Como não cair no golpe dos produtos falsificados

Quando alguém viaja ao exterior, normalmente vai com duas missões: a primeira, conhecer tudo e aproveitar ao máximo; a segunda, trazer a maior quantidade de muamba possível, pra escapar da verdadeira extorsão de que somos vítimas aqui no Brasil. Se não é por contra própria, é por conta dos parentes e amigos que aproveitam a sua viagem para comprar as coisas deles.

Ok. Mas como saber se aquele relógio ou aquela bolsa que você sempre sonhou, com o preço custando a metade do que aqui no Brasil, não é falsificado?

Além das dicas óbvias, tipo: não comprar de camelô, preferir lojas autorizadas, desconfiar de preço muuuiiitto mais baixo, há outras coisas interessantes. Vou tentar resumir algumas dicas principais para os produtos que normalmente as pessoas compram no exterior:

Tênis: a metade, às vezes um terço do que você pagaria por um igual aqui no Brasil, os tênis de marca são uma das primeiras opções dos compradores de primeira viagem. Como saber se o que estou comprando não é falso? Bom, a primeira coisa a fazer é verificar aquela parte do tênis que fica atrás do calcanhar. Aperte-a em direção aos cadarços, e veja se ela cede. Se ela não impuser nenhuma resistência – isto é, dobrar fácil demais -, ou quase não dobrar, pode ter certeza: é falso. Nos tênis originais, essa parte dobra após alguma força, mas fica no meio-termo entre o mole demais e o duro demais. Uma outra dica batata é tirar a palmilha. Amasse-a – mas a amasse mesmo – e depois veja se ela volta rapidamente ao normal. É o que as fabricantes chamam de memória. Ela amassa, mas rapidamente volta ao seu formato original. Nos tênis falsificados, a “memória” não passa de uma “vaga lembrança”; você amassa e demora uma eternidade pra ela voltar ao normal. Última dica: na maioria das marcas, aquele indicativo interno da origem do tênis em que há a numeração do sapato nos mais diversos países, não é costurada, mas silcada (tipo colada no tênis).

Bolsas Louis Vuiton: sonho de consumo de 11 em cada dez mulheres, as bolsas LV são também das preferidas dos falsificadores. Primeira coisa a saber: bolsa Louis Vuiton vende em loja da Louis Vuiton. “Ah, mas e quanto a Harrods, El Corte Inglés, e similares? Eles não vendem também?” Mais ou menos. Nesses casos, há uma loja da Louis Vuiton dentro dos estabelecimentos. Mas ela fica mais parecida com um estande. Se soubessem disso, muitas pessoas de Fortaleza não teriam caído nesse golpe, comprando bolsas Louis Vuiton em lojas chiques do Iguatemi. Eram todas falsas. Outra coisa importante: veja a etiqueta informando onde a bolsa foi produzida. Só há fábricas da Louis Vuiton na França, na Espanha e nos EUA. Se ela foi fabricada em qualquer outro país, não tenha dúvida: é falsa.

Bolsas Chanel: não tão procuradas como as LV, mas tão caras quanto, as bolsas Chanel também são pule de dez pra golpes de pirataria. Como saber se a bolsa é falsa? Toda bolsa LV tem um número próprio, personalizado. Você pode encontrá-lo na etiqueta de venda e dentro da própria bolsa. Além disso, ao vendê-la, a loja deve indicar na nota de venda o número da bolsa vendida. Obviamente, todos os números devem ser o mesmo.

Canetas Mont Blanc: esse é o objeto de desejo dos homens. Quanto a estas, a primeira coisa a observar é o peso. As originais são bem pesadinhas; as falsas tendem a ser bem mais leves, porque não usam – evidentemente – metais originais na fabricação. Além disso, procure ou no anel dourado ou na ponta da caneta a inscrição com o número: 4.810. É a altura do Mont Blanc, na fronteira da França com a Suíca. Toda Mont Blanc tem essa inscrição.

Aparelhos celulares: esses são bem difíceis. Uma dica boa é saber que Nokia e Motorola, por exemplo, não vendem aparelhos com dois chips e nem com TV integrada. Se tiver, é falso. Além disso, a identificação das marcas, nos originais, normalmente vem com textura em alto relevo. Os falsificadores, ao contrário, utilizam um adesivo. Passe o devo e sinta a textura. Se for lisa, é falso.

Eletrônicos da Apple: sem querer fazer propaganda, mas dificilmente você vai achar um aparelho da Apple pirata por aí. E não, não é porque Steve Jobs é o cara e só os caras da Apple sabem fabricar os aparelhos deles. A questão é muito mais simples: todo o aparelho da Apple pode se conectar ao ITunes. Ao conectar-se, há uma espécie de identificação digital que todo o aparelho da Apple tem. Se você tiver alguma dúvida, basta pedir pra conectar o aparelho à internet e entrar no ITunes. Se ele conectar normalmente, compre sem medo. Se não…

Bom, acho que esses eram os principais. De todo modo, o lance é sempre ficar de olho aberto e desconfiar de negócios da China. Nesse caso, literalmente.

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