Trilha sonora do momento

Lembranças dos Dias dos Namorados dos anos 90…

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Pensamento do dia

Meu desejo por me manter bem informado está atualmente em conflito com o desejo de manter minha mente sã.

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Trilha sonora do momento

Just imagine.

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Pensamento do dia

Diplomacia é a arte de mandar as pessoas para o inferno, de uma maneira tão gentil que elas peçam informações.

By Winston Churchill

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Recordar é viver: “Os 70 anos do Dia D”

Estamos completando 80 anos do mais longo dos dias.

Melhor oportunidade não há, portanto, para recordar um post para lembrar os 70 anos da efeméride.

É o que você vai entender, lendo.

Os 70 anos do Dia D

Publicado originalmente em 6.6.14

Confesso que desde hoje de manhã hesitei se deveria escrever este post. Isso porque a maioria dos leitores deste espaço já deve ter visto as ‘n’ reportagens sobre o aniversário da Operação Overlord, popularmente conhecida como “O Dia D”. E seria meio como chover no molhado ficar aqui reprisando as mesmas coisas que todo mundo já leu com mais riqueza de detalhes e com infográfico ricamente decorados em algum portal da internet.

Por isso mesmo, tentarei aqui sair do lugar-comum e entregar-vos algo que os outros portais geralmente não oferecem: uma visão crítica – no bom sentido, claro – do que foi e do que representou o Dia D na época e quais foram as suas consequências para o mundo.

Mas, afinal, o que faz do dia 6 de junho de 1944, o mais longo dos dias, uma data tão importante na história da humanidade?

Dizer que o Dia D marcou o começo do fim da II Guerra, ou, mais especificamente, o começo do fim do III Reich é dizer o óbvio. Qualquer um capaz de somar 2 e 2 pode chegar a essa conclusão, ainda mais quando, 70 anos depois, o desenrolar dos acontecimentos é conhecido por todos. A grande questão, na verdade, é a seguinte: qual foi o impacto do Dia D no que se passou depois e como seria o mundo se ele não tivesse acontecido ou tivesse fracassado?

Aí, sim, a discussão fica interessante.

O primeiro grande impacto do dia D foi trazer a França de volta para o mundo. Conquistada após a blitzkrieg da primavera de 1940, o outrora poderoso Reino da Gália havia sido reduzido a um satélite da Alemanha. Humilhada com a divisão ao meio, à França não restou senão se conformar com o que restara do país, comandado pelo governo colaboracionista de Vichy.

Nesse aspecto, engana-se quem pensa que os Aliados queriam “libertar” a França. Queriam, sim, livrá-la dos nazistas, mas para substituí-los por um governo militar comandado pelos americanos, tal qual ocorreu com o Japão pós-45. No entanto, à medida que as tropas avançavam, os Aliados perceberam que os franceses jamais engoliriam um governo títere, ainda mais quando havia uma personificação inconteste da ocupação alemã: De Gaulle. Foi graças a ele que, no pós-Guerra, a França voltou a ser um país independente.

O segundo grande impacto do Dia D foi permitir um equilíbrio de forças na Europa do pós-Guerra. Sem a abertura de uma nova frente de batalha ao oeste, não era certo que a União Soviética conseguisse sozinha detonar o Reich Alemão.

Na melhor das hipóteses para os Aliados, a Alemanha acabaria se rendendo por exaustão alguns anos depois. Mas isso traria como consequência a reordenação do mundo com os germanos ainda com alguma margem de barganha, o que empurraria Estados Unidos, Inglaterra e o que restasse da França cada vez mais para o Atlântico. Na pior das alternativas, os russos conseguiriam bater o exército nazista e avançar por sobre a Europa até os Pirineus, o que deixaria a americanos e ingleses apenas a Espanha e Portugal para chamarem de “Europa Ocidental”.

Foi aquele 6 de junho de 1944, portanto, que permitiu uma derrota mais rápida da Alemanha. Mais do que isso, foi ele que garantiu uma aniquilação total e incontestável do regime nazista. Uma derrota por exaustão poderia permitir aos alemães negociar algum tipo de acordo que lhes garantisse salvar alguma coisa da doutrina hitlerista. Sem falar que, sem uma derrota completa, é pouco provável que o mundo hoje soubesse dos horrores cometidos por aqueles que ostentavam a suástica no uniforme.

Na outra ponta, se a Alemanha viesse a ser derrotada somente pelo Exército Vermelho, o conceito de “Aliados” teria de ser repensado, pois França, Alemanha e Itália provavelmente ficariam do lado de lá da Cortina de Ferro. Isso conferiria aos russos tal poder que seria difícil imaginar um equilíbrio de forças durante a Guerra Fria. Pior. Seria até mesmo incerto que o Império Soviético desmoronasse por completo em “apenas” 45 anos. Não seria esdrúxulo imaginar que os comunistas ainda estivessem a dar as cartas no Velho Mundo.

6 de junho de 1944 representa, portanto, a data mais significativa da guerra no que toca ao que aconteceu ao mundo e como ele se reordenou depois dela. Com todas as honras, a sangrenta batalha nas praias da Normandia merece ser lembrada como “O Dia”; O “Dia D”.

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Trilha sonora do momento

E estamos em junho…

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Pensamento do dia

A coragem é a primeira das qualidades humanas, porque garante todas as outras.

By Winston Churchill

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Realidade econômica paralela, ou O maravilhoso odioso mundo de Roberto Campos Neto

Da onde menos se espera, daí é que não vem mesmo. Tal é a conclusão de quem se digna a analisar a conduta do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no último mês.

Dirigindo o primeiro Banco Central formalmente independente da nossa história, coube a Roberto Campos Neto o inglório papel de capitanear a transição entre dois modelos econômicos e – por que não dizer – de mundo inteiramente díspares entre si. Assim como Lula está distante de Bolsonaro, Paulo Guedes também está a léguas de Fernando Haddad. Não se trata, por ora, de analisar o mérito de cada um deles, mas simplesmente de reconhecer que a visão econômica e política que orientou a nomeação de Campos Neto ao BC é absolutamente contrária à que vigora agora, sob gestão petista.

Nesse difícil e delicado papel, caberia a Campos Neto trabalhar para ser um algodão entre cristais, isto é, permanecendo firme em suas supostas convicções liberais, tentar não bater de frente com um governo que é, por cacoete e por ideologia, refratário à idéia de Bancos Centrais independentes e, em alguns casos, até mesmo à teoria econômica moderna. Se até outro dia pouco se podia dizer do comportamento de Campos Neto à frente do BC, de um mês e meio pra cá parece que o atual presidente da autarquia resolveu chutar o pau da barraca.

Na penúltima reunião do Comitê de Política Monetária, o Banco Central havia reduzido a taxa de juros em 0,5%. Para além disso, na ata da reunião ficara prevista uma nova redução de 0,5% na reunião seguinte, que ocorreria agora em maio último. Tratava-se daquilo que os economistas chamam de forward guidance, ou seja, uma espécie de diretriz para o futuro, indicando em que direção deve caminhar o preço do dinheiro (mais conhecido como taxa de juros) nos próximos meses. Em tese, isso ajuda a

Quinze dias antes da reunião, porém, numa reunião privada para investidores, estando fora do território brasileiro, Campos Neto – que conta em seu currículo com o título de tesoureiro da área internacional do Santander – resolveu “panicar”, como se diz no jargão do mercado. Como o Banco Central americano parecesse não cortar mais juros este ano, resolveu montar uma espécie de combo mental da tempestade perfeita: juros americanos mais altos por mais tempo (“higher for longer“); inflação interna pressionada por preços de commodities (petróleo e minério de ferro) em alta; e o famigerado “risco fiscal” (decorrente da mudança das metas de déficit para 2025 e 2026).

Subitamente, as apostas para a última reunião passaram a precificar um corte de 0,25%, metade do que fora previsto pelo próprio BC na reunião anterior. Quando enfim a reunião do Copom de maio aconteceu, o “pior cenário” para o mercado se materializou. Não só o prometido corte de 0,5% fora cortado pela metade, como ainda houve divergência entre os diretores do Banco Central. Os 5 nomeados por Bolsonaro votaram pela redução de 0,25%, ao passo que os 4 nomeados por Lula votaram para reduzir 0,5%.

Quando a ata dessa reunião foi publicada, ficou claro, no entanto, que todos os diretores do BC entendiam que o contexto macroeconômico havia se deteriorado na margem. Todavia, os quatro diretores que votaram pela redução de 0,5% entendiam – com razão – que havia um custo de imagem para uma autoridade monetária que descumpre o forward guidance que ela mesma havia traçado. Traduzindo: ao descumprir a palavra empenhada na última reunião, o BC perderia a própria credibilidade como condutor das expectativas do mercado.

E foi justamente isso que aconteceu.

Ao invés de considerar as razões dos quatro diretores que votaram pela redução de meio ponto percentual, para o pessoal de “o mercado” o recado dessa decisão era claro: os diretores nomeados por Bolsonaro seriam “guardiões da moeda”, enquanto os lulistas seriam “lenientes com a inflação”. Como o mandato de Campos Neto se encerra no final do ano, a conclusão para essa turma era óbvia: o próximo BC não vai estar nem aí pra inflação e, à la Tombini, vai tentar baixar os juros na marra. Resultado: as previsões de inflação e de juros futuros foram pra lua.

Produziu-se, portanto, uma situação esdrúxula. Mesmo ostentando a maior taxa de juros real do planeta (taxa Selic descontada a inflação futura), ainda assim as previsões de inflação e juros continuam subindo. Pior. Até mesmo o dólar – que deveria cair por conta do aumento do diferencial de juros – também subiu, atingindo a máxima do ano.

Como desgraça pouca é bobagem, Campos Neto parece ter entrado em parafuso em busca de dados que sustentem sua teoria de piora geral das condições macroeconômicas locais e mundiais. Ao contrário do que recomendaria a cartilha de qualquer banqueiro central, que ordena parcimônia no uso da palavra, o presidente do BC saiu destrambelhado dando entrevistas a toda hora. Dia sim, no outro também, tá lá o Campos Neto dando entrevista para falar de um cenário ilusório, em que o FED não cortará os juros, o mundo vai continuar com inflação alta e o Brasil – esse patinho feio da economia mundial – também vai ter que manter seus juros nas alturas.

Falta, contudo, combinar com a realidade. A inflação medida pelo IPCA só cai desde janeiro até agora. Idem para a inflação americana, cujo mercado prevê um corte na taxa de juros já na reunião de setembro. E, last but not least, hoje o Banco Central Europeu já começou a cortar sua taxa referencial. Ao contrário do que se espera de um Banco Central independente, o BC de Campos Neto não está conduzindo o mercado; está sendo conduzido por ele. E é exatamente por isso que as más línguas na esquerda começam a sugerir que toda essa espiral de pirações de Campos Neto não é fruto do acaso, mas, sim, de uma deliberada política de sabotagem, quiçá com interesses eleitorais futuros.

Ou Campos Neto reconhece o monumental erro que cometeu nos últimos tempos, tentando trazer de volta a racionalidade perdida ao mercado brasileiro; ou Alexandre Tombini em breve terá a companhia “desse cidadão” (apud Lula da Silva) na disputa pelo posto de pior presidente do Banco Central de todos os tempos.

É esperar pra ver.

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Trilha sonora do momento

E já que hoje é dia mundial do meio ambiente, a única trilha sonora possível, diante de um mundo tão doente de tudo…

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Pensamento do dia

Ser ignorante é fácil. Já ser burro requer muito trabalho e disposição.

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