Trilha sonora do momento

Tradicionalmente, os finais de semana não trazem atualização aqui no Blog.

Todavia, como hoje é um dia especial, vamos quebrar um pouco da tradição, porque o povo brasileiro merece.

Grrrrraaaaannnnndddddeeeee dddddiiiiaaaa!!!

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Recordar é viver: “Un musée pour la vie entière”

Eu sei, eu sei.

Já faz algum tempo desde o roubo do Louvre.

De toda forma, vale a pena recordar um dos posts mais antigos deste espaço, que trata justamente sobre ele.

É o que você vai entender, lendo.

Un musée pour la vie entière

Publicado originalmente em 22.2.11

Esqueça National GalleryMuseo del PradoSmithsonian… Se há um museu que você tem que visitar, ao menos uma vez na vida, esse museu é o Louvre.

O Louvre é museu. Na verdade, é os museus. Sim, porque o Louvre são uns 15 museus reunidos em um só. Quer ver antigüidades egípcias? Tem. Quer ver pintura renascentista? Tem também. Arte flamenca, esculturas clássicas, pintores espanhóis, relíquias persas? Tem, tem, tem. E olha que tiraram as pinturas modernas e impressionistas dos Sex. XIX e XX e trasladaram par ao Museu D´Orsay.

Esse é um dos problemas do Louvre. Ele é grande demais. Mesmo que você queira, você jamais conseguirá visitá-lo todo em um único dia. Com muita disposição e uma certa dose de boa vontade, talvez você consiga andar por todo o museu em um único dia (isso, é claro, se você não reparar no que há nas paredes). Não sem sair com as pernas latejando e o corpo implorando por uma cama para arriar.

Antes de tornar-se um museu, o Louvre era um palácio real. Construído e reconstruído diversas vezes, passando por várias ampliações, o então “Palais des Tulleries” acabou se tornando o maior palácio real da Europa.  Seu último hóspede foi Luís Bonaparte, vulgarmente conhecido com Napoleão III. Nouveau riche como só ele, Luís Bonaparte fez decorar o palácio com que havia de mais lindo – e caro – na época. Não por acaso, parte do Louvre daquela época foi mantida, e hoje funciona como uma atração em separado, os chamados Aposentos de Napoleão III.

E aí está o outro grande problema do Louvre. O prédio em si mesmo é uma atração à parte. Por incrível que pareça, há salas onde o encanto é maior ao se olhar a estrutura e a decoração do edifício do que as obras que estão penduradas nas paredes. É por isso que muitas pessoas dizem que, como museu, o Louvre é um equívoco, porque sua beleza e imponência funcionam como distração para o visitante.

De todo modo, algumas das mais belas obras já concebidas pelo homem estão lá. A Vênus de Milo, que flutua soberana em uma sala enorme, onde só há ela:

Vitória de Samotrácia, ou Vitória Alada:

E, é claro, A Mona Lisa (se bem que você provavelmente vai se decepcionar com o tamanho da tela):

Isso para não falar do Código de Hammurabi, das relíquias fenícias, das múmias egípcias, e etc, etc, etc…

Visitar o Louvre exige planejamento.

Primeira dica: Chegue pelo metrô. A estação Palais Royal – Musée du Louvre permite que você entre direto pelo Carrossel, onde a fila da segurança é um pouco menor do que na pirâmide, que é a entrada principal. Há ainda as entradas laterais de Sully, Richelieu e Denon. Em todas você vai passar pelo mesmo esquema de segurança; o que vai diferenciar é o tamanho da fila. Aí vai um plano geral do Louvre:

Segunda dica: compre o Paris Museum Pass. Assim, você pode pular a fila do ingresso e entrar direto nas entradas. Uma fila a menos. Ou então, se você viaja on bugdet, planeje sua viagem de modo com que sua visita ao Louvre caia no primeiro domingo do mês. Nesse dia, a entrada é franca, e você poupa algumas eurotas pra gastar com bugigangas.

Terceira dica: Leve água e alguma coisa pra beliscar enquanto anda, pra não ter que ficar saindo do roteiro toda vez que sentir sede ou fome.

Quarta dica: Escolha no mapa quais as atrações que você quer ver. A não ser que você seja muito pretensioso, esqueça a idéia de conhecer tudo de uma vez só, num único dia. Veja o que você mais quer conhecer e planeje os deslocamentos dentro do Louvre. Nos mapas estão indicadas as salas e as atrações mais conhecidas, o que ajuda no seu planejamento. Aí abaixo vão os mapas de dois andares do museu:

No mais, tente conter a emoção e profitez le paysage. Acredite: nunca mais na vida você será o mesmo depois de conhecer o Louvre.

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Trilha sonora do momento

E agora virou moda fugir para os Estados Unidos…

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Pensamento do dia

Nunca minta para alguém que confia cegamente em você.

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Trilha sonora do momento

No Dia da Consciência Negra, nenhuma música é mais simbólica do que essa…

Vida de negro é difícil…

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Pensamento do dia

Quem não luta contra o racismo, sustenta-o.

#ProntoFalei

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A encrenca do Banco Master, ou Essas “coincidências” da vida

Não foi surpresa pra ninguém.

Cambaleando há mais de um ano, o Banco Master – fintech comandada pelo agora notório Daniel Vaccaro – era o principal candidato a bater no guichê de “quebrados” do Banco Central. A única dúvida era quando. A despeito da imensa articulação política feita nos bastidores para salvar Vaccaro e sua casa bancária, não teve choro nem vela: o BC decretou a liquidação extrajudicial do banco.

Ao contrário das empresas, digamos, “comuns”, os bancos não quebram propriamente. Ou, para ser mais preciso, eles não vão à falência de cara. Com vistas a assegurar a solvência do sistema financeiro como um todo, o Banco Central não pode esperar pela Justiça para que uma ação falimentar seja proposta e, só depois de muita discussão, encerre-se as atividades do banco quebrado. Assim, ele decreta diretamente, de forma administrativa, a liquidação da casa bancária insolvente. Daí pra frente, a coisa segue mais ou menos o esquema da falência: apura-se quanto há de ativo e de passivo, e depois se divide o que há de patrimônio entre os credores.

Desde a crise bancária posterior à implementação do Real, quando duas dúzias de bancos falidos foram à bancarrota com o fim da ciranda inflacionária, pensou-se numa solução para “restaurar a confiança” no sistema. De um lado, a Viúva – sempre generosa – enterrou uns bons bilhões no famigerado Proer, que nada mais era senão uma forma elegante de enterrar dinheiro público para salvar banqueiros encalacrados, sem promover a devida responsabilização penal dos fraudadores. Do lado dos correntistas, criou-se o Fundo Garantidor de Crédito, o agora famoso FGC. Até um determinado patamar, que hoje é de R$ 250 mil por CPF, mesmo que o banco quebre, os demais garantem que o crédito será honrado.

No caso do Banco Master, o que houve foi uma espiral financeira muito semelhante a um esquema de pirâmide. Enquanto os bancos tradicionais ofereciam alguma coisa entre 90 a 100% da taxa de depósito interbancário (o tal CDI) a quem decidisse aplicar dinheiro neles, o Master oferecia de 120 a até 150% de remuneração sobre o mesmo patamar. Considerando uma taxa de juros anual média de 10% ao ano, isso significa, com arredondamentos grosseiros, que, se o sujeito investisse R$ 1 mil em um CDB do Banco Master, tiraria ao final do período algo como R$ 1.150,00, ao passo que o mesmo investimento em um banco tradicional traria um retorno de apenas R$ 1.100,00.

Para quem sabe fazer conta, parecia claro que em algum momento esse esquema de bicicleta iria à breca. Quando os novos investidores parassem de aportar seus dinheiros na casa de Daniel Vaccaro, não haveria como remunerar aqueles que tinham investido há mais tempo. Para maquiar o buraco patrimonial, sabe-se agora que o Master resolveu maquiar o balanço, inventando uma carteira fictícia de aproximadamente R$ 12 bilhões de reais.

Até aqui, tem-se “apenas” mais uma mandrakaria financeira dos “jênios” da Faria Lima. O problema são as coisas que começaram a acontecer depois disso.

Sabe-se que Vaccaro ofereceu sua carteira bichada para o Banco Regional de Brasília. Os R$ 12 bilhões da carteira fictícia do Master seriam comprados pelo BRB com R$ 2 bilhões bem reais do banco estatal. Uma vez que jabuti não sobe em árvore, não é preciso muito esforço para ver que há caroço nesse angu.

Como a diretoria do BC remanchasse a autorização da compra, o Centrão dinheirista do Congresso apresentou um projeto para permitir ao Parlamento demitir os diretores do Banco Central. Tratava-se de uma chantagem explícita. Pior. Expoentes do Centrão pretendiam votar o projeto à la Lira, isto é, tratorando os ritos procedimentos normais e produzindo uma norma como se assa um sanduíche no microondas. Felizmente, a idéia foi abatida em vôo. Numa outra ponta, o Senador Ciro Nogueira propôs uma emenda na legislação do FGC, para aumentar a garantia do fundo de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. Não só isso. Batalhou entre seus pares para enterrar um CPI para investigar Vaccaro e o Banco Master.

Parecem muitas coincidências para um caso só?

Mas elas não param por aí.

Há dois meses, a Polícia Federal e o Gaeco de São Paulo deflagraram a Operação Carbono Oculto. Atingindo o coração financeiro do Primeiro Comando da Capital, a Operação descobriu que mais de R$ 40 bilhões estavam sendo lavados através de fundos de investimento na Faria Lima. A mesma avenida que abriga os famosos operadores de “o Mercado”, que adoram arrotar palavras como “compliance” e “eficiência”, ao mesmo tempo em que condenam a distribuição de dinheiro do orçamento para os pobres. Há registro de que pelo menos um desses fundos usou o Banco Master para operar a lavagem do dinheiro do PCC.

Na outra banda, como resposta à Operação no Rio de Janeiro, o governo federal enviou um projeto destinado a combater as facções criminosas. Hugo Motta, o presidente da Câmara, repassou o projeto para Guilherme Derrite. Deputado federal licenciado, Derrite ocupa a Secretaria de Segurança de Tarcísio de Freitas, principal candidato ao posto de “anti-Lula” nas eleições do ano que vem.

Como relator do projeto, Derrite produziu um desastre. Além de quatro versões diferentes em menos de uma semana, o resultado final do relatório do Secretário de Segurança de Tarcísio é no mínimo curioso. Além de tirar dinheiro da PF, principal responsável pelo combate às grandes redes de lavagem de dinheiro, Derrite tornou mais dificultosa a retomada dos bens adquiridos com o produto do crime pelas facções. Se a idéia era atacar facções criminosas como o CV e o PCC, por que asfixiar financeiramente a PF? E por que tornar mais difícil o sequestro dos bens dos criminosos?

Com as conexões políticas que tem, Daniel Vaccaro sabe muito bem que, se abrir o bico, pode detonar um processo de barata-voa épico na capital federal. Numa fase em que os tubarões ainda tateiam a água para saber se o mar está pra peixe, uma hecatombe dessas proporções pode bagunçar definitivamente o coreto das autoridades.

Afilhado político de Arthur Lira, Hugo Motta pode ter pensado que estaria dando uma grande ajuda para Tarcísio de Freitas quando nomeou seu Secretário de Segurança para relatar o projeto contra as facções. Mas quem é que estava se articulando para ser vice de Tarcísio na chapa oposicionista no ano que vem?

Ciro Nogueira.

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Trilha sonora do momento

E tem gente que continua achando que só tem bandido nas favelas.

Não conseguem enxergar os que são boa-pinta e andam por aí engravatados, em convescotes com políticos e flanando por Brasília…

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Pensamento do dia

As pessoas inteligentes não se ofendem. Elas apenas tiram suas conclusões.

#FicaaDica

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Trilha sonora do momento

Com a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, dizem que o clima em Brasília tá mais ou menos assim…

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