Encontrando Connery

Sean Connery é um dos maiores atores da história do cinema. Indisicutivelmente, ele é o cara.

Escocês, Connery nunca aceitou muito bem o papel passivo de ser simplesmente um ator. Jamais abandonou suas causas políticas, dentre elas, a independência da Escócia.

Sean Connery surgiu para o mundo como James Bond, um espião a serviço de Sua Majestade. Até hoje, é considerado por muitos o melhor ator que interpretou o espião frio, eficiente, com licença para matar os inimigos da Coroa Britânica.

É claro, levou muito tempo até ele se desvencilhar do estigma de ser “o-cara-que-fez-James-Bond”.

Com certo atraso, a Academia de Hollywood o premiou com um Oscar de ator coadjuvante por sua atuação em Os Intocáveis. Na maioria dos casos, o Oscar empresta seu brilho ao ator/atriz. O sujeito passa a ser visto com outros olhos após ganhar o prêmio. É como se ganhasse um carimbo: “Academy approved”. Mas, no caso de Connery, foi ele quem quem emprestou seu brilho ao prêmio. Quem ganhou ou ainda vai ganhar o Oscar, poderá dizer: “Eu ganhei o mesmo prêmio que o Sean Connery ganhou”.

Há muitos e muitos filmes em que Connery aparece, sempre bem na fita.

Um dos melhores que eu já assisti dele foi um dos últimos: Encontrando Forrester.

Sensível sem ser piegas, Encontrando Forrester é um filme comovente, do inicío ao fim. Conta a história de um menino pobre, negro, do Bronx. Against all odds, o menino de 16 anos tem um talento formidável para a escrita. Por um desses acasos do destino, acaba cruzando com William Forrester, um sujeito que escreveu o “grande romance do século XX”: Avalon Landing.

Vencidas as desconfianças de parte a parte, Forrester passa a ajudar o garoto a desenvolver seu talento. Em uma das melhores cenas do filme, Forrester puxa um cadeira, senta, e começa  a bater as teclas de sua máquina de escrever. Sem entender direito o que se passa, o menino pergunta: “O que você está fazendo?”. “Escrevendo”. E o menino continua lá, prostrado em frente à máquina.William explica: “The first key of writing is to write; not to think” (A primeira dica para escrever é escrever; não pensar).

Por isso, se você de vez em quando achar que os posts desse blog estão meio desconexos, é porque o autor segue à risca esse mandamento.

Abaixo, a cena do filme, com legendas:

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Uma resposta para Encontrando Connery

  1. Pingback: A despedida de Sean Connery, ou O adeus ao maior ator do século XX | Dando a cara a tapa

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