Pensamento do dia

Seja a razão pela qual as pessoas continuam acreditando em belas almas, corações gentis e boa energia.

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Trilha sonora do momento

Vamos fugir…

#piadapronta

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Pensamento do dia

Não existe essa história de que “no fundo é uma boa pessoa”. Você não está procurando petróleo em ninguém. A pessoa tem que ser boa no raso, mesmo.

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A fuga de Zambelli, ou O bolsonarismo é um movimento covarde?

Não foi surpresa para ninguém, é fato.

Desde quando Jair Bolsonaro perdeu as eleições em 2022, sabia-se que os bolsonaristas em geral – e Carla Zambelli, em particular – tinham um encontro marcado com a Justiça. Depois de passarem quatro anos arrotando valentia diante de um Judiciário receoso a todo tempo de que Bolsonaro recorresse às “minhas Forças Armadas” para instalar uma ditadura no país, qualquer pessoa em cujo cérebro o Tico converse com o Teco poderia intuir que os dias dessa gente estavam contados. E, assim como o Sol nasce toda a manhã, a “coragem” dessa galera iria ser posta à prova. Deu no que deu.

No caso específico de Zambelli, o inferno astral começou na verdade no dia anterior às eleições. De arma em punho, a integrante da tropa de choque bolsonarista saiu pelas ruas de São Paulo em busca de um cidadão negro, o qual, segundo ela, teria lhe ofendido. As cenas da parlamentar transitando no bairro dos Jardins ao melhor estilo Kate Mahoney chocaram o país na véspera do pleito. P da vida com a repercussão negativa do incidente, Bolsonaro atribuiu a derrota presidencial para Lula a Zambelli. Ninguém jamais saberá quantos votos Zambelli “virou” naquele dia, mas a exposição, ao vivo e em cores, do que seria um segundo governo Bolsonaro certamente teve algum efeito no eleitorado.

Não podendo mais contar com a proteção oferecida por Jair a seus asseclas – e tendo caído em desgraça à direita com o episódio da perseguição armada em São Paulo -, Zambelli ficou literalmente sem pai nem mãe. Fora esse caso, Zambelli ainda viria a responder pelo bizarro episódio da inserção do mandado de prisão fake contra Alexandre de Moraes no sistema do CNJ. Contando com o auxílio do hacker de Araraquara, a deputada achou que faria algum sentido com a malta que pedia golpe na frente dos quartéis mostrar-lhes um mandado de prisão contra Xandão assinado pelo próprio Xandão. Deu no que está dando. Foi essa condenação, aliás, que motivou a fuga de hoje.

O que o “episódio Carla Zambelli” mostra, mais uma vez, é como a covardia faz parte intrínseca do ecossistema bolsonarista. Embora o movimento em si seja arvorado em “mitos” cheios de “coragem” para enfrentar o tal do “sistema”, quando você vai ver a fundo, em todos os episódios – TODOS – o que emerge são figuras patéticas, cheias de medo, incapazes de enfrentar de peito aberto e cabeça erguida o que eles mesmo dizem ser “injustiças” praticadas contra eles.

Veja-se, por exemplo, o que aconteceu com Lula. Condenado por Sérgio Moro na Lava Jato, Lula não fugiu. Entregou-se e arrostou quase dois anos de cadeia. Durante esse tempo todo, em momento algum pediu anistia e dizia, para quem quisesse ouvir, que queria “desmascarar” Moro e Dallagnol, para só então sair de lá. Independentemente do que se ache sobre as acusações dele, há de se reconhecer que Lual enfrentou toda a situação com bastante hombridade e coragem. E olha que, no período em que esteve preso, Lula ainda sofreu a triste perda de um irmão e a tristíssima perda de um neto.

Do outro lado, veja-se o que se passou com Eduardo Bolsonaro. Pela simples suspeita de que Xandão estaria pensando em confiscar seu passaporte, o famoso “Bananinha” resolveu fugir para os Estados Unidos, do seu suposto “parça” Donald Trump. A proximidade com o Laranjão é falsa, toda a gente sabe, mas a palhaçada envolvendo seu autoexílio é bem real. Enquanto denuncia a “perseguição” de uma ilusória ditadura do Judiciário no Brasil, Bananinha passeia com a família pelas terras do Mickey, com todas as despesas pagas pelo pai. Não com dinheiro próprio, ressalte-se, mas, sim, com a grana arrecadada através de PIX dos “patriotas”.

O próprio Jair é o melhor exemplo de como a covardia cala fundo na alma dessa gente. Noves fora seu “test drive” de refugiado na embaixada húngara durante o carnaval do ano passado, toda a trama golpista só não foi levada de fato a cabo porque Bolsonaro tinha medo de não ter uma via de saída caso as coisas dessem errado. Foi por isso que ele não assinou a tal minuta do golpe.

Repare que, durante toda a sua presidência, as insinuações golpistas do ex-presidente sempre eram colocadas no campo da ambiguidade. Por exemplo: no fatídico 7 de setembro de 2021, Jair “alertou” o então presidente do STF, Luiz Fux, que, se não “enquadrasse” o Xandão, o Judiciário iria “sofrer aquilo que nós não queremos”.

A ambivalência, no caso, é proposital. Ele não fala abertamente em “fechar” o Judiciário. Deixa no ar a ameaça para que, caso ele sinta o cheiro de queimado, exista uma fresta através da qual ele possa escapar com um “não foi bem isso que eu quis dizer”. Foi o que aconteceu, a propósito, nesse mesmo episódio, quando, dois dias depois, assinou uma carta escrita por Michel Temer pedindo “desculpas” ao ministro.

Bem se vê, portanto, que o bolsonarismo é um movimento fundamentalmente covarde. A “coragem” de Bolsonaro e seus asseclas só sobrevive enquanto eles dispõem de instrumentos de coerção institucional. É muito fácil bater no peito e dizer que não vai recuar quando se está sentado na cadeira de presidente, tendo à disposição a caneta e uma série de militares malucos dispostos a barbarizar, como os envolvidos na “Operação Punhal Verde-Amarelo”. Difícil é ver essa mesma coragem fora do cargo, com a Justiça no seu encalço e com as Forças Armadas postadas ao lado do legalismo.

E nem se venha a alegar um paralelo completamente absurdo entre Zambelli e Bananinha com os exilados pela ditadura militar. Quem saiu do país naquele triste período da história nacional, fê-lo por medo de uma ditadura que prendia sem ordem judicial e torturava e assassinada dissidentes. Agora, estamos numa democracia, na qual os supostos “perseguidos” respondem a processos judiciais limpos e públicos, sem que nenhum ente estatal ouse sequestrá-los na calada da noite para serem seviciados em algum porão de quartel por um agente da repressão.

Colecionando tantas covardias típicas de quem jamais foi responsabilizado por qualquer coisa na vida, chega a ser espantoso que parte da direita e mesmo a grande imprensa possa considerar Bolsonaro como “líder” de qualquer coisa. Bolsonaro não lidera nada. Nunca liderou. Não lidera nem sequer a família dele, pois membros dentro dela já se digladiam em praça pública pelo papel de “poste” na eleição do ano que vem, quando provavelmente ele estará preso.

Aliás, “preso”? Alguém aí acredita que Bolsonaro encarará, como Lula fez, uma cana dura para continuar sua luta política de dentro da cadeia? A julgar pelo seu passado, o mais provável é que Bolsonaro esteja fora do país ou escondido em alguma embaixada amiga. Nesse caso, faria melhor o bolsonarismo se pedisse oficialmente a adaptação daquele trecho épico do hino nacional:

“Verás que um filho teu não foge à lut…NÃO, PERA!”

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Entendedores entenderão.

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Pensamento do dia

A água fria não fica morna só pelo fato de você demorar para pular dentro dela.

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Trilha sonora do momento

Entendedores entenderão.

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Pensamento do dia

Pare de pensar e comece a fazer.

#FicaaDica

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Recordar é viver: “Apocalipse trumpista, terceiro ato: E o Brasil no meio dessa história toda?”

Seis meses depois, cá estamos nós.

É o que você vai entender, lendo.

Apocalipse trumpista, terceiro ato: E o Brasil no meio dessa história toda?

Publicado originalmente em 14.11.24

Chegando ao final dessa breve série especial do Dando a cara a tapa, você deve estar se perguntando:

“E o Brasil com isso?”

À primeira vista, de fato não haveria muito com o que se preocupar. Afinal, além dos milhares de quilômetros a separar Pindorama do Grande Irmão do Norte, os políticos americanos em regra estão pouco se lixando para o que se passa por aqui. Conhecido jocosamente em alguns círculos como “México do Sul”, o Brasil representa nada ou quase nada na política externa do Tio Sam. No máximo, é visto como maior país do seu quintal, a América Latina, tendo como capital a cidade de Buenos Aires.

Esse tipo de raciocínio costuma valer em condições normais de temperatura e pressão. Mas desde mais ou menos 2016 não vivemos mais nas CNTP. Depois de ver a tríade dos infernos Brexit-Trump-Bolsonaro dar as caras em sequência, seria de uma ingenuidade atroz olhar para o que acontece nos Estados Unidos e pensar: “ah, mas isso não vai acontecer de novo aqui”.

Descarte-se, por óbvio, a idéia de que o Laranjão venha a colocar Bolsonaro e Cia. Ltda. debaixo do braço. Por mais que o ex-presidente tenha se esforçado ao máximo para demonstrar absoluta subserviência ao Nero dos nossos tempos, é pouco provável que Trump venha a queimar pestanas com os BOs de Jair e sua trupe. Egocêntrico e narcisista, Trump só pensa em três coisas: nele, nele mesmo e, se sobrar tempo, nele mais uma vez. Na melhor das hipóteses, Bolsonaro poderia ser uma espécie de pinscher de Trump: um cachorro pequeno, impliquento, dividido entre 50% de ódio e 50% de tremedeira, mas alguma coisa que mais te incomoda do que com a qual se tem afeto.

Todavia, se é certo que Trump não moverá uma só palha para ajudar Bolsonaro a se livrar da cadeia, o fato é que seu entorno já prenuncia maus sinais para a democracia brasileira. De cara, tem-se Marco Rubio como Secretário de Estado. O senador da Flórida já demonstrou mais de uma vez seus pendores para o conflito ao criticar abertamente Lula e o STF. Tê-lo no posto-chave da diplomacia externa norte-americana é sinal claro de problemas pela frente.

Como se isso não bastasse, tem-se ainda o bilionário sul-africano Elon Musk curtindo uma de “Secretário de Eficiência Governamental” (seja lá o que isso represente). Já tendo um longo histórico de embates com Alexandre “Xandão” de Moraes no currículo, é improvável que Musk simplesmente queira deixar o assunto pra lá e não mexer mais com o Supremo, ainda mais depois de ser obrigado a engolir em seco a suspensão do Twitter por 30 dias aqui no Brasil. Musk vai voltar à carga novamente. É apenas uma questão de tempo.

Por isso mesmo, por mais que Trump esteja cagando e andando para os perrengues jurídicos de Bolsonaro, não se pode menosprezar a possibilidade de que ele “terceirize” essa função para seus ministros, Marco Rubio e Elon Musk à frente. Se por um lado Trump dificilmente fará pessoalmente algo contra o governo brasileiro, por outro é igualmente difícil imaginar que ele venha a desautorizar seus cães de guarda quando eles partirem para o ataque.

Para além das alegadas suspensões de vistos e algumas outras iniciativas contra a “censura” no Brasil, caso a ala terraplanista do governo Trump resolva chutar o balde, devemos estar preparados para coisas mais pesadas, tipo imposição de tarifas sobre as nossas exportações ou mesmo manifestações contrárias à “perseguição judicial aos patriotas”. Esse tipo de pressão vindo dos EUA tem tudo para ser reverberada em grau máximo nas redes insociáveis nacionais, cortesia do gabinete do ódio e seu ecossistema bolsonarista comandado por Carluxo.

“Está tudo perdido, então? Não há nada que possamos fazer?”

Muito pelo contrário. Se há uma coisa que a a história recente ensina é que o repertório da extrema-direita, por mais eficiente e poderoso que seja, é bastante limitado em seu leque. A gente, portanto, já sabe o que eles podem fazer. Cabe a nós estarmos preparados para responder à altura.

“Como?”

A primeira coisa a providenciar quando uma das partes quer brigar consiste, obviamente, em não dar pretexto para brigas. Lula ter declarado “apoio” a Kamala Harris antes da eleição, por exemplo, é um caso típico da escorregada que não pode ser mais permitida daqui pra frente. Se os Estados Unidos quiserem brigar com o Brasil, muito bem; mas não seremos nós quem começaremos a briga.

A segunda coisa é dispor desde logo do plano B. Caso o pior cenário se concretize (pressões diplomáticas e tarifárias indevidas), o Brasil deve estar pronto a dizer “Bye, bye, Uncle Sam“. Em um cenário de Guerra Fria 2.0, o Brasil pode muito bem ameaçar dar um pé na bunda dos americanos e ir se abraçar com a China. Tal medida não precisa sequer se concretizar, mas só a ameaça do movimento já deflagrará, por si só, um movimento dissuasório por parte da galera do dinheiro grosso por lá. Se tem uma coisa que americano não gosta é de perder dinheiro. E tem muita gente nos Estados Unidos com muitos intere$$e$ por aqui.

A terceira e última coisa que resta é provar que nós somos melhores do que eles. Ou, mais especificamente, nosso Judiciário responde melhor aos ataques democráticos do que o norte-americano. Bolsonaro já está inelegível e isso já é alguma coisa, mas está longe de ser suficiente. É preciso que o sistema de persecução penal comece a caminhar no sentido de processá-lo pelos inúmeros crimes dos quais é acusado.

Para tanto, devemos pressionar a Procuradoria-Geral da República para que promova as devidas denúncias aos indiciamentos já realizados pela Polícia Federal. Paulo Gonet tem que mostrar que não é uma versão mais elegante de Augusto Aras. Até agora, nada foi feito a esse respeito e Bolsonaro continua flanando por aí, como se fosse um agente político comum, e não um pretendente à Papuda.

Seja como for, a hora é de trincar os dentes e preparar-se para o impacto. Não adianta acreditar em moderação. Já vimos esse filme antes e sabemos como ele termina. O que podemos fazer dessa vez é tentar construir um final diferente. Já temos a expertise. Basta querer.

Yes, we can.

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Trilha sonora do momento

E, para terminar a sexta-feira, uma pequena homenagem à personagem da semana: Marina Silva.

Porque ela, sim, é mais macho que muito homem.

Principalmente alguns dos integrantes do Senado…

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