De que carro você precisa?

Uma das dúvidas que mais atormenta o sujeito quando vai comprar um carro é saber: que carro eu devo comprar?

Bom, isso aqui não é espaço de psicanálise, mas, antes de mais nada, você deve conhecer-se a si mesmo. A pergunta que você deve se fazer é: de que carro eu preciso?

Responder a algumas perguntas pode auxiliá-lo nessa tarefa.

Primeiro: o carro é só pra mim ou eu tenho família? Se tenho família, tenho condição de manter dois carros?

Se você tem família e não tem condições de manter dois carros, é recomendável pensar em adquirir um carro maior, com um bagageiro mais generoso. Espaço interno no veículo e espaço no porta-malas podem evitar muitos dissabores, especialmente se você for viajar nele. Do contrário, pode pensar sem problemas no velho 1.0.

Segundo: você viaja com freqüência (uma vez ou mais por mês, a cidades a mais de 100km de distância)?

Em caso positivo, você tem que pensar em um carro que tenha a maior quantidade de itens de segurança possíveis. Por exemplo: carro com controle eletrônico de estabilidade, controle de tração e 52 airbags são uma boçalidade se você só for andar na cidade. São itens que fazem sentido se você pega muita estrada, porque, como normalmente a velocidade na estrada é bem maior do que na cidade, eles podem fazer a diferença entre arranhões e hematomas e fraturas e invalidez permanente.

Quanto ao ABS e aos dois airbgas frontais, tenha isso como acessórios obrigatórios, não opcionais. Mesmo em cidades, eles podem fazer a diferença.

Veja, por exemplo, esse teste de ABS da Quatro Rodas:

Com o airbag do motorista, a mesma coisa. Veja esse teste:

Já o ESP e o controle de tração são itens que ajudam, mas estão longe de serem essenciais pra um automóvel que vai rodar no Brasil. Ele ajuda a controlar o carro nas curvas, quando você “entra” nela com uma velocidade maior do que a que seria recomendada. Mas é com neve e chuva forte, quando há risco de aquaplanagem, que ele faz a diferença. Como no Brasil – pelo menos até a próxima mudança climática – não neva, e a aquaplanagem só se torna efetivamente perigosa em altas velocidades, esses itens não devem ser considerados decisivos numa compra. Se tiver bala na agulha pra comprar um carro que os tenha, tudo bem. Se não, ninguém vai morrer por isso.

Eis um teste de ESP pra verem como funciona:

Terceiro: vou andar em terrenos acidentados, praias ou montanhas?

Se a resposta for negativa, você não precisa de um 4×4. Salvo se você é homem e tem algum complexo em relação ao tamanho de certas partes da sua anatomia, comprar uma Pickup 4×4 significa somente mais custo de manutenção e um seguro beeeemmm maior pra você pagar. Tudo bem que, às vezes, pra quem pega muita estrada e precisa ter um carro maior, não é possível escapar de Pickups que tenham, além de todos os itens de segurança, tração 4×4. Mas, fora disso, é mera boçalidade.

Quarto: se achou a categoria de carro que você quer, pesquise os preços dos modelos de todas as marcas. Agora, se você tem afeição por um carro específico, esqueça a pesquisa de marcas. Limite-se a pesquisar nas concessionárias da marca, se houver mais de uma na sua cidade. O carro é a segunda compra mais importante da sua vida, depois da casa. E acredite: você não vai ficar completamente satisfeito se você não tiver o carro que você queria.

Quinto: pergunta a quem já tem. Pesquise com compradores do carro qual a satisfação deles com o automóvel. Dê especial ênfase à freqüência de aparecimento de defeitos, se a assistência técnica funcionou perfeitamente ou colocaram dificuldade pra cobrir peças na garantia e, também, veja o custo das revisões. Um carro de determinada marca pode ter o preço menor do que outro de outra marca, mas se o custo das revisões for muito superior, com o tempo acabará não compensado comprar um pelo outro.

Sexto: por falar em garantia, escolha carros com o máximo de garantia possível. O ideal são 3 anos. É o tempo de você usar o carro sem que ele fique completamente acabado, pagar o financiamento e juntar algum dinheiro para, depois, comprar um novo. Atenção especial para as condições da garantia. Algumas marcas, matreiramente, só dão garantia de 3 anos para câmbio e motor, que dificilmente quebram. Outros itens quebram com mais freqüência e o seu conserto é beeem mais caro (ar condicionado, p. ex.). Exija sempre garantia total.

Sétimo: procure saber se o carro passou por recall. Isso pode ser um indicativo de defeito da própria série do carro e – pior – deprecia muito o valor de revenda do automóvel.

Com isso, acho que você pode fazer uma compra mais tranqüila e ficar com menos dor de cabeça no futuro.

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