Cidades do mundo: Buenos Aires

Pra quem reclama que o Blog é muito europeu, hoje vamos visitar algo bem sudamericano. Vamos, muchachos! Vamos a Buenos Aires!

A melhor definição de Buenos Aires eu li certa vez numa revista de Viagens. “Você quer conhecer a Europa mas não tem bala na agulha? Pois Buenos Aires é a Europa possível“.

Sim, isso mesmo. Você não leu errado. Se há alguma coisa perto de nós que lembra o continente europeu, essa coisa é Buenos Aires. Há museus com pinturas de Van Gogh e Renoir, pinturas modernas, praças com lindos bosques, espaços públicos mil, segurança ao andar na rua (um pouco melhor que Madrid), e um circuito gastronômico que está entre os melhores do planeta. Acredite: quando você visitar Buenos Aires, terá certeza de que ainda temos um looooonnnngooo caminho a percorrer até alcançar o Olimpo das nações.

Por mais que as estúpidas rivalidades futebolísticas façam com que tenhamos um preconceito contra tudo que vem do outro lado do Rio da Plata, o fato é que Buenos Aires tem, sim, um ar diferente. Há uma certa distinção no ar, como se o vento lhe soprasse no ouvido: “Preste atenção. Aqui não é um país qualquer”.

E não é mesmo. Buenos Aires guarda os traços de quem se orgulha de dizer que, no começo do século XX, era a 7ª economia do mundo. Inteiramente dependente de exportações de matéria prima e de commodities como trigo e carne, mas, ainda assim, a 7ª economia do mundo. Andando pela cidade, é possível ver várias construções que evocam os tempos áureos.Por exemplo:

O Congresso, cópia do Capitólio em Washington:

O Edifício Kavanagh, no centro da cidade:

E a sede dos Correios:

Mas a cidade toda, ao menos na parte mais histórica, denuncia a influência das arquiteturas de Paris e Londres. Houve uma época em que havia até mesmo uma Harrod´s em Buenos Aires (loja onde a Rainha da Inglaterra compra miudezas, como tapetes persas e faqueiros de prata).

Hoje, é verdade, o cenário é bem diferente; a loja da Harrod´s não passa de um prédio abandonado a juntar morcegos. A Argentina deve ser a 70ª economia do mundo, se tanto. Mas – como diz o ditado – quem é rei nunca perde a majestade.

De certo modo, Buenos Aires traz a marca do argentino típico: um sujeito elegante, culto, bem apessoado que, por mais que esteja na sarjeta, não perde a compostura. Um príncipe em farrapos, eis o protótipo do portenho. Em Buenos Aires há pobreza, mas até os catadores de lixo sabem ler. E, se você tiver paciência, pode discutir a última crise internacional com eles e se surpreender com seu nível de consciência política.

É…isso é a Argentina. Ou melhor: isso é Buenos Aires.

Pra quem quiser conhecê-la, algumas dicas são importantes:

Primeiro, o metrô não é a última Coca-cola do deserto, mas funciona a contento. Fuja dos automóveis; o trânsito é dos piores do mundo, apesar das avenidas absurdamente largas (7, 8, às vezes 9 pistas). Se não tiver saco de pegar metrô, os táxis são uma boa opção. O preço é ridiculamente baixo, mas cuidado com alguns motoristas que alteram o taxímetro pra cobrar mais (até parece que tem brasileiro malaca exportando know-how pra lá).

Segundo, se não tiver pesos, não tem problema. Pode usar real ou dólar. No entanto, convém comprar pesos antes da viagem, pois nem sempre a conversão nas lojas é vantajosa para o cliente.

Terceiro, esqueça o regime. Se tem uma coisa que você tem que fazer em Buenos Aires é comer. Mas comer MESMO, como se não houvesse amanhã. Se você é fã de carne, então, faça um exame de sangue pra ver seus níveis de colesterol, triglicerídeos e ácido úrico antes de viajar e se esbalde com os magníficos cortes argentinos.

Quarto, aproveite os shoppings. Eu mesmo sou contra viajar pra ver algo que você vê todo dia aqui no Brasil, mas, no caso de Buenos Aires, vale abrir a exceção. Os shoppings de lá são um caso à parte. Magníficos, mesmo, em ambientação, em qualidade das lojas e em preço, apesar das marcas mais caras também estarem por lá.

Sem mais, vamos ao que interessa. Roteiro simples de cinco dias na Grande Capital del Sur:

Primeiro dia: vá à praça da Constituição e visite o belo Edifício do Congresso, uma construção arquitetônica finamente decorada, glória dos tempos áureos da nação Argentina. De lá, desça até a Avenida 9 de julho e ande por ela até o famoso Obelisco. Tire as fotos de lei e depois desça pela Avenida Corrientes em direção ao Rio de la Plata. Se houver tempo, visite a sede dos Correios, no gigantesco Edifício Libertador. À noite, vá visitar um dos melhores centros gastronômicos do mundo: Puerto Madero, onde há uma míriade de restaurantes para todos os gostos (embora o forte argentino seja a carne, mesmo)(dica: vá no restaurante Sottovoce, italianinho bom). Após a refeição, pra descer a comida, vá andando até a Puente de la Mujer, uma passarela estilosa que há por lá.

Segundo dia: Dia de museus. Comece pelo Museo Nacional de Bellas Artes, onde há quadros de Van Gogh, Picasso, Monet, Rubens, El Greco, e por aí vai. De lá, siga para o Malba, um museu privado de um bilionário argentino. A visita servirá também para você ficar com um pouquinho de raiva ao ver que Abaporu, de Tarsila do Amaral, está num museu argentino, e não num brasileiro. De lá, siga para Palermo Soho, pra curtir um pouquinho a noite. Jante por ali mesmo. Há algums bares que servem refeição e restaurantes mais refinados também.

Terceiro dia: você não vai a Buenos Aires e não vai visitar a Casa Rosada, e? Pois siga pra lá, tirar as fotos obrigatórias. Na mesma praça, há o Cabildo, um resto de construção histórica, onde, salvo engano, foi proclamada a independência da Argentina, o Banco de la Nación e a Catedral de Buenos Aires, que mais parece uma catedral batista. De lá, pegue um táxi até o Caminito, uma espécie de passeio pitoresco onde há bares e dançarinos de tango por todo o lugar. Se for do seu feitio, estique até La Bombonera, onde fica o estádio do Boca Juniors, um dos templos do futebol argentino. À noite, volte para Puerto Madero. A sugestão do dia é o Happening, um restaurante de carne argentina muito, mas muito bom. Descarte a sobremesa de lá e siga para o Fredo, uma rede de sorveteria que tem em todo lugar por lá. Aprecie cada colherada do sabor Dulce de leche tentación. Você vai ficar se perguntando como um sorvete pode ser tão bom.

Quarto dia: dia de andar. Primeira parada: Jardim Botânico. Uma belíssima coleção de plantas de vários lugares, com árvores enormes fazendo par com magníficas roseiras. Só tome cuidado com os mosquitos. De lá, atravesse a rua e vá até o Jardim Zoológico. Uma excelente diversão, especialmente se estiver com crianças. Não deixe de comprar o passe para participar do show dos leões marinhos. A estrela é uma figura chamada Coquito, um leão marinho resgatado de uma ilha na Antártida. À noite, hora de assistir a um show de Tango. Uma possibilidade é o Señor Tango. Fica no subúrbio, mas há vans que levam e trazem você de lá. O jantar está incluído no preço.

Quinto dia: Se estiver afim, vá até o cemitério da Recoleta. Há alguns túmulos de pessoas famosas. A estrela é Evita, mas há também Carlos Gardel e alguns ex-presidentes Argentinos. De lá, vá andar pela Calle Florida (achava que eu tinha esquecido, né?). É um belíssimo passeio e vale também para as comprinhas para você e os parentes. Uma boa opção é comprar potes e potes de Doce de Leite. Os da marca Havana são os melhores, mas no Fredo também há doce de leite de boa qualidade. Se estiver com tempo, dê uma volta pela Galeria Pacífico, mais um shopping da cidade, com a diferença de que este tem afrescos renascentistas no teto. Querendo, estique até a Plaza de San Martín, que fica no final da Florida. De lá tem-se uma bela vista da Torre dos Ingleses da Estação Ferroviária.

Bueno, es eso. Conhecer Buenos Aires demanda mais que cinco dias. Mas, nesse tempo, você pode pelo menos ter uma certeza: vai saber por que é que os argentinos são tão orgulhosos de seu país.

 

Terceiro, esqueça o regime. Se tem uma coisa que você tem que fazer em Buenos Aires é comer. Mas comer MESMO, como se não houvesse amanhã. Se você é fã de carne, então, faça um exame de sangue pra ver seus níveis de colesterol, triglicerídeos e ácido úrico antes de viajar e se esbalde com os magníficos cortes argentinos.

Quarto, aproveite os shoppings. Eu mesmo sou contra viajar pra ver algo que você vê todo dia aqui no Brasil, mas, no caso de Buenos Aires, vale abrir a exceção. Os shoppings de lá são um caso à parte. Magníficos, mesmo, em ambientação, em qualidade das lojas e em preço, apesar das marcas mais caras também estarem por lá.

Sem mais, vamos ao que interessa. Roteiro simples de cinco dias na Grande Capital del Sur:

Primeiro dia: vá à praça da Constituição e visite o belo Edifício do Congresso, uma construção arquitetônica finamente decorada, glória dos tempos áureos da nação Argentina. De lá, desça até a Avenida 9 de julho e ande por ela até o famoso Obelisco. Tire as fotos de lei e depois desça pela Avenida Corrientes em direção ao Rio de la Plata. Se houver tempo, visite a sede dos Correios, no gigantesco Edifício Libertador. À noite, vá visitar um dos melhores centros gastronômicos do mundo: Puerto Madero, onde há uma míriade de restaurantes para todos os gostos (embora o forte argentino seja a carne, mesmo)(dica: vá no restaurante Sottovoce, italianinho bom). Após a refeição, pra descer a comida, vá andando até a Puente de la Mujer, uma passarela estilosa que há por lá.

Segundo dia: Dia de museus. Comece pelo Museo Nacional de Bellas Artes, onde há quadros de Van Gogh, Picasso, Monet, Rubens, El Greco, e por aí vai. De lá, siga para o Malba, um museu privado de um bilionário argentino. A visita servirá também para você ficar com um pouquinho de raiva ao ver que Abaporu, de Tarsila do Amaral, está num museu argentino, e não num brasileiro. De lá, siga para Palermo Soho, pra curtir um pouquinho a noite. Jante por ali mesmo. Há algums bares que servem refeição e restaurantes mais refinados também.

Terceiro dia: você não vai a Buenos Aires e não vai visitar a Casa Rosada, e? Pois siga pra lá, tirar as fotos obrigatórias. Na mesma praça, há o Cabildo, um resto de construção histórica, onde, salvo engano, foi proclamada a independência da Argentina, o Banco de la Nación e a Catedral de Buenos Aires, que mais parece uma catedral batista. De lá, pegue um táxi até o Caminito, uma espécie de passeio pitoresco onde há bares e dançarinos de tango por todo o lugar. Se for do seu feitio, estique até La Bombonera, onde fica o estádio do Boca Juniors, um dos templos do futebol argentino. À noite, volte para Puerto Madero. A sugestão do dia é o Happening, um restaurante de carne argentina muito, mas muito bom. Descarte a sobremesa de lá e siga para o Fredo, uma rede de sorveteria que tem em todo lugar por lá. Aprecie cada colherada do sabor Dulce de leche tentación. Você vai ficar se perguntando como um sorvete pode ser tão bom.

Quarto dia: dia de andar. Primeira parada: Jardim Botânico. Uma belíssima coleção de plantas de vários lugares, com árvores enormes fazendo par com magníficas roseiras. Só tome cuidado com os mosquitos. De lá, atravesse a rua e vá até o Jardim Zoológico. Uma excelente diversão, especialmente se estiver com crianças. Não deixe de comprar o passe para participar do show dos leões marinhos. A estrela é uma figura chamada Coquito, um leão marinho resgatado de uma ilha na Antártida. À noite, de novo Puerto Madero. Dessa vez, a dica é o Siga la Vaca: bebida (incluindo vinho) e comida à vontade, pagando só um preço. É pra sair de lá quicando.

Quinto dia: Se estiver afim, vá até o cemitério da Recoleta. Há alguns túmulos de pessoas famosas. A estrela é Evita, mas há também Carlos Gardel e alguns ex-presidentes Argentinos. De lá, vá andar pela Calle Florida (achava que eu tinha esquecido, né?). É um belíssimo passeio e vale também para as comprinhas para você e os parentes. Uma boa opção é comprar potes e potes de Doce de Leite. Os da marca Havana são os melhores, mas no Fredo também há doce de leite de boa qualidade. Se estiver com tempo, dê uma volta pela Galeria Pacífico, mais um shopping da cidade, com a diferença de que este tem afrescos renascentistas no teto.

Bueno, es eso. Conhecer Buenos Aires demanda mais que cinco dias. Mas, nesse tempo, você pode pelo menos ter uma certeza: vai saber por que é que os argentinos são tão orgulhosos de seu país.

 

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2 respostas para Cidades do mundo: Buenos Aires

  1. Patty Zlo disse:

    Arthur
    Buenos Aires é mesmo tudo de bom . Faltou vc indicar o Café que fica na Ave. de Mayo, que agora não recordo o nome, para um final de tarde (a partir das 5h) é um espetáculo! Patty

    • arthurmaximus disse:

      Tem razão, Patty. Falha nossa. O café a que você se referiu é o Café Tortoni. Fica na Avenida de Mayo, 829. Além da boa comida, a decoração de época é belíssima. Abs.

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