Os 10 melhores riffs de Rock de todos os tempos

A pauta do Blog tem andado pesada ultimamente, com tanta coisa ruim acontecendo dentro e fora do país. Para sair no noticiário negativo e tentar dar uma desopilada, nada melhor do que recorrer à seção mais adorada e presente deste espaço: a Música.

E, para não perder a mão, vamos elaborar mais uma daquelas listas de mais mais do Dando a cara a tapa. Neste caso, vamos fazer um ranking não propriamente de músicas, mas, sim, dos famosos riffs.

Desenhados prioritariamente para as guitarras, os riffs tecnicamente são uma progressão de acordes que dão a base para a sequência musical. Por isso mesmo, podem ser encontrados em qualquer lugar: no jazz, no rock, no samba e até na música clássica. Pra entender melhor, basta lembrar o Bolero de Ravel, que tem um crescendo musical inconfundível, no qual se seguem dois compassos no mesmo padrão rítmico, sem variação alguma, repetidos cento e sessenta e nove vezes.

Uma vez que definir qualquer lista de melhores é, por sua natureza, uma tarefa ingrata a quem se propõe, vamos restringir o universo musical ao gênero no qual os riffs efetivamente se tornaram famosos: o bom e velho Rock ‘n Roll.

Como toda lista, aqui vai muito do gosto de cada um. Portanto, será um erro querer tomá-la como verdade absoluta sobre a matéria. Trata-se, fundamentalmente, da expressão do gosto musical do Autor. Logo, se o dileto leitor gostar, pago-me da tarefa a que me propus. Se não gostar, pode enfiar a lista no ralo da banheira (ou em outro buraco que esteja à mão).

Sem mais delongas, vamos a ela:

10 – Smoke on the water

A grande canção do Machine head do Deep Purple inaugura nossa lista em grande estilo. Afinal, esse é o padrão do verdadeiro riff que se preza: inicia a música com um solo, segue pela música e depois volta no refrão. Quem assiste Ritchie Blackmore e ouve o som que sai da sua guitarra, logo sabe do que se está tratando.

9 – Sweet child o’ mine

Na mesma linha de Smoke on the water, mas correndo numa pista inteiramente diferente do Deep Purple, temos o antológico riff do Slash em Sweet child o’ mine. Além da impactante introdução, que salta aos ouvidos logo ao primeiro acorde, o solo no meio da música também é inesquecível. Uma obra-prima dos Guns ‘n Roses, numa época em que Axl Rose e o próprio Slash ainda eram amiguinhos.

8 – Money

Quando se fala de Pink Floyd, está se falando do estado da arte do rock mundial. Ainda mais quando se junta numa só canção, com igual patamar de dignidade, o baixo de Roger Waters e a guitarra de David Gilmour. Tal é a razão de Money ocupar o oitavo lugar da nossa lista. Se isso não fosse o bastante, Gilmour ainda nos brinda com um “solo” de três guitarras: uma tremble, uma stratoscaster e uma elétrica “normal”. É ou não é um gênio?

7 – Iron Man

Nenhuma lista de qualquer coisa de Rock ‘n Roll pode ser verdadeiramente digna se não der um jeito de encaixar o Black Sabbath de algum jeito no meio dela. Embora a escolha óbvia fosse Paranoid, como riff Iron Man é bem superior ao clássico da banda de Ozzy Osbourne. E a introdução anterior com a bateria parece que realça ainda mais os pesados acordes de Tonny Iommi. Ouça e depois me diga se não tenho razão.

6 – Come as you are

Para quem reclama que aqui só se recorre a velharias, eis aqui a prova de que isso é mentira (ok, ok, nem tanto assim). Afinal, Kurt Cobain e seu Nirvana já são filhos dos anos 90. Mesmo assim, o revolucionário grunge daquela década foi praticamente lançado com Nevermind. E, neste álbum, nenhuma música é mais marcante do que Come as you are. Duvida? Então escute de novo o riff da canção.

5 – Sunshine of your love

O 5º lugar da nossa lista é de um riff, sem dúvida. Mas, ao contrário dos demais, não é um riff de guitarra. Ou, pelo menos, não é um riff exclusivamente de guitarra. Afinal, a base da introdução de Sunshine of your love não é a guitarra de Eric Clapton, mas o baixo de Jack Bruce. A canção se tornou o clássico, e o seu riff, um das mais perfeitas reproduções de rock de todos os tempos.

4 – Day tripper

Mas é evidente que na nossa lista não poderiam faltar os Beatles, né? Em Day Tripper, John Lennon conseguiu montar seu riff quase como uma versão inglesa do rock americano dos anos 50. A versão é tão bem feita que é possível simpatizar até com o pandeiro de Ringo Star batendo ao fundo. Seja como for, é um clássico para quem curte o Fab Four.

3 – Money for nothing

Iniciando o pódio da nossa modesta lista, a medalha de bronze vai para um verdadeiro clássico dos anos 80. Porque só quem não viveu aquela época não reconhece os acordes de Money for nothing do Dire Straits. Enquanto Mark Knopfler pedia money for nothing and chicks for free, o fato é que a galera curtia adoidado. Ouça e entenda o porquê.

2 – Satisfaction

Pensavam que eu ia deixar os Rolling Stones de fora, não pensaram? Pois pensaram errado, meus caros. Afinal, nenhuma lista de riffs que se pretenda séria pode prescindir de Satisfaction e os acordes da guitarra de Keith Richards. Não só porque a música em si é excelente, mas também porque Satisfaction é praticamente o hino de uma geração. É deles, portanto, a medalha de prata aqui do Blog.

1 – Back in black

Chegando ao topo da nossa lista, o 1º lugar, medalha de ouro, best of the best, é talvez a mais pesada de todas elas. Sim, porque ninguém que escute pela primeira vez Back in black vai achar que se está diante do rock tradicional, daqueles que transita sem problemas pela sala de jantar e de estar. Não. Quando a galera do AC/DC começa a tocar, é sempre melhor tirar as crianças da sala. A história por trás da canção tem algo de trágico, mas a verdade é que se trata de um episódio de superação. Por isso mesmo, com todas as honras, o riff de Angus Young merece a cabeça da nossa lista.

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