Despontando para o anonimato: Especial de Natal – Oscar

Em certos anos, a obrigatoriedade de entregar um Oscar para cada categoria chega a ser um suplício, tal é a falta de matéria-prima para uma escolha decente da Academia. 1991 foi um desses casos.

Na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, concorriam Annete Benning, por Os Imorais; Lorraine Braco, por Os Bons Companheiros; Diane Ladd, por Coração Selvagem; Mary McDonnell, por Dança com Lobos; e Whoopi Goldberg, por Ghost. Nenhuma das atuações era de tirar o fôlego, e não havia uma favorita clara à estatueta.

Se fosse para escolher o desempenho mais correto entre as concorrentes, Annete Bening levaria o Oscar pra casa. Se a Academia quisesse surpreender e arriscar com uma outsider, iria de Lorraine Braco. A única coisa que não poderia acontecer era Whoopi Goldberg sair consagrada da cerimônia.

Mas foi justamente isso que aconteceu. Não bastassem as ridículas cinco indicações ao Oscar do dramalhão espírito-fantasmagórico de Ghost, -incluindo a bizarra Trilha Sonora, na qual constava a insuportável canção dos Righteous Brothers – o filme levou o Oscar por Melhor Roteiro Original e Whoopi levou pra casa a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante.

Vai saber o que passa na cabeça dos membros da Academia quando escolhem os vencedores de cada ano…

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