Atum selado com crosta de gergelim e molho oriental

Faz tempo que não rola uma comidinha bacana aqui no Blog.

 Já que hoje é sexta-feira, e também para compensar o longo período de desatenção a esta que é uma das seções mais visitadas deste espaço, vamos retomá-la em alto estilo com uma das mais requintadas e deliciosas receitas já inventadas pelo homem: Atum selado com crosta de gergelim e molho oriental.

Atum selado com crosta de gergelim

Antes de vos apresentar o prato, bad news first.

Ao contrário do que costuma ser a regra do Dando a cara a tapa em matéria de culinária, o atum selado com crosta de gergelim não é exatamente para iniciantes. Não se trata do prato mais difícil do mundo, é verdade, mas está longe de ser caracterizado como aventura realizável por marinheiro de primeira viagem. Qualquer errinho, por menor que seja, pode transformar a receita em algo difícil de deglutir.

No entanto, nem só de má notícias vive quem freqüenta este espaço. Se você tem algum traquejo na cozinha, é bem possível que tire de letra a receita. Vamos a ela.

Para fazer o atum, você vai precisar de:

1 – Meio quilo de atum fresco (o melhor é comprar a posta inteira);

2 – 3 colheres de sopa de pimenta branca

3 – 5 colheres de sopa de gergelim branco e mais 5 de gergelim preto;

4 – Azeite (extravirgem, de preferência);

5 – Sal e pimenta a gosto.

A primeira tarefa será cortar o atum. Tente cortá-los em quadradinhos de 5 cm de altura, por 5 cm de largura, por 20 cm de profundidade. As medidas não precisam ser exatas, mas tente cortar algo mais ou menos uniforme, por questões estéticas e de palato.

Feito isto, pegue o gergelim branco e preto e frite-os numa frigideira sem nada (isso mesmo, sem nada). Muito cuidado apenas para não queimar o gergelim, pois o gosto ficará estranho ao seu comensal. Depois, misture o gergelim torrado ao sal e à pimenta, para logo após passar as fatias de atum na mistura, de maneira que o pedaço fique inteiramente coberto por ela.

Agora, a parte mais difícil: selar. Como diria alguns filósofos, muito cuidado nessa hora.P ara quem não sabe, “selar” em termos culinários significa fritar por fora, de maneira que o interior permaneça cru. Por isso mesmo, se você não tiver cuidado, o atum cozinhará demais por dentro e retirará toda a graça do prato.

Para não errar, o segredo é despejar apenas um pouco de azeite na frigideira, apenas o suficiente para que todas as partes sejam por ele molhadas. Deixe o azeite aquecer em fogo alto, de modo que fique realmente quente. Depois, coloque o pedaço de atum envolvido em gergelim, sal e pimenta na frigideira. Deixe-o fritar apenas o suficiente para que o lado externo fique com cor uniforme, virando rapidamente. Na maior parte dos casos, esse processo todo não durará mais de 30 segundos.

Uma vez selado, retire o atum  da frigideira e coloque-o no prato. Corte o pedaço em pequenos pedaços, no sentido longitudinal. Isso mostrará se você realmente acertou o ponto da “selagem”.

Agora, passemos ao molho.

Para fazê-lo, você precisará de:

1 – Uma colher de sopa de gengibre ralado;

2 – 1 xícara de chá de molho shoyu;

3 – 1 colher de sopa de mel;

4 – 2 colheres de sopa de coentro picado;

5 – 1 colher de sopa de maisena;

6 – 1 colher de chá de raiz forte (o famoso wasabi);

7 – 2 colheres de sopa de cebolinha picada.

Apesar de conter mais ingredientes do que o próprio atum, o molho é bem mais fácil de preparar. Junte todos eles numa panela pequena e misture bem, em fogo baixo. Depois, vá acrescentando a maisena à mistura, apenas para engrossar o caldo.

Uma vez pronto, você pode optar: ou serve o atum com o molho ao lado, para que o convidado acrescente o que quiser; ou pode servi-lo diretamente. Nesse último caso, sugiro que você pegue uma colher de sopa e despeje apenas um fio de molho por cima dos pedaços de atum cortados e enfileirados.

Voilà. Uma receita não exatamente simples, mas extremamente saborosa.

Além dos elogios que certamente receberá pelo prato, você ainda verá nos olhos de seus convidados a satisfação de saborear um prato que não se encontra em qualquer esquina. É pagar pra ver.

Ou melhor: pra comer.

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