Trilha sonora do momento

No final das contas, esse é o resumo de tudo…

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Pensamento do dia

Dreams don’t work unless you do.

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9 anos Dando a cara a tapa – Semana Especial de Aniversário: O mundo em 2019

Chegando ao final desta semana comemorativa no Dando a Cara a Tapa, resta saber o que o Blog espera para o mundo neste já turbulento ano de 2019.

Do ponto de vista tradicional, isto é, no que diz respeito à geopolítica propriamente dita, o grande tema de 2019 será o Brexit. Afinal, haverá ou não a saída do Reino Unido da União Européia? A saída será negociada ou os britânicos escolherão o caminho suicida de sair batendo a porta (o chamado hard Brexit)? Ou, ainda, o fracasso das negociações conduzirá a um segundo referendo sobre a desunião? Até o final de março deveremos ter alguma luz nesse ponto.

Mas, do ponto de vista prático, o grande lance será, sem dúvida, o embate comercial entre Estados Unidos e China. Trump continuará com suas trumpadas? Os chineses, já sentido a água do baixo crescimento subindo pelos calcanhares, cederão às suas ameaças? Ou será que os negociadores de ambos os países conseguirão encontrar uma saída honrosa para os dois lados, que permita aos chineses dar sem parecer que estão cedendo, e ao Nero dos nossos tempos cantar vitória sem ter ganhado de fato tanto assim?

A essa altura do campeonato, é difícil responder. O imbróglio do shutdown e do muro com o México dá a exata dimensão dos impasses que Trump e suas trumpadas podem gerar. Aos chineses interessaria um acordo rápido; quanto antes, melhor. Mas eles não podem, até por razões estratégicas, cederem demais a ponto de parecer que o acordo lhes foi imposto goela abaixo por um presidente temperamental.

O mais provável, portanto, é que ambas as partes concordem em simplesmente parar de piorar as coisas (o que significa parar de aumentar as tarifas comerciais um ao outro), adiando um acordo efetivo até que esteja claro quem perde mais com o prolongamento. E aí, para não se entrar em um jogo de perde-perde, ambas as partes concordarão em encerrar o conflito (pelo menos até que outro apareça).

Se na Economia os fatores de tensão tendem a continuar, no setor Militar as coisas devem caminhar até relativamente tranquilas. Os Estados Unidos já se retiraram da Síria e deixaram aos soviéticos o problema de acabar com o que resta do Estado Islâmico. Apesar da retórica belicista, ninguém acredita que Trump embarcaria numa aventura contra o Irã. Há possibilidade de mais sanções ao regime dos aiatolás, mas nada que conduza a uma guerra contra os persas. De resto, as coisas no Oriente Médio parecem calmas, considerando o padrão da região.

Quanto à Coréia do Norte, devemos ter mais um ano de chove-e-não-molha. O que, em termos de Trump e Kim Jong-Un, pode ser considerado uma vitória. Se até outro dia ambos trocavam mensagens raivosas pelas redes sociais como meninos da 5ª série, hoje ambos os líderes encontram-se em um processo de acomodação de posições. Isso certamente não levará a uma desnuclearização imediata, nem sequer rápida, da península coreana. Mesmo assim, não há como não reconhecer o alívio ao constatar que é difícil que as coisas venham a piorar por lá.

No que toca à América Latina, o grande problema continua a ser a Venezuela. O regime chavista apodreceu faz tempo e o seu presidente está literalmente a cair de Maduro. O problema é que a alta oficialidade continua a cerrar fileiras com ele e nada sugere que venham a mudar de posição. O acirramento dos ânimos, incluindo agora a posição abertamente hostil do Brasil, em nada contribui para a melhora do ambiente. Uma tentativa de intervenção militar, ainda mais se comandada por uma nação estrangeira (EUA?), corre o risco de conduzir a uma sangrenta guerra civil. Esse seria o pior dos pesadelos para um vizinho com quem guarda 2 mil quilômetros de fronteira seca e que já vive em Roraima uma crise humanitária por conta dos refugiados venezuelanos.

No final das contas, o mundo continuará com seus problemas, mas, até onde a vista alcança, nada que faça com que ele se acabe.

Menos mal, não é?

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Trilha sonora do momento

Nunca imaginei que este samba fosse tocar aqui novamente pelas mesmas razões que o levaram a ser escrito…

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Pensamento do dia

Herói é o covarde que não teve a oportunidade de fugir.

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9 anos Dando a cara a tapa – Semana Especial de Aniversário: O Brasil em 2019

Na sequência da semana especial de aniversário do Blog, é hora de saber o que será do Brasil neste ano de 2019.

Não se trata, é fato, de um ano comum. Afinal, acabamos de sair de uma eleição presidencial, talvez a mais turbulenta da nossa história, na qual inclusive houve a tentativa de assassinato de um dos concorrentes (e que acabou se elegendo). Se isso já seria motivo suficiente por si só para engrossar o caldo, a coisa fica ainda mais feia quando se sabe que o vencedor foi Jair Bolsonaro e que os derrotados foram Fernando Haddad e o PT.

Reza a tradição política que o presidente recém-empossado tem um “período de graça”, os famosos “100 primeiros dias” de Governo para flanar impune pelo noticiário sem que a oposição ou a imprensa lhe peguem no pé. Bolsonaro, contudo, não teve esse refresco. Não só porque joga uma estratégia de confronto com os grandes veículos da mídia, acreditando que as interações diretas nas redes sociais podem minar a influência deles no grande público, mas também porque os rolos de seu ex-motorista e de seu filho primogênito insistem em ocupar as manchetes dos jornais.

Aliás, a incapacidade do Governo de lidar com uma denúncia tão banal (uma suposta rachadinha cometida por Flávio Bolsonaro com seus assessores) dá a exata dimensão das dificuldades que virão pela frente. Imagine só quando (e se) aparecer um escândalo do tipo “Mensalão”. Lula se salvou porque, entre outras coisas, manteve os canais abertos com a mídia e com o Congresso. Como o Governo sairá das cordas numa situação semelhante?

O grande problema por trás de tudo isso é que, até o momento, não se sabe o que será do Governo Bolsonaro. Não houve a apresentação de um plano de governo. Não houve debates durante a campanha. O período de transição foi inteiramente gasto em intrigas e notinhas de jornal para, ao final, parir um documento que nem sequer relaciona a suposta prioridade nº.1 do Governo: a reforma da Previdência. Como se tudo isso não bastasse, não há sequer sombra de uma articulação política que dê sustentação a um Presidente que se pretende reformista, risco agravado pelo fato de que os dois favoritos a liderar as casas do Congresso nunca foram simpáticos ao ex-capitão do Exército (Rodrigo Maia e Renan Calheiros). Tudo isso torna no mínimo duvidosa a travessia deste ano.

Para além dos problemas políticos, Bolsonaro se defronta com um cenário econômico delicado. É certo que não estamos mais à beira do despenhadeiro, como estávamos quando Dilma Rousseff sofreu impeachment. Mesmo assim, estamos longe de navegar em mares tranquilos. A emenda do teto de gastos conseguiu comprar uma “moratória” do mercado, mas esta é uma solução de fôlego curto. De maneira vegetativa, o teto será naturalmente estourado em 2020, quem sabe ainda em 2109. Ou seja: mesmo que não se aumente um só centavo nos gastos discricionários, os gastos obrigatórios podem nos fazer furar o teto em um futuro bem próximo. O que nos faz retornar ao ponto inicial: sem uma reforma profunda do Estado, toda a calmaria que reina nos mercados pode ir para o beleléu.

A grande questão, portanto, é saber se um político que se vendeu na campanha como “não-político”, que montou um ministério passando por cima dos partidos com representação no Congresso, com uma equipe econômica avessa a negociações paroquiais e um Ministro da Justiça que fez fama combatendo políticos corruptos será capaz de fazer com que deputados e senadores concordem em votar reformas que nem Fernando Henrique Cardoso nem muito menos Lula foram capazes de aprovar, mesmo no auge de suas popularidades.

É possível? Sem dúvida.

Mas, a julgar pelo que ensina a História, é muito, mas muito difícil que ocorra…

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Trilha sonora do momento

Ontem foi o Chávez. Hoje é o Maduro.

Pobre Venezuela…

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