Pensamento do dia

Você sabe que está ficando velho quando o número da sua idade ultrapassa o número do seu sapato.

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Trilha sonora do momento

É isso, em resumo.

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Pensamento do dia

O melhor lugar para você ficar é na sua.

#FicaaDica

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Recordar é viver: “John Lennon”

E já que hoje é dia de recordar a memória de John Lennon, nada melhor do que trazer à baila um dos posts mais antigos deste espaço, escrito justamente no aniversário da morte dele.

É o que você vai entender, lendo.

John Lennon

Publicado originalmente em 8.12.11

Há 31 anos, morria em Nova Iorque um dos maiores artistas da história: John Lennon, ou, para os íntimos, simplesmente John.

John Lennon foi uma figura única. Irreverente, ácido, irascível, genial, enfim. Ao lado de Paul McCartney, formou o coração dos Beatles, um dos maiores – senão o maior – grupo de rock da história. Juntos, foram talvez a maior dupla de compositores da história do rock, superior mesmo a Jagger/Richards (Rolling Stones), Waters/Gilmour (Pink Floyd) e Page/Plant (Led Zeppelin).

Problemático na escola, John era o sujeito que adorava contestar o professor. Achava que tudo estava errado e deveria ser diferente. Inconformado, talvez por isso mesmo tenha encontrado na música uma forma de expressar seu desejo de mudar o mundo. Como ele mesmo dizia: “I´m an artist. If you give me a fucking tuba, I´ll bring something out of it” (Eu sou um artista. Se você me der uma porra duma tuba, eu consigo tirar algo dela”.

Mesmo no começo dos Beatles, quando as canções falavam somente de amor e coisas da juventude, John dava um jeito de injetar subversão nas apresentações. Ficou famosa a sua frase dita antes do espetáculo no Royal Variety, diante da Rainha Mãe da Inglaterra: “The people in the cheaper seats clap your hands. The rest of you just rattle your jewelry” (As pessoas nos assentos mais baratos batam palmas. O resto só chacoalhe as jóias).

Pouco tempo depois, John faria uma declaração polêmica que o marcaria para sempre : “Nós, os Beatles, somos mais populares do que Jesus neste momento“.

John não se referia a Jesus Cristo. Seu objetivo era criticar a religião, ou, mais especificamente, as instituições religiosas do Cristianismo. Como muitos outros, Lennon culpava as igrejas do mundo cristão (católicas e protestantes) por boa parte do fatalismo que induzia à paralisia e à aceitação do mundo como ele era. Ficou, entretanto, a impressão de empáfia, e a frase passou para a história como “uma maldição”, como se o fim dos Beatles pudesse ser atribuído a algum tipo de vingança diniva.

Com o tempo, as músicas começaram a ganhar conotação política. Revolution Come together são dessa época:

Depois de anos de atritos, os Beatles se separaram. Ao lado de Yoko Ono, John mergulhou de cabeça no ativismo pacifista da década de 70. Imagine transformou-se, ao lado de Give peace a chance, nos hinos de uma década marcada pela Guerra do Vietnã:

Por isso mesmo, John ficaria marcado perante o establishment como um sujeito subversivo, “acompanhado” pelo FBI e serviços de inteligência dos países ocidentais. Só mesmo eles para acreditarem que, por trás daquele pacato cidadão inconformado, escondia-se um comunista em campanha.

Mas John também se dedicou a canções de amor. Yoko Ono – vai saber por quê – era o tema de todas as suas músicas dessa época. Jealous Guy e Woman são duas das melhores dessa época romântica.

No dia 8 de dezembro do mágico ano de 1980, um imbecil chamado Mark Chapman, dizendo ter lido no livro O apanhador no campo de centeio uma mensagem para matar John Lennon, acertou-o com quatro tiros pelas costas, em frente ao Edifício onde morava (Dakota).

De certo modo, seu assassinato ajudou a difundir a necessidade de paz pelo mundo. John se fora. Morria o homem. Nascia o mito.

Em sua homenagem, duas maravilhosas canções foram escritas: Walk of Life, do Dire Straits (que está na Trilha sonora do momento de hoje); e Empty Garden, de Elton John, na qual o genial conterrâneo inglês pergunta:

What happened here, as the New York sunset disappeared?

(O que aconteceu aqui, enquanto o pôr do sol de Nova Iorque desaparecia?)

Sem entender, Elton John pergunta:

Who lived there? He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.

(Quem viveu ali? Ele deve ter sido um jardineiro que se importava muito ,Que arrancou as lágrimas e cultivou uma boa colheita).

E, depois, resume o sentimento de todos os fãs de Lennon:

Now we pray for rain, and with every drop that falls…
We hear, we hear your name…

(Agora, nós rezamos para chover, e a cada gota que cai…

Nós ouvimos, nós ouvimos seu nome).

E no final, implorava:

Oh and I’ve been calling. “Oh hey, hey, Johnny!”

Can’t you come out to play?

(Oh e eu estive chamando: “Ei, ei, Johnny, você não pode vir brincar aqui fora?”)

Abaixo, o clipe original, para ouvir e chorar:

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Trilha sonora do momento

Hoje se completam 43 anos desde que um imbecil chamado Mark Chapman nos privou do gênio de John Lennon.

E o único consolo que nos restou foi essa canção de despedida do Elton John.

Porque um gardener like that one

No one can replace

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Pensamento do dia

Na vida, assim como na geladeira, o que está no interior é o que importa.

#FicaaDica

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Cadeira elétrica, ou Quais são as chances de Tarcísio de Freitas virar presidente?

É a opinião unânime de 9 em cada 10 analistas profissionais da grande imprensa brasileira: Tarcísio de Freitas, o governador biônico do estado de São Paulo, é forte candidato a se tornar o próximo presidente da República. A única dúvida, segundo os çábios, é se ele já vai concorrer agora em 2026, ou se vai esperar terminar um possível segundo mandato como governador paulista, para enfrentar alguém que não seja Lula em 2030 (já que, caso reeleito, o torneiro bissílabo de São Bernardo não poderá mais concorrer à presidência).

Com Bolsonaro inelegível, mas o bolsonarismo ainda vivo e pulsante nesta doente sociedade brasileira, o prognóstico parece óbvio para qualquer um que analise o cenário. Afinal, Tarcísio traria consigo os votos da extrema-direita bolsonarista, ao mesmo tempo em que conseguiria agregar os votos antipetistas da direita envergonhada, que anulou o voto ou escolheu Lula, diante do descalabro geral do desgoverno de Jair Bolsonaro. Como a parcela petista da sociedade não ultrapassa 1/3 do eleitorado, o jogo estaria jogado. Somando o terço à direita com o terço do meio (ou “centro”, como queiram), Tarcísio teria tudo para se eleger como supremo mandatário da Nação.

Mas será?

Antes de mais nada, há de se lembrar as circunstâncias em que Tarcísio de Freitas elegeu-se governador do estado mais rico da federação. Carioca de nascimento, burocrata brasiliense por opção, Tarcísio de Freitas jamais disputara nenhuma eleição em sua vida. Coube a Jair Bolsonaro o tirocínio de enxergar que, na antiga cidadela tucana, bastião do anti-petismo, bastaria conseguir lançar um candidato seu ao segundo turno que a parada estaria resolvida.

Montado na máquina presidencial e com o intrincado mecanismo do “Gabinete do Ódio” funcionando a todo vapor, a empreitada até que foi fácil. Fernando Haddad, que perdera no primeiro turno a reeleição para prefeito de São Paulo, jamais lhe foi um obstáculo intransponível. Pelo contrário. Serviu-lhe de trampolim para, sem qualquer experiência administrativa ou política, sendo um absoluto forasteiro em terras paulistas, conseguir se eleger governador de São Paulo. Tivesse Bolsonaro escolhido o “astronauta” Marcos Pontes ou um outro poste qualquer, o resultado teria sido o mesmo: a derrota do PT em São Paulo.

No entanto, uma vez eleito governador, agora é que são elas. Desde que foi instituída a reeleição no Brasil, apenas Mário Covas e seu vice, Geraldo Alckmin, lograram alcançá-la com sucesso. Covas morreu antes de completar o segundo termo, mas Alckmin ainda conseguiu mais duas reeleições, quando então o PSDB encarnava o espírito anti-petista tão presente naquelas plagas. Fora isso, o último governador que saiu do Palácio dos Bandeirantes direto para o Planalto foi Jânio Quadros, há mais de sessenta anos.

Donde se conclui que, ou a vitrine do governo paulista não é reluzente o suficiente (o que parece risível), ou então a sua poltrona serve como cadeira elétrica para seu ocupante. José Serra não chegou a tentar a reeleição em 2010, é fato, mas basta ver o que aconteceu com a popularidade de João Doria nos quatro anos em que serviu como governador dos paulistas. Só isso já permite ter uma idéia do tamanho da voltagem que corre no assento do governador de São Paulo.

“Ah, mas governo é governo, campanha é campanha”, dirão os mais céticos. Isso é correto só até certo ponto: o ponto de interrogação.

Desde a redemocratização, três ex-governadores de São Paulo tentaram alçar vôo a Brasília. Orestes Quércia (PMDB) tentou na eleição de 1994 e obteve um vexaminoso quarto lugar, atrás até de Enéas Carneiro, do nanico Prona, que ficou em terceiro. Geraldo Alckmin concorreu contra Lula em 2006 e conseguiu a façanha de obter menos votos no segundo turno (39,17%) do que no primeiro (41,62%). O que saiu “melhor” foi José Serra. Ainda assim, o mais odiado filiado do ninho tucano perdeu em 2010 para uma neófita na política, Dilma Rousseff, cujo governo foi o desastre que todo mundo conhece.

Antes, portanto, de dar de barato que Tarcício de Freitas vai se tornar o próximo presidente da República, conviria aos míopes analistas da grande imprensa saber se ele vai sobreviver à cadeira elétrica do Palácio dos Bandeirantes. Somente então poderemos saber quais serão, de fato, as suas chances para voos mais altos.

Até lá, muita água ainda há de rolar por debaixo dessa ponte…

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Trilha sonora do momento

E como hoje tem jogo decisivo do Vasco, vamos de Gilberto Gil pra trazer bons presságios ao time da Cruz de Malta.

Porque, convenhamos, nós estamos precisando…

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Pensamento do dia

Se eu ofendi alguém neste ano, peço que por favor melhore, para que não precisa ofender de novo no ano que vem.

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Trilha sonora do momento

E para tentar mitigar a tragédia que ora se passa em Maceió, só mesmo o Mestre Luiz Gonzaga para acalmar a alma…

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