Trilha sonora do momento

Here we go again

Saco, brother… :-/

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Pensamento do dia

Olhe pra frente. É ali que a vida acontece.

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Trilha sonora do momento

E hoje quem sopraria velinhas, se vivo estivesse, seria o inesquecível Tony Bennett.

Para que a data não passe em branco, aqui vai uma das minhas favoritas (não só dele, mas de todo o repertório musical).

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Pensamento do dia

Stay different. Normal is crowded.

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Recordar é viver: “Fifa under pressure”

Não é pela mesma razão, mas de novo a Fifa está sob pressão.

Será que, desta vez, a galera cai em si e resolve mudar as coisas?

É o que você vai entender, lendo.

Fifa under pressure

Publicado originalmente em 13.6.11

Nos últimos dias, só o que se tem ouvido falar é do escândalo e das sujeiras que correm pelos esgotos da Fifa. Escolha de sede da Copa, eleição de dirigentes, tudo está sob suspeita de não passar de um teatro destinado a encobrir negociatas movidas a grana, muita grana.

Hoje, foi o dia do Primeiro-ministro inglês, David Cameron, meter a boca no trombone e dizer que a reeleição de Joseph Blatter para presidência da Fifa foi uma “farsa”. Mas o que está acontecendo com a entidade máxima do futebol? Por que tanta pressão nos últimos dias?

Pra situar quem está boiando, todo o problema começou com a escolha das sedes das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). Pouca gente apostava um tostão furado em ambas as candidaturas. Afinal, são países com pouca tradição (Rússia) ou nenhuma tradição (Catar) futebolística. O próprio Primeiro-ministro russo Vladimir Putin denunciara, antes da escolha, que a eleição da sede da copa era um processo de fancaria. Devia saber do que falava, pois a Rússia acabou sendo escolhida, em detrimento da Inglaterra.

Pouco tempo depois, Chuck Blazer denunciou que Mohammed bin Hammam, único candidato de oposição a Blatter, teria lhe oferecido US$ 40 milhões pelo apoio na eleição. Para pôr panos quentes e impedir uma investigação mais profunda, Blatter suspendeu Hamman, Blazer e o presidente da Concacaf, Jack Warner.

Em retaliação, Warner resolveu vazar um email que recebera de Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa. Nesse email, Valcke afirmava textualmente que o Catar “comprara” a Copa.

Ao mesmo tempo, um ex-dirigente da Federação Inglesa, Lord David Triesman, afirmou que, durante a escolha da sede da Copa de 2018, um dos membros do Comitê Executivo, Ricardo Teixeira (sim, ele mesmo), teria pedido explicitamente propina em troca do voto na eleição. Segundo Lord Triesman, Teixeira teria dito: “Venha me visitar e diga o que você pode fazer por mim”.

Pesa contra Triesman e a Federação Inglesa o fato de só terem feito as denúncias agora, depois de passada eleição. Isso induz à conclusão que, se tivessem levado a Copa de 2018 para Her Majesty, teriam ficado mudos como os guardas do Palácio de Buckingham.

Fora as novas denúncias, velhos fantasmas voltam de quando em vez para assombrar os dirigentes da Fifa. Por exemplo, o rumoroso caso da falência da ISL – empresa de marketing que gerenciava os negócios da Fifa. Segundo Andrew Jennings, repórter da BBC, Teixeira, João Havelange e outros dirigentes da Fifa teria recebido, por meio de empresas de fachada, dinheiro desviado e subornos da Fifa. Como tanto a Fifa como a ISL são sediadas na Suíça, foram beneficiadas com uma espécie de plea bargain no judiciário suíço: admitiram a culpa, devolveram o dinheiro, pagaram uma multa, e tudo ficou como dantes. Com um detalhe: os nomes dos personagens envolvidos na maracutaia ficaram sob sigilo.

O fato é que, agora, parece que os governos do mundo estão se dando conta do grande poder que a Fifa tem e estão mostrando disposição para peitá-la. Ela, quem sempre foi avessa a “ingerências políticas” no futebol e adora sair por aí distribuindo ameaças e dando ordens a governos, começa a sentir o bafo quente nas costas de representantes do povo eleitos democraticamente.

Já não era sem tempo. Tomara que não seja fogo de palha.

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Trilha sonora do momento

Parece que o Infantino descobriu que nem tudo na vida é money, money, money

#IroniaON

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Pensamento do dia

Tudo que eu perco abre espaço para aquilo que eu preciso.

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A fala de Lula, ou A Guerra do Paraguai

Um dos problemas mais crônicos da tribo petista é o salto alto. Quando eles acham que a eleição está no papo, tiram aquele salto agulha nº. 15 que estava escondido no fundo da prateleira e começam a desfilar soberba por aí. Tal é a conclusão de quem acompanha ao mais recente imbróglio envolvendo Lula e o Paraguai.

Na sexta-feira passada, durante uma visita à fábrica da Avibras em Jacareí, Lula citou a Guerra do Paraguai para defender investimentos em defesa. Lula começou sua fala dizendo que “Disse que “a gente gosta é de paz”, mas que o Brasil não poderia esquecer que “um belo dia, o Paraguai resolveu invadir o Brasil”.

O Paraguai, que não tinha mexido com ninguém, soltou uma nota de repúdio e convocou o embaixador brasileiro em Assunção. Trata-se de uma crise que veio do nada e que, por ora, deve ir a lugar nenhum. Independentemente dos desdobramentos políticos desse entrevero, trata-se de um bom mote para tentar colocar os pingos nos “is” de uma das coisas mais mal explicadas da historiografia nacional: a Guerra do Paraguai.

Do ponto de vista estritamente factual, Lula estava certo. Em dezembro de 1864, o Paraguai invadiu o Brasil. As forças de Francisco Solano López tomaram a cidade de Corumbá e avançaram sobre a então província de Mato Grosso. Ao mesmo tempo, pediram passagem à Argentina para atacar o Brasil pelo sul. Diante da recusa de Buenos Aires, invadiram também a província argentina de Corrientes. Estava deflagrada a primeira grande guerra do Cone Sul.

Se é verdade que o começo oficial da guerra foi a invasão do Brasil pelo Paraguai, Lula se esqueceu de explicar que, três meses antes, o então “Império do Brazil” interveio militarmente no Uruguai para apoiar o Partido Colorado na guerra civil que desgastava o país. O governo uruguaio, aliado aos Blancos e protegido por Solano López, foi derrubado. Para Solano López, a intervenção brasileira no Uruguai era uma ameaça direta à sua influência na bacia do Prata. O ataque a Corumbá, então, parecia a resposta óbvia. O problema, como diria o Conselheiro Acácio, é que as consequências vêm depois.

Se à primeira vista atacar o país que ele entendia que podia ameaçar sua influência na região parecia lógico, à segunda vista a decisão se revelou estrategicamente suicida. Em 1864, o Paraguai constitua uma espécie de “país-girafa” da América do Sul. Desde a Independência, em 1811, a família López havia construído um Estado com economia controlada pelo governo, sem dívida externa, com estradas de ferro e fábricas próprias. Em um continente rodeado de países – inclusive o Brasil – que viviam da exportação de matérias-primas e deviam até as calças para a Inglaterra, a soberania financeira do Paraguai soava quase como uma afronta.

Após a invasão paraguaia, os três países envolvidos na pendenga – Brasil, Argentina e Uruguai – firmaram um trato de ajuda mútua. Nascia, então, a Tríplice Aliança. Ao longo dos cinco anos seguintes, uma guerra fratricida entre países que deveriam ser irmãos chacinou milhares de pessoas. A incompetência militar e estratégia de ambos os lados prolongou o conflito de uma forma que ninguém imaginava. Quando atacou Corumbá, Solano López imaginava terminar a guerra em poucas semanas. A contenda durou quase seis anos.

As consequências da guerra para o Paraguai foram desastrosas. Estima-se que entre 60% e 70% da população total do país morreu durante o conflito, sendo a maioria esmagadora composta por homens adultos. Cidades inteiras foram destruídas. A economia desapareceu. O território foi amputado em favor do Brasil e da Argentina pelo tratado que se seguiu. O país que existia antes de 1864 simplesmente deixou de existir. O Paraguai que emergiu da guerra era outro país: menor, mais pobre e demograficamente deformado.

Nada disso absolve Solano López. A decisão de arrastar um país inteiro para uma guerra que ele não tinha a menor condição de vencer é uma das maiores catástrofes políticas da história da América Latina. Mas dizer simplesmente que “o Paraguai resolveu invadir o Brasil”, como Lula fez, sem fazer nenhum contextualização, é o tipo de simplificação que a história não costuma perdoar. Nesse ponto, os paraguaios estão mais do que certos em ficarem “Ps” da vida.

Se limitarmos a fala de Lula apenas ao argumento de que imprevistos podem acontecer e que o Brasil tem de estar preparado para eles, beleza. O problema é apresentar uma “releitura histórica” em que o país foi vítima de uma loucura alheia, como se a Guerra do Paraguai pudesse ser reduzida a um teatro entre mocinhos e bandidos. Como regra, a verdade histórica é bem mais complicada e constrangedora do que a política ordinária do dia a dia pretende vender.

A bem da verdade, essa crise diplomática poderia ter sido evitada com algo muito mais barato do que qualquer armamento que a Avibras fabrique. Chama-se “livro de história”. Ele pode ser encontrado nos nos dois lados da fronteira.

Mas, pelo visto, ninguém está interessado em ir atrás dele…

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Trilha sonora do momento

E agora essa: o pessoal morrendo na travessia a nado do Marrocos para a Espanha.

Só mesmo o grande Milton Nascimento pra ajudar a desopilar…

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Pensamento do dia

Não é que eu não goste de socializar. O que eu não gosto é de falsas conexões.

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