Recordar é viver: “A palhaçada da extrema-direita, ou Salvem o foro privilegiado – Parte II”

Sempre a mesma história.

Sempre a mesma ladainha.

Sempre a mesma hipocrisia.

É o que você vai entender, lendo.

A palhaçada da extrema-direita, ou Salvem o foro privilegiado – Parte II

Publicado originalmente em 1º.2.24

Era só o que me faltava.

Quando a máquina judiciária, comandada pela mão-de-ferro do ministro Alexandre “Xandão” de Moraes, começa a sair dos bagrinhos para pegar enfim os baiacus, lá vem a galera da extrema-direita defender o “fim do foro privilegiado”. Como se cara-de-pau pouca fosse bobagem, os defensores dessa “proposta” nem sequer fazem questão de esconder o que está por trás do embuste: uma “anistia” para “apaziguar” o país.

Sem meias palavras, essa estultice é vulgar na forma, hipócrita no fundamento e, acima de tudo, vergonhosa nos propósitos a que se destina.

A proposta do fim do foro privilegiado é vulgar na forma porque, assim como em todas as outras oportunidades em que ela surge (cf. aqui), os parlamentares só começam a defendê-la quando gente que lhes é próxima começa a ser acossada pelo braço da Justiça. A proposta ora em análise, por exemplo, foi aprovada pelo Senado em 2017. Desde então, encontra-se parada na Câmara dos Deputados.

Nesse período, contam-se quatro anos de governo Bolsonaro, mandato no qual a extrema-direita não só dispunha de maioria folgada no Congresso, como ainda contava com a caneta amiga na mão do Presidente. Por que não fizeram esse esforço lá atrás, deixando-o para fazer agora? Entre outras coisas, porque as rachadinhas do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro recomendavam que o filho 01 do Jair buscasse o refrigério das cortes superiores, e não o calor do juiz de 1º grau que havia mandado quebrar o sigilo bancário dele, de Fabrício Queiroz e Cia. Ltda. Agora, quando parte dessa gente começa a sentir o bafo da PF queimando o cangote, esse pessoal vem falar em derrubar o “privilégio”.

A proposta de fim do foro privilegiado é hipócrita no fundamento porque, essa galera que agora está a defender o fim do foro privilegiado, é a mesma que defende a tese segundo a qual “bandido bom é bandido morto e enterrado pra servir de adubo”. Dê-se por entendido, portanto, que o pessoal da extrema-direita reza por outra cartilha quando é gente da sua laia é investigada. Aparentemente, para eles “bandido bom” é bandido que comete crimes – inclusive contra a democracia – desde que seja “a nosso favor”.

Por fim, a proposta do fim do foro privilegiado é vergonhosa nos propósitos a que se destina porque seu intuito não é o somente de tirar das mãos de Alexandre de Moraes a condução dos inquéritos que estão a acossar aqueles que passaram quatro anos tendo seus crimes acobertados pelas ameaças anti-democráticas de Jair Bolsonaro. Isso é só o começo. A idéia, como o próprio Senador Rogério Marinho fez questão de frisar, é anistiar todos esses criminosos, sob o argumento de que “essa é a cultura do Brasil, do apaziguamento, sem que haja possibilidade de que aqueles que cometeram crimes sejam processados de maneira adequada” (negrito nosso).

O que esse pessoal está tentando, em resumo, é simplesmente impedir que se investiguem os inúmeros crimes cometidos por Jair e sua trupe nos quatro anos de desgoverno bolsonarista, seja através de uma burla à jurisdição do STF, seja através de uma anistia direta a todos os envolvidos nesses malfeitos.

Não é hora daqueles que entendem o que está em jogo recuarem. Muito menos daqueles que, entendendo o que está em jogo, omitirem-se com medo de enfrentar as consequências de suas posições. O que a vida quer da gente é coragem, como diria Guimarães Rosa.

Anistia?

Nunca mais.

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Trilha sonora do momento

Lavrov tá saudosista, pelo visto…

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Pensamento do dia

Reputação é o que as outras pessoas pensam de você. Caráter é o que você é.

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O que passa na cabeça de Trump? ou O que quer o Laranjão?

Produzir uma análise sobre mentes alheias é algo que atormenta o mundo desde quando Freud resolveu mergulhar na psiqué humana. Se nem o barbudo austríaco conseguiu realizar essa façanha, não será este que vos escreve que conseguirá. Ainda mais quando se está diante de uma mente claramente perturbada como a de Donald Trump. Aventurar-se para além da cabeleira laranja do topetudo presidente norte-americano é quase como entrar sem equipamentos de proteção numa área com contaminação nuclear.

Para piorar, há ainda o risco de o sujeito se confrontar com o dilema de Nietzche: quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha de volta para você. Mesmo assim, como o do Brasil está na reta e, com ele, estamos todos nós, vamos analisar algumas hipóteses para tentar compreender o que se passa na cabeça do Laranjão.

Hipótese metódico-racional

Vamos supor, por um momento, que Donald Trump não é louco. Ele apenas – como Hamlet – finge a loucura para melhor disfarçar suas intenções. Assim, como diria Shakespeare na obra homônima, though this be madnesse, yet there is method in’t (embora seja loucura, ainda assim há método nela). Na hipótese de que tudo não passe de um plano maquiavélico urdido por uma mente brilhante a serviço do mal – o mal, aliás, encarnado em sua mais tosca forma -, os atos do Nero Laranja poderiam ser assim compreendidos:

Trump sabe que os Estados Unidos estão em declínio e que a ascensão da China como superpotência é inevitável. Como isso ainda não aconteceu de fato e o Grande Irmão do Norte mantém boa parte da sua influência geopolítica, o Laranjão quer forçar o resto do mundo a alinhar-se com os Estados Unidos e, por conseguinte, afastar-se da China. Assim, quando a verdadeira guerra vier – seja ela econômica ou real, com armas – haverá “mais mundo” do lado dos Estados Unidos do que da China.

Nessa hipótese, faz sentido que os três países com maior tarifação dos Estados Unidos atualmente seja, pela ordem, China, Índia e Brasil. A Rússia (o “S” do Brics”) já estava sancionada até o talo desde o governo Biden, com direito inclusive ao confisco de suas reservas internacionais. Fora isso, Trump ameaça abertamente os demais países que negociam com os russos uma tarifação adicional, com o propósito de cortar o oxigênio econômico que mantém viva a Grande Mãe Rússia.

Dada a aleatoriedade dos movimentos de Donald Trump e a forma com a qual ele se comporta no tabuleiro do xadrez global, é difícil acreditar que tudo isso seja parte de um grande e estruturado plano de manutenção da posição de poder dos Estados Unidos no cenário geopolítico.

Para além do fato de que, em sua grande parte, as ações do Laranjão alienam aliados históricos (como Japão, Canadá e o próprio Brasil), o resultado concreto é o inverso do pretendido: muitos países estão correndo para os braços de Papai Xi, por considerarem que, hoje, a China é um parceiro muito melhor e mais confiável do que os americanos.

Isso nos leva à segunda possibilidade:

Hipótese loco, mucho loco

Donald Trump pode simplesmente ser doido. Doido muito doido, aliás. Há dezenas de evidências a esse respeito. Fora a tendência quase patológica pela mentira (hoje mesmo ele diz que o Brasil aplica “tremendas tarifas” contra os produtos americanos, o que agora todo mundo sabe que é mentira), ninguém sabe que tipo de dano foi provocado nessa mente perturbada quando viu, muito concretamente, a chance de enfim ser responsabilizado pelas vigarices que cometeu na vida. Não custa lembrar que, caso não tivesse sido eleito, Trump provavelmente estaria hoje curtindo uma cana dura em alguma prisão do estado de Nova Iorque, por ter falsificado documentos contábeis de suas empresas para ocultar o pagamento de suborno a uma atriz pornô com a qual manteve um caso extraconjugal.

Em seu primeiro mandato, o Nero Laranja de certa forma “rendeu-se” ao establishment, nomeando para cargos-chave de sua administração gente com experiência de vida e não acreditava que a Terra era plana. Jerome Powell no FED, por exemplo, talvez seja o melhor exemplo disso. Mesmo assim, Trump ainda foi alvo de dois processos de impeachment (feito inédito em 250 anos de Estados Unidos) e, quando deixou a presidência, foi alvo de uma série de processos criminais.

Ponha-se, agora, no lugar dele: o que você, tendo uma mente perturbada, faria caso tivesse a chance de tentar de novo? Jogaria by the book e seria um nice guy? Ou tentaria de todas as formas transformar a República numa espécie subvertida de autocracia, para garantir que nada de mal lhe aconteceria?

O problema, nesse caso, é que nem sempre tudo sai como o esperado. As tarifas aumentam a inflação, que aumenta a insatisfação de seus eleitores e, pior, torna mais difícil a vida do FED em cortar juros. Por mais tendências autocráticas que tenha, Trump teria que ser um completo alucinado para jogar a nação inteira contra ele e, ainda assim, acreditar que vai sobreviver apenas na base da repetição incessante do mantra Make America Great Again.

Hipótese loco, pero no mucho

Trump pode ser doido, mas não rasga dinheiro. Esse é um pensamento mais ou menos unânime entre analistas políticos mundo agora. Nesse caso, a idéia do Laranjão gira em torno basicamente de duas idéias: 1) tentar dar uma solução para a dívida americana; 2) arrumar meios de manter o descarado populismo com o qual governa a outrora admirável “maior democracia do mundo”.

Nessa hipótese, se os Estados Unidos possuem déficit com o resto do mundo, a solução é fácil: vamos simplesmente tarifar as exportações dos outros países pra gente. Com o dinheiro arrecadado, eu consigo grana pra cortar impostos e distribuir dinheiro em espécie pro meu eleitorado. De quebra, a perspectiva de uma recessão – por conta da guerra tarifária – faz com que o FED seja obrigado a cortar os juros, diminuindo a pressão para refinanciamento da dívida em dólar (1/3 dela vence neste ano).

O problema, como todo mundo sabe, é que o juízo do Nero Laranja nunca foi muito bem ajustado. Daí seu comportamento de elefante em loja de porcelanas. Ele quer uma coisa, mas não sabe direito como vai chegar nela. Dotado de uma personalidade infantilmente narcisística, o Nero Laranja prefere descer o porrete em todo mundo. “Eu mando e acabou-se. Quem não me seguir, que se exploda!”

Obviamente, o mundo não opera mais sob uma lógica unipolar. Se mesmo nos áureos tempos seria difícil para os Estados Unidos impor aos outros países uma agenda impopular de maneira tão antipática, que dirá agora, quando os sinais de declínio da superpotência são evidentes. Dentre as três, essa parece ser a possibilidade mais plausível.

Fazer o quê?

Seja como for, o fato é que ninguém sabe ao certo o que se passa naquela cabeça tingida de laranja com pó de Cheetos. Trump pode ser um grande gênio do mau, um doido varrido, ou apenas um indivíduo com o ego profundamente fragilizado, que precisa ficar se reafirmando o tempo todo como forma de enfrentar a própria insegurança. Who knows?

Diante da impossibilidade de fechar um diagnóstico preciso sobre o Nero dos nossos tempos, só nos resta tentar nos proteger da melhor forma possível e resistir. Trump é uma tempestade, mas tem data pra acabar. Em três anos e meio, ele não estará mais na presidência dos Estados Unidos. E, em novembro do ano que vem, se os anjos ajudarem, ele deixará de ter maioria no Congresso, tornando-se antecipadamente um pato manco. Até lá, busquemos o lenitivo no ditado nordestino:

“Ninguém escapa de pedrada de doido ou de coice de burro”.

🤷🏻‍♂️

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Trilha sonora do momento

Ah, se todo mundo fizesse essa pergunta…

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Pensamento do dia

Ficar sozinho às vezes pode ser bom, mas ninguém pode escapar do fato de que a solidão é imperfeita.

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Trilha sonora do momento

Autoexplicativo.

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Pensamento do dia

Se você fizer errado, todo exercício de musculação é para a lombar.

#FicaaDica

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A construção de Itaipu, ou A tragédia de Sete Quedas

Um dos lugares mais interessantes para se conhecer no Brasil é Foz do Iguaçu. Palco geográfico da chamada “tríplice fronteira” (Brasil-Paraguai-Argentina), Foz do Iguaçu compõe, ao lado do Rio de Janeiro e talvez mais umas três cidades, o circuito turístico obrigatório de quem quer conhecer o Brasil e se deslumbrar com suas belezas naturais.

Muita dessa relevância turística se deve, é claro, às famosas Cataratas do Iguaçu. Dotada de uma organização que não faz feio em qualquer lugar do mundo, as Cataratas são destino incontornável de quem vai visitar aquele recanto no Sul do Brasil. A entrada é organizada por horários, de modo a não haver (muita) aglomeração de turistas, e o traslado é feito através de ônibus do próprio parque. Além do passeio de barco conhecido como Macuco Safari, através do qual você vai rio acima até a beira das Cataratas (como direito a “banho”, caso você opte pelo “passeio molhado”), há ainda a opção de trilhas e passeios de bicicleta, em um dos resquícios de mata atlântica mais bem preservados do país.

Ao lado dela, a outra visita obrigatória é a de Itaipu. Maior usina hidrelétrica do mundo até a inauguração da usina de Três Gargantas na China, Itaipu é, sem sombra de dúvidas, uma maravilha da engenharia mundial, em geral, e um orgulho para a engenharia brasileira, em particular. São 14 mil gigawatts de potência, geradas através de 20 turbinas. A dimensão da usina é tão absurda que a vazão de apenas duas de suas turbinas equivale à vazão média de TODAS as cataratas do rio Iguaçu.

Curiosamente, no entanto, no passeio de Itaipu, ninguém fala ou sequer faz referência àquela que era a maior maravilha natural de Foz do Iguaçu e, possivelmente, do próprio Brasil. Em um aparente processo de “apagamento histórico”, um dos marcos naturais mais famosos da geografia nacional é simplesmente esquecido pelos guias e pelos vídeos explicativos. Trata-se, aqui, das outrora famosas “Sete Quedas”.

Sete Quedas, ou “Salto do Guaíra”, era um complexo de cachoeiras que rivalizava em grandeza e em beleza com as Cataratas do Iguaçu. Eram 18 cachoeiras principais, divididas em setes grandes grupos (daí o nome de “Sete Quedas”). O volume de água médio do complexo era duas vezes maior do que as tão propaladas Cataratas do Niagara, nos Estados Unidos, e treze – isso mesmo, TREZE – vezes maior do que o das Cataratas. Com algumas quedas chegando a mais de 40m, Sete Quedas era considerada a maior queda d’água em volume do planeta. Visitantes do Brasil e do mundo inteiro vinham a Foz do Iguaçu apenas para conhecer essa maravilha da natureza.

Todavia, havia um governo militar no meio do caminho. Desde a assinatura do primeiro acordo de cooperação entre Brasil e Paraguai nos anos 60, sabia-se que os gorilas queriam explorar o potencial hidráulico daquela quantidade colossal de água. A altura impressionante de Sete Quedas, associada ao volume boçal de água, tornavam a geografia do local o pretexto perfeito para construir uma imensa hidrelétrica na região. Como a potência de uma usina é proporcional à força com a qual a água é capaz de mover suas turbinas, tamanha queda e volume de água certamente propiciariam um gigantesco potencial energético.

Do ponto de vista estritamente elétrico, a solução era óbvia. Itaipu geraria mais de 90% da energia consumida pelo Paraguai e mais de 25% da energia que o Brasil consumia à época. Dividida à metade, a energia produzida pela usina pertenceria aos dois países. Como o Paraguai simplesmente não tinha como consumir tanta quantidade de quilowatts, o acordo de Itaipu previu que a energia excedente seria obrigatoriamente vendida ao Brasil. Tendo pagado pouco ou quase nada da construção da usina, o Paraguai ganhou autonomia energética cedendo praticamente só a autorização para que o Brasil a construísse.

Do ponto de vista ecológico, contudo, o buraco era mais embaixo. Pelo projeto original, a construção de Itaipu implicaria um reservatório de absurdos 1.350 km². Pela altura da barragem, dentro dessa imensa área alagada submergiria, sem direito a defesa, o Salto de Sete Quedas. Ambientalistas da época argumentaram que, caso o trajeto da represa fosse alterado, ou mesmo a barragem não tivesse um pé direito tão alto, o alagamento de Sete Quedas poderia ser evitado.

Mas, como sabemos, o Brasil vivia uma ditadura. E, numa ditadura, mandam os burocratas. O restante cala a boca ou enfrenta as consequências, incluindo perseguição, tortura e morte. Durante mais ou menos uma década, Itaipu foi sendo erguida naquele ponto específico do rio Paraná, ao sul de Sete Quedas.

Quando a construção foi finalizada e as comportas da usina iam se fechar para represamento da água, a comoção foi geral. Milhares de pessoas acorreram para Foz do Iguaçu, na esperança de ver pela última vez a maravilha das Sete Quedas. No meio do tumulto, muita gente se aglomerou em uma das pontes que permitia a visão das Sete Quedas. A ponte rompeu pelo peso e trinta e duas pessoas morreram depois de caírem no rio. À tragédia ambiental somava-se a tragédia humana.

Como se isso não bastasse, a construção de Itaipu não ficou marcada apenas pela morte metafórica de Sete Quedas. Outra morte – esta literal – também marcaria a obra. E, assim como outros escândalos da ditadura militar, foi convenientemente varrido para debaixo do tapete.

Dionísio Bohn, dono de uma empresa de materiais de construção, afirmou que havia sido pressionado a participar de um esquema de corrupção envolvendo políticos e empreiteiras responsáveis pela construção da usina. Bohn chamou a imprensa e apresentou documentos que, em tese, comprovariam o esquema de corrupção. Pouco tempo depois, o empresário foi encontrado morto dentro do seu carro. Causa mortis? Um “suicídio” com monóxido de carbono. Escaldada pelos diversos casos de presos suicidados durante o regime militar, a opinião pública jamais engoliu a versão oficial da morte de Bohn. Obviamente, depois disso o caso não foi investigado e, com o tempo, acabou sendo esquecido.

O “legado” de Itaipu, portanto, é bem controverso. Na época do “Brasil Grande”, o país construiu a maior usina hidrelétrica do planeta. Conseguiu, assim, provar ao mundo que era capaz de construir obras formidáveis utilizando unicamente tecnologia nacional. Mas, olhando para o destino de Sete Quedas e as outras denúncias que a envolveram, a pergunta que fica é:

“Valeu a pena?”

Abaixo, um breve documentário sobre Sete Quedas:

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Trilha sonora do momento

E não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal

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