Trilha sonora do momento

A música que todo vascaíno está cantando desde ontem.

A gente joga bola e não consegue ganhar…

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Pensamento do dia

Eu aprendo com os erros daqueles que seguem os meus conselhos.

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Recordar é viver: “A solenidade de Corpus Christi”

E como ontem foi dia de Corpus Christi, aqui vai um post de meados da década passada sobre o tema.

É o que você vai entender, lendo.

A solenidade de Corpus Christi

Publicado originalmente em 14.6.17

Como todo mundo sabe, amanhã é feriado. Embora a maioria saiba até dizer qual é a data comemorativa (Corpus Christi), ninguém dá a mínima para a importância religiosa do dia. De resto, com a maior parte do Brasil é composta por católicos apostólicos romanos não praticantes, o que importa é o dia de folga; danem-se as doutrinações da Igreja. É uma pena porque, do ponto de vista eclesiástico, essa é uma das principais celebrações do mundo católico.

Pra começo de conversa, Corpus Christi é uma definição quase informal da data. Na verdade, o nome oficial da tradição litúrgica é Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Do ponto de vista prático, a diferença nem importa tanto, já que a referência ao “Corpo de Cristo” conduz, de maneira intuitiva, à razão pela qual a solenidade existe: a instituição da Eucaristia por Jesus Cristo.

Mesmo quem nunca leu a Bíblia sabe que Jesus ceou com seus apóstolos na quinta-feira santa. Durante a Santa Ceia, Jesus diz aos seus discípulos: “O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente” (Jo 6:55 – 59). Por isso mesmo, Jesus explica aos seus apóstolos que  “Isto é o meu corpo oferecido em favor de vós; fazei isto em memória de mim” (Lc 22:19).

A celebração do Corpo e do Sangue de Cristo, em suma, remonta à idéia de que Jesus está conosco. Não se trata, por óbvio, de uma presença física, como erroneamente difundem os ateus. No limite, a pessoa nem precisaria acreditar que a hóstia se converte no corpo e o vinho se converte no sangue de Cristo (a tal da transubstanciação). Basta compreender que, ao comungar, o fiel está a demonstrar ao mundo que quer comungar dos ensinamentos de Jesus. E, do ponto de vista teológico, isso é o que basta.

Em razão disso, pode-se dizer que a eucaristia é o primus inter pares dos sacramentos cristãos. Mais até do que o batismo, que significa a entrada da pessoa no corpo da Igreja. É através da eucaristia que o católico aceita os mandamentos determinados por Jesus Cristo e reafirmar a sua fé nos valores difundidos pelo catolicismo. Por isso mesmo, o sujeito que não comunga pode ser tudo, menos católico.

Em função da própria celebração, a data é sempre comemorada numa quinta-feira, o mesmo dia em que Jesus ceou com seus apóstolos. A semelhança com a Semana Santa, contudo, pára por aí, já que a data ocorre 60 dias depois da Páscoa e mesmo depois do fim do período pascal, que se encerra no Domingo de Pentecostes. Mesmo assim, por marcar a instituição de um dos mais importantes sacramentos da liturgia eclesial, não há razão para acreditar que a data representa algo menor no calendário religioso. Muito pelo contrário. Ao lado da Páscoa, ela talvez seja a mais importante celebração da Igreja de Cristo.

A Solenidade do Sangue e do Corpo de Cristo, portanto, traduz o verdadeiro sentido da comunhão católica. Quem quiser seus ensinamentos, tome a sua cruz e o acompanhe. Quem não quiser, pode aproveitar o feriado instituído em razão da data. Não haverá quem o recrimine por isso.

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Trilha sonora do momento

Depois da condenação do Trump ontem, breve, em uma prisão perto de Manhattan…

#Oremus

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Pensamento do dia

Ame seu advogado. Ele é o único capaz de lhe defender mesmo sem acreditar em você.

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Nau à deriva, ou Para onde vai o governo Lula? – Parte II

Que há uma crise política derivada da absoluta falta de articulação do governo, isso só as avestruzes não vêem. Há pouco mais de um mês, esse diagnóstico foi objeto de um post por aqui. Mesmo assim, de lá pra cá, pouca coisa mudou. E, do pouco que mudou, ainda assim foi para pior.

Do ponto de vista estritamente político, o diagnóstico permanece o mesmo. Lula foi eleito por uma frente ampla, que vai da esquerda mais radical até a direita mais moderada, unicamente para impedir o desastre que seria a reeleição de Jair Bolsonaro. Se, apeado do poder, o bolsonarismo ainda conseguiu articular a Intentona do 8 de janeiro, não é preciso muita imaginação para pensar o que seria do país caso ele tivesse alcançado a reeleição.

Mesmo assim, por cegueira deliberada ou por cacoete, o pessoal do PT resolveu achar que ganhou a eleição sozinho. Ao invés de somar esforços para trazer o que havia de melhor nessa galera mais “liberal”, o pessoal do Partido da Estrela Vermelha parece decidido a expulsar para o outro lado quem esteve junto com ele nas trincheiras para defesa da democracia. Para quem observa a formação do governo e o desenrolar dos acontecimentos desde então, fica parecendo que Lula iria ganhar de qualquer jeito e o pessoal do centro e da direita moderada resolveu juntar-se ao governo por adesismo. Não por acaso, muita gente boa acusa Lula e seu governo de desconexão com a realidade.

Ontem, durante uma sessão do Congresso, foi possível ter um exemplo claríssimo do quão débil é a posição do governo no Parlamento. Não é que a oposição tenha feito barba, cabelo e bigode. Ela fez barba (aprovou o imposto de importação das “blusinhas da Shopee”, coisa que Lula disse que vetaria), cabelo (derrubou o veto das saidinhas), bigode (derrubou vetos ideológicos da LDO), axilas (permitiu clubes de tiro a menos de 1km as escolas) e contorno (manteve o veto de Bolsonaro à criminalização da divulgação maciça de fake news). Em todos os casos, a votação ultrapassou o número necessário para aprovar até mesmo emendas constitucionais (308 votos). Nunca antes na história desse país um governo foi tão humilhado por congressistas.

Como se isso não bastasse, Lula ainda não parece ter se decidido se quer ser “Lula 1 e Lula 2” ou uma versão exótica de “Dilma 3”. De um lado, Fernando Haddad e Simone Tebet tentam dar alguma racionalidade ao ambiente econômico e defendem alguma contenção de gastos por parte do governo. Do outro lado, a ala “desenvolvimentista” segue abraçada com firmeza ao lema “gasto é vida”. O embate entre essas duas alas acaba causando sururu no dólar e nos juros, o que reflete imediatamente na vida real. Sem uma orientação econômica definida, nem mesmo as boas notícias (como a queda do desemprego e da inflação) conseguem ser transformadas em vitórias do governo.

Mais do que as derrotas sucessivas no Congresso, incomoda a sensação de impotência e anomia que o Planalto transmite. Tudo transcorre sob uma atmosfera fatalista, como se nada pudesse ser feito para reverter as derrotas ou, pelo menos, impor algum desgaste à oposição. Ao invés de entrar no ringue como favorito e defensor do título, o governo parece entrar como azarão, de cabeça baixa, como se fosse alguma espécie de sparring legislativo, condenado a apenas para levar socos do adversário.

É evidente que essa perspectiva está errada. Um governo que distribui três ministérios a um partido (União Brasil), não pode vê-lo dar 54 votos contrários e apenas um a favor numa votação decisiva no Congresso. Ou bem o partido integra o governo – respondendo com apoio no Parlamento -, ou é melhor tomar os ministérios de volta e entregá-los a pessoas que possam pelo menos geri-los de forma mais eficiente, sem entrar no esquema do toma-lá-dá-cá político.

É possível que Lula esteja tentando levar tudo com a barriga, até as eleições municipais deste ano e a troca do comando das casas do Congresso no começo do ano que vem. Pode ser. Mesmo assim, é difícil acreditar que a barriga do Planalto esteja suficientemente sarada para empurrar um Congresso abertamente hostil por mais um ano sem que isso implique, por via reflexa, numa deterioração talvez fatal das condições de seu governo.

Ou Lula acorda – e rápido – para a necessidade de reorganizar politicamente e dar um rumo ao seu governo, ou o cenário de pesadelo desenhado aqui vai ganhar contornos cada vez mais concretos.

É esperar pra ver.

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Trilha sonora do momento

E essa chuva, que não acaba?

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Pensamento do dia

Melhor que um celular que identifica a chamada, seria um celular que identifica o assunto. Assim, a gente saberia logo se atenderia ou não.

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Trilha sonora do momento

A música foi feita pro Geisel, mas serve como uma luva também para o Netanyahu.

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Pensamento do dia

Ser pai é diferente de ter filhos.

#FicaaDica

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