-americanos já não nutrem o mesmo apoio incondicional de outrora. Noves fora o fato de que Bibi Netanyahu e Obama não se dão, já faz tempo que a opinião pública americana deixou de enxergar Israel como uma pobre nação perseguida pelos seus maldosos vizinhos. E a última coisa que político de qualquer nacionalidade quer é arrastar para si um ônus político que lhe custe votos na eleição.

O crescente isolamento de Israel, portanto, pode conduzir a uma situação na qual nem mesmo os Estados Unidos poderão mais sustentar uma política de resposta violenta e desproporcional a qualquer agressão. Quando essa hora chegar, os israelenses se descobrirão sozinhos, em um mundo cercado de inimigos por todos os lados

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Trilha sonora do momento

How is there going to be peace?

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Pensamento do dia

A guerra é apenas uma forma covarde de tentar escapar dos problemas da paz.

By Thomas Mann

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No end in sight, ou Mais do mesmo no conflito entre Israel e Palestina?

Na comunidade diplomática, costuma-se brincar dizendo que apenas três coisas são certas na vida: a morte, os impostos e o conflito entre judeus e palestinos. Há um quê de humor negro nessa troça, mas a verdade é que sua triste inexorabilidade justifica-se ano após ano, com o prosseguir indefinido do conflito entre Israel e o Hamas.

Não que haja alguma novidade nisso, muito pelo contrário. O que há de mais deprimente nessa história é enxergar um cenário de tragédia sendo repetido à exaustão, sem que se consiga enxergar saída para o imbróglio. É como se você ficasse preso para sempre dentro do cinema, sendo obrigado a assistir a um filme daqueles de fazer chorar a alma em looping infinito. Não existe nada que se possa fazer numa situação assim.

Mas o que faz esta crise diferente das demais?

Do ponto de vista “causal”, há algumas particularidades, como de hábito. Israel encontrava-se em um processo de “normalização de relações” com a Arábia Saudita. Aos árabes – provavelmente a maior potência econômica da região, certamente a maior potência petrolífera do mundo -, interessa deixar de ser encarado como numa nação exótica, cujo líder manda esquartejar adversários dentro de embaixadas. Aos israelenses, interessa diminuir a hostilidade entre os vizinhos, de maneira a isolar o país que mais verdadeiramente apresenta ameaça à sua existência: o Irã. O fato de a Arábia Saudita e o Irã (que não faz parte do tal “mundo árabe”) serem adversários históricos ajudou bastante nesse processo de distensionamento.

Faltou, claro, combinar com os russos. Ou, no caso, com os aliados dos russos, os próprios iranianos. Eles, que financiam desde sempre o Hamas, não iriam ficar de braços cruzados assistindo a dois de seus maiores inimigos se unirem – não a ponto de se tornarem “amigos”, mas pelo menos para alcançar uma neutralidade recíproca -, fato que isolaria a nação persa ainda mais perante o restante do mundo. Daí para concluir que o Irã teve não um dedo, mas a mão inteira nos ataques da semana passada, é apenas um pulo.

Com os atos manifestamente terroristas praticados pelo Hamas contra a população civil israelense, o frágil esboço de normalização de relações entre Arábia Saudita e Israel foi pro espaço. Pior. Reagindo a seu modo (com evidente desproporção de forças), os israelenses se arriscam a repetir o roteiro já encenado no palco da diplomacia mundial uma centena de vezes: os palestinos atacam, os israelenses contra-atacam numa escala infinitamente maior, e aí o apoio recebido pelo Israel no começo do conflito começa a se esvair frente à crise humanitária que se segue à crise.

Assim como já foi explicado aqui numa série de cinco posts há mais de dez anos (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), não se trata de um filme no qual se possa distinguir entre mocinhos e bandidos. Olhando-se em retrospectiva, ninguém é santo nessa história. E por mais que sejam absolutamente injustificáveis os atos terroristas praticados pelo Hamas, tampouco dá pra aceitar calado a transformação da Faixa de Gaza numa variante de gueto, na qual a população encontra-se confinada, sem acesso ao que há de mais básico para a sobrevivência humana.

A única coisa certa é que a “política “de Benjamin Netanyahu para “lidar” com a causa palestina fracassou, e fracassou miseravelmente. Se ele algum dia pensou que poderia confinar para sempre 2,2 milhões de palestinos numa faixa de terra menor do que a cidade de Salvador, os atos da semana passada mostraram que isso é simplesmente impossível. Só existe uma saída definitiva para essa crise: a criação de um estado palestino, soberano e autossustentável, que possa ser responsabilizado e cujo governo possa responsabilizar os seus próprios governados. Agora, no entanto, esse sonho está ainda mais distante.

E não há nenhuma perspectiva de que ele possa se tornar real um dia….

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Trilha sonora do momento

Palestina Shangri-lá

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Pensamento do dia

O único jeito de garantir a paz é transformar a idéia de guerra numa causa perdida.

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Trilha sonora do momento

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