Como enfrentar a imigração estrangeira

Outro dia o Elio Gaspari tratou de mais um caso de desrespeito da imigração espanhola contra brasileiros que viajam pra Europa. Pensando nisso, acho que vale a pena dar umas dicas sobre o que esperar da imigração estrangeira e dar algumas dicas de como sobreviver a isso.

Algumas coisas são básicas.

Primeiro: tenha em mãos a documentação requerida. O que se exige é passagem de volta marcada, reserva do hotel ou a declaração de um residente dizendo que se responsabiliza pela sua hospedagem, seguro de viagem e, obviamente, dindim no bolso.

Em uma situação normal, eles só pedem pra ver a passagem de volta e a reserva do hotel. Se começarem a pedir pra ver seguro de viagem e o dinheiro que você tá trazendo, comece a colocar o pé atrás: é sinal de que vai dar….errado.

Parênteses. Um dica sobre seguro saúde: se você tiver um cartão de crédito internacional, procure saber se ele oferece o seguro de viagem caso você compre a passagem por ele. Assim, você economiza algum na viagem. No caso dos cartões Visa, o formulário pra você imprimir o Certificado de Seguro Schengen é www.interpartner.com.br/visaform. Fecha parênteses.

Segundo: demonstre tranqüilidade. Acredite: os caras passam o dia todo lá só fazendo isso. É que nem policial pra identificar malandro; só de bater o olho o sujeito já sabe se é imigrante ilegal ou não. Mesmo que essa seja a sua primeira vez, tente aparentar a maior calma possível.

Terceiro: se você estiver indo pra algum curso, evento, palestra e etc., tenha em mãos o comprovante de inscrição. Isso ajuda bastante. Se você responder que veio fazer um curso e não tiver o comprovante de matrícula, pode escrever: vai ser barrado.

Quarto: sempre que possível, leve consigo a carteira profissional, se você tiver. Dentro dos parâmetros deles, alguém já estabelecido profissionalmente tem menos possibilidades de se tornar um imigrante ilegal.

Quinto: cuidado de se você fizer parte de um grupo de risco. Por grupo de risco, entenda-se: se você é mulher, jovem, bonita e está viajando sozinha, nem adianta argumentar. A primeira coisa que o sujeito da imigração vai pensar é que você é prostituta e está indo “a trabalho”. A mesma coisa vale se você é homem, jovem, solteiro e bem apessoado.

Sexto: se você já viajou outras vezes, conserve os passaportes antigos com os carimbos. O argumento é simples: se você tem um monte de entrada e saída de diversos países, não é crível que, desta vez, você vai se tornar um imigrante ilegal.

Sétimo: procure se inteirar sobre as normas de imigração de certos países. Por exemplo: a  maior parte dos países da União Européia faz parte do Tratado Schengen. Isso quer dizer que, entrando em um deles, você pode andar por todos. Mas a Inglaterra, por exemplo, não faz parte do Schengen. Mesmo entrando na Europa, você vai fazer uma outra imigração no Reino Unido. A mesma coisa vale pra Suíça (se bem que entrar e sair da Suíça é a coisa mais fácil do mundo; normalmente só querem saber se você tem algum papel parecido com passaporte. Nem precisa ser de verdade e tampouco precisa ser válido. Disfarce bem e faça cara de sério que você passa, hehehe)

Por fim, algumas notas que podem ajudar no planejamento da viagem:

Embora falem muito da imigração portuguesa, que daria muita patada e etc., eu pessoalmente nunca tive problemas. Uma saída é fazer um vôo direto pra Londres. Apesar da má fama, eles são os sujeitos mais educados e polidos que existem. Com a documentação em ordem, dificilmente você vai ser barrado. Depois de entrar no UK, pra entrar na Europa é um pulo: os caras nem  olham nada. Devem pensar assim: “Bom, se entrou na Inglaterra, é porque está tudo em ordem”.

Uma última dica: evite fazer as imigrações pela Itália e pela Espanha. Esses são universalmente conhecidos como os piores serviçoes de imigração para brasileiros. Isso porque é lá em que há a maior quantidade de brasileiros e brasileiras ilegais se prostituindo.

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2 respostas para Como enfrentar a imigração estrangeira

  1. Rudolf Walter Richard Hess disse:

    Complementando as dicas, é recomendável que as mulheres jovens evitem roupas provocantes e batom/esmalte chamativo. Portando, um estilo (e comportamento) sóbrio e discreto é melhor. Outra dica é, além de levar cartões de crédito, também levar junto as faturas, nas quais há indicação do limite. Mas observe que só cartão não basta; tem de levar dinheiro em espécie em quantidade mínima (algumas imigrações de países da Europa exigem 60 euros por dia). Quem vai ficar em casa de parente ou amigo, deve levar carta convite. Mas atenção, essa carta não é qualquer carta informal. A carta deve ser enviada pela pessoa que está convidando, afirmando que vai se comprometer com todas as suas despesas, seja com a estada, seja com a alimentação, se responsabilizando por tudo. Deve também ter dados de identificação do remetente (passaporte etc). Pode também ter o número de telefone para contato. Isso é importante se os caras da alfândega quiserem ligar para confirmar. Há modelos dessas cartas na internet, escritas em vários idiomas.

    Sieg Heil!

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