Trilha sonora do momento

Pára o mundo, que eu quero descer…

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Pensamento do dia

Na Internet você pode ser quem quiser. O engraçado é a tanta gente escolher ser idiota.

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Os 1000 primeiros dias do bebê

Criar filhos é um desafio, ninguém duvida. Ainda mais numa época como a nossa, em que o tempo escasseia mais do que o dinheiro na conta e as atribulações da vida acabam por impedir que dediquemos aos miúdos a atenção que eles precisam e merecem. O que pouca gente sabe é que a fase mais importante da vida de um filho não é a infância, nem a sempre turbulenta adolescência. São os 1000 primeiros dias do bebê.

A contagem dos 1000 primeiros dias começa antes mesmo do bebê nascer. E você não imaginou mal: eles começam justamente no ventre da mãe. São naqueles 9-10 meses nos quais o feto se desenvolve dentro do útero materno que se passam os momentos mais críticos para o desenvolvimento infantil. Tudo, absolutamente tudo que acontecer com a mãe vai se refletir no filho. Se a mãe fumar, beber, se estressar ou comer em demasia, o feto sentirá de algum modo as consequências.

O problema, no entanto, não pára por aí. É nos dois primeiros anos que metade, simplesmente metade, do desenvolvimento cerebral daquela pessoinha que acabou de vir ao mundo vai acontecer. Portanto, é nessa fase que os estímulos sensoriais, a atenção e mesmo a noção de mundo que a criança tem a partir da percepção do ambiente familiar se farão mais sentir quando o infante tornar-se um adulto. Como esses dois anos perfazem em média 720 dias, somando-se estes aos 280 arredondados da gestação, chega-se então aos famosos “1000 primeiros dias do bebê”.

E não é difícil imaginar a correlação entre um adulto mental e fisicamente saudável e um bebê bem criado. Uma criança estimulada desenvolve mais conexões neurais, aumentando a capacidade de aprendizado e tornando o cérebro flexível para realizar as mais diversas tarefas. Fora isso, é dentro do ambiente familiar que a criança vai começar a desenvolver sua visão de mundo. Se os pais forem presentes e derem constante atenção, a criança se tornará um adulto emocionalmente seguro, pois terá sido criada dentro de um contexto no qual o afeto e o carinho darão o tom dominante. Se, ao contrário, o cenário for de ausência e, o que é pior, violência, será exatamente esse tipo de comportamento que a criança reproduzirá quando chegar à fase adulta.

Infelizmente, contudo, a importância desse período do desenvolvimento infantil tem sido cada vez mais ignorada e até mesmo marginalizada por pais e educadores. Não raro, encontram-se pais que terceirizam a educação dos filhos a babás ou, o que é ainda pior, a creches. Além de expor as crianças a pessoas que, por melhor que sejam, não possuem a mesma criação e noção de valores dos pais, o próprio processo de firmação da identidade paterna acaba por se perder quando os pais não assumem o papel de protagonistas na criação dos rebentos.

É óbvio que nem todos podem optar por uma criação mais dedicada aos filhos. Seja por questões financeiras (às vezes são necessários os salários de ambos os pais para completar o orçamento da casa), seja por questões profissionais (nem sempre o sujeito tem como tirar um tempo do trabalho para se dedicar à paternidade), o fato é que é cada vez menor o número de pais que tomam para si a sublime tarefa de cuidar de suas crias. Por isso mesmo, não há aqui a menor pretensão de fazer com que quem esteja nessa situação se sinta culpado por não conseguir fazer o que outras pessoas fazem.

Na verdade, a intenção deste texto é fazer com que aqueles que podem reflitam sobre a ordem de prioridades em sua vida. Às vezes, mais vale adiar aquela tão sonhada viagem para a Europa e passar mais tempo com seus filhos do que morrer de trabalhar para vê-los criados por outras pessoas. Se pelo menos uma pessoa já mudar de idéia quanto a isso, terei me pagado da tarefa a que me propus.

E acredite: seus filhos, penhoradamente, agradecerão.

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Trilha sonora do momento

Uma pequena mas sincera homenagem ao meu amigo Moura Grande, um dos leitores mais assíduos deste espaço, que nos deixou esta semana para um lugar certamente muito melhor do que este.

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Pensamento do dia

A vida não é um conto de fadas. Se você perder o sapato à meia-noite, provavelmente você está bêbado.

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Risoto de cogumelos

Dando um giro aqui nas seções do Blog, vamos àquela que é mais buscada pelos visitantes inopinados deste espaço: a sempre apetitosa Culinária. E, para não decepcionar os amantes da boa comida, vamos recorrer à mais nova aquisição da Cozinha Maravilhosa do Blog: o Risoto de cogumelos.

Antes de passar à receita propriamente dita, é importante ressaltar aquilo que talvez seja o mais importante na preparação de um bom risoto. E, claro, refiro-me aos apetrechos de cozinha. O que, nesse caso, resume-se a um só: uma boa frigideira alta.

Mas por que a frigideira alta é tão importante para alcançar um risoto digno do nome?

Bem, como você deve imaginar, um risoto não é propriamente um arroz normal do dia-a-dia. Ele fica a meio caminho entre aquele arroz soltinho que juntamos ao feijão e aquele arroz empapado que por vezes servimos aos miúdos mais resistentes ao ritual da comida. Daí a necessidade de um bom recipiente para prepará-lo, que nem pode ser uma panela comum, nem muito menos uma frigideira básica. No primeiro caso, o arroz não cozinhará uniformemente. No segundo, será simplesmente impossível juntar tantos ingredientes sem que a frigideira não transborde.

Dito isto, vejamos o que é necessário para a receita:

1 –  250g de arroz arbóreo;

2 – 50g de cogumelo shitake desidratado;

3 – 50g de cogumelo porcini;

4 – 50g de champignon;

5 – 1 cálice de vinho (pode ser tinto, mas fica melhor com branco);

6 – Manteiga;

7 – 1 cebola média bem picada;

8 – 2 dentes de alho picados;

9 – 50g de queijo parmesão ralado (evite aqueles de saquinho, por favor);

10 – 1 litro de caldo de galinha;

11 – Sal e pimenta a gosto.

Pra começar, pegue o shitake desidratado e deixe-o hidratar por meia hora numa tigelinha com o vinho. É tempo suficiente para ele perder aquele aspecto seco e tomar um pouco do gosto da bebida. Retire-o e escorra bem.

Com o shitake hidratado, pique-o com os demais cogumelos e faça uma pequena mistura antes de lançá-los à frigideira. Nela você vai colocar antes a manteiga, a cebola e o alho. Refogue tudo e, depois que os cogumelos estiverem bem refogados, jogue o arroz seco dentro e continue refogando entre 30s e 1 minuto. Depois, é só despejar o caldo de galinha dentro.

Ao contrário do arroz normal – que você joga na panela com a água fervente e depois esquece, deixando-o cozer até que a água acabe -, o arroz arbóreo requer atenção constante. À medida que a água for baixando, dê breves voltas ao redor da frigideira, para que o sabor dos cogumelos se integre por inteiro aos grãos de arroz.

Uma vez que a água comece a baixar, preste atenção para não a deixar evaporar por inteiro. Quando a parte de cima da mistura estiver começando a ficar seca, mas embaixo ainda tiver um pouco de líquido, estará na hora de desligar o fogo e colocar uma colher de sopa bem generosa de manteiga. Essa é provavelmente a parte mais importante da preparação, por isso é bom abrir o olho pra não errar. Mexa bem, sem pressa, fazendo com que a manteiga se espalhe pela mistura por igual. Quando não houver mais líquido no fundo e tudo que restar for uma espécie de massa cremosa de arroz, voilà: estará pronto seu magnífico risoto.

Para finalizar, polvilhe um pouco de queijo parmesão por cima, providência que dará um toque especial à mistura.

Apesar de não parecer, a receita é bem simples e está à mão mesmo dos chefes menos iniciados. É sem dúvida um prato requintado, que certamente agradará aos paladares mais exigentes.

Bon appétit.

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Trilha sonora do momento

E como hoje se completariam 100 anos do grande Madiba, vamos de Simple Minds.

Porque, afinal, é obrigatório…

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