Como pagar menos nas comunicações no exterior

Viajar implica, além dos gastos com passagens e hotéis, dispêndio de dinheiro grosso quando o assunto é comunicações.

Eu sei, eu sei, desde que inventaram o Skype ficou muito mais fácil e mais barato falar com quem ficou no Brasil (isto é, se a Microsoft não estragar tudo, agora). Mesmo assim, o Skype é a panacéia. Há certas coisas que ele não resolve. Por exemplo: falar com um companheiro de viagem. Estando no exterior, você pode até economizar ligando pra ele do Skype, mas vai se danar do mesmo jeito pagando deslocamento (o maldito roaming). Além disso, mesmo para usá-lo, você vai ter que ter uma conexão à internet. O que fazer?

Bom, pra quem leu o post sobre dicas de viagem em geral, é recomendável que você, ao escolher o hotel, verifique se ele disponibiliza acesso gratuito à net, seja por cabo ou wi-fi. Fuja dos hotéis que negam aos seus hóspedes essa necessidade de graça, pois, quando cobram, pode apostar: são os olhos da cara que pedem.

Uma solução relativamente simples é ir a uma das operadoras do país e solicitar uma conexão móvel à internet pré-paga. Sim, isso existe no exterior (apesar de ainda não existir no Brasil). Você adquire um modem daqueles tipo pen drive, coloca um chip da operadora e pimba: está conectado. Normalmente, cobra-se por hora (EU$ 1, em média), sem limite de tráfego. Num hotel, é possível que cobrem cinco vezes mais que isso. A velocidade não é nada supersônico, mas, pra quem está acostumado com a lerdeza da conexão “banda larga” brasileira, ainda assim é muito boa.

Do mesmo modo, você pode adquirir chips pré-pagos das operadoras de telefonia locais. Se não quiser gastar no aparelho, leve um do Brasil desbloqueado e compre apenas o chip. Carregue alguns poucos euros e pronto: vocês poderão se comunicar sem pagar as pornográficas tarifas de roaming e chamadas internacionais que as operadoras no Brasil cobram.

E o melhor de tudo: você pode fazer tudo isso sem nenhum documento, sem nenhuma burocracia, só com o passaporte. Quer dizer, às vezes, nem isso. Basta ter boa vontade na cabeça e dindim na mão que tudo se resolve.

Fica a dica, pois.

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