Trilha sonora do momento

Com o Laranjão agora querendo assediar militarmente a Venezuela, só recorrendo ao pessoal do Skank para ajudar a desopilar.

Venezuela, donde estás?

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Pensamento do dia

Você não precisa se preocupar em mostrar que mudou. Deixe que a vida se encarregue disso.

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Trilha sonora do momento

Entendedores entenderão.

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Pensamento do dia

Quem aparece só quando precisa vai desaparecer quando você mais precisar.

#FicaaDica

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O Menestrel das Alagoas

Muita gente costuma pensar que, durante a ditadura militar, quem estava do lado dos milicos era gente estúpida ou de má coração. Feliz ou infelizmente, a realidade era bem mais colorida do que essa versão maniqueísta de preto e branco que costuma permear o imaginário popular. Era o caso, por exemplo, de Teotônio Vilela.

Seguindo a carreira do pai, Teotônio construiu a carreira políticas nas Alagoas. Quando veio o golpe e a ditadura, Teotônio estava do “lado certo”, ou seja, ao lado dos que apoiaram os militares. Arenista de primeira hora, Teotônio elegeu-se senador em 1966 e de lá nunca mais saiu. Fez famoso pelos discursos apaixonados, com uma certa verve poética. Deve-se a um discurso dele, por exemplo, o luto oficial de três dias pela morte de JK (um proscrito) em pleno governo Geisel. Por essa e por outras razões, ganhou o apelido de “Menestrel das Alagoas”.

Ocorre, no entanto, que o epíteto cairia melhor em outro conterrâneo de Teotônio. Sim, estamos falando dele mesmo: Djavan Caetano Viana, ou, simplesmente, Djavan.

Alagoano de Maceió, esse filho de uma lavadeira e de um caixeiro-viajante de origem holandesa que fez o filho e depois partiu, Djavan deixou uma promissora carreira de jogador de futebol para mergulhar nos acordes melódicos que vinham do seu coração. Como bom nordestino, Djavan sofreu influência do frevo e do baião.

Mas, curiosamente, o primeiro sucesso veio através de um samba bem raiz, pule de dez em qualquer roda que se preze. Apesar das lendárias (e trágicas) teorias conspiratórias que a cercam, Flor de Lis retrata apenas mais uma daquelas histórias de amor sofrido. É também do álbum de estréia outro clássico do samba e do cancioneiro nacional: Fato consumado.

Ao contrário de muitos artistas por aí, Djavan não fez sucesso e deitou na cama. Pelo contrário. Foi trabalhar duro. Em um amadurecimento musical impressionante pela rapidez com que se consumou, Djavan começou a emendar álbuns e hits numa sucessão impressionante. No começo da década de 80, não teve pra ninguém. Com quase um disco por ano, Djavan tornou-se figurinha carimbada nas paradas de sucesso.

Em Alumbramento (1980), por exemplo, temos duas de suas melhores canções: Lambada de serpente e Meu bem querer.

No ano seguinte (1981), Seduzir trazia, além da música-título, a inesquecível Faltando um pedaço.

Sem perder o pique, Djavan lançou em 1982 o que foi talvez o melhor álbum no seu conjunto: Luz. Além dos clássicos Pétala, Sina e Açaí, Djavan ainda se deu ao luxo de gravar a belíssima Samurai com nada mais, nada menos do que Stevie Wonder fazendo a harmonia da canção.

Sina, por sua vez, popularizaria o verbo “Caetanear”. Neologismo para qualquer um que aja de forma lírica, poética e inovadora, a música virou sucesso instantâneo e rendeu até um fantástico e inesperado dueto com o “muso inspirador” do verbo:

Açaí, contudo, viria a se tornar uma espécie de “maldição” para Djavan. O crítico de música Artur Xexéo – que pegara uma rixa com o cantor por motivos menores – resolveu tirar onda com a letra a canção e criou o irônico prêmio “Zum de Besouro”, “oferecido” aos artistas que produzissem qualquer coisa non sense. O próprio Djavan, por mais uma vez, sentiu-se obrigado a ter de explicar a letra da música em entrevistas:

Apesar dos entreveros com a crítica musical, Djavan seguiu em frente. Lilás, em 1984, traria consigo a linda música-titulo:

Mas foi no final dos anos 80 que Djavan compôs aquela que seria sua obra-prima. Trilha sonora romântica da novela Top Model, Oceano nasceu imortal, sendo considerada por muitos críticos a música mais bonita de toda a Música Popular Brasileira.

Sem tirar o pé do acelerador, Djavan entrou com tudo nos anos 90. No seu Coisa de Acender, ele trouxe a belíssima Se…, com uma analogia que entraria para o folclore popular: “Mais fácil aprender japonês em braile“.

Djavan fez-se tão versátil que foi até chamado pelos Paralamas do Sucesso para fazer uma participação especial em Vamo batê lata. Uma brasileira fez sucesso não só nas rádios, mas também em vídeo, levando dois prêmios no MTV Music Awards de 1995:

Como se vê, a cronologia de Djavan não é apenas uma linha de tempo em que se empilham sucessos. É antes tudo o retrato de um alquimista musical que fundiu o regional com o universal, criando um estilo a um só tempo elegante e atemporal. Por isso mesmo, mais do que Teotônio Vilela, se há alguém que merece receber o título de “Menestrel das Alagoas”, esse alguém atende pelo nome de Djavan.

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Trilha sonora do momento

E já que tem gente pedindo pra sair (vergonha?), vamos desse clássico aqui da Fátima Guedes.

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Pensamento do dia

Aos amigos, tudo. Aos indiferentes, a lei. Aos inimigos, a injúria e, se possível, a calúnia.

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Trilha sonora do momento

Com o roubo do Louvre hoje, o único consolo foi que não levaram a Mona Lisa de novo…

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Pensamento do dia

Não se pode deixar tudo para o karma, então é bom aprender a xingar de vez em quando.

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Recordar é viver: “Os 10 melhores riffs de Rock de todos os tempos”

E já que hoje o rock está de luto com a morte do guitarrista do Kiss, vamos recordar um post da década passada, que trata justamente sobre os 10 melhores riffs de todos os tempos.

É o que você vai entender, lendo.

Os 10 melhores riffs de Rock de todos os tempos

Publicado originalmente em 5.9.19

A pauta do Blog tem andado pesada ultimamente, com tanta coisa ruim acontecendo dentro e fora do país. Para sair no noticiário negativo e tentar dar uma desopilada, nada melhor do que recorrer à seção mais adorada e presente deste espaço: a Música.

E, para não perder a mão, vamos elaborar mais uma daquelas listas de mais mais do Dando a cara a tapa. Neste caso, vamos fazer um ranking não propriamente de músicas, mas, sim, dos famosos riffs.

Desenhados prioritariamente para as guitarras, os riffs tecnicamente são uma progressão de acordes que dão a base para a sequência musical. Por isso mesmo, podem ser encontrados em qualquer lugar: no jazz, no rock, no samba e até na música clássica. Pra entender melhor, basta lembrar o Bolero de Ravel, que tem um crescendo musical inconfundível, no qual se seguem dois compassos no mesmo padrão rítmico, sem variação alguma, repetidos cento e sessenta e nove vezes.

Uma vez que definir qualquer lista de melhores é, por sua natureza, uma tarefa ingrata a quem se propõe, vamos restringir o universo musical ao gênero no qual os riffs efetivamente se tornaram famosos: o bom e velho Rock ‘n Roll.

Como toda lista, aqui vai muito do gosto de cada um. Portanto, será um erro querer tomá-la como verdade absoluta sobre a matéria. Trata-se, fundamentalmente, da expressão do gosto musical do Autor. Logo, se o dileto leitor gostar, pago-me da tarefa a que me propus. Se não gostar, pode enfiar a lista no ralo da banheira (ou em outro buraco que esteja à mão).

Sem mais delongas, vamos a ela:

10 – Smoke on the water

A grande canção do Machine head do Deep Purple inaugura nossa lista em grande estilo. Afinal, esse é o padrão do verdadeiro riff que se preza: inicia a música com um solo, segue pela música e depois volta no refrão. Quem assiste Ritchie Blackmore e ouve o som que sai da sua guitarra, logo sabe do que se está tratando.

9 – Sweet child o’ mine

Na mesma linha de Smoke on the water, mas correndo numa pista inteiramente diferente do Deep Purple, temos o antológico riff do Slash em Sweet child o’ mine. Além da impactante introdução, que salta aos ouvidos logo ao primeiro acorde, o solo no meio da música também é inesquecível. Uma obra-prima dos Guns ‘n Roses, numa época em que Axl Rose e o próprio Slash ainda eram amiguinhos.

8 – Money

Quando se fala de Pink Floyd, está se falando do estado da arte do rock mundial. Ainda mais quando se junta numa só canção, com igual patamar de dignidade, o baixo de Roger Waters e a guitarra de David Gilmour. Tal é a razão de Money ocupar o oitavo lugar da nossa lista. Se isso não fosse o bastante, Gilmour ainda nos brinda com um “solo” de três guitarras: uma tremble, uma stratoscaster e uma elétrica “normal”. É ou não é um gênio?

7 – Iron Man

Nenhuma lista de qualquer coisa de Rock ‘n Roll pode ser verdadeiramente digna se não der um jeito de encaixar o Black Sabbath de algum jeito no meio dela. Embora a escolha óbvia fosse Paranoid, como riff Iron Man é bem superior ao clássico da banda de Ozzy Osbourne. E a introdução anterior com a bateria parece que realça ainda mais os pesados acordes de Tonny Iommi. Ouça e depois me diga se não tenho razão.

6 – Come as you are

Para quem reclama que aqui só se recorre a velharias, eis aqui a prova de que isso é mentira (ok, ok, nem tanto assim). Afinal, Kurt Cobain e seu Nirvana já são filhos dos anos 90. Mesmo assim, o revolucionário grunge daquela década foi praticamente lançado com Nevermind. E, neste álbum, nenhuma música é mais marcante do que Come as you are. Duvida? Então escute de novo o riff da canção.

5 – Sunshine of your love

O 5º lugar da nossa lista é de um riff, sem dúvida. Mas, ao contrário dos demais, não é um riff de guitarra. Ou, pelo menos, não é um riff exclusivamente de guitarra. Afinal, a base da introdução de Sunshine of your love não é a guitarra de Eric Clapton, mas o baixo de Jack Bruce. A canção se tornou o clássico, e o seu riff, um das mais perfeitas reproduções de rock de todos os tempos.

4 – Day tripper

Mas é evidente que na nossa lista não poderiam faltar os Beatles, né? Em Day Tripper, John Lennon conseguiu montar seu riff quase como uma versão inglesa do rock americano dos anos 50. A versão é tão bem feita que é possível simpatizar até com o pandeiro de Ringo Star batendo ao fundo. Seja como for, é um clássico para quem curte o Fab Four.

3 – Money for nothing

Iniciando o pódio da nossa modesta lista, a medalha de bronze vai para um verdadeiro clássico dos anos 80. Porque só quem não viveu aquela época não reconhece os acordes de Money for nothing do Dire Straits. Enquanto Mark Knopfler pedia money for nothing and chicks for free, o fato é que a galera curtia adoidado. Ouça e entenda o porquê.

2 – Satisfaction

Pensavam que eu ia deixar os Rolling Stones de fora, não pensaram? Pois pensaram errado, meus caros. Afinal, nenhuma lista de riffs que se pretenda séria pode prescindir de Satisfaction e os acordes da guitarra de Keith Richards. Não só porque a música em si é excelente, mas também porque Satisfaction é praticamente o hino de uma geração. É deles, portanto, a medalha de prata aqui do Blog.

1 – Back in black

Chegando ao topo da nossa lista, o 1º lugar, medalha de ouro, best of the best, é talvez a mais pesada de todas elas. Sim, porque ninguém que escute pela primeira vez Back in black vai achar que se está diante do rock tradicional, daqueles que transita sem problemas pela sala de jantar e de estar. Não. Quando a galera do AC/DC começa a tocar, é sempre melhor tirar as crianças da sala. A história por trás da canção tem algo de trágico, mas a verdade é que se trata de um episódio de superação. Por isso mesmo, com todas as honras, o riff de Angus Young merece a cabeça da nossa lista.

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