Trilha sonora do momento

Cai, o Rei de espadas
Cai, o Rei de ouros
Cai, o Rei de paus
Cai, não fica nada!!

#piadapronta

Publicado em Trilha sonora do momento | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Pensamento do dia

A democracia não é um sistema feito para que os melhores sejam eleitos, mas, sim, para impedir que os piores fiquem pra sempre.

By Margaret Thatcher

Publicado em Pensamentos do dia | Marcado com , , , | Deixe um comentário

O fator Doria, ou O caminho para a terceira via – Parte II

Depois de uma semana de recesso involuntário, eis que as confusões decorrentes do post publicado há quinze dias obrigam-me a volver ao assunto das eleições do ano que vem.

Naquela ocasião, defendeu-se aqui a tese segundo a qual, se houver terceira via, esta deve tentar abrir picada através da densa selva da extrema direita ocupada pelo Presidente Jair Bolsonaro. Na mesma toada, arguiu-se que os dois candidatos mais fortes – Lula e Bolsonaro – eram simultaneamente os mais fracos, pois, apesar de serem favoritos disparados no primeiro turno, tenderiam a perder impiedosamente numa eventual segunda ronda, caso o adversário fosse outro que não um dos dois. Nesse caso, humildemente, devo reconhecer que o Blog errou.

Não que o erro tenha sido proposital ou mesmo tenha sido um erro de todo, que fique claro. Na verdade, o Blog foi injusto tanto com Bolsonaro quanto com Lula ao dizer que as chances deles no segundo turno seriam mínimas caso enfrentassem um terceiro candidato. Com efeito, não é exato dizer que nem o Presidente nem o eterno líder do PT teriam poucas chances de se eleger contra qualquer adversário. Há, pelo menos, uma exceção a essa regra. E ela atende pelo nome de João Dória.

Com uma ascensão meteórica no cenário político, João Doria Jr. saiu da posição de dublê de jornalista e apresentador para se tornar prefeito da maior cidade do país. Apoiado pelo então governador Geraldo Alckmin, Doria derrubou no primeiro turno Fernando Haddad, que era candidato à reeleição em 2016. Dois anos depois, saiu da prefeitura e substituiu o próprio Alckmin no governo de São Paulo, não sem antes se insinuar – de maneira nada discreta – para tomar o posto do próprio “Picolé de Chuchu” na corrida presidencial de 2018.

Seja pela velocidade da subida, seja pela voracidade com que correu para abocanhar cada naco de poder que se apresentava à sua frente, Doria ficou marcado para o público em geral como um carreirista ambicioso e incorrigível. Para além disso, o fato de ter tentado passar a perna no padrinho que o levara à cadeira de prefeito foi o suficiente para ficar marcado com uma das piores pechas que pode existir no mundo político: “traidor”. E, se tudo isso não fosse o bastante, sua persona pública traz consigo a imagem de uma pessoa a um só tempo deslumbrada e arrogante, com capacidade zero de gerar empatia com o eleitor.

Pra piorar, Doria tem movimentado-se de forma errática e pouco inteligente no tabuleiro político-eleitoral. Ao filiar o seu vice, Rodrigo Garcia, ao PSDB, atraiu a ira do DEM, seu partido anterior e parceiro preferencial dos tucanos desde 1994. O MDB tampouco morre de amores por Doria, não só porque com ele não tem grandes lanços de convivência, mas também porque o governador paulista anda se estranhando com Ricardo Nunes, que assumiu a prefeitura de São Paulo após a triste partida de Bruno Covas. E, como desgraça pouca é bobagem, o PSD de Gilberto Kassab sente de longe o cheiro do fiasco e está disposto a qualquer coisa – até a lançar uma bizarra candidatura de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, à Presidência -, menos a se aliar a Doria.

Por todas essas razões, Doria é de longe o pré-candidato mais inviável para sentar na cadeira presidencial a partir de 2023. Sem trânsito na esquerda, Doria seria uma espécie de “sub-Ciro” no espectro mais jacobino do eleitorado. E, depois de se tornar um dos principais inimigos do Presidente, tampouco seria imaginável que conseguisse dominar a parte mais conservadora dos eleitores. Tendo lançado – para depois rejeitar – o famigerado “BolsoDoria”, é difícil até mesmo crer que Doria pudesse angariar a simpatia daquela direita mais civilizada, que detesta o PT, mas sabe usar os talheres à mesa. Em um hipotético segundo turno, Doria seria o candidato perfeito para fazer de seu adversário o próximo presidente do Brasil.

Para que uma terceira via eleitoralmente viável se forme, portanto, é necessário antes de mais nada resolver o fator Doria. Se Doria não pode ser o candidato de uma “frente ampla”, tampouco se pode simplesmente alijá-lo do processo eleitoral. Querendo-se ou não, o governador de São Paulo sempre tem algum nível de influência na eleição presidencial. E não seria bom pra quem precisa brigar por votos com Lula e Bolsonaro somar o governador paulista ao rol de inimigos.

A melhor saída, claro, seria os tucanos conseguirem aprumar as suas plumas e chegar a um acordo através do qual ou Tasso Jereissati ou Eduardo Leite fossem aclamados como candidatos de consenso no partido. O DEM indicaria o vice (provavelmente Henrique Mandetta), arrastando consigo o PSD e, com alguma sorte, talvez o MDB. Nesse arranjo, Doria concorreria à reeleição (sem nenhuma garantia de que vá ganhar, ressalte-se), mas garantiria um palanque de peso para seu candidato no maior eleitoral do país.

Pelos sinais emitidos, entretanto, nada indica que Doria aceitará qualquer acordo. O mais provável é que quebre lanças para se lançar candidato de qualquer jeito, por mais inviável que seja a sua candidatura. Nesse processo, não é preciso ser gênio para imaginar que o governador paulista deixará o tucanato ainda mais fraturado e dividido do que já é, sem que nenhum dos demais partidos do tal “centro” se anime a ingressar numa canoa que todos reconhecem como furada.

A “terceira via”, portanto, pode morrer antes mesmo de começar…

Publicado em Política nacional | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Trilha sonora do momento

E como amanhã é Dia de São João…

Publicado em Trilha sonora do momento | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Pensamento do dia

Nenhuma sensação é mais reconfortante do que ver alguém mentindo quando você já sabe de toda a verdade.

Publicado em Pensamentos do dia | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Trilha sonora do momento

E já que estamos no meio de junho, com sol a pino…

Publicado em Trilha sonora do momento | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Pensamento do dia

As melhores respostas só surgem na cabeça da gente depois que a discussão acaba.

Publicado em Pensamentos do dia | Marcado com , , , | Deixe um comentário

O jogo para 2022, ou O caminho da terceira via

Não é de agora, nem tampouco vai parar por aí. Mas, daqui pra 2022, pesquisas sobre cenários eleitorais sobre a próxima eleição presidencial devem fazer doravante parte do nosso cotidiano político. Semana sim, outra também, os institutos de pesquisa sairão às ruas para sentir o pulso do eleitorado. E, como de hábito, as peças do tabuleiro partidário irão se ajustando aos poucos aos movimentos dos resultados.

De acordo com as pesquisas mais recentes, Lula é hoje, disparado, o candidato mais bem posto para a disputa presidencial do ano que vem. De pequenas diferenças ou mesmo empates técnicos no primeiro turno, o eterno candidato petista salta com mais de 10 pontos percentuais sobre o atual inquilino do Planalto quando se trata de medir as intenções de voto no segundo turno. A grande dúvida, contudo, é: até que ponto dá pra confiar nessa medição eleitoral?

Deixemos de lado, por ora, as eternas dúvidas sobre a confiabilidade das pesquisas eleitorais. Este espaço mesmo é um crítico histórico das medições tomadas pelos institutos de pesquisa. Não que o Autor seja adepto de alguma exótica teoria da conspiração ou dos entendimentos de que há má-fé por trás da compilação desses dados, mas por um dado muito mais simples da realidade: a maioria dos institutos tem se demonstrado crônica e historicamente incompetentes para apurar previsões minimamente confiáveis. Se isso é um padrão que se repete ao longo do tempo, que dirá quando se fala de uma eleição presidencial que ocorrerá daqui a 16 meses, no meio dos quais tudo (inclusive nada) pode acontecer.

Desde quando a reeleição foi instituída no Brasil, nenhum candidato a assumir novamente o próprio posto deixou de ganhar a refrega reeleitoral. Nenhum. Nem mesmo Dilma Rousseff, que foi o desastre que foi. Fora isso, mesmo em democracias consolidadas e maduras, como nos Estados Unidos, o evento de não reeleição de um presidente incumbente é algo extremamente raro. Nos últimos 100 anos, por exemplo, esse “privilégio” coube a somente cinco candidatos: Herbert Hoover, Gerald Ford, Jimmy Carter, Bush Pai e Donald Trump. Logo, pode-se dar de barato que um candidato a reeleição, seja ele quem for, é naturalmente um candidato forte a ganhar a disputa contra qualquer adversário.

Obviamente, uma eventual disputa entre Lula e Bolsonaro teria ingredientes diferentes, que tornariam a refrega mais imprevisível. Afinal, não seria o confronto de um atual ocupante do posto contra uma “incógnita”, mas, sim, contra alguém que já foi presidente por dois mandatos. Pior. Alguém que já foi presidente com dois mandatos e que saiu do cargo elegendo sua sucessora, com mais de 80% de popularidade. As boas lembranças da “Era Lula” são algo bem mais palpável e concreto para se contrapor ao governo Bolsonaro do que simplesmente a esperança de uma “mudança” que ninguém saiba qual seja.

Mesmo assim, a parada está longe de poder ser considerada um passeio para o torneiro bissílabo de São Bernardo. Lula está com grande vantagem nas pesquisas, é verdade. Mas há dois fatores a considerar. Primeiro, Bolsonaro está em seu pior momento de todo o mandato, com uma economia anêmica, a pandemia descontrolada e uma CPI sangrando seu governo quase todo dia. Segundo, Lula não está em campanha. Jogando parado, o babalorixá petista resguarda-se (inteligentemente) das muitas críticas que ele e os governos petistas podem receber quanto ao seu pesado passado de corrupção y otras cositas más. Em outras palavras, temos nessa disputa um candidato que só está apanhando (Bolsonaro) e outro, que flana sem ser importunado (Lula).

Sem precisar operar grandes exercícios de quiromancia, pode-se intuir que, daqui até 2022, o cenário será bem outro. A vacinação, bem ou mal, já terá avançado o suficiente para permitir que a vida retome algum nível de normalidade. E, em conjunto com isso, a economia, que anda mais parada do que água de poço, terá dado sinais de melhora (ou “despiora”, como queiram). Logo, não é esdrúxulo concluir que o patamar ora ostentado por Bolsonaro seria uma espécie de “piso” das suas intenções de voto, com um amplo espaço para melhorar até outubro do ano que vem.

Bolsonaro é, então, um candidato imbatível para 2022?

Não, absolutamente. Longe disso.

O grande e mais curioso dado para a eleição presidencial de 2022 é que os dois candidatos mais fortes – e, consequentemente, mais bem posicionados nas pesquisas – são simultaneamente os dois candidatos mais fracos nessa parada. Qualquer candidato que dispute contra Bolsonaro em 2022, que não seja Lula, torna-se automaticamente franco favorito para destroná-lo do cargo, haja vista que ele facilmente reuniria os votos da direita não bolsonarista e da esquerda. De outra banda, qualquer candidato que dispute contra Lula no ano que vem, que não seja Bolsonaro, também será automaticamente franco favorito a ser eleito, pois, além dos próprios votos, a eles agregaria facilmente os votos que hoje são depositados em favor do atual inquilino do Planalto.

Por isso mesmo, tanto à esquerda quanto à direita, Lula e Bolsonaro agem para tentar restringir a disputa a eles mesmos. Ambos sabem que suas chances de vitória – duvidosa, em qualquer cenário – dependem necessariamente do fato de que se encontrem para um duelo final no segundo turno da eleição presidencial. Se essa polarização for quebrada pela ascensão de um terceiro candidato – Ciro Gomes, Tasso Jereissati ou seja lá quem for -, as chances de vitória vão pelo ralo.

Uma vez que as vias pela esquerda se encontram interditadas por Lula, que, sozinho, reúne quase 1/3 do eleitorado, o caminho de uma terceira via teria, necessariamente, de ser aberto pela direita. Isso significa, em outras palavras, que qualquer candidato que pretenda de fato ganhar a disputa presidencial do ano que vem terá de começar a bater, desde já, no atual Presidente. A idéia seria conseguir atrair a maior parte da centro-direita – os “nem-nem”, nem Lula, nem Bolsonaro – e, quem sabe, uma parte da esquerda envergonhada (pode me chamar de “centro-esquerda”). Somando-se essas duas parcelas, seria possível pensar em algo inimaginável em tempos normais: tirar um presidente candidato a reeleição da segunda ronda eleitoral.

Trata-se de uma tarefa inglória, é verdade. Como se viu, presidentes candidatos a reeleição são naturalmente um poderoso imã eleitoral. Todavia, não há muita alternativa além dessa. Com a interdição do debate pela via jacobina do eleitorado, pois Lula eclipsa qualquer outro candidato desse lado do espectro político, a única salvação para a chamada “terceira via” é tentar tirar Bolsonaro do jogo.

Mas haverá alguém com força e disposição suficiente para enfrentar essa batalha?

Aí, só Deus sabe…

Publicado em Política nacional | Marcado com , , , | 1 Comentário

Trilha sonora do momento

Por isso não levo a mal

Pegou a camisa, a camisa amarela

E botou fogo nela

Publicado em Trilha sonora do momento | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Pensamento do dia

Se você não pode convencê-los, confunda-os.

Publicado em Pensamentos do dia | Marcado com , , , | Deixe um comentário