Trilha sonora do momento

A gente já deve tanto a esse homem.

E a dívida só aumenta com o passar do tempo…

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Pensamento do dia

O que não te move não merece te prender.

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Recordar é viver: ““Anistia acima de tudo, Trump acima de todos””

Agora, sem o Laranjão para fazer as vezes de irmão mais velho, o que restou aos Bolsonaro?

É o que você vai entender, lendo.

“Anistia acima de tudo, Trump acima de todos”

Publicado originalmente em 22.7.25

É uma piada. De mau gosto. Mas, infelizmente, (ainda) somos obrigados a conviver com ela.

Que Bolsonaro e sua famiglia sempre foram patriotas de fancaria, isso ninguém duvidava. Fora a cada vez mais restrita bolha da Bozolândia – uma realidade paralela em que a Terra é plana e as urnas foram fraudadas para tirar a vitória do “Mito” -, ninguém nunca acreditou nessa esparrela. O sujeito que adorava gritar aos quatro ventos “dar a vida pela Pátria” nunca teve outra coisa em seu horizonte senão o próprio rabo. A chantagem de Donald Trump contra o Estado brasileiro é apenas o mais recente e abjeto exemplo dessa postura covarde que Bolsonaro exibiu por toda a sua vida.

Para quem, de boa fé, ainda não entendeu a natureza do problema, convém falar em português claro: Jair Bolsonaro despachou seu filho Bananinha para conspirar contra o Brasil e os brasileiros. As sanções às exportações brasileiras – porque seria vernacularmente impróprio chamar de “tarifas” percentuais impostos por razões políticas – nada mais são a não ser uma forma de tentar dobrar o Estado de Direito às vontades do Nero Laranja. Pouco importa o que você ou qualquer outra pessoa ache sobre Lula. O que está em jogo aqui são as instituições brasileiras, não uma pessoa individual.

Como último ato de desespero visando a livrar seu pai de uma condenação certa, Eduardo Bolsonaro conseguiu convencer Donald Trump a taxar em 50% todas as exportações do Brasil para os Estados Unidos. Como se isso não bastasse, as redes bolsonaristas ainda se prestaram a espraiar o terror entre gente humilde e ignorante, de que os Estados Unidos cortariam o GPS do Brasil ou retirariam o país do sistema Swift. Ambas as alternativas são tecnicamente inviáveis, mas, ainda assim, o mero alarde é suficiente para causar pânico em quem não entende como essas coisas funcionam.

Ademais, é de se perguntar se, mesmo diante de toda a loucura inata do Laranjão, ele se prestaria a tomar ações que são equivalentes a uma declaração de guerra a uma nação amiga por conta de Bolsonaro. Se um país que nunca atacou os Estados Unidos, sempre foi tido como aliado e não representa sequer uma ameaça existencial ou lateral a qualquer interesse norte-americano pode ser atacado desse jeito, que tipo de confiança o mundo pode ter em qualquer coisa que venha dos Estados Unidos? Se o que já está acontecendo é ruim o bastante para minar a credibilidade dos americanos, que dirá se algo do gênero viesse realmente a ocorrer. Seria como assinar uma sentença de morte na suposta liderança que os Estados Unidos exercem sobre o “mundo livre”.

Fora isso, nenhum país sério do mundo reconhece o Brasil como um estado de exceção. Com todas as críticas que se podem fazer ao Supremo Tribunal Federal – e elas não são poucas -, afirmar que vivemos uma “ditadura do Judiciário” é o tipo de alucinação que só pode ser produzida por gente de má fé ou que fumou maconha estragada. A democracia brasileira não está doente. Pelo contrário. Nunca esteve tão bem. Ainda mais agora, quando, pela primeira vez em sua história, parte-se para a condenação de criminosos que conspiraram pela derrubada do regime democrático.

O que Eduardo Bolsonaro e seus comparsas fazem, em resumo, é tentar sequestrar um país inteiro para salvar uma única pessoa. Quando o responsável pelo sequestro é Donald Trump e a pessoa a ser salva atende pelo nome de Jair Bolsonaro, dá pra se ter a exata noção do absurdo da situação que estamos vivendo.

A essa altura, eles já deveriam estar pensando em mudar o mote da campanha deles. Ao invés do já infame “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, deveriam adotar agora o “Anistia acima de tudo, Trump acima de todos”.

Não mudaria nada pra eles, mas pelo menos seria mais honesto…

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Trilha sonora do momento

Game over, baby.

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Pensamento do dia

Em vinte anos, as únicas pessoas que vão se lembrar de que você trabalhava até tarde são seus filhos.

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Trilha sonora do momento

Cabra macho, há de se reconhecer.

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Pensamento do dia

Eu aceito desculpas, mas retiro a confiança.

#FicaaDica

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Haja hipocrisia, ou A trágica semana da Câmara dos Deputados

La Rochfoucauld dizia que a hipocrisia é o tributo que o vício presta à virtude. No Brasil desgovernado do século XXI, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, parece querer inverter o ditado. Depois do que aconteceu nesta semana na Câmara, pode-se afirmar sem medo de errar que, para a maioria dos deputados, a hipocrisia é uma virtude tributada pelo vício.

Para quem não acompanhou o noticiário, tudo começou quando Motta, a pretexto de “limpar a pauta” de votações da Câmara, resolveu colocar em votação um monte de coisas “pendentes”. A lista é grande e a polêmica, maior ainda. Entrou no xepão de fim de ano da Casa as cassações de dois deputados condenados pelo STF (Carla Zambelli e Alexandre Ramagem) e, claro, o tal do “PL da dosimetria”, redigido sob encomenda para beneficiar Jair Bolsonaro e sua trupe de golpistas. Com o propósito de fingir “isenção”, Motta colocou também para votar o pedido de cassação do deputado Glauber Braga, que revidou com violência uma agressão injustificada de um membro do MBL.

A farsa da isenção, contudo, durou pouco. Sabendo-se cassado – afinal, Glauber Braga comprou briga com quase todos os colegas por denunciar a farra do Orçamento Secreto -, o deputado carioca resolveu assenhorar-se da cadeira de presidente da Câmara. Emulando o motim bolsonarista ocorrido em agosto, Glauber Braga pediu, ironicamente, que Motta desse a ele “1% do tratamento cordial” que o presidente da Câmara dispensara aos amotinados da extrema-direita. Como “resposta”, Hugo Motta mandou a polícia legislativa remover Glauber Braga à força da cadeira, arrastando-o para fora do plenário. Não sem antes mandar cortar o sinal da TV Câmera e expulsar os jornalistas do plenário, providência inédita desde a redemocratização em 1985.

Escancarado o método de “dois pesos, duas medidas”, Motta acionou o rolo compressor do Centrão para tratorar a tropa de choque governista com o famigerado projeto de “dosimetria” das penas definidas pelo Supremo aos golpistas de 8 de janeiro. Contando com o auxílio luxuoso da oposição bolsonarista – que subitamente esqueceu-se da pauta da “anistia” -, a Câmara aprovou o monstrengo legislativo parido pelo deputado Paulinho da Força.

A coisa é um primor de desfaçatez. Além de “unificar” as penas por golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Paulinho ainda fez a gracinha de conceder a Bolsonaro uma redução no cálculo para progressão da pena. Se antes o ex-presidente somente poderia pedir regime semiaberto após cumprir 1/4 da condenação, agora bastará 1/6 da pena para que ele ganhe, na prática, o meio fio.

Mas os problemas não param por aí. Na parte em que altera a Lei de Execução Penais, o deputado Paulinho fez constar o seguinte:

“I – Se o apenado for primário e for condenado pela prática de crimes previstos nos Títulos I e II da Parte Especial do Código Penal mediante exercício de violência ou grave ameaça, deverá ser cumprido ao menos 25% (vinte e cinco por cento) da pena;”

À primeira vista, parece um dispositivo “ok”. Afinal, ele determina que os condenados por crimes contra a pessoa e contra o patrimônio permaneçam tendo de cumprir 1/4 da pena para progredir. À segunda vista, contudo, o buraco é mais embaixo. Ao limitar a restrição aos condenados por crimes contra pessoa e o patrimônio, o nobre deputado deixa de fora, por exemplo: os crimes contra a dignidade sexual (estupro e afins) (título VI); crimes contra a incolumidade pública (incêndio, etc.) (título VIII); e, claro, os crimes contra a administração pública (corrupção e afins) (título XI).

É dizer: no afã de beneficiar Bolsonaro com menos de tempo de regime fechado, a Câmara está abrindo as portas das cadeias para um monte de gente que ainda teria de cumprir muito tempo de prisão até pleitear a progressão para o semiaberto. Nesse rol, entram também – certamente não por acaso – os condenados por corrupção (ativa e passiva). Às vésperas do começo do julgamento dos casos de desvios de emendas parlamentares, não será exagero afirmar que o projeto tem uma pontinha de safadeza corporativa dos senhores deputados. Se isso já seria ridículo numa situação normal, torna-se o suprassumo da hipocrisia para uma Casa que, há menos de dois meses, aprovou uma nova rodada de aumento nas sanções penais para criminosos diversos.

Muita água ainda há de rolar até que esse descaramento seja materializado. Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quisesse votar o troço a toque de caixa, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar, levou o pé à porta e disse que o projeto teria de passar antes pela comissão. Ainda que o Senado venha a chancelar a sem-vergonhice, Lula ainda poderá vetar a excrescência.

Não se pode, entretanto, deixar tudo ao Deus dará. Assim como no caso da PEC da Blindagem, esse Congresso que está aí já deu fartas provas de que faz coisas que até o Tinhoso duvida se a população deitar em berço esplêndido. É preciso – mais uma vez – ir às ruas para protestar contra esse verdadeiro atraso legislativo que se está perpetrando contra o país. Parlamentar só age sob pressão. É preciso mostrar que a pressão das ruas é maior do que a da extrema-direita golpista. Ou se faz isso, ou depois não vai adiantar reclamar.

Porque aí já será tarde demais…

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Trilha sonora do momento

Não tem outro nome.

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Pensamento do dia

Toda vez que eu tento agir sem coração, uma voz dentro de mim sussurra: “Esse não é você”.

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