Sugestão de música: Duran Duran

A música está sempre presente aqui no blog, mas já faz um tempo que não se dedica um post decente pra ela. Redimindo-me, hoje vamos voltar ao Reino Unido e saber um pouco mais de um de seus maiores produtos dos anos 80: Duran Duran.

Duran Duran é um quarteto formado por jovens de Birmingham. Posteriormente, o quarteto virou quinteto, e seus integrantes eram Andy Taylor, John Taylor, Roger Taylor, Nick Rhodes e Simon Le Bon.

Embora tenham iniciado a carreira ainda em 1978, foi somente nos anos 80 que a banda estourou nas paradas.

A banda começou meio na onda new wave. Batidas eletrônicas, mixagens digitais e arranjos metálicos faziam parte do repertório da banda. Progressivamente, porém, o quarteto seguiu na direção do pop até encontrar seu verdadeiro nicho no pop romantic. Foi depois disso que o Duran Duran ganhou a simpatia de Diana Spencer e ficou mundialmente conhecida como “a banda preferida da Lady Di”.

O primeiro grande single da banda foi Girls on a film. Uma musiquinha meio tosca, mas que causou sensação pelo “choque” do clip: mulheres seminuas, de topless, brigando com travesseiros num ringue. Um escândalo para a época e ousado ainda hoje.

Os próprios integrantes da banda afirmaram, tempos depois, que a idéia não era usar o vídeo para divulgação em rede aberta, mas somente para canais fechados (Wikipedia). De todo modo, valeu para dar visibilidade à banda e permitir ensaios diferentes para a sua música mais tarde.

Em 1982, o Duran Duran lançou o álbum Rio. Nele, o seu primeiro superhit mundial: Save a prayer. Sucesso nas paradas do mundo e tema de novela aqui no Brasil (Sol de Verão).

Save a prayer ficou em primeiro lugar nas paradas do Brasil por bastante tempo, e conseguiu fazer com que a banda alcançasse, pela primeira vez, o top ten dos Estados Unidos.

Catapultada para o estrelato, a banda segurou bem a onda da pressão do sucesso e continuou a produzir discos e megahits em série.

Com o sucesso nas paradas, o Duran Duran foi chamado em 1985 para fazer a música tema de 007 – Na mira dos assassinos (A view to a kill). Se sozinha a banda já fazia sucesso, que dizer da promoção ínsita à marca James Bond.

Depois de a view to a kill, a banda começou a ter seus desentendimentos internos. Dois integrantes deixaram-na, alegando estarem cansados daquilo tudo. A banda que começara como um quarteto e passara a um quinteto, vira-se subitamente reduzida a um trio: Le Bon, Rhodes e John Taylor. Mesmo assim, os três que restaram não deixaram a bola cair e seguiram compondo sucessos.

Com o novo disco (Notorious), veio o hit definitivo da banda: A matter of feeling (questão de sentimento). Um típico pop romântico dos anos 80. Conta a história de uma mulher em busca de si mesma, que vive de cama em cama em busca de algo que dure (“Who knows you might find something to last?”).

No Brasil, a divulgação recebeu uma mãozinha providencial da Globo, que colocou o hit como tema da novela Mandala. Foi o que bastou para a matter of feeling passar semanas e semanas no número 1 das paradas.

Finda a década de 80, o Duran Duran seguiu com seu ofício de produzir sucessos. Com o The wedding album, vieram Ordinary world, uma música que embalou muitas danças de casais por aí, e Come undone, uma típica música de dor-de-cotovelo, do cara abandonado que roga praga pra mulher que o deixa: Who do you need, who do you love, when you come undone? (De quem você precisa, quem você ama, quando você se desfaz?)

Desde The Weddind Album, em 1993, o Duran Duran nunca mais produziu um álbum à altura dos anteriores. E olha que foram 5 depois deste. A banda lentamente foi caindo no esquecimento e acabou virando uma espécie de zumbi no mundo da música

Em 2001, aproveitando a onda de revival das bandas dos anos 90, Simon Le Bon e John Taylor tiveram a idéia de relançar o Duran Duran com uma turnê mundial de memórias. Nessa época, até por Fortaleza chegaram a passar.

Ok. Não produziram mais nada de nível. Mas, entre produzir porcarias e relembrar grandes sucessos, melhor ficar com a segunda opção. Ao menos o legado é digno de uma época em que os sucessos eram feitos verdadeiramente de músicas, e não de barulhos musicados.

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