Trilha sonora do momento

E aí vai minha singela homenagem ao ser mais perfeito já concebido pelo Criador.

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Pensamento do dia

Se pra você mulher é só coxa e peito, mais vale comprar um frango.

#FicaaDica

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Oscar 2024

É isso aí, meus caros.

Mais um ano que se passa e aqui estamos nós, com nosso tradicional Bolão do Oscar.

Por mais que ninguém mais ligue pro prêmio oferecido pela Academias de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood – a ponto de a audiência da última apresentação ter ficado atrás da Peppa Pig ou algum desenho do gênero -, o fato é que, em matéria de cinema, ele ainda é a única estatueta capaz de gerar alguma comoção no público.

Não que isso tenha sido por acaso. Além da longa demora nas premiações, a qualidade do material ofertado pelo pessoal da telona tem experimentado uma queda assustadora na última década e meia. Pra piorar, se antes as tradicionais bizarrices da Academia – como premiar o enfadonho Green Book com o prêmio de melhor filme – acabavam passando batido pelo grande público, hoje, com redes sociais e tudo o mais, acabam contribuindo ainda mais para o descrédito da premiação.

A safra deste ano nem foi especialmente ruim, que fique claro. A bem da verdade, considerando o nível fraquíssimo dos últimos anos, nem seria exagero qualificá-la como uma boa safra. Ainda assim, por mais que existam filmes bons no rol de favoritos, a triste verdade é que nenhum deles é verdadeiramente memorável e marcará a história do cinema, como E o vento levou… ou O Poderoso Chefão.

Tudo indica que Oppenheimer deve abocanhar a maior parte das estatuetas relevantes em disputa, por mais que o sempre caronado Martin Scorcese tenha produzido a melhor película desta safra – Assassinos da Lua das Flores. Como de hábito, o Oscar deve apresentar poucas surpresas e muita monotonia. A conferir, contudo, se teremos mais algum “espetáculo” da série “cenas lamentáveis”, como o tapão de Will Smith em Chris Rock.

Sendo o que se tem para hoje, vamos ao Bolão do Dando a cara a tapa para o Oscar de 2024:

1 – Melhor ator: Primeira barbada da noite. Por mais que eu entregasse o prêmio de olhos fechados a Paul Giamatti por Os Rejeitados, Cillian Murphy deve levar a estatueta pra casa, pela interpretação do atormentado inventor da bomba atômica, Robert Oppenheimer.

2 – Melhor atriz: Outro pule de dez da noite. Lily Gladstone vai vencer com sobras nessa categoria. Não só pelo seu bom desempenho em Assassinos da Lua das Flores, mas também para ajudar a tirar a suja do preconceito histórico da Academia contra minorias, dada a sua origem indígena.

3 – Melhor atriz coadjuvante: Aqui temos uma disputa aberta. A maior parte dos entendidos dá de barato que o prêmio vai para Da’Vine Joy Randolph, por Os Rejeitados. Eu, no entanto, não descartaria Jodie Foster, uma atriz muito querida no ramo, por seu desempenho em Nyad. Ainda assim, chute por chute, eu apostaria minhas fichas na sempre subestimada Emily Blunt, por seu desempenho em Oppenheimer.

4 – Melhor ator coadjuvante: Nessa categoria teremos mais uma daquelas decepções geradas pelos “ajustes de contas” que a Academia costuma fazer de vez em quando. Se o caso fosse apenas merecimento, o prêmio deveria ser entregue, sem a menor sombra de dúvida, a Robert de Niro, que há muito tempo faz por merecer sua terceira estatueta. No entanto, para se redimir de caronadas de outras edições anteriores, o prêmio deve ser entregue a Robert Downey Jr., que enfim ganhará um Oscar por um trabalho que está longe de estar entre os melhores de sua carreira.

5 – Melhor filme de animação: Sem discussão. Ganhará fácil Homem Aranha: Através do Aranhaverso.

6 – Melhor Fotografia: Nesse caso, também teremos uma barbada. E, pelo menos, uma barbada merecida, porque de fato nenhuma fotografia é melhor este ano do que a de Oppenheimer.

7 – Melhor montagem: De novo barbada, de novo Oppenheimer.

8 – Melhores efeitos especiais: Os entendidos cravam Godzila: Minus one como vencedor da categoria. Eu, de minha parte, chuto que a estatueta vai para O Criador.

9 – Melhor som: Confirmando a regra de que o favorito abocanha a maior parte dos prêmios técnicos, teremos aqui mais uma estatueta para Oppenheimer.

10 – Melhor Roteiro Original:  Tem gente que aposta em Os Rejeitados nessa categoria, mas duvido muito que o Oscar não vá para Anatomia de uma queda.

11 – Melhor Roteiro Adaptado: Os entendidos cravam que American Fiction levará o Oscar aqui, mas eu prefiro apostar em mais uma estatueta para Oppenheimer.

12 – Melhor figurino: O favorito dessa categoria é Pobres criaturas. Ainda assim, para não dizerem que tiveram preconceito com um sucesso de bilheteria, acho que o pessoal da Academia acabará dando o prêmio de melhor figurino para Barbie, mesmo.

13 – Melhor maquiagem: É, o nariz de Leonard Berstein deu o que falar. E, embora Bradley Cooper esteja longe de uma performance digna de melhor ator, acho que a caracterização dele vai acabar fazendo com que Maestro receba aqui seu prêmio de consolação.

14 – Melhor canção: Categoria totalmente em aberto. Há quem chute Wahzhazhe (A Song for My People)”, de Scott George, e há quem chute I’m just Ken, de Mark Ronson e Andrew Wyatt. De minha parte, eu acho que o prêmio vai mesmo pra Barbie, mas não por essa música e, sim, por What was I made for?, de Billie Eilish e Finneas O’Connell.

15 – Melhor Direção: Melhor direção tem sido uma piada de mau gosto nas últimas edições do Oscar. Neste ano, a Academia não deve fugir à regra. Não há (pra variar) trabalho melhor do que o do Scorcese em Assassinos da Lua das Flores. Mesmo assim, quem vai levar a estatueta pra casa é Christopher Nolan, que até faz um bom trabalho em Oppenheimer, mas que não se compara ao do mestre ítalo-americano.

16 – Melhor filme estrangeiro: Aqui teremos mais uma barbada. Zona de interesse, do Reino Unido, deve levar o prêmio pra casa com os dois pés amarrados nas contas.

17 – Melhor filme: Em tese, aqui deveria haver alguma disputa. Anatomia de uma queda e Os Rejeitados são filmes que, numa safra ligeiramente pior, concorreriam fácil à estatueta máxima da noite. Numa noite à la Green Book, Barbie – com todo seu apelo sentimental – talvez levasse o prêmio pra casa. Mas, embora o melhor filme da parada seja Assassinos da Lua das Flores, vai ser difícil tirar o Oscar de Melhor Filme de Oppenheimer.

A sorte, pois, está lançada. Na próxima semana saberemos a quantas anda a bola de cristal hollywoodiana deste que vos escreve.

Quem viver, verá.

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Trilha sonora do momento

E já que a pauta do dia é a liberação da maconha no STF…

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Pensamento do dia

Se está ruim pra quem fuma maconha todo dia, imagina pra quem leva a vida de cara.

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Trilha sonora do momento

Depois que o ex-Comandante do Exército, Freire Gomes, aparentemente colocou o último prego no caixão do golpismo bolsonarista, só resta à galera desse grupo tentar encontrar consolo ouvindo Vanessa da Mata.

Por quê?

É só isso

Não tem mais jeito

Acabou

Boa sorte

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Pensamento do dia

Bebo porque no fundo do copo enxergo o vulto da pessoa amada. Bebo para que ela não morra afogada.

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Recordar é viver: “A inflação no Brasil e a grande sacada do Plano Real”

E já que hoje se completam trinta anos desde a entrada em vigor da falecida URV, vamos recordar um pouco da história do mais bem sucedido plano econômico brasileiro de todos os tempos.

Que, apesar de todos os méritos, nos legou também muitos problemas.

É o que você vai entender, lendo.

A inflação no Brasil e a grande sacada do Plano Real

Publicado originalmente em 24.10.12

Quem nasceu na década de 90 nem faz idéia, mas houve um tempo no Brasil em que o dinheiro se desfazia como pó na nossa mão. Quem recebia na segunda-feira o dinheiro para comprar o lanche na escola, tinha que pedir mais a pai e mãe para inteirar o lanche da sexta-feira. O fenômeno era representado por um monstro imaginário – o Dragão – e tinha em um instrumento banal sua expressão mais concreta – as máquinas registradoras de preço. Sim, a inflação foi um mal que atormentou o país por quase meio século.

Ela começou com mais vigor no fim do Governo JK. Feita a gastança com o Plano de Metas e a construção de Brasília, com o agravante de ter fechado as portas ao financiamento externo, o Presidente Bossa Nova instaurou um regime de corrosão do valor da moeda que, pouco a pouco, foi destruindo a noção que o brasileiro tinha do dinheiro.

Bem verdade que no começo do regime militar tentou-se dar um basta à espiral inflacionária. Tendo à frente Roberto Campos e Octávio Gouveia de Bulhões, o governo Castello Branco promoveu um verdadeiro ajuste fiscal que traria um pouco de racionalidade à política econômica.

Graças às “maldades” cometidas no governo Castello Branco, a economia estava reorganizada e preparada para crescer. Como Delfim Netto gostava de reconhecer, quando assumiu o cargo de Ministro da Fazenda, o trabalho de salsicharia já estava todo feito. Bastava-lhe afundar o pé no acelerador.

O problema é que não estava preparada para crescer a taxas de dois dígitos anuais. Não havia poupança interna suficiente para tal crescimento. Para sustentá-lo, seria necessário recorrer a financiamento externo.

Mas os gorilas não quiseram saber. Sabendo que tinham no crescimento econômico a fonte de legitimidade para sustentarem-se no poder, disseram a Delfim: “Manda brasa!”. E ele mandou.

No período de 1969 a 1973, o país cresceu a taxas de dar inveja à China atual. Por um curto espaço de tempo, foi o país que mais cresceu no mundo. De outra banda, porém, a dívida externa cresceria exponencialmente. Pra piorar, em 1973, depois da guerra do Yom Kippur, houve o primeiro choque do petróleo. Dependente à razão de 90% de importação de petróleo, o Brasil teria que baixar o nível do crescimento para depender menos do petróleo importado. Com sua miopia típica, os milicos não quiseram arriscar seu sustentáculo político. Mantiveram o crescimento do país em níveis asiáticos. Valeram-se, para isso, do financiamento das economias árabes repentinamente inundadas com dólares de todo o mundo. Os petrodólares sustentaram de modo artificial o crescimento do país até meados da década de 70.

Quando houve o segundo choque do petróleo, a inflação nos Estados Unidos explodiu. Com um só tacape, o então presidente do FED, Paul Volcker, triplicou a taxa de juros de 7% para 21%. O Brasil quebrara.

Passamos, então, a década de 80 inteira tentando apagar os incêndios causados pelos erros cometidos durante os anos 70. Sem poupança interna e sem financiamento externo, o único recurso para manter a economia viva era mandar rodar a Casa da Moeda. Com a emissão em massa de dinheiro, a inflação atingiu níveis obscenos.

Foi aí que se teve a idéia de entregar o país nas mãos de uma tróica de economistas. Persio Arida, Edmar Bacha e André Lara Resende, todos na casa dos 30-40 anos, formariam o triunvirato que, na prática, ditou os rumos da economia do país por quase uma década. O Brasil transformara-se em um laboratório de experimentação econômica. Cada idéia teórica era colocada em prática como solução milagrosa, apta a resolver o problema da inflação. E assim, na base da tentativa e erro, fomos submetidos a uma sucessão infindável de planos econômicos: Cruzado I, Cruzado II, Bresser, Verão, e por aí vai.

O que nenhum dos “gênios” tinha entendido era que nenhum plano econômico funcionaria enquanto houvesse no Brasil a chamada “correção monetária”.

Criada ainda no Governo Castello Branco por Roberto Campos, a correção monetária pretendia aumentar o valor da poupança, garantindo a proteção dos ativos contra a inflação, e, ao mesmo tempo, estimular o mercado secundário de títulos do governo, facilitando o financiamento de sua dívida. A correção monetária permitia que o valor dos ativos fosse “corrigido” nos balanços contábeis dos bancos pela taxa de inflação do período. Com isso, um bem cujo valor real fosse de 100 cruzeiros, terminaria o ano valendo 150, caso a inflação alcançasse 50% no ano.

Graças à correção monetária, a inflação deixou de ser um inimigo dos balanços dos bancos e tornou-se um aliado. Toda a depreciação inflacionária dos ativos era anulada pelo ajuste contábil da correção monetária. Foi ela que permitiu, segundo estudo de Joelmir Beting, que o Brasil ultrapassasse relativamente incólume todo esse período mesmo trocando dez vezes de moeda e sofrendo uma inflação de 1 quatrilhão por cento. (Para se ter uma idéia do tamanho do despautério, a Alemanha do primeiro pós-guerra foi à convulsão social e, depois, ao nazismo, dentre outras coisas, porque a inflação atingira “apenas” alguns bilhões por cento).

O problema com a correção monetária era seu efeito inercial. Se todos os ativos são corrigidos monetariamente pela inflação acumulada no período, a inflação futura jamais seria menor do que a inflação passada.

Foi somente em 1993 que os “gênios” entenderam que, para acabar com a inflação, era preciso acabar com a indexação econômica, isto é, a vinculação de todos os preços a índices que garantissem a correção monetária.

E aí, realmente, os sujeitos – especialmente Persio Arida – foram brilhantes. Em uma economia com uma verdadeira míriade de índices de correção (IGP, INPC, IGPM, etc), eles resolveram unificar todos os preços sob um único “indexador”: a Unidade Real de Valor, ou URV.

Depois de um período de quatro meses de conversão de todos os preços ao indexador universal, bastou fazer a mudança: “trocar” o “indexador” pela moeda. Ou seja: transformar as URV’s em Real.

Desde então, mesmo com sucessivas crises econômicas, com maxidesvalorizações cambiais pelo caminho, a inflação jamais voltou a atingir os níveis obscenos dos anos 80. Tudo porque o Plano Real acabou com o efeito inercial da inflação. Finalmente a população tinha de volta a moeda como referência de valor para a economia.

De fato, Fernando Henrique e sua equipe merecem os méritos por terem alcançado essa proeza. Mas não se devem esquecer os erros cometidos durante todo esse período. Fomos transformados por quase uma década em ratos de laboratório nas mãos de cientistas inexperientes.

O Brasil voltou a ter moeda, sim. Mas a que custo?

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Trilha sonora do momento

Depois do massacre ontem em Gaza, de uma multidão faminta em busca de alimentos, só mesmo indo de Pink Floyd pra ajudar a desopilar…

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Pensamento do dia

Quem precisa de academia, se carregamos tanto peso na consciência?

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