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Menos drama, mais energia. A vida responde ao que você faz.

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Briguem, desgraçados, briguem.

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Pensamento do dia

Não confunda as pessoas que estão à sua volta com as pessoas que de fato estão com você.

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Recordar é viver: “O ataque da Sétima Cavalaria, ou Bolsonaro vai ser preso?”

Poucas vezes fiquei tão feliz em errar uma previsão.

Para felicidade geral da Nação, Xandão foi mais rápido e impediu que a profecia enunciada nesse post se concretizasse.

É o que você vai entender, lendo.

O ataque da Sétima Cavalaria, ou Bolsonaro vai ser preso?

Publicado originalmente em 15.7.25

A história é conhecida, mas vale a pena recontá-la.

Tal como aconteceu quando os portugueses aqui aportaram com suas caravelas, também nos Estados Unidos a terra estava toda dominada por índios. Como não passava pela cabeça nem dos ingleses nem dos nascidos na “Nova Inglaterra” dar guarida aos nativos do continente, a solução foi a mesma de todas as outras colonizações do Novo Mundo: exterminar os índios.

Comandando o 7º Regimento de Cavalaria, o tenente-coronel George Custer fizera fama como matador de índios. Em 1868, por exemplo, ele liderou um ataque ao acampamento Cheyenne no Rio Washita. Pegos de surpresa durante o sono, os cheyennes foram massacrados. Não só os guerreiros, mas mulheres e também crianças foram vítimas da fúria dos comandados de Custer. Uma vitória desse tipo seria motivo de vergonha em qualquer ambiente digno, mas, no faroeste selvagem norte-americano, foi o suficiente para catapultar Custer e sua “Sétima Cavalaria” ao estrelato.

Vaidoso e embriagado pela própria fama, o Coronel Custer resolveu tentar algo do gênero contra a tribo Sioux. Liderados por Touro Sentado e Cavalo Louco, não só resistiram à carga da Sétima Cavalaria, como ainda conseguiram fazer com que Custer e seus comandados caíssem na armadilha que eles haviam preparado. O resultado foi fatal: todos os membros da Sétima Cavalaria – incluindo o próprio Custer – foram mortos pelos Sioux.

O desastre da estratégia militar, porém, não impediu que o mote “esperar pela Sétima Cavalaria” se difundisse pelo mundo, com o sentido de esperar o surgimento de algum fator inesperado decisivo, que seja capaz de mudar o curso da história. É mais ou menos o que parece ter acontecido agora no Brasil nesta semana.

Quando Donald Trump resolveu vir com a carga de sua cavalaria tarifária pra cima do Brasil, Bolsonaro comemorou com júbilo em suas redes sociais a invasão estrangeira. Com sua visão particular da realidade, o ex-presidente parece ter enxergado nas ofensas do Laranjão o som dos trompetes anunciando a chegada triunfal dos heróis americanos que o salvariam do seu destino inglório (o cárcere).

Mas havia uma “opinião pública” no meio do caminho.

Muita gente não gosta de Lula, é fato. E mais gente ainda está insatisfeita com o seu governo. Daí a enxergar com naturalidade um ataque injustificado de uma potência estrangeira ao seu país, porém, vai uma longa distância. Quando essa potência são os Estados Unidos, comandados pelo Nero dos nossos tempos, a chance de um tal ataque resultar é menor do que a de Carluxo escrever algum tweet que faça sentido. Pensando somente em si, Bolsonaro e seu filho Bananinha claramente subestimaram o tamanho da reação popular às tarifas aplicadas indiscriminadamente por Trump aos produtos brasileiros.

Ainda que se possa discordar em muita coisa do STF, ninguém poderá contestar que o julgamento de Bolsonaro e sua trupe de golpistas é limpo e aberto. As provas – em quantidade colossal – foram expostas à luz do dia, e os réus estão recebendo da democracia toda a cortesia que a garantia do devido processo legal lhes pode conceder. A mesma cortesia que a ditadura idolatrada por essa gente negava aos seus presos políticos. Não há, exceto para os círculos mais soturnos do Zap da Bozolândia, qualquer “perseguição” a Bolsonaro.

Quando o seu Filho 03 resolveu se autoexilar nos Estados Unidos, é possível que nem Bolsonaro de fato acreditasse que ele pudesse arrancar de Donald Trump alguma coisa concreta a seu favor. Talvez lhe tenha faltado um pouco de conhecimento do sábio ditado chinês: “Cuidado com o que desejas”. Assim como a carga da Sétima Cavalaria do Coronel Custer, o ataque tarifário do Laranjão ao Brasil revelou-se uma estratégia suicida. Numa só tacada, Bolsonaro conseguiu:

  • Expor, à margem de qualquer dúvida, seu patriotismo de fancaria;
  • Comprar briga com boa parte dos financiadores do bolsonarismo, incluindo o agronegócio;
  • Alvejar gravemente um de seus potenciais sucessores, Tarcísio de Freitas;
  • Detonar um processo de barata-voa na Direita, que agora não sabe se defende Trump ou os empregos brasileiros;
  • Acelerar o julgamento de seu processo no Supremo; e
  • Entregar a Lula, de mão beijada, a bandeira do nacionalismo.

Enfraquecido politicamente e com a situação jurídica em estado hemorrágico, a pergunta que não quer calar é: Bolsonaro vai ser preso?

Que ele vai ser condenado, não há dúvida. O simples fato de ter tentado salvar-se da forma mais imbecil e tosca possível recorrendo a Donald Trump é prova de que nem ele mesmo acredita na possibilidade de salvação judicial. Mas ele de fato enfrentará cana dura?

Para acreditar que Bolsonaro de fato vá para a prisão, é preciso acreditar, antes, que ele não vai fugir. Essa hipótese, contudo, parece bem remota. Por simplesmente imaginar que pudesse ser preso provisoriamente, Bolsonaro foi se abrigar na Embaixada da Hungria em Brasília em pleno carnaval. Só saiu de lá quando olheiros lhe asseguraram que a “barra está limpa”. Agora, com a perspectiva de ser condenado definitivamente a uma pena superior a 40 anos, é difícil imaginar que o ex-presidente vá encarar de frente a prisão, como Lula, por exemplo, fez durante a Lava-Jato.

Em primeiro lugar, Bolsonaro é um covarde. Não só na pessoa física, mas, principalmente, na sua ação política. Seu tempo na Presidência foi um exercício diuturno de “tensão controlada”, na qual ele sempre ameaçava partir pro pau, mas, “na última hora”, recuava, pra dizer que não era nada daquilo que ele havia dito. Como um menino mimado que fazia bullying no colégio, Bolsonaro nunca soube o que é ser responsabilizado pelos próprios atos. Esse, aliás, deve ter sido o principal motivo para ele não ter assinado a famosa “minuta do golpe”. Caso o fizesse, ele não teria como negar para sua claque a participação no episódio.

Em segundo lugar, preso, Bolsonaro se tornaria refém das circunstâncias políticas do país. Uma coisa é ir pra cadeia “com a chave”, sabendo que daqui a pouco mais de um ano será solto, seja por indulto presidencial, seja por anistia do Congresso. Outra coisa, completamente diferente, é ver o sol nascer quadrado sem ter garantia nenhuma de que vai sair de lá. Se Lula ganha a eleição, não tem indulto nem anistia. E, se ganha alguém que não seja da sua “cozinha”, ninguém garante que, caso essa pessoa realmente batalhe pela sua liberdade, ela venha a enfrentar o Supremo quando a corte declarar o indulto ou a anistia inconstitucional.

Portanto, a menos que Bolsonaro descubra dentro de si uma coragem que jamais foi capaz de exibir publicamente, o mais provável é que Bolsonaro não seja preso. Não porque não será condenado, mas, sim, porque vai fugir antes.

“Para onde?”

Donald Trump já deu a senha…

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Trilha sonora do momento

Entendedores entenderão.

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Pensamento do dia

Eu sei muito bem que, quando eu parto, não volto. É por isso mesmo que eu costumo insistir tanto.

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Bolsonaro preso, ou A batalha pela sucessão na direita

Bolsonaro está preso. Sem choro nem vela, Jair enfrenta agora a dura realidade da qual sempre se esquivou a vida toda: está sendo responsabilizado pelos seus atos. Tudo bem que boa parte dos crimes que ele cometeu, dos quais a trágica “gestão” da pandemia é talvez o exemplo mais infamante, ainda não foram punidos. Mas não há como negar o avanço histórico e civilizacional de prender-se um ex-presidente que tentou dar um golpe de Estado.

Desviando da óbvia casca de banana do local da prisão, Xandão fez o certo: mandou Bolsonaro curtir a cana dura nas dependências da Polícia Federal em Brasília. Embora não exista em parte alguma do Código de Processo Penal uma disposição que garanta a ex-mandatários o privilégio de não serem enviados a um presídio comum, o fato é que a “jurisprudência Lula” tornou essa resolução quase incontornável. Caso Alexandre de Moraes o tivesse enviado para a Papuda, no dia seguinte os chiliquentos integrantes da extrema-direira bolsonarista estariam vociferando contra a “perseguição” a Bolsonaro, sustentando o argumento na diferença de tratamento entre as duas figuras.

Com Jair fora de circulação, começa agora a batalha pelo espólio do defunto. Apesar de seu líder máximo estar preso e ter feito o favor de humilhar-se publicamente ao tentar romper a tornozeleira eletrônica amarrada à sua perna com um ferro de solda, o fato é que o bolsonarismo ainda permanece vivo na sociedade. Minoritário, como sempre foi, mas ainda com votos suficiente para fazer-se cortejado por quem milita no espectro oposto ao PT no panorama político.

De um lado, tem-se a família Bolsonaro. Descartando-se o “menudo” Jair Renan, que ainda não tem idade para concorrer, restam como opções a substituto do patriarca da família como candidato a presidente: a esposa, Michelle; e os filhos 01 (Flávio), 02 (Carluxo) e 03 (Bananinha).

Descarte-se, por óbvio, a esposa. Não é que Bolsonaro confie apenas na sua família. Ele confia apenas na sua família de sangue. Para além da sua histórica misoginia (alguém imagina por aí Bolsonaro “batendo continência” para uma mulher?), o ex-presidente traz consigo uma paranóia atávica em relação a ser traído. Por isso mesmo, só quem compartilha dos seus genes pode, ao menos em tese, gozar da sua plena confiança.

Descarte-se, também, Carluxo e Bananinha. O filho 02, famoso nas redes pelos tweets escritos em português randômico, dos quais ninguém consegue entender coisa nenhuma, nunca foi conhecido pela capacidade de articulação. É reconhecidamente misantropo e já brigou com meio mundo de aliados quando o pai era presidente. Imagina agora, com Bolsonaro na cadeia.

Já Dudu Bananinha, coitado, cuidou de cavar a própria cova ao trabalhar pelas sanções de Donald Trump contra o Brasil em busca de uma “anistia” para os golpistas. Acabou conseguindo o que queria, mas – surpresa! – o resultado foi o exato oposto do que ele esperava. Não só o processo contra os golpistas não parou, como ele mesmo agora é réu por tentar coagir os ministros do Supremo no curso do processo. Salvo uma daquelas reviravoltas que só acontecem aqui no Brasil, é difícil imaginar que o filho 03 volte a pisar em solo brasileiro tão cedo.

Sobraria, em tese, Flávio Bolsonaro. O mais velho e mais articulado da prole do ex-presidente, Flávio tem contra si o longo histórico de rachadinhas comandadas pelo faz-tudo da família Bolsonaro: Fabrício Queiroz. É difícil imaginar que Flávio consiga sobreviver à artilharia pesada que o PT costuma empregar em campanhas presidenciais. Se até Marina Silva, que nunca roubou sequer uma pétala de uma rosa caída, foi destroçada pela máquina de moer petista em 2014, imaginem só o que aconteceria com o filho 01 de Bolsonaro em semelhante situação.

Restaria, então, olhar para fora da família Bolsonaro. E é aí que entram os “governadores de direita”. Empilhados juntos como se fizessem parte do mesmo pacote, Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Jr (PR). Desses, Tarcísio é tido como o mais promissor. Do ponto de vista lógico, portanto, a solução estaria dada: Bolsonaro aponta Tarcísio como sucessor, Tarcísio promete indultá-lo caso eleito e todo mundo embarca junto nessa.

O problema é que, se Bolsonaro não confia sequer na sua mulher para dar seguimento ao seu “legado”, que dirá em gente que não é sequer membro da família. O velho medo da traição fala ainda mais alto quando o assunto é transferir o seu espólio eleitoral a legatários que não compartilham os mesmos laços de sangue.

Se isso não fosse o bastante, ninguém sabe ao certo como funciona, na intimidade, a dinâmica da família Bolsonaro. Não se sabe, por exemplo, se o pai manda nos filhos ou se são os filhos que mandam no pai. E, nesta última hipótese, qual filho manda mais ou decide especificamente sobre o quê. Em qualquer dos cenários, a única certeza é de que qualquer acordo dessa natureza terá de, necessariamente, passar por uma “garantia de proteção” – inclusive a nível eleitoral – do ungido pela extrema-direita aos filhos. Se houver a mínima dúvida de que Tarcísio ou outro que o valha deixará qualquer dos filhos ao relento caso seja eleito, isso seria suficiente para barrar qualquer acordo de transferência de “patrimônio eleitoral”.

Como se vê, apesar de boa parte de “o mercado” e da grande imprensa estar tentando por osmose fazer de Tarcísio de Freitas o adversário de Lula nas eleições de 2026, o cenário é bem mais complexo do que parece. Muitas questões de bastidores ainda teriam de ser resolvidas, inclusive e especialmente o fato de que, se sair candidato, Tarcísio de Freitas estará dando all in em sua carreira política. Se perder, ele não só perderá a eleição presidencial, mas, também, deixará de ser governador de São Paulo.

Terá ele disposição e coragem para fazer isso?

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Trilha sonora do momento

E já que hoje é dia de Thanksgiving…

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Pensamento do dia

O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você troca por ela.

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