Pensamento do dia

Liberdade é saber quais são as nossas prisões.

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Trilha sonora do momento

Parece que tá na moda… :-/

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Pensamento do dia

Tudo que eu faço hoje é pra garantir que amanhã o meu futuro seja o que eu escolhi, não o que eu me conformei.

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Recordar é viver: “Direita, volver, ou Um salto no escuro”

Com Bolsonaro a caminho da prisão definitiva, seja em casa, seja na Papuda, talvez seja uma boa hora pra recordar um post escrito antes daquele fatídico segundo turno de 2018.

Porque, se houve gente de boa fé que caiu no conto do “capitão-honesto-cristão-patriota”, este espaço pode orgulhosamente afirmar que nunca caiu nessa esparrela.

É o que você vai entender, lendo.

Direita, volver, ou Um salto no escuro

Publicado originalmente em 24.10.18

A menos de cinco dias para as eleições presidenciais, o jogo está jogado.

Por mais que o Ibope de ontem tenha trazido uma diminuição da vantagem que Jair Bolsonaro ostenta sobre Fernando Haddad, não há mais tempo para que uma virada se materialize a essa altura do campeonato. Bolsonaro, que já entrara no segundo turno com um pé no Planalto e uma mão na faixa, já pode colocar a champagne na geladeira. Só um desastre de proporções bíblicas lhe tiraria a Presidência.

“E agora?”

Bem, agora é que são elas.

Até o momento, Bolsonaro gastou mais tempo no hospital e apagando os incêndios causados por seu entourage do que explicando suas propostas de campanha. Fora “mudar isso daí”, pouco se sabe sobre o que pretende o ex-capitão do Exército. Mesmo a delegação da agenda econômica ao seu Posto Ipiranga, o neoguru Paulo Guedes – ele próprio um desaparecido dos debates eleitorais – não resolve muita coisa, pois o economista não apresentou uma linha sequer do que pretende fazer ao sentar na cadeira de ministro da Fazenda. Nunca antes na história deste país, portanto, votou-se na mais completa ignorância sobre o que vai ocorrer nos próximos quatro anos de mandato presidencial.

Na verdade, Bolsonaro elege-se unicamente na esteira do antipetismo. Como a “direita” brasileira foi incapaz de produzir uma candidatura minimamente viável depois da débâcle generalizada do governo Dilma, só restou a quem não gosta do PT votar no único que fez oposição dia e noite ao partido da estrela vermelha. E, mais importante, o único que mostrava força suficiente para barrar a quinta vitória consecutiva dos petistas em pleitos majoritários.

Se por um lado a eleição de Bolsonaro representa a redenção de quem não aguentava mais ser governado pelo PT, por outro a maioria do seu eleitorado não parece ter pensado muito nas consequências de sua escolha. Além da duvidosa conversão de um campeão estatizante à agenda liberal, Bolsonaro traz consigo um passado difícil de engolir e um presente do qual, do pouco que se sabe, menos ainda se pode esperar.

Deixe-se de lado, por exemplo, que, na ativa, Bolsonaro foi preso por insubordinação e acusado de elaborar um plano que envolvia colocar bombas na Aman e na Vila Militar em protesto contra os baixos salários dos militares. Deixe-se de lado, também, os dois processos criminais que rolam no Supremo Tribunal Federal contra o candidato. Deixe-se de lado até a ausência de atividade parlamentar relevante em suas quase três décadas de Câmara dos Deputados.

Bolsonaro representa o que há de pior no militarismo tosco presente em alguns setores das Forças Armadas e mesmo em algumas camadas da sociedade. A idéia de que “eu prendo e arrebento” pode seduzir muita gente incauta, mas não sobrevive a duas linhas de um livro de História. João Figueiredo era general e presidia uma ditadura. Mesmo assim, foi um desastre como inquilino do Alvorada. Não resolveu nenhum dos problemas do país (inclusive a violência) e nos legou uma espiral hiperinflacionária que levaria uma década para ser resolvida. Não por acaso, sua melhor lembrança consiste no pedido para que lhe esquecessem, ao sair pela porta dos fundos do Planalto.

A História – sempre ela – oferece também paralelos com o passado não tão distante desta sofrida República. Como um meteoro que se choca contra o sistema político a cada 30 anos, por duas vezes o Brasil experimentou a eleição de outsiders, alicerçados em um puritanismo barato e em um conservadorismo de fancaria. Dispostos a mudar “tudo isso que está aí”, elegeram-se, em 1960, Jânio Quadros, e, em 1989, Fernando Collor de Mello. No primeiro caso, deu em renúncia (e mais tarde em golpe). No segundo, deu em impeachment. Nenhum dos dois é lembrado como exemplo de bom governante.

Bolsonaro pode traçar um caminho diferente? Claro. Mas, a julgar pelo seu histórico, é melhor ir se preparando. Boa coisa não deve vir.

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Trilha sonora do momento

Tá puxado, tenho que reconhecer…

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Pensamento do dia

Nenhuma tristeza irá embora até ser ouvida.

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A rejeição da PEC da bandidagem, ou Da verdadeira natureza do sistema democrático

Muita gente boa costuma dizer que “sair à rua” não resolve nada. Bem, estes últimos dias ofereceram um exemplo cabal do contrário.

Depois de uma jornada de horror na semana passada, quando a Câmara dos Deputados – numa conjunção carnal pornográfica entre o Centrão dinheirista e a extrema-direita bolsonarista – resolveu tentar empurrar goela abaixo da população a PEC da bandidagem (para saber mais, clique aqui). A reação do povo foi tão rápida e o volume de gente foi tão expressivo que, com a velocidade de um raio na tempestade, fulminou-se a pretensão da ala bandida do Congresso ontem mesmo. “Morte matada”, respondeu um acabrunhado deputado Cláudio Cajado, relator do troço, quando indagado a respeito do destino da proposta.

Para além de provar que povo na rua muda sim os humores dos parlamentares, os episódios desta última semana também oferecem um exemplo bem didático de como realmente funciona uma democracia. Para boa parte da população, a democracia representa um sistema quase idílico, no qual as pessoas votam de acordo com suas convicções pessoais. Eleitos, os representantes do povo discutem numa atmosfera sadia e respeitosa o que podem fazer para melhorar a vida do povo e fazer com que o país avance. Lamento informar, contudo, que, na prática, a teoria é outra.

Ao invés de estarmos – representantes eleitos e população – engajados na maior parte do tempo em produzir coisas boas, que tragam coisas melhores, no final das contas um sistema democrático funciona como um grande sistema de contenção de danos. Em 90% ou mais do tempo, o que estamos tentando fazer é impedir que as coisas piorem. No caso da PEC da bandidagem, por exemplo, queria-se construir uma blindagem que tornasse os parlamentares virtualmente imunes à Justiça.

O descaramento foi tão grande que, despertada a pressão popular, os nobres congressistas foram obrigados a puxar o freio de mão. Pressionado, o sistema funcionou. Mas isso só aconteceu porque se formou uma força muito tangível, concreta e ameaçadora: a indignação popular. Não se subestime, a esse respeito, os “cartazes” que começaram a rolar nas redes sociais com os nomes dos “responsáveis” que votaram a favor da PEC. Se tem algo que qualquer político – todo político – tem de sobra é instinto de sobrevivência. O sujeito pode não ser muito esperto, mas consegue sentir de longe o cheiro de queimado. Foi por isso – e só por isso – que a PEC foi fulminada de maneira tão rápida e inapelável pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Pode parecer triste, mas a democracia, em sua essência, não passa de um mecanismo fundamentalmente complexo destinado a evitar desastres. Os famosos “freios e contrapesos” do sistema de tripartição de poderes servem não para construir um Éden, mas para evitar que maiorias ocasionais ou acordos espúrios de bastidores transformem isto aqui em um inferno. Sob esse prisma, a verdadeira vitória da democracia, na maior parte dos casos, é expressa no tédio na normalidade. Por concepção, o sistema é desenhado para ser lento, burocrático e reativo. Ou, mais sinteticamente, passamos a imensa maioria do tempo comemorando na base do no news is good news.

Claro, em determinadas circunstâncias históricas, quando os astros se alinham, a conjunção e favorável e Urano não está retrógrado, a gente consegue deixar de lado a agenda de contenção de danos e fazer com que avanços de verdade aconteçam. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a aprovação da Constituição de 1988. Foi o que aconteceu, também, com a aprovação do Plano Real, em 1994. Essas, porém, são exceções que confirmam a regra. Na maior parte do tempo, estamos como estivemos agora nesta semana, tentando impedir a mutilação da República pelos próprios agentes do Estado.

Para os mais pessimistas e apressados, esse sistema não funciona. Por isso mesmo, sempre haverá autoritários de plantão vendendo a ilusão sedutora de que, se acabarmos com todos os mecanismos de contenção, eles nos levarão ao paraíso rapidamente. Essa, contudo, é uma ilusão perigosa. Como já se disse certa vez, temos eleições periódicas não porque escolhemos os melhores, mas simplesmente para impedir que os piores se perpetuem no poder. Não por acaso, quando se retiram os freios do sistema, o que geralmente acontece não é uma corrida em direção ao Éden, mas se acelerar o passo em direção ao abismo.

No final das contas, a pergunta fundamental que devemos fazer todos os dias numa democracia não é “que maravilhas vamos criar hoje?”, mas, sim, “qual desgraça vamos impedir agora?”. Por menos glamourosa que seja, essa é a única forma de se construir um futuro que preste. É o que se espera que o episódio da PEC da bandidagem tenha ensinado.

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Trilha sonora do momento

Ainda tô na vibe da Bahia, confesso…

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Pensamento do dia

Focus on improving, not proving.

#FicaaDica

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Trilha sonora do momento

E tem gente que ainda acha que sair às ruas não resolve nada.

Quando o homem exagera

Bicho vira fera

Ora, vejam só

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