Tempo de Páscoa é sempre um motivo de celebração e reflexão para os que professam a fé cristã. Para os ateus e os adeptos de outras religiões, é só mais um feriadão, edulcorado com a distribuição de ovos de chocolate.
Pela tradição bíblica, a Páscoa é o momento no qual se recorda a ressurreição de Jesus dos mortos. Para os céticos, trata-se apenas de uma estupidez alienante, uma crença irracional, do mesmo quilate daquela que prega sete anos de azar para quem quebrar um espelho.
Evidentemente, os ateus e os que professam outra fé podem contestar os milagres e a história mítica envolta na vida de Jesus Cristo. Mas a pergunta é: os céticos têm alguma razão quando contestam a existência de Jesus?
A resposta é não. Ao contrário do que sustentam os descrentes, há várias evidências históricas de que Jesus realmente existiu. Não se trata, aqui, de discutir se a Bíblia é ou não um documento histórico (em muitas partes o é, afirmam centenas de historiadores). Trata-se, na verdade, de buscar evidências sobre a figura histórica de Jesus longe de uma fonte, por assim dizer, “parcial”, que naturalmente se inclinaria para demonstrar a existência de sua figura mais importante.
A primeira evidência histórica de Jesus Cristo vem de Público
O texto de Tácito, um dos maiores historiadores da Antiguidade. No capítulo XV de seus Anais, Tácito descreve a perseguição aos cristãos nos seguintes termos:
“Nero infligiu as torturas mais refinadas a esses homens que sob o nome comum de cristãos, eram já marcados pela mais merecida das infâmias. O nome deles se originava de Cristo, que sob o reinado de Tibério, havia sofrido a pena de morte por um decreto do procurador Pôncio Pilatos”.
Desse texto, infere-se que Jesus efetivamente existiu e foi designado como “Cristo” por seus seguidores. Mais do que isso. Foi morto sob ordem de Pôncio Pilatos, conforme descrito nas Escrituras .
Outra evidência histórica vem do relato de um hebreu posteriormente convertido em cidadão romano: Flávio Josefo. Josefo descreve em seu livro Antiguidades Judaicas que:
“Havia neste tempo Jesus, um homem sábio . Ele fez seguidores tanto entre os judeus como entre os gentios. E quando Pilatos, seguindo a sugestão dos principais entre nós, condenou-o à cruz, os que o amaram no princípio não o esqueceram. E a tribo dos cristãos, assim chamados por causa dele, não está extinta até hoje“.
No relato de Josefo, confirma-se que Jesus foi morto por crucificação e que seus seguidores continuaram até os dias presentes, quando ele escreveu o relato, dando prova da força de sua pregação.
Para quem ainda não se deu por satisfeito, até mesmo no insuspeito Suetônio – autor de A Vida dos Doze Césares – é possível encontrar referências a Jesus Cristo. Evocando o tempo do Imperador Tibério, Suetônio relata que ele “Expulsou de Roma os judeus, que instigados por um tal Chrestus (Cristo), provocavam frequentes tumultos“.
Trata-se, portanto, do relato de três dos maiores historiadores da antiguidade. E, em todos casos, nenhum deles era cristão ou adepto de algo parecido com o cristianismo. Pelo contrário. Eram todos cidadãos romanos, membros de um império no qual a perseguição aos cristãos era mais que uma moda: era o esporte preferido das multidões do Coliseu.
Sob esse aspecto, pode-se afirmar, sem recurso a qualquer passagem bíblica, que:
1 – Jesus existiu;
2 – Foi um revolucionário pregador, que arregimentou uma grande legião de seguidores;
3 – Morreu por crucificação, por ser encarado pelas elites hebraica e romana como subversivo.
Jesus como personagem histórico, portanto, é um fato. Discutir sua existência encerra uma irracionalidade ainda maior do que aquela denunciada pelos céticos contra os que professam a fé cristã.
Daí pra frente, no entanto, a questão deixa de ser histórica e passa a ser teológica. Se Jesus é Deus que se fez carne, se fazia milagres, morreu e ressuscitou dos mortos, é uma questão de fé.
E religião, assim como futebol, é algo que não se deve discutir…
se fé, futebol e politica não se discutem estamos fadados a sempre aceitarmos o que nos éposto, comopoliticos corruptos, time de segunda ou terceira divisão e a pagar dizimos a falsos pastores. é a partir de uma saudavel discussão que questionamos nossas crenças, nossos politicos e exigimos melhores jogadores de nossos diretores futibolisticos.
Discutir religião não é o mesmo que discutir o que as pessoas fazem com a religião, Rômulo. 😉 Um abraço.
Por que essa história continua na penumbra? Não devia ser assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão. http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver
Pontos de vista são sempre válidos, Ivani. Eu, de minha parte, continuo acreditando que Jesus existiu. Um abraço.
Certamente, arthurmaximus. Abraços.