Recordar é viver: “Como surgiram as basílicas”

Sexta-feira é o dia da nostalgia aqui no Blog. Desse modo, vamos recordar um dos primeiros posts deste espaço, dedicado a uma das seções – para vergonha deste que vos escreve – mais negligenciadas deste espaço: a Arquitetura.

Nesse caso, além de apresentar-vos a Basílica de Maxêncio, há o bônus histórico de entender como se construiu, literalmente, a tradição de erguer catedrais tais como as que temos espalhadas mundo afora.

Porque, para tudo, mesmo as coisas mais irrelevantes, há sempre uma explicação racional…

Como surgiram as basílicas

Publicado originalmente em 26.1.11

Muita gente planeja, junta dinheiro, tira férias e sai por aí só pra conhecer as Basílicas do mundo. Aparecida, São Pedro São Francisco… a lista é imensa. Mas você já parou pra pensar de onde vem a palavra basílica?

Até o ano 300 da Era Cristã, seguidores de Jesus Cristo só eram admitidos em um prédio de Roma: o Coliseu. Nele, protagonizavam o grande clássico da Antigüidade: Leões x Cristãos.

Quando Constantino assumiu como Imperador, a coisa estava começando a ficar feia. Os cristãos pareciam que iam virar o jogo. E não, eles não conseguiram começar a ganhar dos leões. Mas, mesmo assim, perseguidos, continuavam a proliferar e já eram maioria na população romana.

Constantino, que podia ser tudo, menos besta, viu logo que o negócio era trazer os cristãos para o seu lado, ao invés de continuar a persegui-los. A continuar do jeito que era, a unidade do Império Romano poderia ser colocada em xeque.

Primeiramente, ele publicou o Edito de Milão. Por ele, o cristianismo deixou de ser uma religião proibida e acabaram-se as perseguições aos cristãos. Mais tarde, chutou o balde de vez e fez publicar o Edito de Tessalônica. Esse Edito inverteu completamente o jogo. O cristianismo, de perseguido, passou a ser a religião oficial do Império Romano.

Feito isto, Constantino deparou-se com um problema: se nós temos uma religião oficial, temos também que ter locais de culto. Como os cristãos, quando eram perseguidos, somente podiam exercer sua fé nas catacumbas de Roma, não havia nenhum modelo para um local de culto cristão. O que fazer?

Constantino mandou seus assessores criarem um modelo de igreja. Um deles teve uma idéia brilhante: como os cristãos eram muitos e não havia modelos disponíveis, por que não utilizar o modelo da Basílica de Maxêncio?

Grande, com amplos espaços internos, ela poderia perfeitamente acomodar os cultos cristãos, e não haveria qualquer problema de comparar com templos de outras religiões.

As basílicas romanas, copiadas do modelo grego – como, de resto, tudo em Roma -, na verdade significavam somente grandes espaços cobertos destinados à realização de assembléias civis. Não há, na origem da palavra, qualquer conotação religiosa.

Daí porque as basílicas são como são.

Pra quem quiser conhecê-la, ela – ou o que restou dela – está no Foro Romano, em Roma.

Segue abaixo uma foto:

Basílica de Maxêncio

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