O visto para o exterior

Depois de um breve interlúdio esportivo no dia de ontem, vamos retomar o espanador e tirar o pó de uma das seções mais cultuadas deste espaço: as Dicas de Viagem. E como esta seção sempre teve a vocação confessa de se tornar um instrumento de utilidade pública, nada melhor do que a retomar com a análise do tema mais controverso e mal explicado dos turistas de primeira viagem: o visto para o exterior.

A primeira coisa a explicar relativa aos vistos de viagem é a sua natureza. Afinal, o que é e para que serve um visto?

Uma obviedade que se faz necessário dizer é que visto não representa sinônimo de passaporte. O passaporte é o documento de identificação através do qual você se apresenta como cidadão nacional do país que o emitiu. Trocando em miúdos, o passaporte é um RG reconhecido internacionalmente.

O visto, por sua vez, nada mais é senão um documento que permite a você ingressar em um país do qual você não é nacional. Em outras palavras, o visto é a permissão emitida pelo Estado estrangeiro para que um indivíduo oriundo de outro país adentre em suas fronteiras. Obviamente, o visto só se destina aos viajantes que não detém a nacionalidade do país para o qual viajaram. Para estes, o ingresso é garantido pela própria condição de cidadão nacional.

Justamente por ter caráter de permissão, o visto é um instrumento precário. Precário, aqui, entenda-se como algo naturalmente temporário e que não se constitui em direito adquirido do sujeito. Ele pode ser revogado a qualquer tempo, por se encontrar no âmbito do poder soberano de cada Estado.Ademais – e pouca gente sabe disso -, o visto não significa garantia de entrada no outro país. Mesmo com o visto bonitinho e regular na mão, o Estado estrangeiro pode recusar seu ingresso e deportá-lo na imigração, caso identifique em você um potencial imigrante ilegal (fato, aliás, bem comum nos Estados Unidos).

Outro ponto a destacar é que, para cada tipo de visitante, existe uma espécie de visto. A depender da finalidade da viagem, o visto pode ser: de turista, de negócios, de estudante ou diplomático. O diplomático, por óbvio, é autoexplicativo. Destina-se aos representantes diplomáticos de outros países. Seu público-alvo, portanto, é bem restrito. Para a maioria dos mortais, a escolha recairá entre os três primeiros.

O visto de turista é aquele que permite o ingresso unicamente para os fins de turismo. Oferece-se ao cidadão estrangeiro um período de tempo relativamente limitado (em geral, 90 dias), para que o sujeito possa conhecer o povo, a cultura e os costumes do país para o qual viajou.

O visto de negócios representa categoria similar ao de turista. As únicas diferenças residem no fato de que o prazo de estadia permitido normalmente é maior – de seis meses a dois anos, em média – e sua renovação obedece a regras mais simples, sendo quase automática.

O visto de estudante, como o próprio nome indica, é utilizado quando o sujeito se desloca para estudar em alguma instituição do país visitado. Ao contrário do que muita gente pensa, normalmente o visto não é emitido para o período integral do curso. Em regra, a emissão restringe-se ao período de 10 meses a 1 ano. Depois disso, o sujeito deve obter um visto de residência temporária, a ser renovado periodicamente conforme o transcurso do período letivo.

Obter visto de entrada já foi um problema para brasileiros, principalmente nos anos 80, quando milhares de pessoas deixavam o país, fugindo do descalabro governamental e da inflação, para tentar a sorte em outras paragens. Hoje, no entanto, a coisa ficou bem mais fácil. A maioria dos países para os quais se viaja não exige visto prévio para turistas. Para países do Mercosul, então, nem passaporte é requerido; basta possuir um RG emitido há menos de 10 anos. Mesmo os Estados Unidos, um dos poucos que ainda mantém tal exigência, diminuíram bastante a burocracia. Atualmente, é possível tirar um visto norte-americano em pouco mais de uma semana (para ver como, clique aqui).

Atualmente, dos 40 países mais visitados pelos brasileiros em todo o mundo, apenas 6 exigem uma visita prévia ao consulado para retirada do visto. São eles: Estados Unidos, China, Canadá, Angola, Japão e Austrália. Quem quiser conhecer a lista completa, basta clicar aqui.

Espero que vos tenha ajudado.

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4 respostas para O visto para o exterior

  1. Paulo Santos disse:

    Ajudou c/ certeza! Boas as dicas. Vou para os EUA no final do ano, já tirei o visto e agora estou pesquisando o seguro viagem. Indicações? Obrigado e abç.

  2. Angelo Reis disse:

    Dicas sobre visto são sempre boas! As regras estão sempre mudando e é bom estar atualizado sobre estas novidades. Paulo, além do seguro que o Arthur indicou, o http://www.touristcard.com.br é mto bom. Tbm nunca tive problemas. Eles estão c/ uma promo para quem apresentar o código. Usa o meu se precisar: tourist15.

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