Despontando para o anonimato – Semana Especial de Música Clássica

Para terminar essa semana da Despontando para o anonimato em grande estilo, o maior, o mais célebre e – talvez – o mais curioso one hit wonder da música clássica: O Bolero de Ravel.

Joseph-Maurice Ravel foi um francês nascido em Cibourg. Desde cedo apaixonara-se pela música. Entrou no Conservatório de Paris aos 14 anos, e começou a estudar o piano. Em Paris, cresceu e se tornou um dos músicos mais requisitados da época.

Ravel pensou numa música única. Quer dizer, uma música sem melodia. Apenas dois compassos no mesmo padrão rítmico, sem variação alguma, repetidos cento e sessenta e nove vezes. Sim, acredite se quiser: o Bolero de Ravel se escreve numa única linha de partitura.

O que dá a graça da composição, no entanto, não é a música, mas a dinâmica da orquestração. Na cabeça de Ravel, cada parte da orquestra deveria tocar uma vez, sendo sucedida por outra parte, que se juntaria à primeira. Esse crescendo cada vez maior de instrumentos é o que faz do bolero uma composição única, embora seu próprio autor tivesse criado desgosto por ela, por considerá-la demasiadamente trivial.

Pra quem gosta, uma experiência interessante é ouvir o Bolero ao som do sax, tocado por Jurandy do Sax, atração do pôr-do-sol na Praia do Jacaré, em João Pessoa.

Abaixo, em duas partes, o Bolero em sua versão integral, tocada pela insuperável Filarmônica de Berlim, sob a regência soberba de von Karajan, já no fim da vida, em que regia sem batuta:

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