A força da voz negra

Em termos de música, o Blog andava meio morto por esses tempos.

Pra compensar o período de ausência, retomemos em grande estilo. Com vocês, Sade Adu.

Sade Adu (pronuncia-se: xadê adu) nasceu na Nigéria, filha de um professor nigeriano com uma enfermeira londrina. Com 4 anos, após a separação dos pais, sua mãe levou-a consigo para o Reino Unido, onde cresceu e foi criada – além de adquirir, é claro, o unmistakable english accent.

Rezava a lenda que seu sucesso seria fruto exclusivo do dinheiro do pai. Ele teria lhe perguntando, quando jovem, o que ela queria ser da vida. Ela teria respondido: “Uma cantora famosa”. E tudo teria acontecido meio como um passe de mágica.

Catei na web em vários cantos e não encontrei um só indício a amparar a versão “filhinha-de-papai”. Muito pelo contrário. É, de certo modo, uma história obstinada de luta e dedicação.

Como boa filha de família, sua mãe colocou-a numa escola de arte e design. Como nada daquele estilo “mulherzinha” fazia sua cabeça, abandonou os estudos e resolveu montar uma banda com colegas de faculdade. Por conta da voz aveludada, seus “companheiros” de banda acharam que Sade Adu ficaria melhor como backing vocal. No entanto, ela mesmo se tocou que a potência do seu canto não deveria ficar confinada no fundo do palco, como mera coadjuvante dos demais.

Com a disposição na cabeça e uma canção que compôs nas mãos, foi à luta. Reorganizou a banda ao seu redor, assumiu como leading vocal e, além disso, deu seu próprio nome à banda: Sade. Gravou a canção que compusera e, com isso, estourou nas rádios de todo mundo. A música tornou-se um clássico do pop mundial. Smooth operator faria com que ela jamais voltasse a ter aulas de como desenhar vestidos da moda:

Depois de alcançar a ribalta, Sade continuou compondo e cantando. Invariavelmente, um de suas músicas chegava ao topo das “mais-mais” das paradas ano sim, o outro também.

Um de seus sucessos mais marcantes foi escolhido como trilha sonora de Proposta indecente. [This is no] Ordinary love é uma das mais belas canção de dor de cotovelo já escritas:

Mas, dentre todas, a minha preferida é [Love is] Stronger than Pride. A música conta de uma mulher abandonada pelo cara. E, apesar de tudo, a mulher insiste em querê-lo. Na canção, ela diz:

But I can´t hate you

(Mas eu não consigo te odiar)

Although I have tried

(Embora eu tenha tentado)

I still really, really love you

(Eu ainda realmente, realmente te amo)

Love is stronger than pride

(O amor é mais forte que o orgulho)

Alguém discorda?

Abaixo, uma palinha da música, como convite para conhecer essa fantástica cantora:

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