13 anos Dando a cara a tapa – Semana especial de aniversário: As previsões econômicas de 2024

Pois é, meus amigos.

De volta ao batente à vera aqui no Blog, vamos iniciar nossa tradicional semana especial de aniversário pelo embate épico entre os chutes assumidos deste que vos escreve e as “previsões” (risos) dos çábios de “o Mercado” (o financeiro, não o Walter).

Apesar do Blog já ter soprado treze velinhas, este será apenas o décimo embate anual entre o Autor e os supostamente entendidos analistas de finanças. Até agora, o placar marca um vexaminoso 7×2 pro Dando a cara a tapa nessa tragicômica disputa entre estimativas baseadas em sentimentos sem fundamento algum (o Blog) e aquelas produzidas por gente mui regiamente pagas para isso (o Mercado). Sim, porque este será verdadeiramente o caso de “rir para não chorar”, tendo em conta que até a política econômica do Governo leva em consideração os números que os çábios chutam – isso mesmo: CHUTAM – naquilo que o Banco Central resolveu chamar pelo pomposo nome de “Boletim Focus”.

Lembrando que o regulamento autodefinido do Dando a cara a tapa privilegia o pessoal de “o Mercado” ao conceder-lhes o direito de “jogar em casa” (ou seja, o empate é deles), vamos ao apanhado dos números do ano passado, para saber quem levará a taça neste ano (para conferir, clique aqui):

“1 – Inflação:

– Focus: 5,36%.

– Blog: 5,9%.

2 – Dólar:

– Focus: R$ 5,28.

– Blog: R$ 4,80.

3 – PIB:

– Focus: 0,78%.

– Blog: 1,2%.

4 – Saldo da balança comercial:

– Focus: US$ 56,61 bilhões.

– Blog: US$ 60 bilhões.

5 – Taxa de juros ao final do ano:

– Focus: 12,25%.

– Blog: 13%”.

No primeiro quesito, os çábios abrem o placar. Enquanto o Autor chutou 5,9% para o IPCA do final do ano, o Focus previu uma carestia um tantinho menor, de 5,36% em 2023. Nenhum dos dois acertou em cheio, mas como a inflação apurada pelo IBGE terminou o ano em 4,72%, é justo dizer que o pessoal de “o Mercado” chegou mais perto de acertar. 1×0 contra o Blog (Será que dessa vez eles conseguirão diminuir a desvantagem histórica?)

A alegria, contudo, dura pouco, porque já no segundo quesito o ataque implacável do Dando a cara a tapa já empata com um golaço quase certeiro. Enquanto o Focus chutou um dólar no final de 2023 em R$ 5,28, o Blog leu nas nuvens R$ 4,80. E qual foi o preço da verdinha norte-americana no último pregão de 2023? Incríveis R$ 4,85, a meros cinco centavos do chute deste que vos escreve. O placar marca agora, portanto, 1×1.

Como desgraça pouca é bobagem, depois do empate o pessoal do Focus já leva logo a virada. Sim, porque enquanto os “analistas” (risos) previram um PIB de meros 0,78%, o Blog chutou algo um tantinho maior, 1,2%, Embora o IBGE ainda não tenha divulgado números finais do apurado de 2023, as estimativas mais apuradas indicam que o número ficou ao redor de 3%. Uma vez que o Blog chegou mais perto do número final, tem-se agora 2×1 no cômputo geral da disputa.

Para não deixar dúvidas de que as previsões dos çábios não valem realmente nada, no quarto quesito, saldo comercial, o Blog já encerra logo a parada, chegando ao terceiro tento na disputa. Enquanto o Focus previu um saldo de US$ 56,61 bilhões em 2023, o Blog cravou US$ 60 bi de diferença nas trocas com o exterior. No final das contas, o saldo comercial literalmente estourou a boca do balão, atingindo impressionantes US$ 98 bi no ano passado. 3×1 no placar, restando aos “analistas” apenas rezar para que a derrota não se transforme numa goleada no próximo quesito.

E parece que o bom Deus se apiedou dos çábios, porque aqui eles conseguem diminuir a diferença, marcando o segundo gol na disputa com o Blog. Enquanto este que vos escreve previu uma SELIC ao final do ano de 13%, o Focus chutou 12,25%. Como o BC reduziu a taxa no final do ano passado, para 11,75%, essa vai pra conta de “o Mercado”, dando números finais à partida: 3×2. Em uma década de disputa, portanto, temos vitórias do Blog em 80% das disputas.

E o que isso prova?

Como todo fiel leitor deste espaço já sabe, absolutamente nada. A única certeza nisso tudo é que, se você resolver se aventurar no mercado financeiro, utilize seus próprios conhecimentos ou intuições. Não terceirize suas decisões de investimento a ninguém, muito menos a çábios que não conseguem enxergar um palmo na frente do nariz.

Encerrada a disputa do ano passado, vamos às previsões das respectivas Bolas de Cristal para este ano que se inicia:

1 – Inflação:

– Focus: 3,90%.

– Blog: 4,3%.

2 – Dólar:

– Focus: R$ 5,00.

– Blog: R$ 4,65.

3 – PIB:

– Focus: 1,59%.

– Blog: 2%.

4 – Saldo da balança comercial:

– Focus: US$ 70,50 bilhões.

– Blog: US$ 80 bilhões.

5 – Taxa de juros ao final do ano:

– Focus: 9%.

– Blog: 8,5%.

Alea jacta est. Daqui a um veremos quem esteve com o chute mais calibrado.

Quem viver, verá.

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Trilha sonora do momento

Voltando à rotina em modo full on.

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Pensamento do dia

Domingo é aquele dia ruim que você não quer que acabe, porque senão vem a segunda-feira, que é muito pior.

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Recordar é viver: “Os 50 anos do Tri”

Recomeçando a seção nostalgia aqui do Blog, vai uma pequena (e atrasada) homenagem a Mário Jorge Lobo Zagallo.

Sim, porque o que ele fez para produzir a maior, a mais vistosa e a mais inesquecível seleção de todos os tempos nunca foi inteiramente reconhecido, nem pela torcida, muito menos pela imprensa.

É o que você vai entender, lendo.

Os 50 anos do Tri

Publicado originalmente em 25.6.20

Talvez a pandemia tenha tirado um pouco do brilho das comemorações, mas, no último dia 21 deste mês, completaram-se 50 anos desde que o escrete canarinho bateu a Itália no Estado Azteca, na Cidade do México. Numa só tacada, os comandados de Zagallo conquistaram o tricampeonato mundial da Fifa, receberam em definitivo a taça Jules Rimet e consagrou nomes como Gérson, Rivellino, Tostão e, claro, Pelé no panteão dos grandes craques do futebol mundial.

Isso é o que todo mundo sabe. Mas como se chegou naquele mágico dia 21 de junho de 1970 é coisa completamente diferente. Quem viu aquele time ser construído dificilmente apostaria que dali sairia o melhor, o mais técnico, mais vistoso e o mais insuperável time de todos os tempos.

SELEÇÃO BRASILEIRA DE 70 | Seleção brasileira, Seleção brasileira ...

De início, a seleção sofreu uma reviravolta a menos de três meses da competição. Até então, o técnico era o temido João Saldanha (ou “João Sem-Medo”, para os íntimos). Jornalista de ofício, comunista por opção, Saldanha montara um escrete sensacional. Nas eliminatórias para a Copa do Mundo, o time de Saldanha saiu invicto. Tal era a qualidade e a desenvoltura do time que os jogadores ganharam o apelido de “Feras do Saldanha”.

Mas, se sobrava capacidade técnica a João Saldanha, faltava-lhe o indispensável jogo de cintura para o segundo cargo mais relevante do país depois do Presidente da República. Vivendo o pior período da ditadura militar, não passava pela cabeça de Saldanha baixar a cabeça para ninguém, nem mesmo o General Emilio Garrastazu Médici. Médici fez campanha aberta pela convocação de Dadá Maravilha, ao que Saldanha respondeu: “Ele escala o ministério, eu convoco a seleção”.

O atrevimento certamente não ajudou, mas não foi (só) por isso que Saldanha caiu. O técnico teimara com uma suposta miopia de Pelé e chegou a ir à TV para explicar a razão pela qual o Rei não poderia jogar. Fora isso, no último amistoso dentro do Brasil, o time passou um sufoco absolutamente sem sentido contra o fraquíssimo Bangu. Saco de pancadas do Carioca daquele ano, o time do Moça Bonita saiu na frente (1×0) e a seleção só empatou lá pelo fim do segundo tempo, quando o próprio treinador do Bangu colocou nove – NOVE – reservas em campo.

Dois dias depois, o então presidente da Confederação Brasileira de Desporto, o belga Jean Marie Faustin Godefroid Havelange (ou “João Havelange”, como queiram), interveio na comissão técnica. “Intervir”, claro, é força de expressão, porque só Saldanha foi mandado embora. Lydio Toledo (médico), Admildo Chirol (preparador físico) e um então desconhecido Carlos Alberto Parreira (assistente) continuaram no grupo. Para o lugar de Saldanha, Havelange trouxe o bicampeão do mundo e técnico do Botafogo: Mário Jorge Lobo Zagallo.

Zagallo vinha de uma experiência de muito sucesso como treinador do Botafogo. Mesmo assim, chegara cercado de desconfiança. Não só por conta das circunstâncias em que Saldanha foi demitido, mas, principalmente, porque seu primeiro ato como treinador foi justamente convocar Dadá Maravilha para a seleção.

Em tese, o time do Brasil estava montado. Saldanha deixara a seleção pronta e arrumada para a Copa. Na sua cabeça, restaria apenas o polimento e mais alguns ajustes. O resto já estaria feito. Mas Zagallo, por óbvio, tinha outros planos.

O time-base escalado por Saldanha era Félix; Carlos Alberto, Djalma, Joel e Marco Antônio; Piazza e Gérson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Edu. Era um time de craques e muito bem equilibrado entre ataque e defesa. Mas havia um problema. Quem, em sã consciência, deixaria Rivellino no banco do time (e, de resto, de qualquer outro time)?

Do ponto de vista tático, o problema era insolúvel. O esquema-padrão naquela época era o 4-2-4, com dois volantes e dois pontas no ataque. O Brasil já tinha quatro camisas dez na sua escalação: Pelé (Santos), Gérson (São Paulo), Jairzinho (Botafogo) e Tostão (Cruzeiro). Acrescentar Rivellino  (o dez do Corinthians) à mistura significaria escalar meio time de camisas dez e rezar para que de alguma forma a combinação desse certo.

Zagallo, então, resolveu promover uma revolução tática, que não foi reconhecida à época e, até hoje, não foi inteiramente assimilada pela mídia esportiva. Mantido o goleiro (Félix), Zagallo mudou inteiramente a zaga. Deixou o capitão Carlos Alberto na lateral-direita e tirou o restante. Brito entrou como zagueiro central e Piazza foi recuado da posição de volante para a de quarto-zagueiro. Na lateral-esquerda, o contundido Marco Antônio deu lugar a Everaldo.

Mas foi do meio pra frente que Zagallo realmente chacoalhou o time. O meio seria formado por Clodoaldo e Gérson, o grande cérebro do time. Na frente, um assombro: Rivellino, Tostão, Pelé e Jairzinho. Todos craques, todos no auge da forma. Mas todos, salvo Pelé, jogando fora de posição.

Rivellino deixaria de ser o tradicional camisa 10 do Corinthians e passaria a atuar como ponta-esquerda. Um sacrilégio para a maioria, principalmente porque no banco havia dois dos maiores pontas-esquerda da história da seleção: Edu e Paulo César Caju. Tostão, 0 10 do Cruzeiro, atuaria como um “falso centroavante”, jogando de costas para o gol, de maneira a tabelar e armar as jogadas para quem vinha de trás. Já Jairzinho, 0 10 do Botafogo, fora arremessado para a ponta-direita. Só Pelé atuaria da forma com a qual estava acostumado, como 10 do Santos.

O que tinha tudo para ser um desastre revelou-se uma jogada de mestre. Com muito treino físico e três meses de intensivos treinos táticos, Zagallo conseguiu fazer com que meio time de camisas 10 jogasse como uma seleção de verdade. Se no papel o time estava montado como um 4-2-4, na prática jogava como um 4-3-3. Ou, para quem quiser ser mais moderno, como um 4-2-3-1.

Rivellino era oficialmente ponta-esquerda, mas recuava para compor o meio de campo como Clodoaldo e Gérson, ajudando na marcação e na armação das jogadas. Na zaga, Brito, Piazza e Everaldo plantavam seus pés no chão, o que liberava Carlos Alberto para avançar ao ataque quase como um ponta-direita, suprindo a “ausência” de Jairzinho como um típico ponta. Na frente, Pelé avançava de frente para o gol, enquanto Tostão ficava enfiado entre os zagueiros e de costas para a meta, ajudando nas tabelas e na armação do ataque.

Dali por diante, o que viu foi uma máquina de jogar bola. Sem dar chance a ninguém, jogando o futebol mais bonito que jamais se vira, a seleção canarinho foi derrubando um a um os adversário. De quebra, Pelé, no auge, brindava o mundo com os “quase-gols” mais bonitos de todos os tempos.

Como se tudo isso não bastasse, o encerramento dessa grande jornada, o grande fecho desse histórico time, deu-se com uma goleada de 4×1 contra a então bicampeã Itália. E não só isso. O último gol, uma pintura, é tido e havido como o gol mais bonito de todas as Copas do Mundo.

Ele começa com Tostão recuperando a bola na intermediária brasileira. Depois de rodar pela Zaga, Gérson e Pelé, Clodoaldo pega a bola e dribla quatro italianos em sequência, para só depois entregá-la a Rivellino. O “Reizinho do Parque” lançou imediatamente para Jairzinho.

Sabendo que a zaga italiana marcava homem-a-homem, Jairzinho saíra da ponta-direita e viera à ponta-esquerda, para receber a bola. Com ele, veio também Facchetti, o lateral-esquerdo italiano. Jairzinho passa então a bola para Pelé, majestoso no cabeça da área, como se dominasse todas as ações em campo.

Pelo canto do olho, o Rei vê Carlos Alberto vindo desembestado pela avenida deixada por Facchetti ao sair para marcar Jairzinho. Com toda a categoria que Deus lhe deu, Pelé simplesmente rolou a bola mansamente numa diagonal em direção ao ponto em que chegaria Carlos Alberto, como se dissesse: “Faz!”

Caprichosa, a bola ainda deu um pequeno salto antes do chute cruzado de Carlos Alberto, permitindo que o eterno “Capita” a pegasse “na veia”e encerrasse com chave de ouro a conquista mais sensacional que o futebol jamais conheceu. O melhor time, do melhor técnico, com os melhores craques, terminava sua participação naquela Copa conquistando o campeonato com o gol mais bonito de todos os tempos.

E tem gente que ainda não acredita em milagres…

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Trilha sonora do momento

Pra começar bem 2024, a sempre presente (pelo menos neste espaço) Zélia Duncan.

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Pensamento do dia

Não existe trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar.

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13 anos Dando a cara a tapa

Pois é, meus caros.

Conforme assinalado ontem, este pequeno e pacato recanto da Internet entra agora, oficialmente, em sua versão adolescente.

Parece que foi ontem, mas lá se vão treze anos desde que este que vos escreve resolveu assinar o WordPress e trazer o Dando a cara a tapa ao mundo. Apenas para se ter uma idéia da distância que separa este aniversário do dia do nascimento do Blog, basta imaginar que em, 18 de janeiro de 2011, o supremo mandatário da Nação era uma recém-empossada Dilma Rousseff, Bin Laden ainda estava a ser caçado pelos Estados Unidos e o último grito da moda em tecnologia era o Ipad 2.

Se tudo mudou, não espantará ninguém que este espaço também terá mudado horrores nesta quase década e meia de existência. A produção de textos dignos de receberem o nome de “posts” já subiu e já caiu, mas, de certa forma, o espaço nunca “morreu” (pelo menos, não oficialmente). Claro que essas mudanças acabaram por reduzir a quantidade de visitações que o Blog recebe diariamente, mas, como eu gosto de frisar, o Dando a cara a tapa não nasceu pra ser “famoso”. A idéia sempre foi a de produzir reflexões que saíssem do habitual e oferecessem um olhar diferente daquele que, em regra, é oferecido pela grande mídia. Sob esse prisma, modestamente, creio que o sucesso foi alcançado.

Em 13 anos de espaço, foram produzidos pouco mais de 7 mil posts, espalhados nas 20 seções que fazem deste espaço um dos mosaicos mais ecléticos da Internet. Os escritos aqui produzidos atraíram a atenção de aproximadamente 825 mil leitores. Destes, 2.725 seguiram o ensinamento deste espaço e ofereceram a cara a tapa, deixando seus comentários por aqui.

O que virá pela frente?

“O futuro a Deus pertence”, ensina o dito popular. Entretanto, o compromisso deste que vos escreve é prosseguir com a labuta semanal, sempre tentando oferecer algo que justifique o tempo perdido pelos fiéis seguidores do Blog.

Como de hábito, semanal que vem teremos nossa tradicional Semana especial de aniversário, com os prognósticos do Blog para a Economia, para o Brasil e para o mundo neste 2024 que se inicia.

Até lá, fica mais uma vez o meu muito obrigado a todos que, de quando em vez, vêm aqui desperdiçar um pouco do seu precioso para ler estas mal alinhavadas linhas. Foi para vocês que este espaço foi criado.

Cordialmente,

O Autor

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Trilha sonora do momento

Com o Blog chegando oficialmente à condição de teenager, nada melhor do que invocar o pessoal do Nirvana pra animar a festa.

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Pensamento do dia

Growing old is mandatory, but growing up is optional.

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Trilha sonora do momento

Back in business.

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